Comidas rituais são as comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas são submetidas a um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas, durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes, são chamadas comida de axé pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.
Eis então algumas das principais comidas:
Acarajé – é a comida ritual do Orixá Iansã. O acarajé é feito com feijão-frade, que deve ser partido num moinho em pedaços grandes e colocado de molho em água para soltar a casca, após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa estiver no ponto ela fica com a aparência de espuma, para fritar use uma panela funda com bastante azeite de dendê.
Ado – é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente ao Orixá Oxum.
Amalá – é comida ritual do Orixá Xangô. É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode ser feito de várias maneiras. É oferecido numa gamela forrada com massa de acaçá.
Axoxô – é comida ritual do Orixá Oxóssi, milho vermelho cozido refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê, enfeitado com fatias de coco sem casca.
Deburu – é a comida ritual do Orixá Obaluaiyê , é o milho de pipoca estourado numa panela com areia . Depois de peneirar a areia essa pipoca é colocada num alguidar ou tigela (de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco.
Ekuru – é uma comida ritual, a massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé , feijão-frade sem casca triturado, envolta em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor.
Omolocum – comida ritual da Orixá Oxum , é feito com feijão-frade cozido, refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce. Enfeitado com camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca, normalmente são colocados 5 ovos ou 8 ovos, mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do candomblé.
Abará – é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé . A preparação da massa é idêntica à do acarajé. Quando comida ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão e quando da culinária baiana coloca-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que pode ser moído junto com o feijão e depois colocar alguns inteiros. Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira semelhante ao processo usado para fazer o acaçá e deve ser cozido no vapor em banho-maria; é servido na própria folha.
Acaçá - é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana . Feito com milho branco ou milho vermelho, que após ficar de molho em água de um dia para o outro, deve ser moído num moinho formando uma massa que deverá ser cozida numa panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. O ponto de cozedura pode ser visto quando a massa não dissolve se pingada num copo com água. Ainda quente essa massa deve ser embrulhada em pequenas porções, em folha de bananeira previamente limpa, passada no fogo e cortada em tamanho igual para que todos fiquem do mesmo tamanho. Coloca-se a folha na palma da mão esquerda e coloca-se a massa, com o dedo polegar dobra-se a primeira ponta da folha sobre a massa, dobra-se a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, faz o mesmo do outro lado. O formato que vai ficar é de uma pirâmide rectangular.
Caruru – É uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. É preparado com quiabo cortado em quatro de comprido e depois em rodelas, cebola ralada ou batida no processador, pó de camarão, sal, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e moída, amendoim torrado sem casca e moído.
Preparação: Numa panela coloque azeite de dendê, a cebola e o sal refogue um pouco em seguida coloque o quiabo cortado, colocar um pouco de água e deixar cozinhar, quando estiver cozido colocar aos poucos a castanha e o amendoim acrescentando um pouco mais de dendê, depois de pronto é colocado numa gamela.
Efó - é uma comida ritual e da culinária baiana , pode ser feita com a folha chamada língua de vaca ou com folha de mostarda.
Preparação: Meio quilo de camarão seco, descascado. Pimenta-malagueta em pó. Meio dente de alho. Uma cebola. Uma pitada de coentro. Um maço de língua-de-vaca (ou taioba, ou bertalha, ou espinafre, ou mostarda). Primeiro, ferve-se a língua-de-vaca, escorre-se numa peneira, estende-se na tábua e bate-se bem com a faca, até ficar uniforme. Enxuga-se e estende-se na peneira para secar toda a água. Cozinha-se no azeite-de-dendê puro, temperado com tudo o resto. A panela fica tapada, para suar. Come-se com arroz. Nanã, rainha das águas doces, quando escolhe, pede um bom efó de língua-de-vaca.










jasus… que coisa deliciosa, esta a das comidas rituais
E a fome com que fiquei??? Só coisas boas!… Cada vez gosto mais dos orixás. Desconfio sempre de quem não é bom garfo…
preciso saber mais sobre ewa obrigada
Olá, qual comida pega para ogunté, faz separado para ogum e depois faz para iemanjá ou tem uma comida especifica?
Magda bom dia a palavra Ogum significa guerra ou combate, por isso ela faz parte do nome desta Yemonjá, que é guerreira. Isso não quer dizer que Ela tenha alguma coisa de Ogum é somente uma forma de dizer que esta Yá é guerreira. Por isso não há em sua comida esta necessidade de adicionar nada de Ogum, ou fazer alguma coisa antes para Ogum. Ela é independente ok? O deve ser observado na realidade é que esta Yá come dende enquanto muitas outras não recebem o dende. A comida é a mesma para Yá. Tomege do Ogum
Bom dia! Primeiramente gostaria de parabenizar a excelente idéia de explicar e esclarecer com honestidade todas as dúvidas aqui mencionadas. Vê se vc pode me ajudar: em virtude de alguns problemas de ordem pessoal, fui apresentada a uma mãe de santo, que através do jogo de búzios viu meus orixás de cabeça, fez algumas oferendas, viu qual era minha pombagira, etc. Só que derepente, os produtos para fazer as obrigaçoes ficaram muito caros, entende? Achei que havia um pouco de extorsão (Deus que me perdoe se eu estiver errada). Conclusão: apesar de a mãe de santo ser muito boa, não fico segura em recorrer a ela pois acho que existe uma importância demasiada ao dinheiro, entende? O que eu gostaria de saber é o seguinte: sendo meus orixás Ogum e Oxum, quero saber se eu mesma posso fazer as comidas para ofertar a esses orixás. Como fazer, que sequencia devo seguir? Tenho que dar a exu antes de dar a eles, ou vice e versa? Tenho que botar alguma roupa especial? Caso eu não possa fazer sozinha, gostaria que vc me indicasse uma pessoa de confiança, que dê a maior importância ao rito em si e não ao dinheiro. Não tenho a quem recorrer, eu poderia até visitar algumas casas porém, além de não conhecer nenhuma casa de candomblé, não tenho muito conhecimento a respeito do assunto, tenho muito medo de ser enganada. Quero cuidar dos meus porém, da forma correta. Estou sentindo essa necessidade dentro do meu coração. Um grande abraço!!!
Angelina boa tarde obrigado pelas palavras carinhosas. Sua pergunta e seu pedido sã os mesmos de muitas outras pessoas, mas eu raramente indico alguém por que é muito complicado isso de indicação por que pareçe comércio, e eu não me sinto bem. Vc fez bem em perguntar por que isso de fato e infelismente aconteçe no meio religioso sim, assim como em muitos outros casos e religiões há essa confusão entre a necessidade do fiel e a do líder espiritual.
O mais correto é vc fazer as oferendas com a supervisão de uma pessoa que conheça o ofício, e em um local destinado a este fim (Casa de Orixá) por tanto só te resta procurar informação a respeito de uma Casa de tradição e seguir em frente. Não desanime na primeira porta, vá em frente.
Leia no blog os posts na barra lateral em Autores Manuela e Nelson, lá tem muita informação e texto que podem te ajudar a escolher melhor um local para frequentar. Axé e caminhos abertos para vc. Tomege do Ogum
SOU DE IANSÃ COMO FASSO PARA AGRADA-LA
Fatima procure uma Casa de Axé, de preferencia a sua Casa e faça lá a oferenda para Oyá. Se vc não tem uma Casa, procure saber atravez do jogo de búzios o que Oyá deseja. Tomege do Ogum
Curiiosiidade sobre a reliigiião
ola queria saber uma coisa é q minha amiga trabalha num centro de umbanda e eles toca um pouco para o candomblé e quando toca para angoro ele entra em transe e quando toca para osun tbm quando ela jogou os buzios diseram q ela era filha de oxossi com angoro só q o angoro era junto com osun então era angoro e osun junto ai ela quer fazer o orisá dela nesa casa so q ta confusa pq a mãe de santo falou para ela q ela ia dançar com oxossi e com angoro mas o angoro irá entra vestido de osun com espelho e ofange e quando canta para angoro vai dar a ferramenta na mão dela para ela dançar queria saber urgente se tem alguma qualidade de angoro com osun ou se pelo fato de ele pertencer aos lagos tem alguma coisa com osún obrigado lhe agrandeço dez de já pela resposta pq é muito importante para ela asé
Gabriel como sempre falamos, aqui procuraos tratar do tradicional e sempre deixo claro que as misturas não dão bom resultado.
Vamos ao caso, ningu´me pode ser filho de Angorô e Oxum, porque Angorô é Angola e Oxum é Ketu, ou se é de Ketu ou de Angola, não há como juntar essas duas culturas. Umbanda que toca candomblé, não é o suficiente apra jogar búzios, a tradição diz que umbadna não tem jogo de búzios. Esta mistura de Angorô entrar como Oxum e depois dançar de Angorô é a coisa mais complicada que ja lí aqui, isso simplesmente não existe, isso é quase pedir para que Angorô seja um cover de Oxum, dá pra imaginar a situação? Angorô um Inkise masculino vestido de Oxum e dançando como Oxum? depois disso Angorô dançaria como Angorô? Gabriel procure uma cas de fundamento, isso está totalmente errado, misturado e sem respeito ao Orixá ou Inkise. desculpe a dureza, geralmente sou mais cordial, mas isso é absurdo demais. Angorô é o arco iris, para vc ter uma relação melhor posso te dizer que seria equivalente a Oxumarê, tb masculino. Gabriel tudo está confuso e vc merece um local mais organizado e de fundamento. Mais uma ifnormação, numa saída de Orixá não saem dois Orixás, só sai o principal, não existe isso de sair de Oxossi e depois de Angorõ que dança como Oxum e depois como Angorô. Sai disso enquanto é tempo. Tomege