Após algumas questões sobre resguardo que surgiram aqui no blog, resolvi escrever sobre esse tema.
Nós que freqüentamos uma casa de axé estamos sempre, nem que seja uma vez a cada dois meses, de resguardo. Ele é uma pedra no caminho de muita gente. O fato de ter algo proibido de ser feito na sua vida, por você, mesmo que por uma parcela pequena de tempo é incômodo. Mas é algo necessário.
O resguardo, ou o que muitos chamam de preceito, é necessário por uma questão de respeito, de manter o corpo “limpo” de interferências outras que não sejam dos orixás. O resguardo nos faz senhores de nós mesmos, aprendemos a dominar a nossa vontade, sacrificamos essa vontade visando um bem maior, não somente nosso, o da nossa comunidade, nossa família de santo.
Ele também mostra aos nossos Inkisses/Orixás/Voduns a força da nossa vontade, que conseguimos usar a razão acima da emoção, da busca pelo prazer, que conseguimos sacrificar um pequeno momento de prazer por um bem maior que vislumbramos para nossa vida. È uma contribuição em troca da força que nos concedem. E acima de tudo é respeito.
É respeito ao trabalho feito em prol do nosso bem, é respeito pelo Orixá/Inkisse/Vodum que está sendo agradado naquela obrigação, é respeito pelo axé que colocaram em nossos oris.
A maior parte dos clientes do candomblé segue, mas não compreendem o porquê dessas restrições, mas nós, iniciados, temos a obrigação de buscar saber como isso é encarado na casa de axé, como o Zelador vê as restrições. Como explica essas restrições.
Geralmente o resguardo inclui a inibição de sexo, bebida, pimenta, cores fortes como preto e vermelho. Esses elementos têm uma ligação íntima com o Orixá Exu.
Um Orixá que está presente em tudo na casa de axé e que não deve ser solicitado ou se desviar do objetivo que é encaminhar nossos pedidos aos Orixás, naquele momento, naquele ritual. Depois de feito o trabalho, os rituais de oferta, ele é o responsável por encaminhar o axé dessas atividades ao mundo dos orixás.
Quando estamos em trabalhos coletivos fazemos uma corrente naquele momento e cada pessoa é um elo, se um quebra o resguardo a corrente se desfaz,e o trabalho perde a força que deveria ter. Ninguém é prejudicado diretamente, pois o Orixá não é punitivo, mas a força não é a mesma. O trabalho não é visto e recebido da mesma forma pelos Orixás.
Por causa disso, vemos casas que fazem trabalhos iniciações que as pessoas só ficam sabendo da saída, o zelador escolhe quem vai participar da corrente. E isso se reflete em perda de aprendizado. Se a pessoa é pouco solicitada na casa, ela passa menos tempo ali dentro e menos ela aprende.
Claro que temos casos de pessoas que impõem resguardos desnecessários, inventam quizilas de acordo com o seu gosto. O que é um desrespeito com quem é obrigado a seguir essas invencionices, e afronta aos Orixás/Inkisses/Voduns que são usados para justificar uma mentira baseada no gosto ou desgosto do zelador.
Temos esse tipo de resguardo coletivo, que enfraquece trabalhos coletivos quando é quebrado; e temos ainda os resguardos de trabalhos individuais. Muitos irmãos vêem ao blog porque quebraram o resguardo e querem saber o que vai acontecer. Como bem respondeu o irmão mais velho,Tomege, Orixá quer ser obedecido. E não se barganha com eles. Quebrou o resguardo, o trabalho foi vão, não se conserta elos de confiança do dia pra noite, é preciso tempo para que Orixá perdoe nossa falha.
Em suma, precisamos lembrar sempre que resguardo é força, e traz axé a todos nós.
Carol











Bom, não sou frequentador do candomblé e até uma semana atrás nem me imaginaria lendo tanto sobre essa cultura.
Vou lhes contar minha história e gostaria de uma opinião de vcs, um direcionamento se possível!
Conheci uma garota a 3 semanas e após sairmos pela primeira vez ela me falou que frequentava o Candomblé. Eu mesmo não sendo desta cultura, não tenho nenhum preconceito contra e aceitei ela. Ainda depois dessa primeira saída ela me falou que precisaria ficar 7 dias sem me ver, de resguardo devido a um tratamento para gastrite e respeitei. Ficamos só nos falando pela internet, quase todos os dias!
A maneira como nos tratávamos desde o inicio parecia de duas pessoas admiradas uma com a outra, com intenções de uma relacionamento sério e saímos mais duas vezes. Na última vez tivemos relação sexual e nakele momento algo me disse que ela era mulher que eu queria e desde então não saiu da minha cabeça sua imagem. Bom, foi ai que tudo ficou misterioso, pois dois dias depois desse encontro ela sumiu, não atendia minha ligações e um sentimento de ansiedade, angústica passou a me consumir. Ela entrou em contato comigo 4 dias depois do encontro dizendo que queria um tempo pq descobriu estar com úlcera e desde então não fala comigo.
Comentei a situação com uma amiga que tb é candomblecista e joga cartas e depois de contar todas a história e até jogar cartas para mim, disse que a garota fez algum trabalho para mim, para me segurar e por isso não conseguia esquecê-la. Depois de contar vários fatos que ocorreram, como um sonho que tive na noite que do ultimo encontro, um sonho com fim do mundo, bolas de fogo e explosões , minha amiga jogou para saber da doença e uma criança aparecia. Minha amiga chegou a conclusão de que a garota fez um aborto e de corpo aberto fez algo para mim.
Minha dúvidas são:
- Diante os sintomas de ansiedade, angústica, o fato de não tirá-la da minha cabeça, dormir e acordar pensando nela, a carta de magia que apareceu no meu jogo podem confirmar o trabalho?
- Esse desaparecimento dela teria haver com o trabalho feito ou com o aborto.
- Como posso confirmar se realmente estou sendo influenciado e que medidas devo tomar?
Agradeço pela ajuda!
Vinicius!
Vinícius em candomblé o meio de se comunicar com Orixás pra saber seus desejos é pelos búzios, cartas não pertencem ao nosso oráculo.
Vinícius acho que vc está no caminho correto, ao menos no início do caminho correto, que é não crer que se posso fazer algo deste tipo para ter alguém ao seu lado. O restante do caminho passa por uma boa e honesta conversa com a pessoa. Sem entrar nestes assunto de amarração, que não tem fundamento algum. Tomege
BOA NOITE, NELSON
Gostaria que me ajudasse numa dúvida: apos ficar os 7 dias, o resguardo/preceito tem que ser OBRIGATORIAMENTE RECLUSO no barracao sem poder nem falar com a pessoa ou com outra pessoa, quer dizer sem ser os do barracao? existe isso assim? poderia ” tirar ” o preceito em casa?
Muito obrigada
Cacilda
Carol,
Gostei muito do assunto abordado, realmente é necessário o esclarecimento sobre a necessidade de se cumprir os preceitos e dos seus objetivos.
Olá EDSON
Andou sumido hein!
Obrigada pelo seu comentário!
Axé
Motumbá a todos. Gostei tanto deste site e seus autores que me encorajei a contar uma longa história.
Fui raspado há 20 anos para Logun. Na obrigação de 3 anos, cismaram de vestir Oxum. Sabia que era um erro, mas me submeti. Resultado: Oxum não veio, vestiram a roupa dela em Logun e a revolta de meu pai foi tanta que nunca mais voltei à casa.
Alguns anos depois, passei a frequentar outra casa, mas a incompatibilidade com os compromissos profissionais me afastou, e há 10 anos não entrava num candomblé.
A zeladora que me iniciou morreu há 9 anos, e sua filha carnal simplesmente jogou fora todos os ibás da casa – menos os dela, é claro. O zelador da outra casa que frequentei também passou, há cerca de 4 anos.
Recentemente, entrei em uma inédita e inexplicável crise de depressão e compreendi que era hora de acertar as contas com os orixás.
Passei uma semana recolhido e cumprindo as obrigações necessárias, incluindo os ebós, mão de vumbi, bori e reassentamento de Bará e dos ibás de Logun, Oxum e, surpreendentemente, Oxaguiã, pois ele nunca havia se manifestado antes.
Na hora do assentamento, Oxaguiã me disse que passaria a cuidar de mim e, curiosamente, ele tomou a frente de Logun quando deram o rum no santo. Acabaram tendo que vestir Oxaguiã, e não Logun, na saída.
Quando terminou a obrigação, brinquei com a zeladora dizendo que tinha entrado com um pai e saído com dois.
Agora, passadas as 3 semanas do resguardo, confesso que estou um pouco confuso. Que ewós eu devo respeitar, os de Logun, que já são bem complexos, ou os de Oxaguiã, que também são complicados, a começar pelas cores das vestimentas (sou flamenguista) e passando pelo carvão e álcool (adoro fazer churrasco e a cervejinha do acompanhamento) e pelo dendê (sou louco por acarajé)?
Minha zeladora disse que continuo sendo omo Logun, mas como meu odu de destino é funfun, devo evitar também as quizilas de Oxalá.
Que situação…
Muito axé a todos!
caramba esse texto e bem legal pois diz tudo afinal temos q nos resguarda mesmo quando temos q ajuda o proximo e como o tomege diz sempre estamos prescisando uns dos outros e como um ciclo !!!!!asé motumbá meus irmãos!!!!
Olá Cleiton
Que bom que o texto ajudu vc a entender a necessidade dos resguardos
Axé
Oi Carol,
Você sabe onde fica a casa de candomblé angola kassange de Nitanga Taranguê no RJ.?
Abraços,
Como sempre me surpreendo com o que vcs escrevem…
Adoro!
Parabéns e mais uma vez obrigado por fundamentar em texto o que nos cala o coração!
Abraço!
Cacilda não há motivo para que os preceitos sejam cumpridos dentro da roça, desde que vc entenda o motivo e os cumpra, vc pode fica na sua casa, sair e falar com outras pessoas, mas se resguarde de abraços, beijos, contatos íntimos, bebidas etc. Tomege
Olofá vou te falar oque minha zeladora me disse sobre isso, “faça, prove, e veja a reação, se der problema, pare, se não der continue” sei que alguns “problemas” não são visíveis, vc me entende, mas tb se abster de prazeres tão importantes para o seu bem estar, pode levar vc a se afastar novamente, não é isso? Então creio que pode haver um meio termo sim. Tomege
Neuza procure o site kambondo.com eles são do Bate Folha RJ, talves eles saibam. Tomege
Olá Yago
Ainda bem que o texto cumpriu seu objetivo!
Obrigada pelo comentário e pela visita
Axé
Olá Olofá
Só complementando o Nelson
Se c é filhod e Logum,em que respeitar o preceitos de Logum,sei que por carregar Oxaguiã alguma quizila dele vc vai ter mas as cisas não preisam ser levadas ao extremo,vc ode fazer churrasco e tomar sua cervejinha,mas evite cometer esses “abusos” na sexta feira que é o dia cnsagrado a Oxalá.E como disse Tomege,vá experimentando.
Olha conheço pessoas que comem o que não podem e não em problema,assim como conheço pessoas que apresentaram alergia ao comer o que não era permitido.
espero ter ajudado
axé
Adorei o assunto abordado
tb acredito na importância do resguardo
Gostaria de aproveitar e pedir dicas de leituras sobre
rituais e tudo que se refere a camarinha ou roncó
sou iniciada a seis anos, mas tenho pouquissimas informações
se puderem me ajudar agradeço
Beatriz existem livros que vc pode ler sobre o candomblé, estão no post Literaturas recomendadas e um dos que eu mais gosto é o livro mitologia dos orixás do prof Reginaldo Prandi. Mas esse assunto espeícifo vc só vai conhecer no tempo certo e na sua roça, meu conselho ´eque nunca procure na net sobre isso, existem inclusive apostilas ou livros sendo vendidos sobre este assunto, mas eu tenho reservas sobre isso e penso que o melhor é aprender na prática da roça. Tomege
Mutumba a tds!
O assunto preceito é mto importante para quem é de candomble, principalmente para quem acha que candomblé é só “festa”.Seu texto veio em boa hora. Como vcs dizem, devemos sempre procurar seguir o que nos é ensinado por nosso(a) Zelador(a), mais eu fico assustada qdo tbm vejo que nos alertam sobre coisas inventadas, tbm em relação ao preceito…E qto as kizilas???Já tive uma experiencia ruim(já relatei a vcs em outras ocasiões), até hj, posso lhes dizer que ainda não me refiz de tamanha decepção.
Tenho fé nos Orixás e sei que Eles me encaminharão as mãos certas, por hora me mostraram este site onde tenho encontrado alento e tbm muita ajuda no aprendizado sobre a religião.
Carol,no texto acima,no 6o.paragrafo, onde cita os elementos que tem ligação intima com Orixá Exú…Não compreendi mto bem.Todo resguardo teria que respeitar tbm os que são respeitados ao Orixá Exú, ou cada Orixá tem seu preceito em separado? Espero que tenham entendido a minha dúvida!!!
Tbm, me ensinaram que quem é de Candomblé não pode ter em sua casa, muito menos comer, certos alimentos, temperos…Será q vcs poderiam me tirar essas dúvidas? Já li o texto sobre kizilas, neste site, mais confesso que achei complicado. Qdo leio tbm vcs dizendo que temos que experimentar, não ser tão rigorosos, usar de bom senso, concordo com vcs. A intuição é uma gde aliada em alguns casos, enfim, gostaria mto de mais uma vez receber uma resposta esclarecedora e que me ajude a tirar a MÁ IMPRESSÃO que me foi imposta na casa que frequentava pela Zeladora.
Muito AXÉ a tds vcs!!!
Olá luisa
Eu me referi ao resguardo com elementos do orixá Exu porque geralmente, se vc for fazer ebós,nas matanças, esse é o preceito básico.Pode ser que algum elemento do orixa entre nesse resguardo,mas na minha realidade,até hoje só tive esses resguardos de elementos que são de Exú.
Mas por exemplo, no axexé,o resguardo é outro.
Quanto essa questão de alimentos é muito relativo,sabemos as quizilas,mas se nem todos na casa forem de candomblé,e a pessoa gostar do que não podemos comer não podemos impedir que ela coma o que quer…Não conheço essas restriçõs que vc fala.
axé
Motumbá a todos.
Muito obrigado ao Nelson e à Carol pela atenção e pelos comentários. Também acho que o bom senso é a medida para se encontrar as soluções mais adequadas a cada caso. Por sorte, minha atual zeladora pensa o mesmo, e costuma fazer um sábio comentário: “Orixá não é carrasco, a relação entre eles e nós é principalmente de amor e devoção”. E é justamente por conta da devoção e do respeito ao orixá que devemos observar com rigor e até com alegria esses períodos de resguardo.
Nelson destacou um aspecto muito importante, tanto nos períodos de resguardo quanto na condução de nossa vida como omo orixás: nem sempre a quebra de uma quizila se manifesta em transtornos físicos, às vezes o tranco se dá de maneira sutil. Por isso, a atenção aos sinais que a vida nos traz é fundamental.
E Carol, uma coisa interessante sobre o seu comentário é que eu sempre guardei as sextas-feiras, mesmo quando me encontrava afastado da religião. Para mim, sempre foi muito natural não comer carne vermelha nem dendê ou pimenta, usar branco, não beber, não fazer sexo e evitar bares e locais muito movimentados na sexta-feira, entre outras coisas. Talvez já fosse a influência, mesmo que inconsciente, de Oxaguiã, com o qual tenho encontrado cada vez mais afinidade.
Mais uma vez, parabéns a todos pelo blog e vida longa a seus colaboradores. Já o favoritei – inclusive no trabalho – e indiquei à minha zeladora.
Muito axé para vocês!
Olofá,
meu testemunho como filho de Oxaguiã é de que tudo que for interdito/Kizila/Ewó do meu pai, mesmo que não me faça mal (adoro acarajé com pimenta dendê e camrão) eu não como mais, e sabe por que? Perdemos energia. Está no nosso organismo, temos que evitar. Vai por mim, aliás, você me parace muito compreendido.
Alguém vai dizer aí, “Não me faz mal então eu como”. Façam como achar melhor, eu sou testemunha carnal disso. Uma das maiores autoridades de nossa religião, Mãe Stella do Opo Afonjá, foi num comentário seu, que meus olhos e minha mente se deparam com a cultura primordial desta Iyalorixá, perdesse energia com certeza.
Axé Babá!
Fernando D’Osogiyan
Mutumbá Carol!
Obrigada por sua resposta imediata ao meu post.
Qto aos alimentos proibidos que mencionei,já que não é de conhecimento de vcs, acredito poder escrever aqui.Talvez, como eu,mtos outros irmãos tenham sido orientados de maneira erronea, ou até terrorista sobre preceito e abstinência.
Me foi alertado de que adeptos do Candomblé, jamais poderiam comer sardinha, mexerica e salsinha(cheiro verde)…Indagando outro Zelador, este me disse que:não comemos peixe de couro,e não poderíamos ter em casa e mto menos comer:jaca,abacaxi e mexerica. Daí eu questiono: -Onde realmente se encontra a verdade??? Como já postei numa ocasião, no meu entender, certos assuntos referentes ao Candomblé, aqueles em que não há registro por escrito, os segredos, os ensinamentos passados no dia a dia, na prática, na convivência…foram com o tempo se diluindo, transformando-se de acordo com o entendimento de cada Zelador(comparado a brincadeira de telefone sem fio,onde a frase dita ao pé do ouvido, começa de uma maneira e chega ao último da fila de maneira distorcida).Qual resposta eu poderia dar a alguém que me indagasse sobre isto? Ou a mim mesma?
Mto Axé a tds!!!
Olá.
Venho por meio deste post pedir esclarecimento para mais algumas dúvidas pois através deste blog tenho aprendido muito sobre toda a cultura candomblescista.
1. Vou aproveitar os vários posts acima e peguntar a respeito das kizilas e coisas proibidas. Sou de Osaguian e gostaria de saber se é verdade que não posso comer sal, ovo, frito, dendê e mexer com carvão. E qual o motivo disso?
Tudo bem que não vejo problema em mudar em evitar alguns. Sal não como muito pois quero evitar hipertensão. Dendê como uma vez a cada dois 5 anos quando vou a Bahia e como um acarajé. Carvão? Nem pensar, sou uma negação pra acender a fogueira e me irrito pois me sujo inteiro e o pó do carvão ataca minha rinite! Agora ovo frito é sacanagem! Nada melhor que um ovinho no meio do hamburguer com queijo, bacon, condimentos e tudo que há de mais gorduroso, calórico e prejudicial ao coração nas redes de fast food da vida! HEHEHE!!!
2. Gostaria de saber se alguem que tem um santo de frente masculino tb pode ter um juntó masculino e se existem essas proibições que devemos seguir (tipo coisas proibidas de comer) por causa do juntó!
3. Quando vamos fazer o santo devemos assentar o exu certo? Mas esse exu é o orixá ou o nosso exu guardião pessoal? E caso eu resolva assentar esse exu e até mesmo o santo ou fazer feitura de santo, mas depois eu resolva sair da casa ou trocar de casa, ir para uma outra em que eu me identifique mais, por exemplo, como devo proceder? Existe a possibilidade do meu zelador me prejudicar ou “atrasar minha vida” por tê-lo deixado?
Desde já, muito obrigado e parabéns pelo excelente trabalho feito neste blog!
Uma ótima semana, axé e que meu pai Osaguian ilumine a todos!
Olá,
Somos da divulgação do filme Besouro e gostaríamos de oferecer uma parceria com o seu blog.
Envie-nos seu e-mail para contato.
Olá,
Somos da divulgação do filme Besouro e gostaríamos de oferecer uma parceria.
Envie-nos seu e-mail para contato.
Atenciosamente.
Srs o contato foi feito, ficamos felizes com este interesse, estamos em fase de análise da proposta por todos os membros do blog, em breve retornaremos via email. Obrigado, Tomegê
Alessandro,
faço comentários nest post acima sobre kizilas/ewós de Oxaguiã. Orixás podem ter adjuntos com energias masculinas ou femeninas. O exú que se assenta é o que acompanha seu Orixá, demais informações só em axé de sua casa de santo.
Quem resolve suas coisas é o seu Babalorixá ou Iyalorixá, neles é que devemos confiar, por isso, passamos 2, 3 anos como abians, para aprendermos, nos certificarmos se é isso mesmo que queremos e aprendermos o básico, não existem fórmulas, cada casa tem seu rítmo, sua liturgia própria, além da liturgia da nação.
Iyaô seremos até morrer, porém com o passar do tempo com as obrigações, tomamos cargos, ficamos ebomis, etc, mas, NUNCA DEIXAREMOS DE SER IYAWÒ.
Temos também que saber caro Alexandre, se a casa que escolhemos nos aceita, se a nossa cabeça é boa para o axé, se o zelador quer como filho de santo, etc..
Axé,
Fernando D’Osogiyan
Olá luisa
Vc foi iniciada??
Porque as quizilas só valem para iniciados.
Peixe de couro realmente não pode,mexerica eu posso não sei se é interdito da nação ketu,geralmente não pode no roncó,em angola. Abacaxi é do ketu tb. Já vi o Nelson comentar.
Jaca, nunca ouvi falar e salsinha, ou cheiro verde tb não sabia da proibição…
Eu não sou radical a ponto de não ter em casa,eu moro com minha família,meu irmão não é iniciado e gosta de comer abóbora por exemplo que eu tenho quizila,então não vai se deixar de comprar e de comer por minha causa.
O ideal é que se busque conhecer o porque da quizila,um zelador conhece os porques, sabe a que Orixá está ligada cada quizila e vc tem que respeitar quizilas do seu orixá e da casa.
axé
Olá Nelson…
Poderia me tirar uma dúvida… Comecei a frequentar agora o Candomblé e tenho muito carinho pela religião. Quando estou diante dos orixás sou consumido por uma crise de choro, uma felicidade e vontade de não sair dali, que nunca acabe o momento.
Encontrei uma casa onde a mãe é uma éssoa honesta, idônea e tudo mais… Nunca me falaram nada sobre eu fazer o santo nem nada desse assunto… Eu por conhecimento próprio sei algumas coisas.
Gostaria de saber sem necessáriamente tenho que esperar o orixá cobrar a feitura (não seu como se fala) ou se eu posso fazer minhas economias e recolher pra fazer o santo? É algo que tem que acontecer só se o orixá cobrar ou eu mesmo posso conversar com minha mãe e dizer que tenho essa vontade de fazer Santo?
Olá Rodrigo Faustino
O orxá pode manifestar a vontade por jogo de búzios,também. Conerse com sua Yá,o importante é saber se vc é rodante ou não,isso se esclarecendo…
Dê uma lida no texto encantos e realidades no candomblé é só colcoar na caixa de busca ou clica na minha foto na lateral qeu aparecem os textos.
axé
Mutumbá Carol!
Mais uma vez tenho a agradecer a sua atenção e o esforço em entender meus questionamentos…
Fui submetida a um Bori na casa onde tive o primeiro contato com o Candomblé…Primeiro comecei frequentando os Xires, a convite da Zeladora…Depois de um tempo foi-me dito que teria que me submeter a um Bori como troca de vida(?). Na ocasião do meu Bori o ambiente na casa já estava conturbado.
Sempre procurei atender as ordens recebidas de minha Zeladora, seguindo suas orientações qto a preceitos, kizilas e respeito aos Orixás…O tempo foi passando e as coisas piorando, alguns filhos da casa sairam, pior que brigados com a Zeladora.Eu, confesso, aguentei a situação o qto os Orixás me deram forças para tal. Hj me dedico a saber mais sobre o Candomblé, encontrei na internet este site, leio seus artigos, adquiri alguns livros indicados por vcs e qdo tenho oportunidade faço perguntas diretamente a vcs. Não sou mais uma adolescente,já sou mãe e avó.Acho mto importante que os adeptos do Candomblé sejam alertados sobre pessoas que usam de má fé e brincam com a necessidade de outras que estão em busca de ajuda, muitas vzs precisando atender ao chamado dos Orixás! Desculpem se me torno repetitiva. Qto ao Bori que fiz, hj sei que não foi mto certo.Foi-me dito ser filha de Oxum com Oxalufan e ajuntó de Ogum…Hj sei que minha mãe é Iemanjá(confirmada pelos búzios). O que mais posso dizer a vcs.? Sei que tenho necessidade de fazer outro Bori, mais ainda não consegui superar as coisas que passei, tenho pedido misericórdia e mta ajuda aos Orixás e que eles me encaminhem para as mãos de um(a)Zelador(a) integro(a)!Mudei de cidade e onde estou morando encontrei uma casa, tenho frequentado,conversado com a Zeladora, ajudo nos afazeres qdo posso…Tbm tirado minhas dúvidas e principalmente acalentado meu coração.
Mto Axé a tds vcs!!!
Mais uma vez agradeço a vc Carol, Axé!
Obrigado Carol pela sua resposta…
Vou ler o texto sim…
Abraços.
Obrigado pelo comentário, Fernando D’Osogiyan. Concordo contigo, nem sempre o “efeito colateral” da quebra de um ewó se dará pela via corporal. A gente pode comer algo interdito e não passar mal, mas poderá haver um distanciamento daquele axé com o qual temos afinidade natural. Se o orixá tem ojeriza por tal ou qual coisa, ele se afastará de nós caso estejamos em contato com aquilo. E as consequências poderão se dar em um nível mais espiritual que corporal.
O que está me deixando confuso é que, afinal de contas, há 20 anos venho lidando com a idéia de ser filho de Logun, e me comportando como tal. De repente, com a obrigação que eu fiz, Oxaguiã irrompeu na minha vida com uma tremenda força e promoveu uma tremenda reviravolta no meu dia-a-dia.
Não estou reclamando (quem sou eu…), até porque cada vez tenho descoberto mais afinidade com este lindo orixá. Até aproveito para responder à pergunta do Alessandro: é perfeitamente possível você ter um orixá “de frente” masculino e o juntó também masculino – é o meu caso. O que eu pergunto, como o Alessandro, é até que ponto a influência de um juntó é tão forte assim, a ponto de a gente também ter que seguir as interdições do juntó (por via das dúvidas, também tenho seguido, mas já morro de vontade de fazer um churrasquinho e de vestir a minha camisa do Mengão).
Me diga uma coisa, meu irmão Fernando, você por acaso é o babá que assumiu a casa Ilê Axê Omo Owon Omolu, em Santo Antonio Descoberto (GO), perto de Brasília? Se for, já nos conhecemos, e faço votos de sucesso à frente desse belíssimo ilê.
Muito axé a todos!
Olofá,
É exatamente isso, você entendeu o que é Ewó, principalmente para os filhos de Oxalá! Felizmente sou Fluminense e posso usar a camisa branca do tricolor, rsrsrsrsr….já você…
Olofá, entrei para me iniciar para Omolú e saí de Oxoguiã, conheci meu Orixá olhando para o kele no meu pescoço dentro do roncó, imagina a minha decepção, minha dor, fui abian de Omolú muitos anos. Aprendi a amar Oxalá, descobri sua energia em minha vida, em meu axé, descobri qua a bebida alcoólica era a minha perdição, dendê, o vermelho a cor que gostava muito, minha dieta forçada de obrigação não é fácil. Nas águas de Oxalá na minha obrigação, foram mais de 40 dias sem sal, sem carne vermelha, sem café, etc. O denguê quentinho, meu ebô e meu Inhame. Levanto meu Orí e digo que sou Omo Giyan. Omolú é meu Orixá adjunto. Veja, contam tanto da rivalidade em lendas desses dois Orixás, e os tenho em perfeita harmonia, na mesma altura com o mesmo equilíbrio. Não existe nada que não de para um que eu não de para o outro.
Sou do Rio de Janeiro e meu Ilè Axé fica em Guapimirim-RJ, está convidado quando vir ao Rio conhecer minha casa.
Grande abraço, Oxalá nos abençoe,
Fernando D’Osogiyan
Olofá e Fernando, tenho lido o relato sobre as quizilas e percebo como deve ser difícil a vida de vocês rsrsrsrs Também carrego as quizilas do meu juntó, mas nada parecido com a situação de vocês rsrsrs Sou de Oyá com Xangô e foi estabelecido que eu também respeitasse as quizilas do pai. Mas nada que envolva dendê (não dá pra viver sem o acarajé, né? rsrsrs quer dizer, dá sim, é claro) e a pimenta.
E eu reclamando por ter que respeitar as quizilas de dois e olhando o comentário de vocÊs, as minhas são mínimas, além de eu fazer daquele jeitinho, vou testando… rsrsrsrs Muito prazer, é muito bom voltar e conhecer os novos leitores que têm contribuído no blog. Mo jubá
Obrigada
Sobre resguardo: meu filho fez uma limpeza, ele tem 8 anos. Estava indo bem no resguardo, mas foi passar uma noite com minha irmã e esta, inadivertidamente deu-lhe um sopa (para ela inovfensiva) que tinha itens que ele “passou no corpo”. Houve prejuízo no processo?
obrigada!
Olá Denice
Se ele estava de resguardo desses alimentos o trabalho está perdido.Infelizmente.
Axé
Oi Carol, eu encontrei o site muito interesante, sou completamente leigo, mais estou entrando pra religião agora, tenho muitas perguntas, o meu futuro pai está me ajudando mutio, o seu site é mutio bom tem me dado outra visão, eu gostaria de manter contato com vc, por e-mail, se for possivel!!!!!!!!
Olá Ricardo
Que bom que emos conseguido he ajudar de alguma forma, Infelizmente o nosso trabalho é somente via blog e já consome bastante tempo.Vc pode apresentar suas questões que um de nós, irá esclarecer na medida do possível.
Axé
Motumbá, Dayane de Oyá.
O prazer é todo meu em conhecer mais uma irmã aqui neste maravilhoso blog.
Realmente, observar as interdições à risca não é fácil, mas cada um tem seu fardo a carregar, né? O meu eu vou tratar de levar com alegria e devoção.
Mas em uma ou outra coisa dá pra dar um jeitinho aqui e ali. Agora eu só uso a camisa branca do Flamengo (prometo ganhar de pouco no domingo, Fernando) e descobri que posso fritar a massa do acarajé no azeite doce e comer com a saladinha – já quebra o galho. Quanto ao churrasquinho, quem mexerá com carvão agora são meus filhos mais velhos, eu só ficarei na supervisão, cortando as carnes e tomando cerveja sem álcool (só desce se estiver MUITO gelada, he he he).
O curioso é que, excetuando comida muito salgada e café, que me dá taquicardia, eu como de tudo e raramente passo mal. Mas como já foi comentado aqui, a gente deve se resguardar também das consequências sutis, etéreas, da quebra dos ewós. Como bem escreveu a Carol, resguardo é força, e o mesmo vale para os ewós.
Fernando, costumo ir ao Rio no verão para visitar meus pais e irmãos. Vou procurar seu ilê em Guapimirim para uma visita, com certeza. Obrigado pelo convite.
Muito axé a todos. Mojubá!
Saudações rubro-negras, Olofá. Eis aqui uma flamenguista pernambucana rsrsrsrs
É, só nos resta respeitar e ir fazendo as “adaptações” rsrsrs
mas cerveja sem álcool… ainda bem que eu não bebo (cerveja) rsrsrs
Obrigada e seja mais que bem vindo
Boa tarde a todos gostaria de saber qual seria a diferencia do quele de buzios e o de contas !!!pois ouvir dizer q um é quente e o outro é frio ,e qual seria o quente e frio!!!! motumbá !!!!
Cleiton,
O kele de contas quem leva é o Iyawo e o Kele de búzios em algumas nações só é colocado na obrigação de 7 anos e o de contas acompanha e é o mesmo da feitura. Não tem nada de ser quente ou frio, isso é balela!
Axé,
Fernando D’Osogiyan
valew fernando rapido no guatilho heim obrigado motumba!!!!
Ola fernando voltei denovo gostaria de sabe mais uma coizinha se naum for encomodo !!!!Por exemplo no meu serviço o povo la naum é nada amigavel com a nossa religião porem teria como eu esta usando um kele um pouco mais largo ou maior para eles naum esta vendo e naum quererem pega ou algo assim ????? obrigado a bença aos mais velhos !!!!
Cleiton,
O Kele é confeccionado para não sair do pescoço, ele representa sua aliança com seu Orixá. Use camisa branca de gola rolê que você vai ficar ótimo! Amigo, religião é liturgia, candomblé de nação é preceito.
Grande abraço e boa sorte.
FernandoD’Osogiyan
obrigado novamente fernando vamos lá fim do ano se deus e orumila quiser estarei iniciado!!!!motumba meus irmãos !!!!asé!!
Motumba
eu sou filho de Ogum e praticante de Candomble iniciado, e queria saber quais são as quizilas de Ogum.
Obrigado e Axé para todos
antes de fazer santo u rodava de ogum o orixa da guerra e dos caminhos !
quando bolei oxala o lufam respomdeu sempre amei ogum !!!!!!!
o quele apertava pois nao suportava que o homen da guerra averia me deixado!
meu resguardo foi regrado ate eu ficar exitado e o santo nao voltar mais nem o qle apertava + mas agora quero que oxala volte e nao consigo !!!!!!!!!
CAROL BOA TARDE!
MUITO LEGAL ESSE TEXTO,ESCLARECE NOSSAS DUVIDAS SOBRE O RESGUARDO.
REFORÇA DE FORMA CLARA NOSSA OBRIGAÇÃO ATÉ PARA COM AGENTE MESMO.NÃO SO COM O SANTO OU COM A CASA QUE FREQUENTAMOS.
UM ABRAÇO. GILMA
Olá Di Ogum
As quizilas ,quando passamos pela iniciação zelador nos fornece uma lista com todas elas.Busque saber com ele,pois ele é a melhor fonte,as vezes acabamos tendo que respeitar quizilas do orixá patrono da casa,então somene na sua casa de axé vc ter´a melhor resposta.
axé
Olá Gilma de Assis
Obrigada pelo seu comentário,no que precisar, estamos aqui para ajudar a esclarecer sobre nossa religião.
axé
Mucuiu irmâ Carol!!
É por isso que gosto de sumir …
Hehehe!!
Sempre que volto tem um monte de novidades cbacanas!
A senhora descreveu o preceito de forma clara e objetiva!
Assim fica mais facil para nossos irmaozinhos compreender o sentido dele!
Parabens!!
Alguém pode me ajudar?
Olá moro em Londrina e estou indo morar em Curitiba… Gostaria de saber se alguém conhece quais são as casas de Ketu da cidade…
Gostaria de comentar também outra situação, escrevo isso com lágrimas pelo rosto… Eu não sou iniciado, não tenho sequer um ebó feito na minha vida. Comecei a frequentar as festas e tudo mais e fui me apaixonando peloes orixás, hje acho que sem eles talvez nem estaria aqui escrevendo… Eu fui pedi para jogar búzios para mim e tudo amis e começei a frequentar uma casa… Porém como não sei nada tenho me sentido muito perdido e minha cabeça confusa. Eu vou em festas e as vezes sinto meu corpo tremer, começo a suar e me dá uma crise de choro, principalmente quando toca pra Oxum e Oxalá, no jogo sou de Oxum com Xango… Mas minha mãe de santo não conversa essas coisas comigo. Eu sei que a casa é muito movimentada, chea de clientes e tudo mais mas me sinto mal, como se minha vida não estivesse naquela casa, ou nas zeladoria desta senhora. Ela é uma pessoa querida, porém em outras casas as vezes sinto que sou mais cuidado que na minha própria casa.
Eu sei que comecei afrequentar agora e essas coisas de sair de uma casa e tal´s me parecem ainda uma coisa como se fosse um sacrilégio, algo que jamais devemos fazer. As vezes sinto vontade de sair e não entrar em lugar nenhum mais. Minha cabeça fica confusa, é só eu falar em Orixá que venho aos prantos…
O que eu poderia fazer…
Faustino,
Converse com ela, sinta sua sinceridade, e se realmente não estiver se sentindo bem comunique a zeladora e saia pela porta da frente sem problemas. Temos que buscar nossos caminhos, lutar, partir para cima Faustino. Nós é que decidimos, nós vamos conseguir.
Chame Ogun em pensamento, peça caminho e determinação, e vá a luta!
Axé,
Fernando D’Osogiyan
Olá Fernando D’Osogiyan…
Obrigado pela força… Tenha certeza que vou levar em consideração seu comentário. Eu descobri um amor tão grande pelos Orixás, pelo Candomblé que eu sinto que jamais viveria sem eles e que não posso deixar cair por terra tudo o que eles significam na minha vida.
E bato minha cabeça no chão e peço com fé que o melhor aconteça. Eu não tô entrando na religião para pedir nada em troca, não fico barganhando com os Orixás, não fico colocando Orixá em prova, eu apenas os amo de todo meu entendimento, força e vontade… O que eu quero é cuidar deles, tê-los por perto no meu dia-a-dia. Eu sempre penso que das galinhas que limpo na roça às minhas futuras obrigações tudo o que eu fiz, faço e vier a fazer deve ser em louvor aos Orixás.
Obrigado sempre.
Faustino poss te recomendar uma leitura, o texto Longo caminho do aprendizado, clique na foto Nelson e procure este texto, por favor. Quanto a casas e Curitiba, procure o site do jornal kinazambe ou o blog “coisas de maria” e pergunte sobre casas de ketu. Tomege
Olá Nelson…
Vou fazer a leitura do artigo sim… Tudo oq ue me ajuda e me faz crescer em inteligencia, sabedoria, dicernimento e prudência é bem vindo.
Obrigado.
Gostaria de saber, qdo vc faz um burí e senta o Santo, são 28 dias de preceito.
Não pode beijar, mesmo sendo sua esposa nem manter relações sexuais.
Após 14 dias de preceito ja pode ter contato sexual?
No caso de beijar estaria quebrando preceito?
No caso de Caricias sem consumir o ato sexual estaria quebrando preceito?
Quais as consequências? O que pode ser feito para corrigir caso seja quebrado o preceito?
Obrigado
Sandro
Olá…
Nelson me valei muito a leitura “Longo caminho do aprendizado”… Obrigado mesmo…
Eu procurei mas não encontrei nenhum artigo falando sobre a importância de estarmos constantemente frequentando nossa casa. Eu sinto que cada vez que vou láh volto com mais energia…
Se puderem escrever sobre esse tema acredito que a comunidade ficará grata…
Obrigado sempre.
Sandro o bori e o assentamento deveriam ser cerimonias distintas. De fato se faz um bori antes do assentamento (não é sentar o santo), mas como todo bori, esta cerimonia tem a finalidade de dar equilíbrio de harmonia a sua cabeça, que neste caso estaria sendo preparada para o assentamento, que normalmente é posterior ao bori, até para aue seja verificado o resultado do bori e se a pessoa está equilibrada e forte o suficiente para o assentamento do Orixá. Sandro só existe assentamento pra Orixá, nunca para pombagira ou outros exus(catiços).
O resguardo é de sete dias para um bori.
Sandro vc leu o texto da Carol sobre resguardo, está tudo lá descrito. Tomege
Nelson,
Tudo bem entendi sobre o bori, no meu caso eu fiz um bori, ja tenho santo assentado e dei comida para meu Santo.
Quantos dias de preceito? Referênte as perguntas postada anteriormente não obtive resposta. Sobre beijar de preceito e caricias sem a realização do ato sexual, mesmo sendo com a esposa.
Sandro toda resposta está na resposta acima. Resguardo de sete dias é o usual e correto.
Sobre beijo e carícias tb está tudo no texto da Carol. Tomege
Olá a todos!!! estou iniciando no candomblé, mas já estou confusa,pois preciso fazer um borí (já fiz o obí) e a minha zeladora me pediu uma quantia um pouco alta para comprar favas para obrigação, mas fiquei sabendo por outras pessoas que são de candomblé, que não existe favas em borí,pode sim em feitura, é verdade? por favor se for permitido me tire essa dúvida, desde já agradeço e um forte abraço.
Olá Érica
Eu não sei lhe dizer se vai favas em bori,mas é necessário falar que a relação com o zelador deve ser de confiança,se vc não confia,como vai entregar seu ori na mão dela?
Reflita
Axé
Kolofé meus velhos e a benção de todos! gostaria de tirar uma dúvida, sou de oxum opará com ogum(mas não sei a qualidade) é possivel ser do xoroquê? ou tem alguma kizila? desde já agradeço!!!
Mojuba he!
E a primeira vez que escrevo a respeito de minha lamentavel situção, e tentarei ser o mais breve possovil:
Então vejamos: a quase 2 anos fui iniciado num ritual coletico na nação Keto, sendo feito em OGUM, tal iniciação se deu num momento comturbado em minha vida, e um Exu catiço que me acompanha bem antes da iniciação não aprovou, seu nome MARABô, 1 ano após a feitura, minha vida virou de ponta cabeça, na saude eu enfartei tendo que colocar 2 pontes de safena e 1 mamaria, fiquei desempregado, apesar de ter nivel universitario, financeiramente: muita dificuldade ate para o sustento do alimento, Sentimentalmente: perdi a pessoa que amava com todo meu ser e para piorar minha neta mora com ela, tudo por fofoca, hoje não consigo me plumar e pior sinto um Ódio que esta me fazendo sucumbir a cada dia. Há pouco tempoum Mãe de Santo, jogando caridosamente, me confirmou que fizeram Orisa errado, pois desprezaram meu verdadeiro orisa que he OBALUAE, e quase morri por este fato. Adoro a religião, mas confesso que estou muito decepcionado por eses acontecimento, não sei o que fazer, não possuo uma condição financeira para ajeitar tudo isso, por isso humildimente peço a AJUDA de misericordia, caso aind da tempo de me erguer novamente e poder ser feliz, ter prosperidade e recuperar minha valiosa saude e ter essa duas pessoas novamente do meu lado. Josemar dos Santos de Almeida e Thabata Gonçalves da silva. me Ajude por OXALA!
Olá para todos,
Carol e Nelson,
Estou angustiada. Eu fiz um ebó ontem e a mãe de santo fez algumas restrições alimentares,mas, infelizmente, acabei comendo alface e manjericão(não foram usados no ebó). Ela disse que eu não podia comer verduras. Uma amiga me chamou para almoçar na casa dela e acabei esquecendo desse detalhe. Essas duas folhas não estavam no ebó, mas eu acabei comendo algo que nem parecia arroz e depois me lembrei que poderia ser um tipo diferente. SErá que o orixá não atenderá os meus pedidos por isso. Não desleixo. Eu só nõ queria fazer desfeita a uma amiga querida; meu trabalho foi perdido?
Por favor, me orientem.
Muito grata,
Axé!
Olá Marlon
Seu Ogum pode ter qualquer qualdiade.
ax
Olá Maciel
Do que vc nos conta vejo uma coisa que não se encaixa, um exu catiço não está contente com sua obrigação e vira sua vida de ponta cabeça. Até mesma na umbanda, que é a religião que originalmente cultua catiços,o Orixá vem sempre na frente, é hierarquia, se o catiço não aprova, problema, Orixá vem na frente. Depois se agrada essas entidades.Logo o problema não era o catiço era o orixá que foi feito errado.E Omolu está realmente muito ligado a saúde.Ele é o orixá rei da terra.Mas meu irmão, vc mesmo disse que o ódio que sente é pior, e realmente é o pior, vc tme que s elivrar desse sentimwnto, transmutar e assim quem sabe as coisas comecem a muda. O ódio emperra a máquina da vida…as coisas deixam de andar nos trilhos…Está nas suas mãos mudar sua via, nenhum de nós pode fazer isso por você.
Espero que as coisas melhorem
axé
Ola, de novo karol… fui feita a poucos dias e estou de kele ainda, minha zeladora incluiu nos preceitos q eu não passa-se debaixo de varal, mas eu sem kerer passei 2x, meu kele não kebrou, (se é q deveria kebrar) e tb não virei… ai surgem algumas duvidas, eu deveria virar, pq não virei… e me sinto uma farsante.. por isso.. passo a duvidar…
Bella eu copiei a resposta do Fernando para outra pessoa porque cabe muito bem a vc.
O grande legado de nossa religião é a falta de informação, e isso é terrível, imagino sua situação, não é nada confortável. Não vi nada nas suas perguntas que um zelador não pudesse responder sendo do Ketu, Efon, Jeje, Angola…Já se foi esse tempo, vamos ser menos egoístas, tratar com mais cultura a religião. Ainda existem beatos/beatas? esvravisando a informção que , às vezes, é de tão simples resposta. Ninguém mais hoje em dia se inicia no escuro, são empregadinhos de pais/mães de santo, cachorros no bom sentido de roça de santo, isso acabou!
Não se furte de perguntar nada ao zelador e não adianta nos fazer perguntas pois é o seu zelador é que tem a obrigação de responder. Claro que tem seus limites dentro do orô interno, mas, isso você sabe.
Boa sorte,
Fernando D’Osogiyan
Vc só está assim porque não foi orientada devidamente. Existe uma cerimonia no ketu chamada panã que é feita justamente apra que o yaô possa ter vida normal depois de sair da roça. Vc não virou porque seu Orixá sabe que passar por baixo de varal não te faz mal algum. Tomeje
Muito Obrigado Nelson me sinto bem melhor… só eu sei como estava me sentindo… eu acredito no meu orixa, pela situações q ele ja me fez passar, pela energia q sinto… e por muitas vezes kerer pagar para ver…acontecer, mais ai depois de feita achei, q tinha q ser tudo perfeito, q se fizesse alguma coisa errada, por mais insignificanteq fosse como o varal, eu fosse virar…ai começo a kerer pagar pra ver de novo…. achando q meu pai não fosse capaz de compreender pequenas coisas q temos q vivenciar depois q saimos da roça, mas, com certeza, mesmo sendo um yao eu acredito q tenho direito a fazer perguntas sim para minha zeladora… e vou tomar coragem e esclarecer minhas duvidas dentro da roça… muiito obrigado mesmo, pela resposta, me ajudou muiito, e me encorajou a a conversar melhor com minha zeladora.
Bom dia. Passo por momentos delicados em meu relacionamento com minha esposa. Desde quando comecei a namorá-la ela sempre teve inclinação a fazer trabalhos com candomblé, umbanda e outras religiões afro-brasileiras. Sempre fui contra tudo isso, mas confesso que nao estou encontrando saída para brigar contra essas evidências. Existe atualmente um pai de santo que ela confia bastante e que eu estou tambem estou conversando e fazendo alguns trabalhos. Nós discutimos bastante sobre essas coisas e na ultima vez foi quando o tal pai de santo pediu a ela para fazer resguardo num trabalho para oxum em que consistia apenas se abster de sexo, porém poderia fumar cigarro (vício que ela ainda tem) e consumir bebida alcoolica (cerveja) Pergunta que faço: pode haver resguardo para uma coisa e outra separadamente? Obrigado e bom dia. Pode mandar a resposta, por favor para o meu e-mail.
Existe alguma kisila/ewo que os iniciados de Ogum não podem ou devem evitar de comer e/ou fazer?
Pois meu Zelador nunca me comentou sobre isso.
Ase
Wander Olmo dos Santos,
você está certo quanto aos seus questionamentos sobre o resguardo. Não existe meio resguardo, ao menos na minha casa é sempre abstenção de sexo, cigarro, bebidas…
Mas se você agora está começando a se aproximar, não deixe que esse fato de “qual o preceito certo” atinja o relacionamento de vocês, esses assuntos têm quer estar em patamares diferentes.
Axé!
Dofono de Ogunjá, bom dia.
Existir, existe sim. Mas temos uma pessoa bem mais apta para te responder isso bem certinho, o Nelson.
Ele com certeza chegará por aqui. rsrsrsr
Axé!
Dofono essa questão de kizilas é complexo, o que é kizila para mim pode não ser para vc, por ex. eu tenho um problema com dendê, não posso comer dendê e sou tb do Ogum, que na teoria não tem esse problema, então vc precisa entender que as vezes a kizila é de outro Orixá que o acompanha. Acho que o caminho é não se preocupar agora, neste momento, peça ao seu zelador uma lista básica que deve constar, manga espada, quiabo, inhame cará. Depois disso vc começará a sentir o que te faz mal e o que é kizila de Ogum e o que não é. Isso de kizila é complicado porque alguns zeladores não gostam por ex de uva ou couve (exemplo) e acha que isso é kizila, quando na verdade é gosto pessoal, e determina que isso é kizila de todos os seus filhos, entende? Então precisamos estudar bem as coisa e procurar fundamento para as coisas. Tomeje
Boa Tarde,
Tenho uma dúvida quanto ao kele ( acho que é assim que escreve ) de búzios, porque li logo acima que ele pode ser colocado numa obrigação de 7 anos, mas eu fui num terreiro numa saida de 1 ano, e a yao usava um kele de Ogun e um kele de búzios… há um significado especial para isso???
É porque isso acabou me deixando meio curiosa, pq nunca tinha visto.
E gostaria também de dar os parabens pelo blog, vcs não tem idéia como estes textos me tiraram enormes pontos de interrogação desta cabeçinha de quem sabe muito pouco sobre os orixás, mas tenho um imenso respeito por todos eles.
Senhores (as) Boa Noite,
Tenho uma dúvida, sou borizado e tenho dois santos assentado, Ogum e Oxum.
Minha dúvida é a seguinte, meu pai de santo, quando precisa realizar algum trabalho com Ogum, que é meu Santo de cabeça, para algum cliente, ou seja, independente do trabalha pode ser para abrir ou fechar caminho, ele realiza o trabalho, no pé do meu Santo e faz as oferendas para seus clientes com seus pedidos.
Agora minha pergunta.
É Certo isso? Até onde ele pode o assentamento do meu Santo para realização de trabalhos para clientes, independente que seja para abrir ou fechar caminho?
Isso pode me prejudicar?
Agradeço desde já pela atenção.
Sandro
Olá Sandro,
O correcto é o seu pai de santto fazer os pedidos para o Ogum da casa, que será também o Ogum dele… O seu assentamento não deve ficar exposto e nem sujeito a esses trabalhos feitos para terceiros.
O Orixá não te vai confundir, e sabe bem quem está fazendo o quê, portanto, nesse capítulo, creio que deve ficar descansado, agora quanto a esse tipo de procedimento, penso que você terá que pensar duas vezes.
Talvez seja por já sentir isso que você colocou a questão em outro post sobre casas sérias em S. Paulo.
Eu pessoalmente não conheço nenhuma, mas posso te dizer que ali na barra lateral, tem o link para a página do Professor Reginaldo Prandi e que lá você encontra uma listagem de terreiros/casas em S, Paulo. Dê uma olhada.
Pode até ser que algum outro irmão aqui te possa indicar alguma casa.
Axé!
Carol, parabens pelo texto minha irmã.
Olha eu de novo!
Permita-me que hoje me dirija tambem aos outros irmãos, principalmente ao Fernando D’Osogiyan.
Muito intrigante o assunto quizila. Quando fiz obrigação para Oxaguiã me impediram de meio mundo de coisa dizendo que era por causa do santo. Não me refiro ao resguardo pois esse eu sei que tmos obrigação de cumprir, e eu, por exemplo, tenho a sexta-feira como um dia sagrado e nele eu me resguardo mesmo. Mas quizila é complicado; eu, como bom baiano, sou roxo/apaixonado por comida baiana – e todas levam dendê, a grande interdição de Oxalá. Como sem problema, respeitando a sexta-feira.
Mas as minhas dúvidas se referem a coisas como: 1 – o que há com o café preto, que já me disseram pra evitar? Quem não gosta de um cafezinho??? 2- O carvão, como posso defumar minha casa sem pegar no carvão?
Graças a Deus e a meu Pai, não tenho grandes quizilas mas a bendita da mexerica/tangerina…Pelo amor de Deus, nem pensar em descascar uma junto de mim: me dá uma agonia por dentro, o nariz coça, corro aos pinotes…Daí a pergunta: sempre soube que essa fruta é quizila de Oxossi; tem a ver com Oxalá também?
Complementando, um questionamento que sempre tive é em relação a essa coisa do zelador/a dizer que os filhos da casa ficam proibidos de comer isso ou aquilo por que é quizila do orixá da casa. Isso realmente existe?
Tomeje comenta muito bem, como sempre, exatamente isso mais acima. Aí pergunto:devemos ou não seguir essa orientação?
Quer dizer que além das minhas interdições vou ter que arcar com a dos outros também? É ruim, hem???
José Luiz a questão que comentei na resposta acima que vc citou diz respeito a quizilas sem fundamento e não propriamente sobre quizilas de fato, por que o que mais vejo são quizilas inventadas por que o zelador “não gosta disso ou daquilo e passa a ser quizila”. Mas as quizilas da roça devem ser respeitadas pelos filhos sim, sem excessção. Sobre sua posiçãod e comer e de utilizar coisas que são quizilas, é oq ue sempre dizemos aqui, as quizilas podem não se manifestar em sintomas visíveis, mas com certeza enfraqueçe sua relação com o Orixá, estou falando de uma relação entre pai e filho, um filho faz o que o pai determina sim, não há questionamento quanto a autoridade do pai (ou mãe) na família, entende? a questão é a relação que fica abalada.
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religião. Tomeje
Tomeje, AGORA esta explicado.
Se entendi bem, não devo mesmo pegar em carvão. Sem querer ser renitente, me dá só mais um esclarecimento: como faço pra preparar o incensador? Fatalmente terei que pegar no carvão…Faço alguma coisa antes, tipo pedir licença a meu pai ou não pego de jeito nenhum?
Fico proibido tambem de comer qualquer comida com o azeite, em qualquer dia, ou só não devo na sexta-feira?
Desculpa estar lhe importunando, mas as dúvidas pairam e fica difícil se não esclarecer…
Antecipadamente grato, Ogum que lhe dê tudo de bom.