A dança de Obá desenvolve-se, quase o tempo todo, com uma das mãos cobrindo a orelha, geralmente mão e ouvido esquerdo. O motivo desta atitude corporal, relaciona-se a uma das suas lendas, a mais conhecida no Brasil. O mito relata que Obá, por influência de Oxum, cortou a sua própria orelha para colocá-la em um prato oferecido a Xangô, como forma de manter o casamento que corria o risco de rompimento. Esta posição é ainda mais evidenciada por uma inclinação acentuada do corpo para o lado em que segura a orelha, desta forma o gesto de segurar a orelha fica fixado e evidenciado pela postura inclinada.
Nesta movimentação, observa-se um corpo que se move de forma inclinada, apresentando ainda giros para este mesmo lado. A ênfase da ação fica ainda mais evidenciada pela transferência do peso que fica em cima da perna correspondente à orelha tapada pela mão. A expressividade deste movimento é marcada por um tempo desacelerado e de fluxo controlado; o executante encolhe seu corpo, curvando-se côncava e lateralmente para baixo, encolhe-se no espaço para este lado.
Outra movimentação característica é se locomover para a frente, mantendo o polegar de uma das mãos encostado e à frente do indicador da outra mão. Este gestual pode ser associado ao seu lado guerreiro, presente em vários mitos deste Orixá, como se estivesse empunhando uma arma, afinal, Obá é considerada um Orixá feminino enérgico, é a rainha que ataca galopando de pé no cavalo. Sua dança, assim como o Orixá, revela uma alternância característica, através da corporalidade que, ora curva-se enganada por uma insinuação ardilosa da sua rival, ora empunha uma arma à frente do seu corpo, pronta a guerrear. Esta dinâmica corporal pode ser alterada caso haja no mesmo momento uma Oxum incorporada, segundo Verger…”os dois Orixás sempre querem brigar e é preciso apartá-los”(2000,404).
As danças de saída do Xirê têm como função preparar o corpo para a volta ao cotidiano, o movimento vai se tornando menos amplo e codificado. Observa-se que a técnica corporal utilizada objetiva a transmissão e conservação da memória do grupo, de acordo com a sociedade em que vivem. Esta prática propicia a difusão e perpetuação da sabedoria ancestral. Além da transmissão oral, existe também a técnica corporal, onde o aprendizado se dá através do procedimento prático, do concreto para o abstrato; através da observação de danças, rituais, desde criança, ou, desde a iniciação, integrado à rotina de vida da casa, onde todo este conjunto de ações e aprendizados vão moldando o fiel na sua relação com o mundo.
por Denise Mancebo Zenicola









ñ sou do cancomble + ha muito tempo fui em um e conheci uma criança de oba(acho q e assim q se fala)fiz um pedido agora ñ lembro o nome da criança,como q faço pra saber pderia me indicar,pois quero pagar a promessa,ja se passaram mas de 20 poucos anos,grata
eu amei esse sites a mihna duvida e se uma pessoa feita no candoble pode passar para umbamda
faz um ano que sou feita e tenho muitas duvidas
sou de yança egunita e por motivo pessoais tive que me afastar do meu barracoa
perdi a confiança e tenho medo de me decepiciona de novo
mas amo os orixas
sera que pode me orienta
tania
Tania boa noite, assim como para uma outra pergunta sobre este assunto, a resposta é a mesma, não há motivos para que vc não frequente a religião ou segmento religioso que vc desejar e te fizer feliz. Mas lembre-se que em todo lugar tem pessoas com as quais vc poderá se decepcionar e acabar por te fazer sair desta ou daquela Casa. Meu conselho é que procure ver e dar importancia somente as coisas boas seja aonde vc estiver e cuide de seu Orixá com carinho e respeito. Tomege.
oi, meu nome é thayla e gostaria de saber como posso comprar as ferramentas de Obá, onde encontro, sou de mato grosso, e aqi é mto dificil encontar. como posso encomendar…
Thayla bom dia eu já ferramentas anunciadas na internet, tem várias lojas virtuais que vendem, infelizmente eu não me recordo o local exato, mas no google vc acha com certeza. Mas vc é feita? e para que vc quer essas ferramentas? desculpe a indiscrição, mas as vezes as pessoas acham que basta ter uma ferramenta que estarão cultuando o Orixá, e na verdade precisa de um monte de outras coisas além disso. Obrigado pela visita. Tomege.
Amei essa Lenda de Obá.
Olá sua lenda sobre obá existe um pequeno erro não foi oxum que mandou obá oferecer a propia orelha para xango foi oyá.
Grato : tatetu carmel D’Ogum
Boa noite Ogã Carmel D’Ogum, sua benção. Como o senhor deve saber, há algumas que lendas têm suas variações, quando se fala em orixás. Uma lenda diz que Oyá teve que ser violentada por Xangô para ter seus filhos, mas em outra fonte a informação passada é que ela foi violentada por Ogun.
Eu, particularmente, sempre ouvi a versão de Obá e Oxum, mas o blog está aqui para ouvir a todos que respeitam a religião e suas versões, independente se forem diferentes ou iguais. Por isso, seja bem vindo ao blog e volte sempre.
Mojubá
Obrigada