1º Colóquio Nacional das Religiões de Matrizes Africanas
Setembro 1, 2009 por Nelson Souza
Publicado em Candomblé, Terreiros | Tagged Candomblé, Religiões Africanas | 40 Comentários
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"Tudo o que é bom e justo emana de um único Deus, que hoje pode ter muitos nomes e cultos. Mas, seus princípios foram antes cultuados por um único povo; primordial e resistente, criado à sua imagem e semelhança.
São esses factos que nos fazem ter tanta dificuldade em entender a intolerância, o preconceito e a violência praticados em nome de Deus (?), contra os religiosos do Candomblé e da Umbanda ou de qualquer outra religião. A religiosidade Africana é a prática de uma doutrina baseada em valores de Paz, Justiça, Amor fraterno e Sacralização da vida".Babalawo Ivanir dos Santos
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Olá, onde consigo mais informações sobre o evento? Como inscrições, localização, etc… Gostaria de divulgá-lo na sessão de Eventos da página disciplinar de Ensino Religioso do Portal Dia-a-Dia Educação do Paraná.
Obrigada.
Marcia eu respondi no seu email com cópia para a resposável pelo evento que será em Duque de Caxias Rio de Janeiro, ficamos todos muito gratos pelo apoio, volte sempre a e fique a vontade, tb para divulgar aqui outros projetos de interesse da religião e cultura. Nelson (Tomege)
Bela iniciativa essa. Duque de Caxias é uma cidade que congrega muitas casas de umbanda e candomblé, daí a importância do evento.
É impressão minha ou estamos vivendo um período de reavivamento e busca pelo respeito às religiões afro-brasileiras?
Espero que sim!
Como faço para ir ao evento?
Como mera espectadora….
bjs
Oi Jessica, bom dia.
Se você mora no Rio de Janeiro fica bem fácil. O evento será em Duque de Caxias (pode escolher ir de trem SuperVia ou de ônibus – existem divesas linhas pra lá). Chegando em Caxias, todo mundo sabe onde fica o Teatro Raul Cortez. Um ponto de referência importante é a “Praça do Relógio” e a Paróquia de Sto. Antônio que fica na mesma rua do Teatro.
Mucuiu à todos!!
Nelsom, existem vários traballhos sobre keto pulblicados:(cantigas, orikis, adura…) gostaria de saber se a respeito da nação angola há pulblicações semelhantes?
Grato.
Olá povo do santo,
Antes de Yalorixa, sou uma estudiosa.Qualquer coisa que me cai as mãos é de alguma valia.Porém me sinto isolada por não haver comunicação entre nós, os estudiosos.
A verdade não me pertence, mas também não pertence a ninguém.Vamos somar nossas realidades??Me informem sobre eventos e novidades.Tenho milhões de duvídas, ainda bem, pois o dia que achar que sei tudo c0omeço a morrer.Quem estiver disposto a conversar comigo, mande uma resposta.
Marilia
Oya Balegun
Olá Oya Balegun, a sua benção!
Seja sempre bem vinda tanto para colocar suas questões como seus pontos de vista. Este é um lugar de partilha, e todos os que querem colaborar serão sempre bem vindos.
Axé!
Mutumbá axé mutumbá, que bom que alguem respondeu.
Ser do santo num lugar como SP, é uma loucura, principalmente para quem quer se informar, sinto que preciso raspar o fundo da gamela.Sou feita a muito, muito tempo, e escolhi ser filha de uma rama de Pernambuco, tá tudo muito longe.
Onde você fica???E tem casa de santo???Preciso trocar informaçãoes, estou escrevendo um pequeno estudo sobre Jurema e Orixas, qual a sua opinião sobre isto???Como voce se posiciona entre o culto dos Orixás e a Jurema, se é que é este o nome que dão??
Axé a todos
Boa Tarde Irmão Tomege,
Foi um grande prazer conhece-lo pessoalmente. Espero podermos nos encontrar mais vezes.
Gostaria muito de estar presente neste 1º colóquio mas, por motivo de trabalho não poderei comparecer.
Um grande abraço
Luis Carlos
Muito obrigada pela resposta,farei o possivel para estar nesse lindo evento!!!
abraço
A sua benção Oyá Belegun,
Eu vivo em Portugal, e os restantes membros da equipa deste blog vivem no Brasil: o Nelson no Rio, a Carol em Salvador e a Dayane em Curitiba.
Aqui, como no Brasil, Jurema pode ser uma bebida utilizada em ritual específico, uma árvore ou o nome da Cabocla. Seja como fôr, estamos sempre falando de algo em torno do culto de Caboclos.
Aqui no blog não temos ainda muitas matérias sobre o culto de Caboclos, mas sem dúvida que será uma matéria a aprofundar, quem sabe se com a sua colaboração?!
Axé!
Luis Carlos foi tb um prazer conhecer vc, ainda mais em ocasião tão especial e agora sabendo que poderemos nos ver muitas outras vezes, fico feliz por vc meu já irmão. Axé Tomege.
Prezado Irmão Tomege
Sua benção !!!
Saberia me dizer quando haverá outra ocasião especial (Comemoração) na casa da Yá ?? Se prefirir, Poderia enviar para o meu e-mail particular
Um grande abraço
Luis Carlos
Luis Carlos em novembro teremos as águas de Oxalá, dia 08 cerimonia interna, dia 15 a procissão de Oxalá e dia 22 o toque de Oxaguiã. Deposi te falo certinho os horários. Tomege
Mutumbá a todos, especialmente à gentil Manuela.
Estou na realidade falando e me referindo no dito estudo a uma parte de inúmeros Camdombles aqui no Brasil que cultuam os mestres na jurema, caboclos pombo giras e exus de jurema e não afeitos ao orixá porém com uma vinculação a eles.É exatamente sobre isto que pretendia abrir uma discussão de estudiosos ou zeladores de santo interessados. Aqui tambem já passou a cerimonia de Agua de Oxala, sou da rama de pai Adão de Recife e p/ eles é assim, em setembro.
Axé e até
Oya Balegun
E a propósito, esqueci…
O povo do santo e qualquer outro não vai se unir e brigar contra esta imbecilidade do governo de instituir uma religião previlegiada?Vamos aceitar que voltemos a idade média???
Oya Balegun
Balegum sua benção, sobre esta discussão eu de minha parte já começo discordando de dar o nome de candomblé ao culto aos Orixás que mistura tradições que não pertencem a cultura do candomblé. Originalmente há uma excessão que são os Angola. Ainda assim não absorveram culto a pombagira e outras entidades, somente os caboclos boiadeiros. Não estou dizendo que seja certo ou errado estes cultos, mas creio que pode dar margem a engano dos que chegam numa casa dita candomble e que na verdade faz mistura, a pessoa procura o candomblé e encontra outra coisa, então acho que o melhor é designarem-se de outra forma, e não candomblé. Assim fica mais claro para os que os procuram. Sobre as misturas de cultos e culturas, desde que devidamente nomeadas, acho que é bem uma realidade do nosso país, multicultural e diversificado, não acho nada de mais que se cultue jurema, que é uma tradição nordestina, que se cultue preto velho e outras entidades. O que vejo de incomodo é muitos se denominarem o que não são. Tomege
Nelson
Meu pai Oxalá que te abençoe, sua benção
Pergunto, se vamos fazer uma cerimonia para Oxálá em um local totalmente separado da Jurema, por que não podríamos dizer quie somos do Camdomblé????
A diversidade deste país se reflete na religião e os puristas que me perdoem mas quem procura uma casa de santo sabe muito bem qual o toque de determinado dia.Não saímos por aí oferecendo determinada coisa ou não, somos procurados certo?Me denomino, estudo e cultuo o Orixá e a jurema, por isso, quem procura acha…
Axé e até
Balegun
Balegum eu não acho que o caso é de purismo, até porque isso gera muito problema de conceito religioso, porque onde encontraríamos o puro de fato? Impossível. Balegum o problema é que muitos se dizem candomblé e de candomblé não tem nada, só nome, que na verdade o nome é uma armadilha. Em quase todos os casos quando um zelador diz que é umbanda traçada ou que tb toca candomblé, o que aconteçe é que ele está tentando transmitir uma idéia de mais poder e mais força com essa frase. Vejamos o seguinte. O pensamento corrente é que umbanda é do bem e candomblé é do mal, ok? É assim que acontece não é isso? Então, com esta sugestão de ser “traçado”, o zelador diz ao subconciente do leigo o seguinte, “por ser traçado eu conheço o lado negro da “coisa”, e o leigo entende que por isso este zelador tem mais poderes que uma umbanda tradicional/popular, aquela que é considerada do bem. Porque no imaginário popular o mau tem mais condição de realizar as coisas/pedidos/desejos em menor tempo, e se no futuro bater um arrependimento do pedido feito, basta “se arrepender e rezar” que o pedinte será salvo dos “pecados” cometidos. Pois bem, sendo ele, o zelador, conhecedor do lado negro, isso lhe dá maiores poderes, logo ele será tb temido e isso é o status que tanto falo. Por isso quando ouço umbanda traçada ou misturas entre candomble e umbanda ou mesmo o que ocorre hoje com a umbadna sendo misturada com exoterismos, santo daime, heike e tantos outros. Em minha cabeça vem sempre esta conjunção, essa combinação de oportunidades para ser visto como poderosos. Por isso acho que não é caso de purismo e sim de manter as coisas em seus lugares e bem claras, porque tb não é por que me procuram que não devo falar o que sou, não acho correto deixar que “quem procura ache”. Mas na verdade a maioria está procurando uma coisa e sendo levada a outra, por isso acho que o correto é cada um no seu segmento, sem misturas. Tomege
Olá Sr. Nelson,
Tudo bom???
Só passei pra dizer o que eu achei de você…..
Te achei uma pessoa fantástica, cativante e td mais o q minha mãe fala do Sr.
O pouco q eu pude conversar com vc, pude perceber a pessoa humilde q vc é, e o carinho q o Sr. tem pela nossa filisofia….
Tenho certeza de q outros encontros entre nós irão acontecer, e posso dizer q estarei ansciosa para revê-lo novamente……
Obrigada pelo carinho naquele dia tão especial para minha mãe e para mim…..
Tenha uma boa semana…..
Um G.R..A.N.D.E. ABRAÇO…..
Na minha leitura diária(mesmo afastada tenho lido tudo que posso) venho acompanhando a Belegum, que ao que me parece pertence a mesma nação que a minha e tem a mesma raíz também, o Sítio do Pai Adão. Sou de Recife e não de Curitiba, com a Manuela se enganou, Belegum e sou da nação Nagô Egbá, a nação do Síto do Pai Adão.
Vejo muito do culto da Jurema inserido aqui na minah região junto com seus caboclos, mestres, pretos-velhos…os respeito e entendo o que você está falando, e sei que a Jurema é um culto praticamente intrínseco à cultura nordestina, principalmente no eixo Pernambuco, Alagoas e Paraíba que acabou andando e crescendo a medida que o Candomblé cresceu por aqui. Porém nãoi há a inserção de um culto dentro do outro. Para ser de candomblé tem que ser iniciado no Candomblé, para ser da Jurema tem que ser iniciado (como chamamos aqui “Juremados”) para cultuar as entidades da Jurema e um culto nada se assemelha a outro, a não ser por tratarem de seres “metafísicos”, porém conheço várias pessoas e vários zeladores que se intitulam zelador e Juremeiro, pois praticam os dois cultos (isso é bem normal por aqui). Mas isso vai de casa pra casa, o Sítio do Pai Adão, por exemplo não pratica esse culto e são muito pouco os zeladores que não cultuam a Jurema. Minha Yá é uma Juremeira, já eu não me envolvo, pois não trabalho com entidades e por consequência não sou jeremada, sou da parte “só do orixá”. E por ser do orixá, faço questão que cada um fique no seu “quadrado”, e é isso que sempre vejo acontecer, o Egbé, o espaço não é dividido com as entidades da Jurema.
Não é uma umbanda, nem um Candomblé “estilizado”, são cultos, um regional e outro nacional que por algum motivo hoje andam lado a lado, porém não inseridos um no outro.
Infelizmente há por aqui a “barganha” e quem queira traçar as coisas, como disse o Velhinho, mas todos sabem, pelo menos é o que eu aprendo na minha casa, que isso não se mistura, principalmente para nós que praticamos candomblé e não Umbanda. Há quem diga que foge do tradicionalismo do Candomblé, mas orixá naõ saí com cigarro ou charuto na mão dançando e cantando como um mestre ou uma “mestra”.
É como eu sempre falo por aqui durante conversas, “é tudo muito simples, cada culto é um culto e não há possibilidade (ao menos pela forma de culto correta) de fundir essas religiões”. Mas há aqueles que queiram inventar moda.
Obrigada
Ègbé,
A dor do preconceito nos invade e não importa que camada social, lugar, região, cor, somos macumbeiros essa é a realidade! Juremeiros, candomblecistas, Umbandistas, etc. Coloca roupa branca na sexta-feira…lá vai o macumbeiro!
Não importa a tribo, vamos ser o que somos, vamos ser inteligentes, vamos ser espertos, vamos lutar como os nossos antepassados, como Mãe Senhora que representa todas as Iyás do Brasil, vamos pedir aos Orixás como dizia Pai Agenor Miranda, amigo e pai do Pedro Bial: Saúde e Paz que o resto agente corre atrás.
Fernando D’Osogiyan
Irmãos e amigos,
Quero aqui deixar bem claro a postura que adquiri nestes 20 anos de feitura, sou totalmente contra as “nações unidas”, umbamdomblé e zeladores de santo de umbanda que para se sentirem mais fortes fazem uma cerimonia de feitura em Camdomble para se sentiram mais poderosos que aqueles que não as tem. Ou voce é uma coisa ou outra. Mas tenho visto muita coisa boa e muita ruim. Acho que por isto cada vez me recolho mais.Eu não sou a dona da verdade, mas também ninguém é. Esclarecimento: não vivo do santo, só estudo e tento me aprofundar cada vez mais e melhor.
Balegum
Adeus e Axé àqueles que precisam de Axé, e luz para quem precisa de luz.
Fernando, gostei do Egbé rsrsrs, meus irmãos eu não estou contra as culturas existentes, só não acho correto que sejam misturadas como tem sido nestes ultimos anos. Essa mistura é tão prejudicial que hoje temos um blog onde buscamos ajudar os irmãos e na maioria das vezes a ajuda é desmistificar certos conceitos equivocados que foram criados junto com as misturas e tolerancias. Todos tem espaço, todos tem sua raiz e sua função, mas cada um no seu lugar, se estamos hoje neste debate é justamente abrindo uma frente de discussão que de certo vai colaborar de alguma forma para a união do nosso povo, que é isso que importa. Unidos sim, misturados talvez não seja o melhor caminho. Tomege
Oya Balegun, Nelson e Fernando, de modo algum quis colocar um um tom mais agressivo no meu comentário, e acho que foi isso que deixei transpassar, me perdoem.
Resolvi “voltar” por ver que a Balegun é da mesma raiz que a minha e do Recife, com certeza compreende melhor esses cultos que ocorrem aqui e isso me deixou bem feliz. Às vezes fica difícil de ser entendido, principalmente pelas pessoas que não tiveram uma convivência com essa maneira de levar os dois cultos de formas separadas. Cresci ouvindo pontos de mestres e “mestras” juremeiros da mesma forma que cresci ouvindo as toadas dos orixás, cada um no seu espaço, cada um no seu mundo, talvez por isso eu acho tão normal falar desses cultos e perceber que eles estão enraizados aqui, mas não misturados um ao outro.
Como são cultos que passam por entendimentos diferentes, eu, particularmente, quis me direcionar em apenas um, o Candomblé, então não tenho entidades e isso não é comum, pois da minha casa, só existem duas filhas de santo que não tem entidades, eu e mais uma, mas todos os outros, nos dias de reunião de Jurema estão lá.
Confesso que essas “coisas ruins”, como você mesma falou Belegun, também contribuiram para que eu não fosse como manda o costume daqui. Mas o que eu quero bater na tecla é que não há mistura de cultos, não existe isso por aqui, até por que Jurema não é umbanda. Yaô, mesmo que tenha entidades, quando se inicia no candomblé aqui, se a casa também faz a Jurema, fica no mínimo um ano sem trabalhar com as entidades. E reconhecendo e adimitindo que esses cultos fazem parte do painel religioso daqui, eu afirmo, embora haja exceções, que não existe a fusão de cultos, existe o culto da Jurema e nem por isso acho que na minha casa pratique menos Candomblé, assim como ocorre com você balegun, é Candomblécista e também cultua Jurema, entendeu, minha irmã? Pode não ter parecido, mas em partes, concordei com você.
Obrigada
Balegum diante de tudo que foi dito neste assunto, não acho que o melhor seja se despedir com adeus. Sejamos unidos apesar das diferenças de opinião, nós nos respeitamos, apenas divergimos e não podemos numa primeira divergencia nos afastar de nosso objetivo comun que é discutir a religião e divulgar o candomblé. Contamos com vc tb. Tomege
Ègbé,
“Caboclo roxo da pele morena ele é Oxóssi caçador lá na Jurema…”
Temos que louvar a terra do indio brasileiro, pedir licença para tocar nosso candomblé, por que quando os Orixás chegaram ao Brasil o Índio já estava, a terra é deles. Ele é Brasileiro Imperador!
Oke caboclo!
Fernando D’Osogiyan
Eu vou contar minha historia dentro da religião; quando morei em Salvador(cidade maravilhosa, de uma energia inexplicavél) conheçi uma senhora que expunha seus biscoitos no incio da feira no centro de convenções, onde eu tb trabalhava com confecções, eu fazia feiras o ano todo lá, foi que a fui conheçendo melhor e um certo dia ela me pediu meu nome e tb minha data de nascimento, para ollhar algumas coisas da minha vida e como eu sou curiosa dei, depois de passar alguns meses ela me contou que era Mãe de Santo e relatou sua vida casada com um coronel e tendo que renegar sua missão e frequentar a igreja Batista onde não se sentia completa, depois da morte de seu marido é que foi ao encontro de verdadeira religião, o candomblé, foi qdo eu tive que vir embora por motivos de doença, tive que voltar,meu pai teve um AVC serissimo, e nesse dia que eu estava na porta do centro ela me viu ao telefone com minha irmã me dando a nóticia, ela se aproximou e ficou sabendo do ocorrido, antes de vc ir embora, vc precisa fazer um ebó e me explicou o motivo, foi qdo aceitei e ela marcou tudo para mim, e foi feito no centro dela que é de caridade, no dia, depois de tudo feito fomos conversar, falei para ela da minha espiritualidade e que iria cuidar melhor depois disso, e disse que iria frequentar o centro kardecista, qual foi minha surpresa, ela disse; esqueça, sua missão não é essa, vc é do candomblé.fiquei pasma, e disse como? Com minha família beata, tradicional da igreja catolica, eles vão me trucidar, dizer que eu enlouqueci, porque eu não seguia os passos de minha famíia era afastada da igreja onde nunca me senti fazendo parte, era espírita só de boca,onde já achavam um absurdo, imagine do candomblé, ai eles me internam(meu preconceito aliado ao deles). Bom depois que vim embora se passou 3 anos, onde eu conheci minha modelista,qdo á vi senti como se estivesse me vendo diante de um espelho,e fiquei encucada com aquilo, passei a fazer perguntas sobre ela e fiquei sabendo que ela era do candomblé, foi ela que me ensinou a amar os orixás, me contava suas lendas, qdo fazia meus moldes, eu ficava que nem criança embevecida escutando como se fosse um conto de fadas, onde eu sempre arranjava uma desculpa para poder estar com ela e escutar e aprender tudo sobre os orixás, começei a acompanha-la sempre que precisava fazer uma oferenda ou então ir nas matas e aquilo me preenchia.hj ela é minha melhor amiga e tb minha irmã.Foi qdo ela viu que eu precisava de ajuda e não podia me ajudar,porque, não era zeladora, foi ai que começou meu tormento e tb minha decepcão com alguns Pais e Mães de Santo, e nisso eu fui ficando com a cabeça quente achando que eu estava elouqueçendo, ficava que nem zumbi a procura de alguém que pudesse me ajudar, foi qdo conheçi uma pessoa que dizia ser Pai de Santo(marmoteiro) pediu que eu fosse até a casa dele que me daria um banho de abó, para me acalmar,não sabia sobre isso só sabia sobre orixá e fui na minha ignorância e tb ingenuidade, chegando lá eu vi que ele tb mexia com os ciganos, mas tudo bem quem sou para dizer alguma coisa não conheço nada dentro do candomblé, bom ele preparou meu banho e lá fui eu (essa é minha maior vergonha e tb minha maior decepção que eu tive o desprazer de conheçer) hj eu sei que não é assim, o meu banho foi nua, mesmo na hora me senti pequena, humilhada, sai de lá pior do que qdo cheguei, fui embora chorando e qdo cheguei em casa liguei para essa minha irmã e contei tudo, ela ficou irada, xingou o fulano, que ela conhecia de um centro.Depois ela me encaminhou para outra pessoa, onde eu fiz o bori, e tentei frequentar a casa mas não conseguia, onde eu via que muita coisa não estava certa, era muita falta de respeito, e tb era só dinheiro e dinheiro. Ela dizia ser do ketu, até ai tudo bem e lá eu sabia o que era ketu?lá tem de toque para cablocos, entidades de pomba gira e preto velho, não é que eu tenha alguma coisa contra, os respeito muito, é que eu me indentifico mas os orixás e só eles.É isso minha gente que eu quero dizer que ás x dizer ser de uma nação mas não é, é uma mistureba danada, agora pasmem esse que me deu o banho de abó e tb do ketu, isso ketu,então venho com meu realato adverti-los que infelizmente são essas pessoas que degrinem nossa tão amada religião. Foi qdo eu nevegando pela internete procurando sobre minha mãe Onira, achei esse blog que me ensinou muita coisa e me fez acreditar novamente na religião, onde fui muito bem recebida e tb acolhida, Manuela, Nelson e Artur, deixo aqui meu muito obrigada, e continuem ajudando e apoiando as pessoas que passam por tanto sofrimento, foram vcs que me fizeram ter fé novamente qdo eu estava para desistir e tb rejeitar essa religião tão bonita e de misterios ainda não explorados. muito axé para todos e para vc tb Fernando a quem aprendi a respeitar e amar por suas respostas francas mas com muito amor pelos irmão.
Oi Bruna
Vc contou a história e o fim??? achou uma casa??
muito legal vc contar.
beijos
Oi carol, realmente não frenquento nenhuma casa, o que uma pena porque eu acho que com isso eu saio perdendo muito, mas tenho alguém que cuida de mim mesmo longe, tem uns dois meses que fiz um bori, e foi tudo de bom.ak não achei nenhuma casa que eu gostasse, mas quem sabe um dia eu possa estar frequentando uma. Adoro Salvador ai é tudo de bom, sempre pensei em morar ai, quem sabe nada é impossivel nessa vida, morei perto do aero clube e todos os dias eu ia fazer meu tour lá. bjos e muito axé para vc, eu tenho uma imensa admiração por vc, que é uma pessoa muito sabia e tb centrada, que vc alcançe muitos voos em sua jornada. bjos
Quem sabe vc não volta para a terra do sol??
O aeroclube entrou numa reforma sem fim que o tornou um local perigoso.O lado positivo foi que o cinema de lá ficou mais barato…
Tb lhe desejo tudo de bom nessa vida
axé
Depois de muito pensar decidi voltar e deixar um comentário. A minha raiz nunca vai mudar, também tenho uma história de vida como todos os iniciados e feitos no santo, a mim me parece que quando se busca a verdade ela pode estar a um palmo do nariz e voce busca a kilometros de distância, a minha é que sou feita no santo mas também sou juremeira, confirmada e etc. Tenho a impressão que entender e cultuar os Orixás é mais difícil para uns e entender a jurema sagrada mais fácil. Cada um a seu tempo e ritmo.Tenho visto pessoas boníssimas que só cultuam as entidades e vice versa.Como disse, esta é aminha verdade, se todos puderem se aceitar sem condições haveria mais entendimento no culto afro e vejam bem há trinta anos atrás comecei em um centro de Umbanda achando que esta estória de Candomblé fazia parte de uma periferia cultural a qual eu jamis poderia aceitar, ilusão não???
A benção de quem assim o desejar
Oya (cujo o nome é Marilia)
Olá Oya Balegun,
Não sei se podemos dizer que este ou aquele caminho é mais fácil. No entanto, quando estamos num caminho com o qual nos sentimos bem e em casa, sem dúvida que deverá parecer mais fácil. Qualquer caminho, desde que seja do bem, é válido, e cada um deve seguir aquele com que realmente se sente pleno.
Em pleno século XXI ainda muita gente guerreia e discrimina em nome de religiões. Isso tem que acabar, e é urgente uma tomada de consciência sobre isso. Essa é também uma das razões porque este blog está no ar e modestamente tentamos fazer passar a mensagem, abordando aqui diversas nações e religiões também.
Ninguém é dono da verdade.
É bom encontrar pessoas que pensam como você!
Axé!
Marília(oyá Balegun),
estava esperando seu retorno, concordo com você em tudo que você disse e como a Manuela disse: “Qualquer caminho, desde que seja do bem, é válido”.
Ao ler seus comentários pensei que alguma palavra minha tinha lhe tocado de uma forma negativa e não foi essa a minha intenção.
A algum tempo atrás entrou no blog um rapaz destratando nosso cculto de Recife, dizendo que era uma mistura, orixá e entidade e etc, então para evitar que mais algum comentário fosse dirigido a você com esse conteúdo, fiz aquele enoooorme comentário sobre os cultos da nossa terrinha.
Fiquei feliz por você ser da minha raiz e está por aqui, comentando e frequentando, pois não é todo dia que isso acontece e fiquei depois pensando que eu “tinha perdido a mão” ao voltar ao blog justamente pelos seus comentários e depois você dizer “adeus”.
Não quis discriminar você, até por que essa cultura faz parte da minha vida e do meu convívio, entende, minha irmã?
Espero que fique por aqui e que essa mal-entendido seja esclerecido. Ah! Tem um texto na página inicial sobre a nossa nação.
Obrigada
Mutumbá, a todos
Dayanne
Obrigada pela sua gentileza, sempre se tem em mente a idéia do bem por que o mal é muito fácil, qualquer banca de camelô tem o manual.E que coincidência estou de mudança para Recife em Março, não por causa do santo, mas por motivos de negócios, vou poder analisar melhor as coisas.
Axé
a benção
Marilia
Mucuiu Tomege!!
Muito legal e bem divulgado esses eventos!
È uma pena não ter nada disso aqui em Belo horizonte.
Estou fazendo um projeto sobre as raizes africanas com meus aluno, comecei no dia treze de maio e vamos finalizar no dia 20 de novembro.;
Se alguem tiver algum tipo de filme ou outro material que possa enrriquecer meu trabalho pra indicar serei grata!
obrigada!!
Olá Dayanne
Mutumbá
Achei estranho não ter tido resposta tua, mas decidi te pedir uma coisa, coisinha… Vou deixar meu mail se puder me responda particularmente, gostaria de algumas informações e direções em Recife, vc poderia ser minha guia?rsrsr Aguardo
Sua benção
Oya
Marilia
silveiramello@hotmail.com
Marília, minha irmã. não respondi, pois pensei que seu comentário era para dizer que entendeu o mal-entendido.
Sobre ser sua guia, posso indicar sim algumas pessoas, mas tem o Sítio do Pai Adão, que é referência. Conheço muitos lugares de “ouvir falar”, mas poucos que eu possa indicar com segurança, pois há tanta coisa acontecendo por aí afora que prefiro ficar na minha casa e só ir para aqueles que eu sei que não verei nenhuma “novidade”. Você ^pertence a alguma casa?
Pode deixar, seu e-mail está gravado. Você virá no ano que vem, não é?
Mutumbá Dayanne
Axé a todos
Irmã voce não entendeu querida, não preciso de casa nenhuma, se for para visitar adoraria visitar voce. Quero indicações da futura “nossa” cidade, não conheço nada nem ninguem, vou ficar em um apezinho em Iputinga para encontrar uma casa para morar e uma lojinha para colocar meus produtos, chego dia 10 de Janeiro. E como voce, não costumo frequentar outras casas, esqueceu que tenho a minha própia, meu barracão é em São Paulo é pequeno e atende apenas alguns filhos que são de muito tempo.Vou para Recife como comerciante, minha parte Mãe de Santo acho que ficará aqui, só levo minha crença, chegou minha hora.Preciso de voce para me ajudar nas localizações, entendeu??Desculpe se pareceu outra coisa, e parabéns pela pagina sobre sua ñação, bem escrita e concisa.
Sua benção
Marilia
Oya Balegun