Em 1875, Inês Joaquina da Costa (Ifá Tuniké), mais conhecida como Tia Inês, desembarcava em Pernambuco vinda da cidade de Egbá, na Nigéria. Em sua mínima bagagem como por intuição do que estaria por vir, trouxe sementes e materiais usados no culto a Yemonjá, orixá cultuado na sua região, e mais algumas divindades cultuadas no panteão yorubá.
Com o passar do tempo, ela se estabeleceu em Recife, no bairro de Água Fria, plantou as sementes das árvores sagradas, a exemplo da gameleira e do Baobá. E assim foi nascendo o Sítio de Tia Inês e uma forma de culto chamada Nagô Egbá, também conhecida como “Xangô do Recife”, tendo sua casa matriz o próprio Sítio de Tia Inês, que mais tarde seria conhecido, registrado e tombado como Terreiro Obá Ogunté, estendendo-se então como culto mais conhecido em Recife e sua região metropolitana e como reflexo presente na cultura pernambucana.
Após a morte da matriarca da nação Nagô Egbá, o Sítio de Tia Inês continuou aos cuidados de seus filhos adotivos e assim a regência passou a ser de pai para filho, causando assim mais uma característica da nação: o patriarcado, como sendo a maneira mais comum de herança. O mais conhecido entre os regentes foi Felipe Sabino da Costa (Ope Watanan), conhecido como Pai Adão, sua figura se mostrou tão popular dentro do culto que a casa passou a ser popularmente conhecida até hoje como Sítio do Pai Adão.
Boa parte dos barracões, atualmente, é regida por zeladores, porém vale salientar que as casas mais tradicionais e mais respeitadas foram fundadas por mulheres.
Os papéis do homem e da mulher são bem fixos no culto, os homens ganharam mais espaço e sempre por trás dos zeladores estão elas, as “senhorinhas” zeladoras os acompanhando. Observando conversas entre zeladores percebo certo machismo e muitas zeladoras repelem esses conceitos, arregaçam as mangas e constroem seus barracões, sendo eles regidos por elas e sendo elas auxiliadas pelos seus ogãs e ebamis, mostrando que o futuro poderá refletir novamente o passado.
O Nagô Egbá se assemelha muito ao Ketu. É uma nação onde suas casas tradicionais mantêm as mesmas formas de culto e conceitos ensinados pelos seus antepassados, daí vem o por quê da quantidade de orixás cultuados, que citarei mais adiante, ser relativamente menor que a de outros cultos.
Como uma nação de origem yorubá, o Nagô Egbá comporta orixás, teorias e histórias mitológicas iguais ou muito próximas da nação Ketu. Além das pequenas diferenças em sua ritualística interna, a diferença mais clara está presente nas festas, nas formas como os orixás se manifestam e dançam durante os xirês. Os instrumentos principais mudam; no lugar do som mais agudo dos atabaques, está o som mais grave e compassado dos ilús. A sequência de orixás cantada durante a roda do xirê é a mesma em todas as casas e a das toadas geralmente também (provável herança da nossa casa matriz).
Os orixás homenageados em ritual aberto ao público, o toque, são em menor número do que na nação Ketu, como já foi mencionado. São basicamente treze orixás cantados na seguinte sequência: Exu, Ogum, Odé, Obaluayê, Oxumaré, Nanã, Ewá, Obá, Oxum, Yemonjá, Xangô, Oyá e Oxalá. Ossaim tem seu culto e é sempre lembrado e homenageado durante os rituais internos e orôs; Iroko segue lembrado e cultuado nos terreiros na forma da imensa gameleira. Sobre o orixá Logum Edé, não há registro no culto Nagô Egbá, nós não negamos sua existência, apenas não há registro histórico sobre o orixá dentro do culto. Porém, há uma peculiaridade em relação a alguns outros cultos: o culto à Orunmilá é muito conhecido e difundido na nação com suas inúmeras cantigas cantadas durante as saídas dos balaios para Oxum e as panelas de Yemonjá, além de ser também lembrado na cerimônia de Bori.
Houve um tempo, mais precisamente entre 1938 e 1948, em que os terreiros de Candomblé foram perseguidos, fechados e alguns até destruídos. Esse episódio ocorreu em diversas partes do país e não aconteceu diferente em Pernambuco. Muitos zeladores fecharam suas portas, abandonaram a religião, enquanto os que persistiram na sua fé faziam tudo á maneira mais escondida e disfarçada possível.
“Era 31 de dezembro de 1948 e a comunidade de Água Fria, na Zona Norte de Recife, se aprontava para um ritual que há muito não se via, nem ouvia, a não ser em lugares secretos. Naquela noite poderiam outra vez cultuar seus deuses com o consentimento das autoridades.
É claro que começou somente com o povo do terreiro do Sítio de Pai Adão. Os filhos e filhas de santo tocavam e dançavam ainda desconfiados; o batuque era discreto. Olhavam pelas janelas para ver se a polícia não apareceria para impedi-los, mais uma vez. As baianas usavam a saia branca do candomblé por cima de vestidos. Ficaria mais fácil de tirá-las caso os perseguidores chegassem de surpresa. Os que não acreditavam no que ouviam, aos poucos, iam se aproximando do salão do terreiro, onde acontecia um toque para Oxalá.
De repente, um grito ecoa no salão. Era o orixá Ogum, manifestado em França, filha de santo antiga da casa. Os ogãs perderam a timidez; soltaram os braços e o toque se animou; os fiéis passaram a cantar mais alto, os cânticos a Oxalá. E os orixás da casa passaram a “descer”. Mãe Joana Batista recebeu sua Iemanjá, e os demais médiuns passaram a entrar em transe e receber seus orixás. Com o passar dos dias, outros terreiros do Recife voltaram a praticar seus rituais de candomblé, livres da perseguição que durou dez anos. O fim do período marcado pelas constantes prisões de babalorixás e filhos de santo, e quebra-quebra da polícia quando encontrava imagens e símbolos africanos nas casas denunciadas, completa hoje sessenta anos.”
Esse episódio significou algumas perdas ao culto, perdas principalmente nos fundamentos de orixás recentemente inseridos ao culto durante aquela época, como Obaluayê, Nanã, Oxumaré, Ewá e Obá e que aos poucos iam sendo conhecidos pelos adeptos. E apenas os orixás mais conhecidos voltaram a ser cultuados, a exemplos: yemonjá, Oxum, Exu, Ogum, Xangô, Oyá e Odé. Com a inserção do ketu e do jeje-nagô em Pernambuco, a troca de informações fez e está fazendo, aos poucos, estes orixás que tiveram seus fundamentos perdidos voltarem a ser não apenas homenageados no xirê, mas também cultuados dentro da nação.
Um pouco sobre a minha nação: o Nagô Egbá
Setembro 25, 2009 por Dayane












Parabéns linda, voltou com tudo hem!!! A dorei o texto, vc esta mas uma vez de parabéns… Lindo mesmo, e aprendi tambem um pouquinho com seus ensinamentos e sobre sua nação… Gostei de saber o principio de tudo e como tudo começou… Adorei muit Axê pra vc linda… te dolu muito…
Terê, minha linda. Muito obrigada, obrigada mesmo pelas suas palavras.
Estava sim afastada dessa minha casa, deixando passar alguns sentimentos, vivendo outros… Enfim, reconstruindo a minha casa interna para assim voltar bem, tranquila e cheia de alegria para cá. Estava distante, mas estava de olhos em tudo por aqui. Tenho notado a falta de alguns como a Jady, o O´gã Luis, a Rosinha a Leila… e tenho também lido os novos leitores que vêm contribuido por aqui, como o Fernando. A casa tá crescendo e eu sinto cada vez mais orgulho e honra em está nesse time.
Temi muito se o texto sairia bem ao entendimento de todos que não conhecem a minha nação, mas parece que saiu certo, graças a oyá!! rsrsrsrs Beijo
Obrigada
Dayane,
Parabéns pelo texto desta linda nação Nagô. A grande tribo Egbá habitantes da cidade de Abeokutá. O reino de de Yemanjá. Louvemos:
“Àwa àbo a yo! Yemanjá awa abo a yo Yemanjá’.
“Vem nos proteger,satisfação completa!
Yemanjá nos protege com satisfação, é Yemanjá!
Èérú Iyá!
Axé doce vento do saber.
Fernando F”Osogiyan
Fernando, muito obrigada pela congratulação e pelo “linda nação” rsrsrsrs
Tenho adorado suas “aulas de yorubá” pelo blog. Tá pensando que eu não estou acompanhando não, é? E gratis!! rsrsrsrs
Muito obrigada e vamos em frente!!!
Dayane bonitas sao as coisas vindas do interior,as palavras simples e significativas,pois mesmo nao ha vendo,sinto que seus olhos brilham quando voce fala de sua naçao Nago Egba,sua casa de axe,das suas raizes,sentindo no coraçao e na alma,uma alegria imensa!Axe,e mais uma vez obrigada por dividir conosco esse texto maravilhoso.
Isa, não fala assim senão… eu acabo até chorando rsrsrsrsr
É isso mesmo, minha irmã, mesmo com tanta coisa acontecendo por aí afora, eu tenho sim muito amor a minha nação e a minha família de santo.
Obrigada pelas palavras e pela sensibilidade.
Oi irmã!
Vc já sabe que achei o texto ótimo….
Só estou registrando
beijocas
É muito lindo esse asé conheço muito bem, hoje faço parte desse asé, sou neto do Babalorixá Manoel Costa (papai) Atual dirigente do Ilê Obá Ogunté – Sitio de Pai Adão…
Sucesso!!!!!!!
Dayane, parabéns!!!
É muito incomum vermos informações sobre o Nagô-Egbá, nossa nação ficou muito restrita ao Sítio e a alguns mais antigos, é muito bom poder compartilhar a história de nossa raíz com os demais.
Esse período de fechamento das casas no Recife explica o porque acreditava-se que o Nagô não raspava seus filhos, na verdade sempre raspou, de acordo com meu pai, Manuel Papai, atual herdeiro do Axé, no período da repressão eles faziam todos os fundamentos sem raspar, pois precisavam continuar a agradar os Orixás sem parecer que estavam cultuando Orixás, pois a polícia entrava, prendia, batia, quebrava, enfim, faziam de tudo com os frequentadores.
Até mesmo as roupas que utilizavam nos toques eram roupas comuns para não chamar a atenção.
Graças a isso, hoje podemos contar com essa Nação tão importante e rica em conhecimentos, fundamentos e tradição.
Axé minha irmã, que Olodumare lhe abençoe e meu pai Odé lhe dê sabedoria e fartura.
Pai Alexandre t’Odé.
Ayrton e Alexandre,
Fico realmente muito feliz com as palavras e a presença de vocês aqui no blog. O meu texto saiu exatamente por falta de material na internet sobre a nossa nação e até aqui no blog mesmo.
Muito obrigada por virem e dividir também seus conhecimentos conosco, afinal o Nagô Egbá é a “cara” daqui do Recife, não é? rsrsrs
Obrigada
Olá pessoal!
Nem vou mais elogiar este blog para não ficar óbvio e redundante. Adorei este post. Tenho muito interesse na história do Candomblé, principalmente sobre as nações menos divulgadas.
Lendo sobre as reuniões clandestinas, no tempo em que a religião era perseguida, fiquei pensando sobre a bandeirinha branca que sempre se vê sobre os axés. Qual é a origem desse costume? Teria alguma relação com o tempo da perseguição.
Saudações a todos.
Olá Ricardo Costa
Na Nação Angola essa bandeira esá ligada ao inkisse Kitembo ou Ndembu,ou o popular Tempo.É o patrono da nação angola e em toda casa a bandeira branca está fincada junto a uma árvore consagrada a Tempo. Em Ketu não sei a finalidade, sei que tem sempre uma arvore de Loco consagrada a Iroko. Agora com sua observação não sei se tem bandeira branca…
axé
Gostei muito do post, tenho também no blog alguma coisa sobre nago, mas atualmente sou do Culto a Ifá, mas gosto muito de estudar a história da religião. Eu aprecio muito a nação Ketu, mas pricipalmente amo o Orixá!!! Sucesso e parabéns pelo post
JUNTOS NO CANDOMBLÉ.
http:juntosnocandomble.blogspot.com blog do Candomblé.
Obrigado pela resposta Carol!
Ebomi, muito obrigada pelas congratulações e pode deixar que visitarei seu blog, com certeza.
Compartilhar conhecimento é aprender mais!
Obrigada
Dayane saudações!ler oque vc escreveu sobre o sitio me emocionou,apesar de não conhece-lo pessoalmente,sou de São Paulo,e fui iniciada por finado Toninho de Xango (Obacilé de Xango ), iniciado no sitio,então me emociono porque ai esta minha raiz,conheci pai Manoel,e vi muitas fotos do sitio. que baba my Omolu abençõe toda essa familia com prosperidade,e muita saude.quem sabe um dia consigo ir até ai.Parabéns!!!! e muito Axé para vc…
Muito obrigada, Margarete!
Fico muito feliz quando leio sobre a expanção de nosso culto.
Axé para você, minha irmã. E será ótimo você conhecer suas raíes mais de perto.
Só comentando:
1. “Em 1875, Inês Joaquina da Costa (Ifá Tuniké), mais conhecida como Tia Inês, desembarcava em Pernambuco vinda da cidade de Egbá, na Nigéria(sic)” – na verdade essa é a data da fundação do Terreiro de Iemanjá ou Terreiro Obaomi.
1.2 Existiram ainda mais 2 casa de Xangô( Nagô Pernambucano) fundados à época do estabelecimento do Sitio de Pai Adão, teriam sido o do Pátio do Terço, localizado no Bairro de São José, centro do Recife/PE e totalmente decadente na década de 80 e uma casa de Iansã em um bairro afastado do centro, desaparecida no começo do séc.XX).
Mais um adendo:
NAÇÃO XAMBÁ
A nação Xambá, de origem iorubana, formou-se em Alagoas, de onde veio Artur Roseno, seu babalorixa mais expressivo à época. NO começo dos anos 30, o Xambá foi uma nação muito expressiva em Recife, contando com muitos liderees, como Mãe Lídia Alves, Amália Rocha e Maria das Dores (mãe de santo de Manoel Papai, atual lider do Sitito de Pai Adão), Bil do Portão do Gelo. Com a morte, em 1947 do grande lider Xambá, esta nação entra em decadência, com a adoção da nação Nagô por antigos membros. As mães Xambá Mãe Lídia Alves, Amália Rocha e Maria das Dores passaram a liderança masculina de suas casas para José Romão da Costa, filho de Adão, com a introdução de mudanças no ritual. Hoje o terreiro Santa Barbara do Portão do Gelo é o seu único representante do Xambá em Recife.
Assis,
Sua bençaõ!
Muito obrigada por vir até aqui e me ajudar a falar da melhor maneira e o mais coerente possível do Nagô de Pernambuco. Além de vir ver a sua afilhada engatinhar um pouquinho rsrsrsrs.
Li sim suas observações, mas como disse, me assegurei nas pesquisas e estou a espera da informação sobre data aproximada da chegada de Tia Inês para assim corrigir esse equívoco.
Sobre a nação Xambá, essa informação não só será um adicional para o blog, como para mim também, pois sobre ela não tenho o mínimo conhecimento empírico. Tudo que eu sei, e não é muita coisa, é de “ouvir dizer”. Então deixo o Xambá para uma outra oportunidade, quando eu dominar um pouco o assunto. Pois como você mesmo me disse, ela também foi importante para a sobrevivência do culto Nagô em Pernambuco e merece informações precisas.
No mais, adorei tê-lo aqui, com toda certeza!
Gente, esse é meu irmão mais velho (de santo) e padrinho.
Obrigada!! Beijo.
SITIO DE PAI ADÃO
1875 – fundação do Terreiro de Iemanjá ou Terreiro Obáomi por Inês Joaquina da Costa ou Ifá-Tinukê
- Nos 1ºs anos do séc. XX associa-se a Felipe Sabino da Costa (Opé Otanam), com profundo conhecedor do culto dos Eguns.
- Inês tinha ainda outros acólitos: José Querino, seu axogun e Joana Batista, de cujo santo Adão era o sacrificador.
- desde cedo nasceu-se o sistema tradicional de que uma casa é sempre regida por um pai e uma mãe-de-santo.
1916 – Morre Tia Inês
1920 – Adão torna-se pai-de-santo, e Joana a mãe.
1936 – Morre Adão, sem dúvida a maior personalidade do Xangô de Pernambuco, deixa 4 filhos vivos: Malaquias Felipe da Costa (Ojé Byí), José Romão da Costa (Ojo Okurin), Guilherme (oyú Funxó) e Maria do Bonfim, Mãezinha, que ainda vive.
1936/1952 – Joana Batista lidera o Sítio, ajudada por José Romão.
1952 – Morre Joana Batista.
1952 – Assume o posto José Romão, junto com Vicência (Vicentina Costa Evangelista da Costa – Fádáyìíró), filha de um sacerdote vindo junto com Inês: João Otolú.
1971 – Morre José Romão da Costa, e assume seu irmão Malaquias ainda junto com Vicência.
1983 – Malaquias morre.
1983 – Assume a liderança do Sitio Manoel Papai atual pai-de-santo do Sitio.
1987 – Morre Vicência
1987 -Como mãe-de-santo é designada Iraci Rodrigues Vilela, Tia Bê.
Daya
Com relação a data de chegada de Tia Inês ao Brasil, não encontrei nenhum autor que a precisasse com exatidão, o único concenso sendo 1875 como a data de fundação do Terreiro Obaomi, verdadeiro nome do Sitio de Pai Adão.
Mas … como filho de Oyá é tinhoso, as pesquisas continuam.
Bjs e que Oyá seja sempre por nós.
Com relação a divindades que não são cultuadas em nenhum outro lugar do país cito – os que conheço! : 1º)Orunmilá – O Deus do oráculo, sempre lembrado nos ritos de Borí, saída dos presentes de Osún e Iemonjá, poucos terreiros têem seu assentamento, seu culto é complexo, sua cor é uma combinação de amarelo e verde.
2º) Olofin – A única imagem com assentamento desse orisá está no Sítio de Pai Adão, seu culto é ligado ao ciclo da panela de Iemanjá em dezembro, com rituais complexos e secretos, cuja culminância leva à saída da panela de Iemanjá acompanhada do presente dedicado ao orisá do mar, o culto a esse orisá até o presente momento segundo informações colhidas só é realizado no Sitio de Pai Adão e no Terreiro Osun Opara do Tatá Raminho d’Oxossi, em Jd Brasil, cidade de Olinda/PE.
3º) Ibeji – se cultua no Sitio em Setembro, junto com a festa pra Osún.
4º) Iroko – pouco conhecido, seu culto está em desuso, mas seu ritual complexo era feito na centenária gameleira plantada por Ifa-Tinuke.
que li sobre Olofin, foi que ele é um dos nomes de olorun e é explicado a origem desse nome num trabalho de mestrado. Além dele ser muito usado na santeria cubana
Bjs afilhada espero ter contribuido mais pra visibilidade de nossa grande nação Nagô, ou melhor Xangô de Pernambuco!
Mais um adendo: O Candomblé de Alagoas, onde se desenvolveu o rito ou Nação Xambá, do qual muito pouco se sabe, sofreram nos anos que se seguem a 1911 uma das maoires perseguições policiais que as religiões africanas no Brasil já conhecera. Muitos lideres fugiram para o Recife, entre eles Pai Roseno, o que contribuiu bastante para a expansão deste rito no Recife, enquanto em Alagoas foi praticamente extinto. Essa migração forçada contribuiu para o sincretismo de diversas origens, constituindo-se o Nagô como nação própria de Pernambuco. Em Alagoas, durante os anos de perseguição policiail, os devotos remanescentes ainda assim promoviam escondidos o que podiam dos cultos, dispensando os tambores, a música e as danças, a ponto de ser chamado de: ” o nagô rezado baixo.”
Assis,
Quem tem um padrinho como esse não sofre nunca!! (é o que espero)rsrsrsrs
Muito obrigada mesmo, você não sabe o quanto estou orgulhosa!!!
Nem se preocupe, pois irei lhe aperrear sempre. rsrsrsrs
Muito obrigada
Sua benção!
Repetindo sem vergonha nenhuma o que disse o Fernando bem mais acima: Parabéns pelo texto sobre nossa linda nação Nagô, o Xangô pernambucano. A grande tribo Egbá habitantes da cidade de Abeokutá. O reino de de Yemanjá. Louvemos:
“Àwa àbo a yo! Yemanjá awa abo a yo Yemanjá’.
“Vem nos proteger,satisfação completa!
Yemanjá nos protege com satisfação, é Yemanjá!
Èérú Iyá!
Bjs. e que todos possam conhecer mais ou passar a conhecê-la de uma forma mais abrangente, já que a tão poucas referências a ela.
Viu como filho de Oyá é … sei não.
Que nossa Mãe seja sempre por nós!
Agbéso’kè – Levamos para o alto
Orí bé’ra o – o nosso pedido
Agbéso’ké – de paz,
Orí ajé – saúde e riqueza!
Daya,
Agradeça ao Assis a referencia ao meu texto, acho que vale à pena estar por aqui, muito envaidecido.
Que meu pai Oxalá o cubra com as bençãos eternas…
Louvemos:
“É mi ire mi ire Babá Olóòrun, Babá mo ri e àgbà odó àlà sorí àwa ó”.
“Me faça feliz, me faça feliz, pai senhor do céu, Pai eu o saúdo, senhor ancestre do pilão, cubra-nos com o vosso alá”.
Axé,
Fernando D’Osogiyan
parabéns pelo post, eu sou de ketu mais adimiro muito a nação nagô, vistem meu blog Macumba grátis com downlaod de cantigas e tudo mais ligado a religião espírita
Boa tarde, Fernando.
Pode deixar que passarei a ele seu agradecimento!
………………….
Boa tarde, Macumbeiroo
Muito obrigada pela congratulação e pela admiração.
Pode deixar, irei visitar seu blog, sim!
Obrigada
pergunto por que sou total mente contra e vejo hoje em dia os nossos
orisa expostos tenho feito muitas campanha para as pessoas retira as fotos será que eu estou certa ou será que eu estou sendo muito radical
eu era do nagô. e agora sou do keto e este foi o que os nossos antepassados nos ensinaram
gostaria também que si vc pudessem
falar um pouco sobre sonhos seria possível?
e que tive este sonho estou preocupada
agora de ontem para hoje sonhei que
alguém falava para eu
que eu iria morre este ano
será será
tico tu tenho sonhado com algo que não estou gostado muito
1 foi um orixá entregando um presente para mim
que era umas flor tipo violeta ao mesmo tempo era vermelha
poderia respoder para mi
no orkut e ekedy ozileide.com.br
tico tu tenho sonhado com algo que não estou gostado muito
1 foi um orixá entregando um presente para mim
que era umas flor tipo violeta ao mesmo tempo era vermelha
gostaria também que si vcz pudessem
falar um pouco sobre sonhos seria possível?
e que tive este sonho estou preocupada
Boa tarde, ekedy Ozileide.
Se você fala quanto a grande demanda de fotos espalhadas em sites de relacionamento, concordo em partes consigo, pois não só vi orixás vestidos (até aí, tudo bem), mas como fotos de orôs, de bori… Isso sim as pessoas tem que tomar conhecimento de que são restritos a casa e a iniciados habilitados para isso. Mas agora qualquer um pode ver o que quiser, o que há de vídeos ensinando fundamento de tal orixá, casas que permitem ter seus iyôs filmados enquanto raspados para serem mostrados como “exóticos” a outros países… Enfim, isso é deplorável. Nós não somos artigo de explortação!
O blog tem como objetivo divulgar, desmistificar e debater a religião.
Interpretação de sonhos é uma coisa muito vaga, pois está extremamente ligado a você, que teve o sonho, e ao seu subconsciente, aos fatos que passaram por você durante um dia… Há várias situações que possam explicar um sonho. E pedir para que alguém que não convive com você, não conhece sua vida interpretá-lo fica um pouco difícil e no mínimo duvidoso, não acha? Por esses motivos, infelizmente não podemos te ajudar nesse caso, compreesnde? Mas você pode procurar seu zelador pra ver se esses sonhos querem te dizer uma coisa.
Obrigada
hola soy yalorixa canharbango aparecida de argentina gracias por divulgar nuestra cultura
Sua benção yá,
Muito obrigada por vir nos pretigiar, nós é que agradecemos a sua visita. A religião em si está precisando de uma divulgação sim, não em relação a publicidade, mas em relação a conhecimento mesmo. Sabemos que os maiores conhecimentos são obtidos no convívio com a família e a casa de santo, mas aquelas informações que podem ser passados e aprendidos por aqui, aqui estamos nós, aprendendo sempre.
Obrigada
gostaria de saber poque na maioria das vezes que vou ao centro as entidades me dizem que nao tem permicao para confirmar meu orixa be cabeca isto ja ocore a anos
Boa tarde, Luiz carlos de Mesquita.
Isso pode está a acontecer porque você não está se consultando com a entidade certa. Na Umbanda, as entidades que fazem isso, são as que são responsáveis pelo terreiro, geralmente um caboclo ou um pai ou mãe preta que trabalhe com o pai ou mãe de santo da casa. Pombagiras e outras entidades não fazer isso.
Mas se ainda assim eles não falam qual seu orixá, então recorra a um zelador de Candomblé. Ele, munido do jogo de búzios poderá ver qual seu orixá, apesar que às vezes é preciso mais de um jogo para confirmar um orixá, entendeu?
Obrigada
Axé
Adorei seu texto. Eu tambem fui feita no Nago
Se interessar segue abaixo realção de alguns trabalhos que fazem menção aos Xangôs de Pernambuco:
1. Roger Bastide, Imagens do Nordeste Místico em Branco e Preto, RJ, Gráfica O Cruzeiro, 1945, cap. 5.
2. Maria do Carmo Tinoco Brandão, Xangôs tradicionais e Xangôs umbandizados do Recife: organização econômica, tese de doutorado em Antropologia Social, SP, Universidade de Sãp Paulo, 1986.
3. José Jorge de Carvalho, 1984, (em inglês) Ritual and music of the Shango cults of Recife, Brasil. Tese de PhD em Antropologia Social, Belfast: The Queen’s University of Belfast.
4. Idem. 1988, A força da Nostalgia: a concepção de tempo histórico dos cultos afro-brasileiros tradicionais, Religião e Sociedade, vol 14, nº 2, pg 36-61.
5. Idem. 1992. Estéticas da Opacidade e da Transparência. Mito, música e ritual no culto Xangô e na tradição erudita ocidental, Anuário Antropologico/89, 83-116 RJ, Ed. Tempo Brasileiro.
6. Cantos Sagrados do Xangô do Recife,
7. Idem & Rita Laura Segato, 1986, Musik der Xangô-Kulte von Recife (em alemão), em: Tiago de Oliveira Pinto (org), Brasilien, Einführung in die Musik-traditionen Brasiliens, 176-192, Mains:Schott.
8. Cantos Sagrados do Xangô do Recife, 1983, Brasilia, Fundação Cultural Palmares.
9. Rita Laura Segato, 1990, Iemanjá em familia:mito e valores civicos no Xangô de Recife, Anuário Antropologico/87, 145-190 RJ-Brasilia EdUnB/Tempo Brasileiro.
10. Idem, Santos e daimones, 199.., Brasilia, Unb.
11. Pedro Cavalcanti, As seitas africanas do Recife, em Estudos Afro-brasileiros (trabalhos apresentados no 1º Congresso Afro-brasileiro reunido em Recife em 1934, 1º vol.) RJ, Arielk, 1935.
12. Manoel do Nascimento Costa, Sacrificio de animais e distribuição da carne no ritual afro-pernambucano; em Roberto Motta, Os afro-brasileiros: Anais do III Congresso Afro-brasileiro, Recife, Massangana, 1985.
13. Gonçalves Fernandes, Xangôs do Nordeste, RJ, Civilização Brasileira, 1937.
14. Gilberto Freyre, “Xangôs” em Guia Prático, Histótico e Sentimental da cidade do Recife, RJ, José Olympio, 1968.
15. Idem, “Pai Adão babalorixá ortodoxo”, em Pessoas, cores e animais 2ª ed. Porto Alegre, Globo, 1981.
16. Roberto Motta, “Bandeira de Alairá: a festa de Xangô-São João e problemas de sincretismo, em Carlos Eugênio Marcondes de Moura(org), Bandeira de Alairá: outros escritos sobre a religião dos orixás, SP, Nobel, 1982.
17. Idem, Cidade e devoção, Recife, Ed. Pirata, 1980.
18. Idem, “Catimbós, Xangôs e Umbandas na Região do Recife em Os Afro-brasileiros: Anais do III Congresso Afro-brasileiro, Recife, Massangana, 1985.
19. Reginaldo Prandi, Os Candomblés de São Paulo, SP, Hucitec/Edusp, 1991.
Alguns desses livros/artigos eu mesmo li, e digo que são uma leitura proveitosa e informativa acerca dessa nação extremamente ortodoxa e pouco pesquisada que é o Xango Pernambucano, da qual faço parte.
Bom dia, Assis!
Seus comentários já estão nos posts, não se preocupe. E será de grande valia essa indicação de bibliografia tanto para mim, quanto para os que procuram literatura especializada no culto de Recife.
Gostei muito da repercussão da minha publicação, pois ainda que resumida, fez aparecer meus irmãos de nação e assim um intesse em saber mais, em alguma literatura específica. E com isso eu só tenho a ganhar também.
No caminhos e direcionamentos foi um Junior de Xangô que me pergutou se eu fazia parte de um grupo de estudo aqui em Recife. Achei interessante e estou esperando seu retorno.
Sua benção
Muito obrigada!
Querida Daya,
O post da bibliografia foi uma resposta a demanda dos comentários, para algo um pouco mais concreto, uma palavra escrita sempre é interessante; com relação ao grupo de estudos, vc sempre soube que a proposta dentro de nosso Ilê Axê partiu de mim, só que é muito dificil conciliar o estudo com nosso tempo tradicional e ritualistico, mas estamos esperando sempre. Sobre formar um grupo externo não existe nenhum por aqui e nem na Net p pelo que saiba!, mas fica a sugestão: Irmãos(ãs) do Xangô pernambucano, o convite está lançado, cabe a nós levar ou não adiante.
olá gostei da história, a Yá dos meus pais era muito antiga lá em recife amiga de pai Adão, de pai Edu, de Pai Clovis etc. seu ilê é ali na bomba do hemetério. mas infelizmente esse ano ela veio a falecer
mas faz parte!!!
abraços e asé!!!
Boa tarde, Jorge.
Sentimos muito, mas a morte é uma continuidade, não é? Espero que ela tenha deixado filhos capacitados para dar continuidade ao seu axé.
Axé!
intão acho dificiu contiuar ela tem um filho que é feito e tal de Odé mas acho que ele naum vai dar continuidade ele possui alguns problemas… E as filhas de santo da casa alguns morreram outros estão muito velhos os novos seguiram seus rumos na vida intão acho que naum vai ter essa continuidade apesar deu eu torce pra que o ilê se erga novamente.
vc é de que lugar do recife?
Maravilha de postagem! Como rpecisamos de iniciativas assim, de divulgar o nagô não como forma de proselitismo ou de formação de supremacia, mas como uma expressão que só tem a enriquecer o candomblé e a sociedade com sua beleza e história.
Muito axe!
Dayane, com certeza você pode divulgar o Alaiandê Xirê, por favor! A programação encontrei e transcrevi da comunidade do próprio Alaiandê xirê no Orkut e infelizmente, não sei por qual motivo, não tem ainda em outros lugares da net aberta. Outro evento que peço sua colaboração na divulgação é do Memorial Mãe Betinha, que inaugura dia 29, um outro espaço de preservação da memória nagô de pernambuco neste dia em que ela completaria 100 anos.
Muito obrigado e perdão pela demora na resposta. O blog de voces é maravilhoso. parabéns!
Leonardo, bom dia.
Que bom que ver seu retorno, meu irmão. Nós precisamos de pontes que nos liguem e isso torna ainda mais forte nossa força de expressão.
O Alaiandê Xirê já está publicado e o Memorial Mãe Betinha será em seguida. Estou torcendo para que esses eventos deem uma ótima repercursão.
Muito obrigada pela colaboração, meu irmão!
Axé!
Dayane , sou Paulo de Odé , sou neto do sítio , lindo seu texto , hj em dia é importante esse tipo de dilvulgação , infelizmente , pois em meu tempo aprendiamos isso com nossos pais , assim foi que aprendi , conheço todos meus antepassados , sei da mair parte das histórias do Sítio , que infelizmente tbm , hj em mãos de Manoel , só gostaria de lembrar a época em que minha vó foi Ya delá , Dna Das Dores , filha de seu Romão , sou filho de Ya Dolú e sr José Alabií , já se passaram muitos anos de minha feitura , nem sei se hj em dia ainda se faz iniciados no Nagô Egbá , acho que não , é muito demorado , complicadíssimo , sei não , pode ser ……
mas seja como for , está aí meu email , se quiser entrar em contato , será um prazer , e mais uma vz , parabéns pelo texto e iniciativa ……
ass: Pai Paulo d’Odé
abrçsss
Pai Paulo d’Odé, sua benção.
Muito obrigada pelo elogio e penso que temos que divulgar sim a religião, assim como as nações. Isso tráz conhecimento e reconhecimento. É lógico que usando o bom senso.
A minha raiz vem de Malaquias, irmão de Romão. Sou uma Yaô.
Pela sua raíz, creio que o senhor tenha sido iniciado em São Paulo, pois soube que yá Dolu é de São Paulo.
Espero que seu e-mail esteja correto, meu irmão, pois um assunto me chamou a atenção no seu comentário.
Axé!
gostei muitos desta pagina pois me deixou muito iformado sobre ocandoble no recife,em especial OSITIO DE PAI ADÃO. GOSTEI DE SABER TAMBEM DA HISTORI DE TIA INÊS A ORIGEN DE TUDO AQUI NO RECIFE
Cronologia do Terreiro Santa Bárbara – Xambá
1900 – Nasce Maria das Dores da Silva (Maria Oyá), em 25 de julho;
Início de década de 1920 – O babalorixá Artur Rosendo Pereira migra de Maceió para o Recife, fugindo à perseguição aos terreiros;
Por volta de 1923 – Artur Rosendo está com casa aberta no Recife, na rua da Regeneração, bairro Água Fria;
1925 – Maria Oyá começa a freqüentar a casa de Artur Rosendo;
1927 – A perseguição policial no Recife fecha o terreiro de Artur Rosendo, que volta para Maceió;
1928 – No mês de fevereiro, Maria Oyá começa a cultuar os Orixás, no Sítio do Baçá em Campo Grande. A Iniciação de Maria Oyá, foi em 20 de novembro, com saída de Iaô, sem toque e “cantado baixinho”, por Artur Rosendo, que em seguida retorna a Maceió. “Oyá ficou ensinando Maria das Dores, as coisas que ela deveria fazer”;
1930 – Maria Oyá inaugura seu terreiro, na rua da Mangueira, em Campo Grande, do dia 7 de junho;
1932 – Saída dos primeiros iaôs: José Francelino do Paraíso, de Ogum, (cunhado de Maria Oyá e Pai de Mãe Biu), Estefânia Paixão (Ester), de Xangô (Tia de Laura) e Minervina Alves, de Ogum, em 24 de janeiro;
1932 – Iniciação de Donatila Paraíso do Nascimento, de Orixalá, (Mãe Tila, irmã de Mãe Biu), Maria do Carmo Ramos, de Oxum (Irmã de Maria Oyá e madrasta de Mãe Biu), Lídia Alves da Silva, de Orixalá e Áurea de Iemanjá, em 26 de junho;
1932 – Últimos “serviços” de Maria Oyá, com recebimento de folhas, faca e espada. Coroação de Oyá, no trono, ao meio-dia de 13 de dezembro;
1933 – Mãe Tila, torna-se Mãe Pequena (madrinha) do terreiro de Maria Oyá, em 2 de julho;
1934 – Iniciação de Maria José Paraíso, de Iemanjá (Tia Betinha, irmã de Mãe Biu);
1935 – Iniciação de Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu de Ogum), Alaíde de Ogum e Maria dos Prazeres, de Xangô (Irmã de Mãe Biu), em 29 de junho;
1938 – Repressão policial, nos tempos do Estado Novo, fecha o terreiro de Maria Oyá em maio;
1939 – Falece Maria Oyá, no dia 10 de maio;
1950 – Reabertura do terreiro por Mãe Biu, na Estrada do Cumbe, 1012 – bairro de Santa Clara, Recife, Pernambuco, em 16 de junho, tendo como Babalorixá Manoel Mariano da Silva;
1950 – Saídas dos primeiros iaôs do período de Mãe Biu: José Martins da Silva, de Ogum (Esposo de Mãe Biu), tendo como Iyalorixá Dona Eudóxia, José Gomes Ribeiro, de Xangô (Cavaquinho) e José Alves, de Xangô (Esposo de Mãe Tila), em 13 de dezembro;
1951 – Inauguração do terreiro, em sua sede atual, na Rua Albino Neves de Andrade – Portão do Gelo, Olinda, Pernambuco, em 07 de abril;
1951 – Iniciação de Laura Eunice Batista, de Oxum, Maria Luiza de Oliveira, de Oxum (irmã de Mãe Biu) e Helena Vieira de Carvalho (Mãe Nena), em 16 de setembro;
1951 -Iniciação de José Pedro Batista, em 13 de dezembro, posteriormente Padrinho da Casa;
1953 -Iniciação de Luiz Paraíso de França de Xangô (Irmão de Mãe Biu) e Antônio Martins da Silva (Filho de Mãe Biu), em 13 de dezembro;
1958 – Iniciação de Maria de Lourdes da Silva, de Iemanjá, (atual Iyalorixá do terreiro), Maria de Senhor Hernandes, de Iemanjá e Quitéria Chagas, de Iemanjá, em 18 de maio;
1963 – Iniciação de Adeildo Paraíso da Silva, de Oxum (Ivo – filho de Mãe Biu), Adjailton Paraíso do Nascimento, de Xangô (filho de Mãe Tila), Francisco Xavier da Silva, de Xangô (Tio Chiquinho ou Bié, esposo de Tia Lourdes) e Romildo de Xangô, em 15 de dezembro;
1980 – Falecimento do Babalorixá Manoel Mariano da Silva em 03 de outubro;
1986 – Iniciação de Mauricio César da Silva, de Xangô (atual padrinho), Luiz Paulo de Oliveira, de Xangô, sobrinhos de Mãe Biu e Flávio de Iemanjá, em 09 de novembro;
1993 – Falecimento de Mãe Biu , em 27 de janeiro;
1994 – Reabertura do terreiro, após um ano de luto, em janeiro, tendo como Babalorixá Ivo, Iyalorixá Mãe Tila , madrinha Tia Laura e padrinho Mauricio;
1995 – Primeiros Iaôs do período de Mãe Tila e Ivo: Marcos César da Silva, de Obaluaiê, (sobrinho de Mãe Biu), Juvenal José Ramos, de Xangô (Irmão de Mãe Biu) e Irapuã Gomes da Silva, de Iemanjá, em 23 de abril;
2000 – Comemorações dos 70 anos de fundação do Terreiro, com uma grande obrigação, um boi para Aguângua Baraim e 12 carneiros para Xangô, no mês de junho, e o toque festivo no dia 18;
2001 – Lançamento da Cartilha da Nação Xambá, no toque de Oxum, no dia 18 de janeiro;
2002 – Aniversário de 90 anos de Mãe Tila e 70 anos de sua iniciação, em 27 de julho;
2003 – Falecimento de Mãe Tila, em 24 de março.
Falecendo Mãe Tila, em março de 2003, Ivo do Xambá assume a direção do Terreiro, com a responsabilidade de preservar o Culto aos Orixás, segundo os ritos Nação Xambá
aqui deixo mais alguma informacao cronologica em relacao ao terreiro de Xamba…
tendo que referir que a mesma foi obtida atravez da net,em WIKIPÉDIA…
Olá a todos irmãos e amigos, sou um grande e forte admirador deste culto, NAÇÃO NAGÔ EGBA, conheço uma casa deste culto, aqui no sul, e participo destas festas de yemonja sobá, são sempre lindas e com extermas e fortes energias, que todos sentem na pele a força do culto do àsé,,,foi aonde conheci o Pai Manoel Papai e sua família religiosa, os cantos, o ritual é sempre lindo e forte !! neste ano que se aproxima irá complentar 40 anos das festas de yemonja na cidade a beira do Rio Guaiba/RS, aqui no sul, e se yemonjá permitir estarei lá !! Motumbá, motumbá …..aos meus irmãos…,, e quero fazer parte desta blog pois é de intensa propogação do culto nago, que hoje é um pouco esquecido não muito mencionado pelos demais !!!
GOSTARIA DE SABER QUANTOS YAO RASPADO TEM NO NAGÔ EGBA. DENTRO DO SITIO DE PAI ADÃO.E SE UMA PESSOA QUE MUNCA FOI RASPADO PODE RASPA OUTRO.EX:SEU NERES EN-
MEMORIA ELE FOI RASPADO.
Klhàudíus Sul Brasil, sinta-se à vontade e seja bem vindo ao blog. A nação é linda, sei bem disso e fico muito feliz por ela está a ganhar maiores dimensões no país!
Axé!
Suely, minha irmã… Essa pergunta é um pouco difícil de ser respondida rsrsrs Ainda mais eu que não faço parte do Sítio…
Suely, o “raspado” que você se refere é ser iniciado, ter sido um yaô? Ninguém pode raspar sem ter seus sete anos de iniciado completos e ter passado pelas obrigações devidas.
99% das pessoas são raspadas quando iniciadas sim, esse 1% é uma exceção muuito difícil de acontecer e é visto e revisto pelo zelador durante a iniciação, mas a iniciação segue como as outras, apenas com a diferença do raspar ou não
O que não pode é abiã se meter a ser zelador e querer cuidar de todo mundo por aí. Isso é errado.
Axé!
Dayane sera que voce é minha Parente?
agora QUE EU VI COICIDENCIA DE SOBRENOMES.
MOTUMBA.
De fato, amiga dayane, a nação egbá Nagô é muita linda, encantadora e diferenciada,, estou ancioso para 40 anos da festa de mãe Libia de yemonjá Sòbá,, aqui de Guaiba/RS, admiro a mãe líbia porque ela é a percusora, que trouxe para Rio Grande Do Sul o Ritual do Candomblê ! admiro muito esta Yá por sua sabedoria e postura dentro do ritual de santo ! abraços de seu amigo gaucho, Cláudio Filho, Cf
bom dia
gostaria de perguntar a Dayne e a sr assis
se voces tem alguma informação sobre meu bisavô
de santo sei que ele era ligado ao sitio de pai Adão
ele faleceu faz pouco tempo dois anos o nome dele
era seu Bibiu da sapucaia assim que que ele era conhecido . por favor se souberem alguma coisa me informem obrigado asé