Existe uma colecção de vídeos, disponíveis no You Tube, que relatam situações que se vivem por esse mundo fora, em que encontramos pessoas sem qualquer tipo de escrúpulo - quanto mais fundamento - que literalmente só contribuem para denegrir a imagem do Candomblé e fazer com que a nossa religião seja desacreditada.
Estes actos irresponsáveis do ponto de vista religioso e moral, só têm um objectivo, FACTURAR! Mas enquanto isso, estão também brincando com coisas muito sérias e com a vida das pessoas, que na sua boa fé, recorrem a eles e acreditam que estão de facto perante alguém sério, idóneo e de fundamento.
Vamos olhar para estas imagens. Creio que mesmo os mais desavisados notarão que alguma coisa não está bem, que nada daquilo ali presente está de acordo com o ritual, os preceitos, o fundamento e a moral da nossa religião.
Não podemos de facto deixar que estas coisas continuem sem mostrar a nossa indignação. O nosso silêncio é uma forma de deixar que isso continue. Como costumamos dizer aqui em Portugal: “Quem cala, consente!”, então eu desde aqui junto a minha voz à daqueles que como eu olham para este tipo de coisas e ficam indignados.
Axé!









Manuela, em um texto eu cunhei uma frase e fiquei por muito tempo pensando se ela estaria insultando alguém que fizese uma interpretação errada do que eu disse, “Eu não quero mais o Candomblé de periferia, sem excencia e sem raiz…” Me referindo a quem não está alinhado ao que se conhece por correto e tradicional dentro da religião e que dá margen a coisas descabidas como estes fatos. É lamentável o comportamento destas pessoas que deveriam dar exemplos de conduta e seriedade e se prestam a esse deserviço a religião. Isso me causa além de pavor uma grande vergonha, por abrigarmos em nosso meio pessoas como estas. Não consigo mais escrever. Tomege.
Sou sociólogo e antropólogo, além de iniciado no candomblé, e infelizmente o erro do dito “umbandomblé” parte dos próprios adeptos que buscam apostilas para fazer ritual ou querem fazer a religião através de livros superficiais.
O erro é tão grande que ainda existe terreiros que fazem a imagem de Exú associado a imagem do diabo cristão, eu mesmo já ouvi em alguns terreiros os iniciados dizerem que irão “cortar pro meu diabo”, ou seja, querem dizer que farão obrigação para Exú.
A imagem da religião deve ser alinhada com o culto aos orixás como na África, lá não encontraremos o “desfile de alegorias” que é uma saída de yao aqui no Brasil. A disputa pela roupa de orixá mais glamurosa acontece em muitos terreiros, se é que podemos chamar de terreiro, onde o cetim e lantejolas compõe as roupas inclusive dos babalorixás e iyalorixás.
Também não sou a favor desses vídeos dos “Marmoteiros do Umbandomblé”, percebi que não existe um critério nas imagens, tenho a impressão de que qualquer fotografia da religião são ridicularizadas, e isso só gera conflito. Observando as imagens vi algumas que estão sendo ridicularizadas sem o menor sentido, apenas por que uma senhora está com roupa muito simples, ou uma iyalorixa está em transe e tem a expressão do rosto distorcida.
Não cabe a ninguém querer filtrar o que é certo ou errado, julgando de forma hostil. A dica é para quem está em dúvida se o local é certo ou enganoso, procure conhecer outros terreiros, procurem ver o tempo e história da casa, a nação da casa, os antepassados do dirigente, enfim, não é só nos terreiros que encontramos enganação, quantos sites na internet publicam besteiras sem proveito algum? Quantos sites oferecem consultas on-line? Quantos sites oferecem jogo de búzios on-line? Quantos sites dizem ser “candomblé africano” e que cultuam Ciganas e entidades medievais? Quando isso veio da África? Nunca! Quantos transes mediúnicos podemos dizer que são manifestações de orixá? Orixá não quer glamur, não pede luxo, não quer shopping dentro de seu terreiro, e isso é algo que está se tornando comum, principalmente no sudeste do Brasil.
Fiquem atentos, e quem é do culto, policiem suas atitudes, Orixá é além de tudo isso, e muito mais simples do que podemos imaginar.
Olá Cristiano Ifakolade,
Em primeiro lugar gostaria de lhe dar as boas vindas a este espaço e por ter partilhado connosco a sua opinião.
Devo dizer que entendo perfeitamente o seu ponto de vista e concordo com a grande parte da opinião que expressou. Gostaria também de salientar que não pretendo de forma alguma passar a ideia de que aqui somos donos da razão e da verdade, mas, reconhecendo o certo e o errado – e as duas coisas existem – não posso deixar passar o que está errado como se nada fosse e não tivesse importância alguma. Olhando aquelas imagens, encontro em todas elas a razão de estarem ali e identifico em todas elas o que está errado. Pegando num dos seus argumentos, por exemplo, do meu ponto de vista, não se trata de utilizar lantejoulas ou roupas simples, isso não tem a menor importância para mim, mas tem importância se as cores dessas roupas não correspondem ao orixá que ali está representado, se as comidas ofertadas não são as correctas, se as ferramentas dos orixás e a sua simbologia é esquecida ou trocada e se são misturados rituais e imagens que nada têm que ver com o candomblé.
Tudo isso significa no mínimo o desconhecimento, a ausência de fundamento e de preceito, que deve ser sempre observado. Os orixás não nos pedem luxo, aí estamos perfeitamente de acordo, mas exigem o respeito pelos seus fundamentos.
No entanto, mais do que olhar essas fotos e verificar tudo o que está errado relativo ao culto em cada uma delas, e partindo do principio que são fotos tiradas em “terreiros de candomblé”, o que me aflige e a razão porque postei esse video, é o que está por detrás de tudo isso – pessoas sem conhecimento da religião e dos seus preceitos, sem fundamento, que se fazem passar por pessoas conhecedoras e que levam atrás muita gente que naturalmente, não tendo conhecimento, é levada a acreditar que tudo aquilo está muito bem. Pensar também no negócio em que o Candomblé foi transformado em muitos casos, onde se pedem pequenas fortunas para realizar uma iniciação, um simples bori ou mesmo um ebó e que na maioria dos casos isso parte deste tipo de pessoas que só estão no “umbandomblé” para fazer dinheiro à custa da fé dos outros e tirando partido das dificuldades e da fragilidade em que as pessoas que os procuram se encontram.
Volte sempre com os seus comentários, é bom que haja troca de opiniões e discussão salutar sobre os assuntos, essa é também uma forma de fazer passar conhecimento para todos.
Que os orixás sempre o abençoem!
Axé!
Meus parabens pela página! eu cosultei o jogo buzios, e recebi um axe, apenas cliquei nas contas, e quem respondeu foi minha mãe yemanjá, tudo aver com o momento qu eestou passando, e pediu pra que eu pedisse ajuda a oxalá e xangô meu segundo e terceiro orixa! muito axé!
ola!por favor,sera q vc poderia me mandar um e-mail ou site de alguem q faça os videos de marmoteiros,pois tbm sou de religiao e tenho um monte de fotos de pessoas sem fundamentos,q so esculhambam com a nossa religiao,sou um batuquero de fe e acho horrivel o q eles fazem,por isso quero ajudar a denegrir eles
olá blog^^
eu gostaria de saber se quando uma pessoa que é iniciada e que passou por todos os preceitos, na hora em desencarna deve passar por quantos rituais?
pois eu vi que se faz rituais até o 21º ano da morte da pessoa… isso pe verdade?
desde já obrigado.Axé.
Alisson Oliveira boa noite o ritual existe sim e se chama Axexê, ele deveria ser feito para qualquer pessoa iniciada ou não, o que muda é o tempo de iniciação que cada pessoa tem e que determina o número de dias do ritual, um Abiãn terá um Axexê simple de no máximo 01 dia, um Ebomi (sete anos feitos e dado) tem direito a um Axexê de sete dias, um zelador terá anualmente uma cerimônia e isso pode durar 21 anos sim, mas não é normal, são só para pessoas de muito prestígio. Tomege.
Olá, parabéns pelo site.
Gostaria de saber se vocês tem informações sobre uma nação chamada Bantú Yorubá, ou se essa nação não é real.
Axé
Olá Marina,
Bantu é um povo, um idioma e mais do que isso, uma cultura de origem Africana que engloba no Candomblé a Nação Angola e Kongo. O Yoruba é também um povo, uma cultura e um idioma Africano que é falado em algumas nações no Candomblé, em especial no Ketu e Jeje. Estamos portanto a falar de coisas diferentes e não conheço nenhuma nação que utilize esses dois termos Bantu Yoruba. Existem no entanto diversas casas onde os seus zeladores e seus filhos, por exemplo, passaram ou foram eventualmente iniciados na Nação Angola e na Nação Ketu, e isso daria a essas pessoas a capacidade de se exprimir e de conhecr ou realizar rituais à luz das duas nações, mas isso não cria uma Nação por si só, entende?
Axé!
Olá! Parabéns pelo site! possui muitas informações confiáveis! A questão é a seguinte, sou umbandista e tenho muito respeito pelo camdomblé. Na minha humilde ignorancia respeito todo e qualquer culto que vejo, mesmo aqules que não condiz com o meu modo de pensar e agir. Gostaria de saber o é pra vcs certo e errado no culto de vcs, pois vejo por aí o tempo inteiro um criticando o outro! Qualquer site que entro é assim, qualquer terreiro de umbanda ou camdomblé que visito é assim, um querendo ser melhor do que o outro!Me assusta muito isso, pois parece que que tudo é competição, não existe respeito, hermonia. Parece que não lutamos mais pela mesma causa, disputamos o tempo todo o que é certo e errado. Como posso defender a bandeira dos cultos afros, falar bem de nossa cultura para aqueles que não a conhecem, se nem nós mesmos temos estamos em harmonia? Como cobrar o respeito das outras religiões se nem nós nos respeitamos?
Olá Manuela, obrigada pela resposta.
Outra dúvida que tenho, e que já presenciei, é se uma yalorixá pode ser feita para Ifá, e virar neste santo, ou se não é marmotagem. Já escutei que Ifá só pega cabeça de homens, como Nana pega cabeça de mulheres. É isso mesmo? E independente do sexo da pessoa, pode-se fazer o santo para Ifá?
Axé, Marina.
Prezada Amanda,
Li atentamente o seu texto, e o entendo como um desabafo.
A questão, acredito, vai além do respeito à religião… está faltando mesmo é respeito ao próximo, ao ser humano.
A motivação da Manuela em divulgar o polêmico vídeo de uma longa série disponibilizada na internet, foi justamente combater as atrocidades praticadas por pseudos zeladores de santo, que tanto maculam a nossa rica religião, e jamais criticar de maneira vil, abjeta.
Mas o que importa mesmo, Amanda, é o sentimento de cada um. Fazer sua parte, desabafando, já é um grande passo.
Só não podemos esquecer que “gente boa e gente má, em todo lugar há”.
Por isso, minha irmã, “plante seu jardim e decore sua alma”.
Um grande abraço,
Artur.
Marina na verdade Ifá é um Deus que não vira em ninguém Ele só se ocupa do oráculo, então o que vc viu e ouviu não procede. Muito menos confiável é o caso de mulheres se iniciando para Ifá, é totalmente contrário ao que determina o culto. A pouco tempo eu ouvi que um zelador estava literalmente convidando pessoas interessadas em se iniciar para as mães feiticeiras, isso é absurdo. Em outra oportunidade também ouvi que uma pessoa seria iniciada para Olodumare, isso beira a heresia. Mas com tempos globalizados as pessoas não se contentam mais em ter Orixás “convencionais” e querem a todo custo ter Orixás raros e maior “poder”, assim inventam coisas descabidas como essas. Sobre Nanã, não há um concensso. Alguns dizem que sim e outros dizem que não, precisa ser bem visto e entendido estes casos, mas já soube de homens virando de Nanã e soube também de zelador de Nanã que não virava com Ela. Tomege do Ogum
Que bom saber que tem gente disposta a esclarecer ou pelo menos falar um pouco sobre nossa cultura que é linda.
Essa possível nação Bantú Yorubá fica em São Paulo e a Yalorixá é feita para Ifá. Ela diz que é filha de um Pai de Santo que veio da África. O Nome dele é MIROCLES DE CAVALEIRO, o nome africano é TATA VODUNCI OCHIOMBÔ KAVUNLEMBÁ que passou todos os fundamentos do Ritual e da nação Bantú Yorubá, que salvou sua vida, que a fez para o orixá aos sete anos de idade e a transformou em herdeira dessa nação. A Bantú Yorubá cultua desde Egun até Ifá. Diz também que é a única nação que detém todos os fundamentos do candomblé.
Em uma pesquisa eu achei uma ligação desse africano com, João da Mitaladê de Oiá Cydylê. Outra vez também a ouvi dizer sobre ser irmã (santo) de Ganga-Zumba.
Vocês poderiam falar algo a respeito de tudo isso. Gostaria de saber se alguém já ouviu ou viu algo sobre essas pessoas ou essa nação.
Obrigado e Axé.
Mariana o máximo que posso te falar sobre este assunto é o que comentei, a partir daí seria falta de ética de minha parte comentar mais coisas, espero que entenda minha posição e do blog também. Mas apresar do todas as explicações que possam ser dadas a respeito da possibilidade de virar de Ifá e ser iniciada para Ifá, isto não procede. E como te falou a Mauela esta junção Banto Yorubá é no mínimo inusitada e temerosa. Tomege do Ogum
Obs tenho um texto chamado “Misturas e Nobrezas” em Autores Nelson que pode te ajudar um pouco.
Vamos atentar para e como falamos. Denegrir quer dizer tornar negro!!!, portanto se existe algum marmoteiro, se alguém quer visibilizar o que está errado nós vamos não Denegrir, mas ambranquecer, ocidentalizar, nos afatarmos das raizaes negras que embasam a tradição e o que aqui foi denominado religião.
Ás vezes no ãfa de nos defender agredimos. Porque os marmoteiros não fazem parte daquilo que acredito, mas quando os que querem me defender dizem que o feio é denegrir, fico bem preocupada