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Um encontro religioso em que todos temos que nos envolver e participar!

A trindade constituída de Obàtálá, Èsù e Òrúnmìlá exemplifica, no plano filosófico, o provérbio Yorùbá em que a tríplice garante a estabilidade. No esforço para esta estabilidade filosófica o homem foi ensinado pelo oráculo de Ifá a observar a retidão ética de Obàtálá, alegar o elemento imprevisível da vida representado por Èsù e confrontar os problemas com a sabedoria de Òrúnmìlá. Essa é a mensagem abstrata atrás dos mitos e legendas do papel da trindade recontada pelos versos de Ifá.

Este verso de Èjì Ogbè reconta o reconhecimento de status supremo de Obàtálá e o início discreto da trindade de Obàtálá-Èsù-Òrúnmìlá.

Não há águas que possam rivalizar com o Oceano na majestade. Não há nascentes nas montanhas que possam se igualar a Lagoa em grandeza.

Assim declarou o oráculo de Ifá para Obàtálá,

O Ancião dos Dias, no dia em que ele foi dotado com o poder criativo.

Outras divindades exigiram um compartilhamento deste poder, exceto Òrúnmìlá e Èsù.

No verso a seguir veremos Obàtálá conferido com o poder Criativo e veremos a rivalidade de outras divindades que queriam um pouco do poder.

Òrúnmìlá foi convidado para a trama, porém, ele recusou.

Èsù também foi chamado, porém, também recusou.

Desta vez as divindades perderam a batalha para Obàtálá e imediatamente concederam preeminência eterna para ele.

A próxima estrofe de Ìretè méjì revela que a recusa de Òrúnmìlá e Èsù para se agregar na conspiração contra Obàtálá não foi sem benefício calculado. Desassociando-se das outras divindades, Òrúnmìlá e Èsù se auto promoveram a uma co-igualdade com Obàtálá em uma Trindade.

Dois personagens:

Emissário da Terra e O criador da cidade de Ifé, foram os regulares mensageiros de Òrúnmìlá para Olódùmarè, o Onipotente.

A mensagem para o Onipotente talvez seja:

Com o estado das coisas em Ifé nos dias de hoje, que sacrifícios deveriam ser apontados como remédio?

A resposta veio:

Ofereça um rato do mato.

Atuando nestas recomendações Òrúnmìlá receberia bons auspícios para a cidade e tudo tornaria a ficar bem.

Mas assim que o tempo passou, as coisas mudaram.

Quando o Onipotente disse que uma cabra deveria ser oferecida, estes mensageiros reportaram a Òrúnmìlá que um cordeiro deveria ser oferecido.

O sacrifício resultaria em falha.

O que seria responsável por estes eventos?

Òrúnmìlá perguntou a si mesmo, não sendo cúmplice da traição dos seus mensageiros.

Eventualmente, a verdade apareceu, porém Òrúnmìlá nada disse.

Ele apenas impediu os mensageiros de enviarem ainda mais solicitações ao Onipotente.

Um dia, sem notícias, no curso normal de uma consulta divinatória Òrúnmìlá de repente apreendeu os mensageiros e matou os dois.

Quando os cidadãos de Ifé descobriram a ação de Òrúnmìlá, eles ficaram chocados.

Como pode Òrúnmìlá ter matado seus mensageiros cujos recados para o Onipotente sempre trouxeram prosperidade à Ifé?

Quando Òrúnmìlá conseguiria substituir os mensageiros por outros melhores ou de iguais serviços?

Òrúnmìlá respondeu que o problema estava longe de ser simples, que a verdade iludiu os cidadãos.

Os cidadãos furiosos tornaram-se duros e no final sitiaram a casa de Òrúnmìlá.   Òrúnmìlá, os mandou para longe e se escondeu.

Os invasores irados armaram contra o Omo Ifá de Òrúnmìlá chamado Imulegbẹ (O Adepto) e bateram severamente nele.

Eles acharam outro convidado Àkàlé (O Protetor da Casa) e o estapearam muitas vezes, então retornaram para Imulegbẹ para rasgar suas roupas em pedaços.

Nisto, Òrúnmìlá apareceu para desafiar os agressores:

Então não há mais respeito ou reverência por mim nesta cidade?

Vocês, cidadãos de Ifé, não prosperaram sob minha orientação?

É correto que os meus convidados sejam tão maltratados por vocês?

Em uma grande fúria, Òrúnmìlá deixou a cidade rapidamente seguido prontamente de Imulegbẹ e Àkàlé.

Contudo, antes de deixar Ifé, Òrúnmìlá ordenou a todos os adivinhos de ífá, incluindo os que empregam três, quatro, oito ou dezesseis búzios a doravante recusar a consulta para os cidadãos de Ifé.

Assim, os cidadãos de Ifé iriam aprender quão fáceis é administrar seus próprios assuntos sem a orientação dos adivinhos.

Tendo deixado Ifé, Òrúnmìlá e seus dois amigos viajaram profundamente dentro da floresta até que chegaram “No Meio do Nada” e eles construíram três cabanas de colmo com folhas de palmeira:

Uma para Àkàlé (Codinome de Èsù) e a segunda para Imulegbẹ, um outro nome para Obàtálá e a última para Òrúnmìlá.

Com a partida de Òrúnmìlá, a cidade de Ifé ficou engolida de problemas.

Os alimentos tornaram-se escassos, mulheres grávidas sentiram as dores do parto mas não conseguiram parir.

As recém-casadas não conseguiram engravidar.

Os homens se tornaram impotentes.

Em pouco tempo a desordem e a confusão reinaram.

Os cidadãos consultaram os adivinhos de 3,4,8 ou 16 búzios para ver como o desastre poderia ser detido mas, os adivinhos, responderam que todos os seus pedidos não poderiam ser satisfeitos uma vez que seus búzios usados para adivinhação foram completamente gastos em dias de necessidades.

O que eles fariam?

Onde se escondiam as soluções?

O próprio Rei de Ifé estava perplexo e perdido com as condições da cidade que só pioravam a cada dia.

Não choveu e tudo começou a ficar parado, então os cidadãos levaram os problemas mais a sério e viajaram para fora de Ifé para solicitar assistência em qualquer lugar possível.

Primeiro conheceram um adivinho cujo apelido era “Caranguejo que se arrasta em buracos no pântano longe dos habitantes aquáticos”.

Ele rejeitou a consulta do Oráculo em seu nome alegando a injunção imposta a ele por Òrúnmìlá seu mestre que antes deixou Ifé.

“Mas nós não sabemos onde está seu mestre” responderam os cidadãos.

“O que deveríamos fazer para sair dessa situação desesperadora?”

Tendo pena de seus apuros o adivinho aconselhou-os a caçar um antílope e trazer para ele, depois ele os apresentaria a outro adivinho.

Os cidadãos cumpriram muito prontamente.

Então, eles foram despachados para outro adivinho cujo apelido era “Cor de Ouro assim como Óleo Fresco de Palmeira”, que foi esperado para levá-los até o esconderijo de Òrúnmìlá.

Depois de ter escutado suas predicações o adivinho exclamou:

Isso é realmente verdade?

Oras, então vá buscar um antílope e traga-o para mim.

Os cidadãos se aprontaram e depois de um tempo acharam um antílope o qual eles perseguiram até o alto da colina, abaixo dos pequenos vales.

Cada vez mais fundo na floresta a dentro a perseguição continuou, até que os cidadãos se acharam “No Meio do Nada” quando de repente o antílope desapareceu.

Procurando pelo antílope perdido, os cidadãos logo avistaram três cabanas de colmo com folhas de palmeiras.

Completamente assombrados eles disseram a eles mesmos:

“Que lugar mais deserto para se escolher como habitação”!

Como pode alguém morar aqui quando, em Ifé, nós estamos morrendo de fome?

Um deles pegou uma pedra e arremessou-a em uma cabana.

Saiu de lá Àkàlé (Èsù) perguntando com irritação:

Quem arremessou esta pedra em minha cabana?

Responderam os cidadãos.

Fomos nós.

Qual é o problema.

Exigiu Èsù:

Que missão os trazem aqui?

Vocês nos proíbem de morar aqui também?

Ha!

Exclamaram os cidadãos.

Vocês, finalmente.

Eles chamaram Èsù e narraram para ele a miserável condição de vida em Ifé.

Disse Èsù:

Agora vocês vão retornar a Ifé e trazer os reparos por terem apedrejado minha cabana: 2 ratos do mato, 2 peixes secos e todas as outras coisas em dois.

Eles voltaram a Ifé com a intenção de providenciar os reparos necessários.

No processo eles relataram ao Rei que havia um raio de esperança no meio do nada.

Uma pessoa que falou com eles exigiu reparações deles.

O Rei respondeu que suspeitava de que Òrúnmìlá também estivesse na companhia de seu interlocutor.

Os cidadãos deveriam retornar para a floresta com as reparações requeridas e relatar os desenvolvimentos.

Entretanto, antes dos cidadãos retornarem, Àkàlé (Èsù) foi ao encontro de Òrúnmìlá.

Há um desenvolvimento interessante, ele disse.

Um dos cidadãos de Ifé que veio aqui apedrejou minha cabana.

Eu me retirei, ouvi seus contos de aflição e antes de prometer qualquer coisa eu ordenei reparações pelas suas transgressões.

O que nós faremos se eles voltarem com as reparações?

Òrúnmìlá levou consigo Èsù para relatar a situação para Obàtálá, que é chamado de Elége (O Adepto).

Desta vez Òrúnmìlá disse:

Obàtálá, por favor, escute.

Èsù acabou de me contar que os Cidadãos de Ifé vieram aqui e sua história é cruel, muito cruel.

O desastre é iminente a não ser que façamos algo para ajudar.

Obàtálá respondeu:

Realmente! Mas você sabe Òrúnmìlá, que desde o nosso exílio aqui eu fechei as comportas de chuva.

Nenhuma gota irá cair na Terra até que o mundo todo seja destruído.

Eu não vou escutar nenhum apelo.

Apesar de muitas tentativas de Òrúnmìlá e Èsù, Obàtálá se recusou a mudar de ideia.

Foi quando Òrúnmìlá disse essa pesada palavra:

(Oríkì erò Obàtálá)

….

Neste ponto não podemos avançar muito.

….

Perplexo nestes elogios sutis, Obàtálá respondeu:

Na verdade, Òrúnmìlá, você recontou muitas das minhas histórias.

Nada mais resta a não ser aceitar seus apelos.

Consequentemente quando os cidadãos de Ifé voltaram com as reparações, Òrúnmìlá perdoou-os, Obàtálá perdoou-os e Èsù perdoou-os.

Com as reparações, um sacrifício de indenização foi cumprido.

Acerca disso os três adivinhos e os cidadãos voltaram a Ifé dançando e alegrando-se por que a cidade fora salva do desastre.

Daquela vez a cidade de Ifé se expandiu em várias direções até que englobou todo o mundo.

OBÀTÁLÁ, ÈSÙ E ÒRÚNMÌLÁ.

OBÀTÁLÁ

O òrìsà de paz, harmonia e pureza. Ele é o pai da maioria dos òrìsà e o criador da humanidade. Ele é o dono da criação. Ele representa claridade, justiça e sabedoria. Tudo o que é branco na Terra pertence a ele: a neve, as nuvens brancas, os ossos, o cérebro, o algodão.

Obàtálá é o sol e é também a chuva que cai para fertilizar a terra.

É o dono da argila e da criação, onde molda os seres humanos em barro.

“O grande òrìsà” ocupa uma posição única e inconteste do mais importante òrìsà e o mais elevado dos Deuses Yorùbá.

Senhor do silêncio, do vácuo frio e calmo, onde as palavras não podem ser ouvidas. Pode ser lento como um caramujo, todo de branco como seu ritual exige e também ser enérgico e guerreiro, em todas as versões, é Obàtálá o rei do Pano Branco.

ÈSÙ

Èsù foi criado por Olódùmarè como um òrìsà especial de maneira tal que ele deve existir em tudo e residir em cada pessoa. Foi dessa matéria primordial e divina da qual, posteriormente, ele fez todos os òrìsà. Assim, Èsù é o primeiro ser criado.

Èsù é conhecido como “Èsù Àgbá”, o Ancestral primordial, e seus assentamentos mais antigos e tradicionais eram simples pedras de laterita vermelha. Èsù é por excelência o símbolo da existência diferenciada e, em consequência disso, o elemento dinâmico que leva ao movimento, à transformação e ao crescimento. Ele é o princípio dinâmico de tudo que existe e do que virá a existir.   Èsù é a energia absoluta da oportunidade!

Èsù é o primeiro a ser cultuado, e isso se explica devido ao seu papel de energia condutora, propulsora, recapacitadora e reconstituidora.

Sem Èsù, tudo estaria paralisado, estagnado, sem desenvolvimento.

É Èsù quem faz cumprir o equilíbrio de tudo que existe. É o equilíbrio que permite a multiplicação e o crescimento.

ÒRÚNMÌLÁ

Òrúnmìlá é o òrìsà Senhor da sabedoria e do conhecimento, que tendo adquirido o direito de viver entre o céu e a terra, tudo sabe e tudo vê na totalidade dos mundos, transcendendo espaço e tempo.

Foi testemunha da criação universal e detém o conhecimento do passado, presente e futuro do destino de todos os habitantes da terra e do céu.

Na Terra, Òrúnmìlá é quem apresenta o destino ao reencarnado por ocasião do seu nascimento. Conhece todos os destinos e como propiciar o sucesso em todos os âmbitos, além de revelar o òrìsà pessoal de cada um.

Òrúnmìlá é a soma da sabedoria suprema, a vida e a morte, o nascimento da natureza, a visão total do mundo e da existência estabelecendo normas éticas que irão comandar as sociedades e os homens. É o equilíbrio que ajusta a força que conduz a sustentação do planeta.   Òrúnmìlá representa a antiga sabedoria do Culto Yorùbá.

Uma modalidade oracular mais popular é o Òpèlè Ifá. Apenas sacerdotes iniciados no culto de Òrúnmìlá – os Oluwo Ifá e Bàbáláwo – são credenciados para utilizar esses oráculos.

Todo o corpo filosófico da religião Yorùbá se resume nos signos de Ifá.

Texto cedido pelo meu sacerdote Obàálá Oluwo Olóri Ifárunaola Adesanya.

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Egbé òrun são companheiros espirituais.

Cada pessoa tem a sua preferência de companhia no òrun antes de vir ao ayè, quando uma pessoa vem do òrun ela pode estar associada a muitos grupos.

Um destes grupos é chamado Ègbé Emere um dos mais poderosos.

O destino de uma pessoa já está traçado antes dele vir a Terra. Seu espírito já fez seus acordos com os poderes constituídos. Este acordo pode ser por dinheiro, vida longa, filhos e etc.

Este acordo depende do individuo. Em alguns casos uma pessoa pode ter marido/esposa durante seu tempo no òrun e ter feito uma promessa significativa para ele/ela.

Eles podem ter prometido não se casar com ninguém enquanto viverem na Terra. Como podem ter prometido passar apenas um dia, mês ou ano na terra.

Se o acordo foi quebrado quando esta pessoa estava na Terra, esta pessoa vai ter muitos problemas em sua vida terrena.

É importante que uma pessoa faça um sacrifício relevante para Ègbé Emere, Ègbé Eru Didi ou Ègbé òrun, para sua situação em particular quando chegar a este mundo.

Alguns prometem fazer este sacrificio quando estão no òrun, mas quando chegam a Terra não buscam estas informações e não fazem o sacrificio combinado.

Algumas pessoas tem acordo com Egbé òrun no oceano, outros em árvores, todos tem seus companheiros de Ègbé ou espiritos que estavam junto dele enquanto permaneciam no òrun.

 

No Odù Òyékú’Ogbè vemos

 

Ìjì Àjí a ko jiré

Isun asùn a ko sun ire

Ebo Òyèkú-L’ogbè la o mon.

 

Foi divinado para Òrúnmìlá quando ele guardava seu dinheiro no quarto.

Um dia ele voltou de viagem e descobriu que estava faltando dinheiro.

Ele pensou que fossem seus Áwo que estavam lhe roubando.

O dinheiro continuava sumindo e Òrúnmìlá descobriu que era seu Egbé que estava perturbando sua vida.

Ele realizou sacrificio, alimentou-os.

Após fazer isso o dinheiro deixou de sumir.

Ele então começou a alimentá-los periodicamente e não teve mais problema.

 

Os problemas das pessoas se manifestam de maneiras diferentes.

Alguns perdem emprego, outros têm problemas no parto, no casamento ou no relacionamento, isto depende da circunstância individual. Tudo isto poderia ser uma promessa quebrada com seu Egbé ou o descontentamento deles com algo que a pessoa esteja fazendo na Terra. É o Egbé que tem o poder de levar coisas essenciais a alguém para fazer sua vida infeliz, é feito por causa de um acordo quebrado.

Nem todos são Abiku, nem todos vão morrer na cerimônia do nome ou no dia do casamento. Porém para alguns pode ser o caso.

Quando Egbé òrun vem buscá-lo é por causa do acordo original.

 

Em Òsé-Ògúndá temos:

 

Òsé Omolú

Òsí ko mo áwo

Agada ko mo Orí

Eni o da oru

 

Foi feita divinação para ómó Asode, ómó Aroko e ómó Asawo, estas três crianças vieram do òrun, no mesmo período e com a mesma promessa.

Eles fizeram promessa antes de vir a Terra e iriam voltar para o òrun depois de ficar apenas sete dias.

As três mães fizeram jogo com babalawo.

Apenas uma das mães fez o sacrificio prescrito.

Elas foram orientadas a não fazer a cerimônia do nome e nem fazer festa, elas deveriam apenas dar um nome a criança e nada mais.

As outras duas mães usaram o dinheiro para uma grande festa em vez de fazer o sacrificio.

Durante a cerimônia do nome, Ègbé òrun chamou suas crianças de volta para casa.

Quando chegaram a ómó Asawo eles foram incapazes de levá-lo.

É destino de algumas pessoas serem muito poderosas na Terra. É através do Egbé que seus aspectos positivos se manifestarão. Para algumas pessoas uma coisa pequena e insignificante se transformará em algo muito grande através da influencia de Ègbé. É sempre importante que as pessoas cuidem de Ègbé. Em casos de crianças doentes é importantíssimo, pois problemas na infância podem estar ligados e sendo causados por Ègbé òrun.

 

Texto de: Owolabi Aworeni.

A Ascensão do àse

Ifá está enraizado na crença de atunwà, ou seja, retornar para evoluir (Iwá Pèlé).

Ifá ensina que Orí é a palavra yorùbá usada para descrever o espírito humano residente no Ikolè òrun, nos intervalos ele viaja para o Ikolè Ayé que significa: a Terra.

Ikolè significa: a casa onde eu aprendo.

Òrun é frequentemente traduzido como: O céu.

Acredito que o òrun é mais bem entendido como o reino invisível em um universo multidimensional. A astrofísica moderna postula que vivemos em um universo de 10 dimensões, Ifá identifica sete dimensões que sugerem que os conceitos são semelhantes. Ambos, Ifá e a astrofísica ensinam que múltiplas dimensões são interativas o que significa que o universo visível está constantemente sob a influência de forças invisíveis. A ciência chama esses princípios de forças fundamentais, Ifá chama de Odù, que significa ventre.

A escritura oral de Ifá, diz que enquanto no òrun, Orí mora em uma cidade sagrada chamada Ilè Ifè.

A cidade yorùbá da Nigéria considerada o centro espiritual de Ifá é também chamada de Ilè Ifè baseada na ideia metafísica, de que o que está acima também está abaixo.

É semelhante à ideia platônica de formas invisíveis. Tanto Platão quanto Ifá postulam que tudo o que vemos no mundo físico, primeiramente está no reino invisível, o òrun.

A palavra Ilè Ifè significa:

Casa do Amor / Terra que se espalha.

De acordo com a metafísica de Ifá as viagens do Orí são para formar a casa do amor no òrun (o reino invisível) e a Casa do Amor no ayé (o reino visível) durante seus vários nascimentos (atunwà) como o Orí individual, o coletivo é o Orí que se expande adotando uma visão mais ampla de si mesmo e do mundo.

Segundo Ifá o propósito da viagem do òrun para o ayé é desenvolver Ìwá-Pèlé.

A palavra Ìwá-Pèlé é comumente traduzida para significar um “bom caráter” e não tem essa conotação.

A língua sagrada yorùbá é baseada em elisões que significam que as sentenças são encurtadas para formar uma palavra com significado simbólico baseado em uma frase completa.

A sentença da qual deriva a palavra é a chave para entender o mistério que está por trás (awo) ou o próprio mundo.

Ìwá-Pèlé é uma elisão formada pela sentença Ìwà opé ile, que significa: venho para cumprimentar a Terra.

Em Ifá Ìwá-Pèlé está enraizado em Ìwá-rere da elisão: Ìwá ire ire.

Ìwá-rere também é comumente traduzido para significar um “bom caráter.”.

Quando uma palavra é repetida em yorùbá é uma referência para a fonte da palavra.

Re re.

É a elisão das palavras ire ire que sugere a fonte da boa sorte.

A tradução literal de Ìwá rere é que eu venha a ter boa sorte.

Esta é uma expressão da crença de que em Ifá todo mundo nasce uma pessoa boa e abençoada, expressado em linguagem yorùbá como: Omo-rere.

Ao dizer que um Orí vem de Ilè Ifé no Ikolè òrun significa que este Orí vem da cidade do amor incondicional, um estado em que o Ser está em perfeito alinhamento com a Fonte da Criação.

Alinhamento perfeito é um estado de graça chamado Lái Lái em yorùbá.

Lái Lái é a imersão da consciência individual ou Orí, que na consciência universal e chamado de Ìponrí.

A viagem para a Terra é uma separação da Fonte, resultando em uma perda de memória associada à Lái Lái.

Esta jornada é descrita simbolicamente em Ifá como flutuando em águas azuis (comumente chamdo de Rio Azul e alusivo a Òsún), o que significa a passagem através do sangue do canal do nascimento.

É o primeiro de uma série de ritos de passagem que formam o Orí em sua jornada desde Ilè Ifé no òrun até Ilè Ifé no ayé.

Quando Orí está em alinhamento com a Fonte ela experimenta um estado eterno do Saber.

Em outras palavras, o crescimento espiritual não é um processo de aprendizagem é uma experiência de se lembrar.

A tarefa da disciplina espiritual de Ifá não é para aprender como se comportar, a tarefa da disciplina espiritual de Ifá é nos lembrar de quem somos.

De acordo com a disciplina espiritual de Ifá a revelação de quem somos é resultado do desenvolvimento de Ìwá-Pèlé.

Saudamos a Terra para aprender o que significa Onilé, o Seu Espírito, para fazermos sim, um lugar melhor para as gerações futuras.

No processo de desenvolvimento de Ìwá-Pèlé nos tornamos Ìwá-rere, como resultado de lembrarmos que somos Omo-rere.

Em termos simples, nós somos seres espirituais tendo uma experiência humana. O desafio é saber disso e permanecermos humildes.

Muitas vezes uma pessoa, que considera a si mesmo um Ser Espiritual, confunde essa condição com a noção que eles têm sempre razão, que eles devem ter alguma coisa que eles imaginam ter e que têm sanção divina para controlar os outros (Òbàrà méjì em ìbì).

A necessidade de controlar os outros se baseia em ciúme e avareza, que Ifá descreve como a fonte de Orí burúkú.

A palavra Orí burúkú é a elisão de:

Orí búburú ikú.

Que significa:

“Consciência que traz a morte.”.

Muitas vezes, é traduzido por significar o mau, mas é mais corretamente entendido como:

Comportamento autodestrutivo.

Os versos da escritura oral de Ifá são chamados de Èsè Odù.

O Odù Òbàrà Méjì fala da importância de compreender a diferença entre autoestima saudável e egoísmo.

O versículo diz que a mosca que não é gananciosa nunca morre dentro de uma garrafa de vinho.

A ganância é o desejo de uma parcela excessiva dos recursos comuns.

A justificativa para a ganância é a crença de que os outros não merecem uma parte justa dos recursos comuns, uma visão que, por sua vez denegri os outros, geralmente na forma de fofoca.

Em termos simples o desenvolvimento da autoestima saudável é guiado pelos tabus culturais yorùbá contra a fofoca, crítica pública e linguagem abusiva.

A tensão entre autoestima e a ganância está no cerne da busca de Ìwà-rere.

De acordo com a experiência de Ifá Láilái é a fonte de autoestima saudável, é a experiência de lembrar quem somos e de onde viemos. Tornamo-nos abertos à experiência por rendição ao Espírito não pelo controle de outros.

O desejo de controlar os outros é geralmente apoiado por ameaças de violência para com aqueles que não se conformam. Na diáspora essas ameaças frequentemente tomam a forma de bruxaria, juju (magias com pó) e rituais destinados a bloquear a sorte do outro.

A experiência de Láilái não vem como resultado do início da experiência de que Láilái traz um estado de graças.

Na cultura yorùbá graças é descrita como:

Òpe ni fun Olórun.

Significando:

Toda a minha bênção vem da fonte de criação.

É uma revelação da nossa conexão compartilhada com a Fonte. A iniciação é uma tentativa humana de experiência aproximada de Láilái, que só pode vir da Fonte.

Abrimos a porta para a possibilidade de Láilái, reconhecendo que nascemos no amor incondicional ou Ilè Ifè que é a fonte de nossas bênçãos como Omo-Rere.

Ifá em Èjì Ogbè diz:

Ìwà-Pelé ni Àyàmò, ati  Àyàmò ni Ìwà-Pelé.

Significado:

Caráter é destino e o destino é o caráter.

Em outras palavras, nós nos tornamos o que somos pela saudação da Terra, ou seja, podemos aprender coma Terra, aprendemos a viver em harmonia como Eu e o mundo.

Na cultura yorùbá tradicional uma pessoa mais jovem cumprimenta sempre um ancião e pede uma bênção, porque um idoso é considerado um mentor e um professor. Nós viemos a Terra para aprender a formar o espírito. Na língua yorùbá a crosta ao redor da Terra é chamada Èèpè erùpè. O Espírito da Terra é chamado Onilé. O áwo ou mistério de Onilé é o conteúdo da Ìwà-Pelé. Isto significa que a Terra é uma manifestação da consciência ou Orí, a Terra é um reflexo perfeito do que nos percebemos ser. Como a consciência humana evolui a Terra evolui para acomodar nossa transformação e crescimento, seja transformação criativa ou destrutiva.

Na língua yorùbá: É a polaridade entre Orí burúkú e Consciência.

Que significa:

Consciencia que traz ire de boa sorte.

Orí burúkú significa o que traz auto destruição.

Quando a consciência humana se move muito longe de sua natureza essencial, a própria Terra repõe limpando a lousa. Em Ifá o poder de regeneração da Terra é chamado Òsá ‘fún.

No Odù Òsá ‘fún está baseada a ideia de que a vida na Terra foi projetada para funcionar. O verso diz que quando o primeiro macaco passou a viver na floresta o macaco mentiu sobre o comportamento do Espírito e o Espírito o acusou de violar o tabu contra a embriaguez. Quando foi descoberto o macaco mentiu, o macaco não tinha permissão para descobrir a paz de espírito, é por isso que eles constantemente gritam.

O verso sugere que não viver em harmonia com a lei natural, torna a estabilidade mental e o crescimento espiritual impossível.

Há um provérbio em Ifá que diz que não há peixes no oceano que sejam desabrigados. Lembrando que estamos incluídos em uma visão de como fazer a vida sem a necessidade de se envolver em fofocas baseada na ganância.

A falta deviver em harmonia com esta visão tem ​​consequências inevitavelmente destrutivas.

A crença de Ifá que vivemos em um universo abundante significa que o esforço coletivo é mais produtivo do que tentar resolver todos os nossos problemas por nós mesmos.

Em termos simples: Viver em um universo abundante significa que devemos viver em uma realidade de consenso.

Isto implica que a vida é o que fazemos dela.

Cada interação com a Terra envolve uma escolha. Podemos torna-lo um lugar melhor, abraçando toda a consciência como uma manifestação da Fonte, ou podemos tentar controlar aTerra, em um esforço para cumprirmetas de autoserviço.

Ifá chama a primeira escolha Orí ire ou a consciência que manifesta boa sorte; Ifá chama a segunda escolha de Orí ìbì ou a consciência que manifesta destruição.

Baba Abimbola gravou o Odù Ogbè Alara no capítulo 9 do livro, Yorùbá Tradição Oral: Poesia em: música dança e Teatro, publicado pelo Departamento de Línguas e Literaturas Africanasda Universidade de Ifé.

O Odù diz que o bom caráter é a esposa de Òrúnmìlá.

Na cultura tradicional yorùbá Òrúnmìlá é o profeta original da disciplina espiritual de Ifá.

A referência ao casamento é uma expressão simbólica da ideia de que Ìwà-Pelé integra os aspectos masculinos e femininos de Orí (consciência individual).

O Odù descreve Ìwà como primeira mulher de Òrúnmìlá que significaa integração da consciência que foi a primeira tarefa do profeta e o primeiro passo no processo de crescimento espiritual.

Há um refrão repetido no verso que diz:

Kámúrágbátagbá, Ìwà.

Kámúrágbátagbá, Ìwà.

Se tomarmos um objeto de madeira feita a partir de rágbá e golpeá-la contra a cabaça, vamos saudar Ìwà.

Se tomarmos um objeto de madeira feita a partir de rágbá para bater na cabaça, vamos saudar Ìwà.

“Se tomarmos um objeto de madeira feita a partir de rágbá e bater a cabaça, vamos saudar Ìwà” é uma referência ao método tradicional de invocar o Espírito.

O Odù está dizendo que, se invocamos o Espírito façamos isso com a finalidade de desenvolver um bom caráter.

Isto significa que invocando o Espírito com a finalidade de bruxaria, denegrir ou prejudicar a boa sorte de outra pessoa é um tabu na religião de Ifá, de acordo com a escritura de Ifá.

Devido à tendenciosa e desinformada representação da espiritualidade Africana comum na mídia, há uma falsa crença de que a espiritualidade Africana baseia-se na ideia de prejudicar os outros. É ridículo acreditar em uma cultura que baseia suas crenças religiosas voltadas para a violência para com os outros, mas o estereótipo persiste, no entanto.

Quando você considera o fato do que a ciência diz hoje, todos os vivos são descendentes de uma única mulher do Leste Africano,a depreciação da espiritualidade africana é uma diminuição de todos os nossos antepassados. Ifá é uma expressão de ideias religiosas que acredito foram originalmente desenvolvidas na Etiópia e mais tarde se espalhou para o Egito (nota de responsabilidade do autor).

Do Egito, estas ideias religiosas se tornaram a base para o Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Diminuir a espiritualidade africana é diminuir todas as crenças religiosas.

O Odù continua dizendo que Òrúnmìlá pedia a Ìwà para ser sua esposa.

No Odù Ìwà é descrita comoa filha da Paciência.

Na cultura tradicional yorùbá paciência é consideradaa fonte de toda sorte na vida.

De acordo com Ifá a vida funciona quando Orí está ligado à sabedoria infinita.

Isso acontece quando a ausência de cobiça e inveja é acoplada com paciência e humildade. Paciência é usada para colocar o Orí em alinhamento com a Fonte, é a porta para a Graça. A palavra graça significa receber uma bênção da Fonte da Criação, em yorùbá a palavra graça é Láilái e Láilái é a fonte de Orí ire, ou seja, a consciência que cria a boa fortuna.

Com base nesta fórmula boa fortuna é a consequência inevitável de quem entende a relação entre Ìwà e sùúrù (paciência) significado que elas são usadas para o desenvolvimento eficaz do bom caráter.

Ìwà concorda em se tornar esposa de Òrúnmìlá significado que Òrúnmìlá faz o compromisso de desenvolver um bom caráter.

Ìwà diz a Òrúnmìlá que, para que a relação possa prosperar, ela não deve ser mandada embora de sua casa, ela não deve ser utilizada de modo descuidado e ela não deve ser punida desnecessariamente. Em outras palavras, o desenvolvimento de bom caráter é uma disciplina em tempo integral e não é uma questão de conveniência.

Ìwà não é algo que abraçamos quando o humor nos convém, como seres humanos vivendo na Terra, o foco principal de nossa atenção é desenvolver o bom caráter, que deveria ser a nossa maior preocupação.

Na cultura yorùbá tradicional tanto a consciência individual e aconsciência coletiva da família são fundadas sobre o conceito de bom caráter. O desenvolvimento de um bom caráter não é tomado de ânimo leve e inclui um elemento de justiça.

Òrúnmìlá responde a Ìwà dizendo que o Criador não iria deixá-lo violar os seus tabus. Isso significa que o bom caráter é uma manifestação de intenções transcendentes e as intenções são honradas, independentemente dos nossos sentimentos pessoais no momento.

Depois que eles se casaram Òrúnmìlá tornou-se infeliz e começou a queixar-se de Ìwà. Ele era crítico de tudo dizendo que tudo que ela fazia era errado. O reclamante chegou a um ponto onde Ìwà decidiu morar com seu pai no reino dos antepassados.

Esta é claramente uma referência à ideia de que se nós nos engajamos em julgar dos outros o bom caráter é diminuído em nós e eventualmente, torna-se inexistente.

Esta é a base para o tradicional tabu yorùbá contra a fofoca.

Denegrir outra pessoa é denegrir a si mesmo.

Òrúnmìlá retornou para casa e descobriu que Ìwà não estava.

Ele começou a procurarpor toda a parte. Em sua jornadapara localizar Ìwà ele encontrou outros anciãos que lhe falaram sobre problemas semelhantes com seus companheiros.

Isto sugere que Òrúnmìlá aprende a humildade, quando ele descobre que os outros estão lutando com conflitos internos semelhantes. A humildade é a disposição de considerar a opinião de alguém, que é a razão para o tabu contra a fofoca.

Discutirum problema que envolva outra pessoa sem que a outra pessoa esteja presente exclui a possibilidade de humildade, porque não existe um fórum para uma alternativa.

Quando finalmente Òrúnmìlá encontra Ìwà no reino dos ancestrais, ele imploraque ela volte com ele para a Terra.

Encontrar Ìwà no reino dos “ancestrais” significa que o bom caráter tem uma qualidade transcendente que podemos compreender e apreciar, nos lembrando da sabedoria dos antepassados. Ìwà recusa seu pedido e diz-lhe que, se ele retorna a Terra e honrar seus tabus, ela estará sempre com ele em espírito.

Isto sugere que um bom caráter tem um elemento transcendente, que continua a ser um objetivo inalcançável durante nosso tempo na Terra, mas é retido na consciência dos espíritos ancestrais no mundo invisível. Se não temos a certeza que o bom caráter existe em nós, podemos nos voltar para os ancestrais em busca de inspiração.

Versos e escrituras deIfáse referem adiferentes dimensões da realidade.

O casamento entre Òrúnmìlá e Ìwà é uma referência simbólica para o equilíbrio do Eu consciente chamado Orí ode em yorùbá e do Eu interior chamada Orí inu com o Eu superior chamado Ìponrí.

A psicologia refere-se a estes elementos de consciência como o ego, o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo.

O ego(Orí ode) é o rosto que apresentamos ao mundo, o inconsciente pessoal (Orí inu) é a memória de nossas experiências pessoais, o inconsciente coletivo (Ìponrí) é a capacidade humana de acesso à informação fora da esfera da experiência pessoal, que é comumente conhecida como habilidades psíquicas.

Acessar as habilidades psíquicas geralmente requer um estado alterado de consciência normalmente referido como possessão.

A palavra yorùbá para possessão é ini que significa:

Eu sou.

De modo que o entendimento comum da possessão é como algo que acontece a uma pessoa como resultado da invasão de influências externas.

A palavra ‘ini’ sugere que a possessão ocorre a partir do Eu interior.

Isto é consistente coma ideia de que todo mundo tem um Orí pessoal e um Orí inu, porém, Ìponrí existe apenas um e todos nós estamos conectados a ele.

Orí veio à existência no momento da Criação e tem evoluído e se transformado cada vez mais, Orí são os olhos do Criador olhando para ele próprio.

No nível fisiológico de interpretação, Òrúnmìlá representa a saída, o Eu extrovertido e competitivo e Ìwà representa o reflexivo, auto-empatia e introversão.

Esta é uma referência simbólica para a polaridade entre introversão e extroversão. Ambas as abordagens para a consciência pode caracterizar o Orí Ode ou o Orí inu tanto em homens, quanto em mulheres.

Em outras palavras, se o Orí ode é introvertido o Orí inu será extrovertido e vice-versa. A meta do crescimento e desenvolvimento espiritual é a capacidade de integrar e equilibrar esses aspectos polares de autoconsciência.

Em yorùbá o equilíbrio é chamado de Orí tutu significando cabeça fria.

Durante o início este equilíbrio é muitas vezes caracterizado pela polaridade entre os Espíritos primários e secundários que formam a consciência do iniciado. No ritual yorùbá tradicional a importância do equilíbrio é frequentemente simbolizada através do travestimento.

A presença em ritual de um homem como penteado de uma mulher ou uma mulher com uma barba falsa representa a unidade entre Orí inu e Orí.

O ato de travestimentos é um gesto ritual simbólico relacionado a questões de orientação sexual e identidade de gênero. É uma declaração sobre a natureza do equilíbrio espiritual.

Em um nível interpessoal o versículo se refere às diretrizes culturais para se envolver em uma relação saudável e produtiva.

Ifá ensina que a tolerância, empatia e perdão são elementos essenciais no processo de criação de um casamento e o começo de uma família. Isso exige o que eu chamo de equidade de gênero, nem o marido e nem a mulher podem estar em uma posição dominante em todos os assuntos. Liderança é baseada em experiência e nem todos sabem tudo.

A cultura yorùbá tradicional tem uma divisão bastante acidentada do trabalho baseada no sexo. Esta divisão é baseada na necessidade e sobrevivência que são requisitos que não existem mais da Diáspora.

Os papéis de gênerosão uma extensão do que eu chamo de ciclo de Ifá na responsabilidade social.Todas as crianças aprendem as habilidades necessárias para a sobrevivência com outras crianças que são alguns anos mais velhos. Nas zonas rurais os homens que são casados​​ fornecem alimentos pela agricultura, às mulheres processam o alimento em casa para que eles possam assistir as crianças.

Os homens também têm a responsabilidade de proteger a vila.

Quando as mulheres se tornam avós suas responsabilidades de cuidados infantis chegam ao fim e assumem novas responsabilidades como guerreiras espirituais que utilizam estados alterados de consciênciapara proteger a vila.

Homens como avôs já não estão fisicamente capazes de proteger a vila, tomar cuidado infantil e ensino de habilidades comerciais. Desta forma,no curso de uma vida, homens e mulheres finalmente são o capitais nos papéis sociais.

Em um nível comum o verso do Odù sobre Ìwà sugere que a criação de uma família saudável estendida depende do equilíbrio entre o que é simbolicamente referido como uma perspectiva masculina e feminina. Que por sua vez reflete a ideia de que o universo é criado através de um equilíbrio de polaridades, forças de expansão e contração e se unem para se manifestar no mundo físico.

Em termos humanos,homens e mulheres têmigual responsabilidade na orientação edesenvolvimento docrescimento espiritualcomum.Homens e mulheresbuscam o equilíbriocom um comportamento modeloque seja eficaz simbolizeo mistériointeriorda Criação.

Esta responsabilidade partilhada é codificada no processo de fazer oferendas para os Imortais.

Os símbolos para os versos de Ifá/escrituras são baseadas em dois conjuntos de quadra gramas. Cada quadra grama tem dezesseis combinações possíveis de simples e duplas linhas verticais.

Ao colocar juntos dois quadra gramas você tem 16×16 ou 256 combinações. Ao fazer uma oferta ao Espírito para pedir ajudana fixação de um problema um adivinho de Ifá usa uma bandeja de madeira chamada Opón Ifá.

A bandeja recebeum pó fino chamado Ìyèròsùn. O Ìyèròsùn é usado como um papel para marcar o Odù que traz a resolução do problema.

Por exemplo, o Odù Ògúndá Òsá aparece como se segue:

II I
I I
I I
I II

Ògúndá Òsá

O verso de Ifá diz que este Espírito remove os obstáculos e traz a abundância.

Quando a oferta é feita, Ògúndá Òsá é marcado no Ìyèròsùn juntamente com Òkànràn Òbàrà.

Ifá ensina que todo problema no mundo nasce do seu padrão energético oposto. Se tomarmos todas as linhas individuais em Ògúndá Òsá e torná-los linhas duplas da seguinte forma obterá o padrão simbólico de Òkànràn Òbàrà da seguinte forma:

                                  

II I I II
I I II II
I I II II
I II II I

Ògúndá Òsá     Òkánrán Òbàrà

Se você contar o número total de linhas simplese o número total de linhas duplas em ambos os Odùo total é de oito linhas simples e oito linhas duplas.

Isto é verdade para todos os versos das escrituras de Ifá quando emparelhado com o seu oposto.

A razão dos Odù ser em emparelhados ao fazer uma oferta é uma expressão da necessidade de equilíbrio do génerono Universo como uma chave para a resolução de problemas.

O símbolo para esse equilíbrio é a serpente que morde a própria cauda.

O Universo é uma onda de grandes sinais. Pense em uma onda de sinal como uma série de W amarrados juntos como este:

WWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW

Se você desenhar uma linha através do centro da onda, acima de tudo o ponto central é uma força de expansão.

A ciência chama esta força de radiação.

Tudo abaixo da linha é uma força de contração.

A ciência chama essa força de gravidade.

A linha através do centro é um lugar onde as forças de expansão e contração une-se e se tornam um.

No simbolismo de Ifá este lugar de unificação é simbolizado pela procriação dos Espíritos masculinos e femininos.

No exemplo de Ògúndá Òsá, o Espírito masculino ou Òrìsá chamado Ògún e o Òrìsá fêmea chamada Òya oferecem conselhos para alcançar resolução para o problema em questão. No balcão do equilíbrio o Odù Òbàrà Òkànràn o aspecto feminino do Òrìsá Òsóòsì e o macho Òrìsá Sàngó oferecem conselhos sobre a resolução do problema em questão. Como princípio da ciência e de Ifá, se você adicionar fogo para apagá-lo você simplesmente obterá mais fogo. Se você adicionar água ao fogo então você começa a ter vapor.

O antagonismo entre o fogo e a água cria resolução e equilíbrio na manifestação de algo novo.

Sem aresoluçãoda polarizaçãoo universotorna-seestagnado.

Tudo isto é suportado no ritual da vida cotidiana com a ideia de equidade de gênero como base para a construção efetiva da comunidade.

Estas ideias têm vindo recentemente à atenção do mundo da física. No domínio da matemática, a grande pergunta sem resposta foi o que é chamado de problema da teoria do campo unificado. A pesquisa para esta teoria baseou-se na ideia de Einstein que deve haver uma fórmula que explique a relação entre a estrutura dos átomos e a estrutura dos planetas e estrelas. Ele passou mais de vinte anos, considerando soluções para este enigma e finalmente, consegui encontrar uma teoria que pudesse ser apoiada por sólidas equações matemáticas. Recentemente, esta situação mudou. Dr. Òyibó da Nigéria apresentou uma solução matemática para este problema que tem sobrevivido às pressões da revisão de pares do seu grupo. Quando questionado sobre como ele veio com sua equação para a solução do campo da teoria unificada Dr. Òyibó diz que foi ensinado a ele por seus anciãos de Ifá. Eu não acho isso difícil de acreditar. As marcações de Odù Ifá são uma representação bidimensional de três padrões de energia dimensional. Eles são a chave para compreender a estrutura do mundo em que vivemos

Equações do Dr.Òyibó são extremamente difíceis de entender, para aqueles que não sabem matemática avançada, mas a sua premissa não é difícil de entender. Ele baseou seu modelo matemático sobre a ideia de que existe apenas um elemento, o hidrogênio, e que tudo mais é um composto desse elemento único. Em outras palavras, a pedra fundamental da Criação se desdobra para criar o mundo com base em um esquema que inclui todas as variações de energia expansiva e contracionista dentro de uma estrutura esférica. Estas forças são para os átomos o mesmo que eles são para estrelas e galáxias. Odù Ifá chama isto de esquemático.

Para dizer que não é apenas um elemento e tudo o mais é um composto de uma afirmação da antiga ciência alquímica africana. Os russos desenvolveram um método para fabricação de ouro e o preço do ouro continua a ser fixado apenas sob o preço que custaria para Rússia produzir ouro com lucro. Estas ideias não são desconhecidas, mas elas são suprimidas por aqueles que temem as consequências da iluminação.

Ire Baba

Por Áwo Fatunmbi

O nascimento da Ìyàwò.

O Odù Ogbè’Ògúndá nos traz a história do nascimento do termo Iyawo, uma história de perseverança, luta, paciência e vitória.

Aqueles que perseveram serão os vitoriosos, aqueles que não desistem no meio do caminho, terão mais chances de triunfar.

Não se liguem muito na história do ìyàwò e sim na luta de Òrúnmìlá por um objetivo, o exemplo é visto através de uma leitura simples e deliciosa.

Ifá é interpretativo, não leve ao pé da letra, como se você estive lendo apenas por que o ìyàwò carrega este termo após a iniciação, pois na verdade ele é um Elégun ou iniciado nos mistérios do òrìsà.

Uma boa leitura a todos.

O texto (de propriedade da humanidade) foi extraído, traduzido e arrumado por Odé Gbàfáomi do livro Ifá Dida do Oluwo Pópóolá.

suor

Aqui, Ogbè’Ìyónú diz:

Inú bíbí ò dá nnkàn

Sùúrù ni baba ìwà

Àgbà tó ní sùúrù

Ohun gbogbo ló ní

Díá fún Òrúnmìlà

Baba n lo rèé fé Ìyà

Tíí se Omo Oníwòó

Wón ní kó sákáalè, ebo ní síse.

Ó gbébợ, Ó rúbo.

A raiva não é frutífera

Paciência é o pai do bom caráter

O ser superior possui tudo

Estas foram às declarações do oráculo à Òrúnmìlá

Quando ele ia buscar a mão de Ìyà (sofrimento).

A filha de Oníwòó (rei de Ìwò)

Ele foi aconselhado a oferecer sacrifício

Ele cumpriu.

Ìyà era a filha de Oníwòó o rei de Ìwò. Ela era muito bonita e trabalhadora. Ela era muito querida por Oníwòó. No entanto, Oníwòó resolveu ativar sua opção de um companheiro para ela. Oníwòó queria se assegurar que qualquer um que quisesse casar com sua filha deveria ser paciente e não deveria perder o controle facilmente. Ele colocou a provo todos os pretendentes de sua filha e todos falharam. Òrúnmìlá então foi a alguns de seus estudantes para consultar Ifá e determinar se ele se casaria ou não com a filha de Oníwòó e também quis saber se a relação seria frutífera e feliz para os dois. Os estudantes o asseguraram que seria muito bom se ele entrasse neste projeto. No entanto ele foi aconselhado a ser muito paciente e não perder o controle. Ele estava informado que os pais de Ìyà colocariam muitas provas em seu caminho para determinar o nível e o tamanho de sua paciência. Então ele foi aconselhado a oferecer um galo, epo e dinheiro (tanto ele/a devem realizar ritual para Ifá com dois ratos, peixe e dinheiro). Ele cumpriu sua tarefa.

Quando Òrúnmìlá chegou ao palácio de Oníwòó, ele foi recebido calorosamente e foi convidado a ir para seu quarto dormir. Desconhecido de Òrúnmìlá o quarto era uma pocilga dos porcos de Oníwòó. Acima dele era onde as galinhas de Oníwòó ficavam. Òrúnmìlá foi mantido dentro deste quarto sem comida e sem água. Ele fedia muito e as galinhas defecavam sobre o seu corpo. Ele não saiu de seu quarto, não pediu comida ou água ele não pediu para tomar banho e limpar seu corpo.

No quarto dia, Oníwòó chamou Òrúnmìlá ao palácio, quando se apresentou ele estava completamente coberto de fezes e fedia terrivelmente. Ele perguntou se Òrúnmìlá havia desfrutado de sua estadia no seu quarto. Òrúnmìlá disse que o quarto era como se fosse um segundo palácio para ele. Ele pediu para Òrúnmìlá trocar de quarto e ficasse ao lado da cozinha, ele estava se afogando no calor e na fumaça.

Ele permaneceu no quarto durante outros três dias sem comida ou bebida, no quarto dia ele foi convidado para ir ao palácio na presença de Oníwòó. Oníwòó lhe perguntou se ele havia desfrutado de sua estadia no novo quarto. Òrúnmìlá disse que o quarto era muito agradável. Oníwòó pediu que Òrúnmìlá fosse alimentado pela primeira vez. Ele comeu da comida do rei.

O próximo quarto dado a ele estava cheio de água rançosa, vermes e insetos, ele não pôde dormir durante três dias e quando chegou o quarto dia pediram-lhe para deixar o quarto, ele tinhas muitas picadas de inseto por todo seu corpo. Quando Oníwòó lhe perguntou se ele havia desfrutado sua estadia no novo quarto Òrúnmìlá respondeu afirmativamente.

Durante três meses Òrúnmìlá estava passando prova em cima de prova. Ele suportou tudo sem queixa. Os próximos três meses foram provas físicas, como reduzir árvores imensas, limpar grandes extensões de terra e carregar cargas pesadas por longas distancias de um lugar ao outro. Ele fez tudo sem queixa.

Depois disto Oníwòó convocou Òrúnmìlá para encontrá-lo, tomar um banho e trocar de roupa (presente do rei). Antes que ele fosse até a corte do palácio, ele descobriu que em todos os lugares as pessoas estavam muito felizes por ele e havia um clima festivo.

Todos estavam cantando, dançando e festejando. Oníwòó pediu a Òrúnmìlá que se sentasse ao seu lado, ele fez. Oníwòó entregou a mão de Ìyà como esposa de Òrúnmìlá. Oníwòó louvou a paciência de Òrúnmìlá e gentileza ao longo de todas as provas por que passou. Ele então pediu a Òrúnmìlá para cuidar de Ìyà, já que havia se mostrado capaz de tomar conta de uma mulher.

Òrúnmìlá estava cheio de alegria, ele havia tido êxito onde muitos haviam falhado. Ele então disse aos seus estudantes que todas as mulheres que se casassem com um homem e passassem a viver debaixo de sua capa deveria ser chamada de Ìyà-Ìwo ou Ìyàwò (o sofrimento de Ìwo). Ele chamou sua nova Ìyà-Ìwo de Èrè (os ganhos para o sofrimento do povo de Ìwo). Todos eles e também seu diretor.

Depois deste dia todas as noivas se tornaram conhecidas como Ìyàwò.

Inú bíbí Ò dá nnkàn

Sùúrù ni baba ìwà

Àgbà tó ní sùúrù

Ohun gbogbo ló ní

Díá fún Òrúnmìlà

Baba n lo rèé fé Ìyà

Tíí se Omo Oníwòó

Wón ní kó sákáalè, ebo ní síse.

Ó gbébợ, Ó rúbo.

Kò pé, kó jìnnà.

E wá bá wa ní wòwó Ire

Ìyà ti Òrúnmìlà je ní Ìwó

Kó seé dele wí

E wá wo Ìyàwò!

A raiva não é frutífera

Paciência é o pai do bom caráter

O ser superior possui tudo

Estas foram às declarações do oráculo de Òrúnmìlá

Quando ele ia buscar a mão de Ìyà (sofrimento).

A filha de Oníwòó (rei de Ìwò)

Ele foi aconselhado a oferecer sacrifício

Ele cumpriu.

Logo depois, não muito tempo depois.

Encontremo-nos em meio a todo ire

O sofrimento que Òrúnmìlá experimentou em Ìwó

Não merece pena.

Olhem minha Ìyàwò (o prêmio pelo sofrimento de Ìwó).

Àse, Àse, Àse O.

Ire Bàbá.

.

Está é uma oração onde pedimos por abundancia, alinhamento com nosso destino e que as pessoas nos tratem com carinho.

Alinhar o nosso destino é estar em perfeita harmonia com nosso trabalho, com nossas atitudes e pensamentos.

Alinhar destino é acima de tudo trabalhar para concertar o caráter (iwá), ser uma pessoa que aprimora sua retidão e conduta.

As pessoas que assim não fazem, não devem esperar bênçãos por parte do òrìsà, vão gastar tempo e dinheiro e viverão com a síndrome da Gabriela (Vão nascer assim, vão viver assim e vão morrer assim), buscando a formula que lhe ensine a enxugar gelo.

Olódùmarè é aquele que tudo sabe, pois todos os ebo e pedidos feitos na Terra, são obrigatoriamente endereçados a ele para que recebam sua sanção.

Portanto não devemos nos iludir pensando que tudo que foi pedido e que foi feito e não deu certo é culpa do sacerdote, pois, se o seu caráter é o pior possível, por favor, não coloque a culpa no colo dele, que fez de tudo para que você recebesse suas bênçãos.

Pense nisso, antes de blasfemar.

 Àdúrà Yemojá

Eu estou presente.

Eu estou presente dentro das energias.

Eu e aqueles que estão ao meu redor me protegerão,

Enquanto eu estiver conectado profundamente com a proteção que me foi dada.

Eu me conecto profundamente com aqueles que estão ao meu redor me dando carinho.

Eu clamo por abundância.

E peço aqueles que estão ao meu redor que se conectem profundamente a mim e  me forneçam:

A abundancia da força, da sabedoria e da orientação.

Yemojá eu lhe ofereço:

Efún e peço clareza e o que for necessário para que eu possa cumprir meu destino.

Eu lhe ofereço mel para dissolver qualquer tristeza que esteja em meu caminho e a substitua por doçura.

Eu ofereço moedas para que eu e aqueles que estão ao meu redor possam se beneficiar de riquezas.

Que a boa fortuna se manifeste dentro de mim.

Eu lhe peço bênçãos.

Àse, àse, àse O!

Após a oração  pegue um prato branco, coloque as moedas, cubra com o mel e sopre o efún ralado sobre tudo.

Usar vela é opcional.

Retire as moedas no dia seguinte, use em suas compras e antes converse com este dinheiro sobre o que você deseja dele (dinheiro deve circular) devolva o mel a terra.

Por: Ìyánifá Fakemi

Tradução: Odé Gbàfáomi.

Os iniciados dentro dos mistérios de òrìsà podem fazer este oferecimento sem nenhum problema.

Os não iniciados devem buscar alguém para auxiliá-los, por não terem preparo espiritual.

Quem não observar os conselhos oferecidos, pode se envolver em uma emanação de energia e se ver em apuros, já que não haverá ninguém por perto para auxilia-los.

Ire bàbá

Àdùrà Òya.

Aqui está uma oração para começar o dia.

 

Òya eu lhe ofereço óleo de palma (dendê).

E peço que você me ajude a remover todos os obstáculos no meu caminho,

E traga as mudanças necessárias para me dar alinhamento em direção ao meu destino.

Traga suavidade e abrace-me com um vento das mensagens positivas.

Para que eu possa levá-las e crescer com a minha família, amigos e comunidade.

Permita que minhas palavras se tornem a minha força.

E minhas ações se fundam com o bom o caráter.

Não permita que eu me sente em desespero e espere o que não virá,

Que eu siga em direção ao alto e em frente, de encontro ao que está esperando por mim e o que está em meu caminho.

Ìbà se Òya! Ìbà se Òya! Ìbà se Òya!

(Eu te saúdo Òya!).

Bênçãos,

Ìyánifá Fakemi

Esta oração e o ebo podem ser usados por qualquer pessoa iniciada dentro dos mistérios do òrìsà.

Os não iniciados podem oferecer a oração suprimindo a primeira frase e o ebo.

Os casos de não observância, podem acarretar consequências de acordo com sua escolha.

A oração pode ser feita diariamente por todos suprimindo a primeira etapa.

 

Odé Gbàfáomi.

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