Muitas vezes me pergunto o porquê de tanta gente querer saber qual seu orixá, se essas pessoas não querem entrar no candomblé?
A magia.
Somente ela explica o fascínio que existe em redor dos nossos deuses e esse fascínio que eles exercem sobre nós, mortais.
Acredito no desejo sincero que vejo em muitas pessoas que acorrem ao nosso blog em busca de informação, sobre como cuidar do orixá, o que fazer para agradá-lo e ter uma conduta própria de filho de orixá, mas existem alguns casos em que se busca uma barganha. Alguns pensam “Eu agrado o orixá e terei uma vida melhor”…
Na maior parte das vezes estamos orientando pessoas leigas ao candomblé e que não têm alguém que as oriente, que pegue pela mão e diga, é assim que se faz, o objetivo é esse. Tudo porque muitas casas não têm o seu tempo próprio. Aderiram à lógica do tempo humano, objetivo, e capitalista. Tempo é dinheiro, dentro e fora de alguns terreiros, mas sabemos que não deveria ser assim.
A casa de axé deve ser sentida como refúgio, um local em que você entra e sente paz.
Onde o silêncio quase sempre reina, somente o rebuliço dos mais jovens, o ralhar dos mais velhos, a troca de bênçãos, irrompe esse silêncio que preenche nossa alma. O tempo nesse lugar não é contado pelos ponteiros de um relógio, é contado pela posição do sol, pela necessidade de quem chega, pelas obrigações de quem mora ali.
O tempo, a paz, o silêncio, o respeito são quase palpáveis de tão presentes.
Muitas vezes aconselhamos a pessoa a conhecer a casa, as pessoas, o zelador, mas as maiores respostas estão dentro de nós. Na sensação que temos em cada lugar, em cada momento. Existe um aprendizado em cada um desses momentos que nos espera até que estejamos prontos para ver o que não víamos. E entender o que nos foi dito milhares de vezes, mas faltou a ficha cair para ver que a mensagem era mais complexa.
É muito importante esse contato com a casa, o estabelecimento de uma relação com o lugar e com as pessoas que estão ali. É uma família que vai adotar você, cuidar de você e do seu orixá.
Eu só conheci a casa onde estou e me bastou. Eu senti nela essa paz desde a primeira vez e, muitas vezes, vou até lá só para sentir de novo. Renova minhas forças, e eu queria compartilhar essa sensação. Desejo a todos que um dia sintam essa paz, se permitam senti-la.
Axé e vamos prosseguir!
Carol











Carolzinha, minha irmã. Quanto orgulho de ti!
Tudo que acontece em nossas vida, todos os fatos, todas as “coincidências”, se interligam e nos dão um por quê de estarem acontecendo, mesmo muito tempo depois.
Estava pensando por esses dias nessa paz, nesses conceitos tão lindos que temos acerca de “casa”, “família”, “refúgio” e “paz” e que são inerentes a nossa religião. O quanto eles no renovam e nos reabilita a voltar ao mundo. E quando resolvo dar uma olhada rápida no blog, por causa da correria por aqui, seu texto me pega e suas palavras me emocionam.
É como se você tivesse conversando sobre isso diretamente comigo. Somos irmãs mesmo, não tem pra onde! rsrsrsrs
Muito obrigada por essa leveza. Você já falou tudo.
Parabéns. Beijo
Olá Carol…
Esse seu texto é muito bom, nos faz refletir sobre a importancia da “CASA”.
É o nosso lugar de equlíbrio, de fonte de fé.
Obrigado sempre.
Parabéns pelo texto.
Essa paz que sentimos lá na “casa” é intransferível, mas formidável. O candomblé, desde sempre, foi uma fé de doação… só doou, cedeu, sofreu, lutou e, por fim, conquistou seu espaço dentro da sociedade brasileira. Nos países protestantes onde o Candomblé esteve, há alguns séculos, ele foi destruído. Somente em nações católicas, graças ao sincretismo inicial, galgou êxito. Hoje, firme em sua teologia, o candomblé se espalha pela América Latina e, quem diria, ganha filhos louros e de olhos azuis lá na Europa.
Essa paz que sentimos lá na “casa” é intransferível… e muita gente, só de ouvir falar nela, quer sentir esse formidável conforto n’alma.
É lindo poder ver essa fé crescendo, se estruturando e, na medida do possível, lutando para não se tornar um espetáculo “para inglês ver”, lutando para não se mercantilizar e, acima de tudo, lutando para permanecer fiel aos nossos ancestrais e aos orixás!
Muito axé!
Oi irmãos!!
Obrigada pelos comentários
Acho importante abordar as coisas positivas da nossa religião, já que temos tantos probleminhas,pormenores que as vezes mancham a imagem de algo tão bonito como o candomblé…
beijos
Carol
Carol obrigado pelo texto, como sempre, vc dá umas sacudidas na alma da gente. Obrigado e sua benção. Tomege
OI Nelson!
Que Minha mãe lhe abençoe, a sua benção mais velho!Obrigada por prestigiar!!
abraços
Carol,
Simplemente é isso, parabéns pelo texto e a sensibilidade de encontrar palavras para descrever tão bem um sentimento.
Deus lhe abençoe sempre!
Fernando
É Carol… tava inspirada… rs
Excelente texto! E realmente, a paz no terreiro é pessoal e intransferível!
Axé!!!
Boa Noite!
Suas palavras estão mais do que certas,estou a poucos anos frequentando uma casa de religião.Procurei pela dor a agora continuo pelo amor.
Todas as vezes que entro na casa sinto uma paz tão grande que chego a me emocionar.Realmente passou a ser meu refugio e meu lar.
Que vc seja sempre iluminada pelos pais.
Deus lhe abençoe sempre.
Axé
OLá Fernando e Alessandra
Muito obrigada pelos comentários e que Deus e os Orixás nos abençõem sempre!
abraços
Carol
Olá…
Carol, Nelson… Enfim todos que contribuem para o “lago de conhecimentos” que é este blog. Aproveito pra elogiar pq não encontrei nada de tamanha honestidade, idoneidade, verdade, entre outras qualidades na net até o momento…
Se puderem escrever sobre o “ORI”… O que é, qual a sua importância, o que significa, como se cultua…
Abraços.
Olá Faustino,Obrigada por suas palavras
Ori e um orixá que habita nossa cabeça e que é reverecniado e agradado no ritual do bori. Sem agradar a Ori nada se pode fazer, os orixás nao podem ser agradados por consequencia. Ori é o único orixá que nos acompanha até nossa morte.
Axé
Quando li a primeira frase ri, pois eu era uma dessas pessoas comecei enchendo o saco do meu primo pra jogar pra eu saber qual era meu orixá(coisa que não fez até hojersrs), pelo simples fato de saber, ver quais eram as caracteristicas dos filhos do mesmo….quase que uma numerologia, horoscopo ou afins
Pouco tempo depois fui a primeira festa de candomblé.. um tio meu foi convidado pra tocar eu não queria ir pra balada minha prima me levou, foi uma saída de Omulu, depois de duas semanas mais uma e mais uma e mais uma, logo meu primo (dito que não é primo de sangue meu pai foi criando uns 6 anos num terreiro onde a Iya é irmã da mãe desse meu primo que tambem é adotado, familia confusérrima mas perfeita!) e minha tia estavam brincando comigo pelo fato de estar indo sem parar, saberem que meu pai iria surtar se soubesse e etc.
Me sentia bem, logo fui”apontada” como ekede de Ayra (orixá de meu primo) de um jeito nada trdicional que ainda ha de ser confirmado.
No inicio do ano que vem vai ter uma festa de 60 anos de oxalá da minha vó (Bahia), que vou não só pela viagem mas para conhecer o ilê axé que provavelmente seja iniciada e os filhos da casa.
Isso aconteceu em mais ou menos 3 meses, e por uma simples curiosidade de saber qual era meu orixá.
A curiosidade matou o gato, e a magia de toda essa crença encantou uma agnóstica
Carol!!!
parabéns pelas palavra de Luz!
Eu fico feliz quando leio um texto tão rico quanto o seu…eu vivo o AXE e amo tudo isso…Parabéns de coração.
Darlan de Odé fibó.
MUCUIÚ CAROL!!
CHEGUEI A ME EMOCIONAR IRMÃZINHA !
LINDO TEXTO E MUITO PROFUNDO TAMBÉM.
A SENHORA FOI MUITO OBJETIVA.
REALMENTE AS PESSOAS BUSCAM NAS RELIGIÕES UMA FORMA DE ”SE DAR BEM NA VIDA”. CREEM QUE AGRADANDO OS OXIRAS OU QUALQUER UM DE SEUS DEUSES TERÃO RECOMPENSAS, OU SEJA CONFUNDEM AS CRENÇAS E A FÉ COM A VIDA PESSOAL.
COSTUMO DIZER QUE NÃO EXISTE UM CAMINHO PARA O CANDOMBLÉ, MAS O CANDOMBLÉ É O PRÓPRIO CAMINHO.
UM LINDO E LONGO CAMINHO PELO QUAL EU NÃO SABERIA MAIS VIVER SEM SEGUI-LO.
Olá Irmã!!
Que bom que gosotu do texto
Gostei doq ue vc costuma dizer,o candomblé é o prórprio caminho…
beijos
A benção de todos…
Queria entender se é só magia… que faz nós “os sem casa”, nos aproximarmos, ouvir o toque dos tambores de Umbanda, já que no interior do Brasil é raro uma casa de Candomblé, cantar baixinho músicas baixadas pela net, tomar mais cuidado com as plantas e árvores do próprio lar por causa dos Orixás, não passar nem dois dias sem acessar um blog tentando apreender só um pouquinho da paz que emana da “casa”. Se não for só magia? Se for pura necessidade casa? E se em todas as casa que já moramos nos falta o contato dos Pais Orixás e as raízes que nos ligam África, terra de nossos avós estão, embaixo da terra, mas fortes.
Perdoe-me se falei besteira, mas queria expor como é sofrer fora da “Casa”.
Mukuiú
Mutumbá Carol.
Gostei muito do texto, e realmente é como nos sentimos quando vamos ao nosso Ilê/Axé buscarmos a calma,o silêncio referido; entretanto ultimamente temos visto alguns “valores” sobrepujando outros como: arrogância,falta de respeito ao outro (mesmo que esse outro seja um yawô), intolerância, e tantos outros adjetivos que infelizmente só denigrem com a religião.
Desejo imensamente que haja uma reflexão sensata nas pessoas em geral que entendam que uma casa de candomblé, é na verdade uma comunidade de fato onde deveríamos buscar a HARMONIA como um todo, sem esquecermos da hierarquia que não só na comunidade de axé, como na vida existe e devemos obedecer e respeitar.
Talvez eu esteja desesperançada,mas infelizmente esta sensação tem sido partilhada com vários irmãos de santo,mas acredito sempre numa mudança para melhor.
Mais uma vez quero parabenizá-la pelo excelente texto!
Mutumbá,Odesse.
Rosânia,
Tudo é um encanto para quem ama a religião dos Orixás, e você não é diferente, algo além do que imaginamos nos impõe a essa vontade, os ancestrais. Vi hoje um documentário sobre os Palmares, Gangazuma, Zumbí, e, por um momento me transportei para aquele tempo como num breve cochilo e, ainda fico muito chocado com a escravidão que passaram meus antepassados, quanta dor, quanta luta, mas, o Orixá resistiu, a fé infinita no amanhã, o sangue lúdico dos Orixás corre nas veias dos negros e hoje, principalmente neste país chamado Brasil, o sangue se misturou e virou a miscigenação total, ainda cheia de preconceitos absurdos.
Ainda tenho esperança nessa terra que você menciona, os Angolas, os vós mices, as inhás, a cenzala, tronco, etc, não devem ser esquecidos nunca, a história que a burguesia conta tem que ser banida dos livros e do ensino público. O candomblé é a nossa força, todas as nações unidas por uma liberdade que vai além do sentimento racional, vai diretamente aos nossos Orixás, nossa energia eterna.
Desculpe-me, acho que não era essa a resposta que queria ouvir, acabei desabafando com você.
Fernando D’Osogiyan
Olá Rosânia
Vc não falou besteira
Realmente existem pessoas que que buscam uma casa pela necessidade de contato
Ms isso não deixa de se rum tipo de magia…
abraços
axé
Meu Motumbá ao Sr. Fernando D’Osogiyan, pois dizer isso a uma professorinha de História, é realmente estar guiado pelos Orixás.
Obrigada por me tirar da autopiedade. Hoje estava sofrendo mesmo, quando escrevi.
É eu venho aqui pra me alegrar e aprender muito.
Ainda, com uma ajudinha dos Orixás, vou achar uma casa de respeito e tradição, bem aqui pertinho de Goiânia- Go.
Axé e Obrigada! ( ainda não aprendi escrever isso em Yorubá.)rsrsrs
Motumbá Carol,
Sei, que dá-se muitos presentes aos Orixás.
Você é um presente que os Orixás nos deram.
Obrigada
Rosânia,
Fiquei feliz em poder ajudá-la, talvez mesmo sem saber que de certa forma estava ajudando, coisas de “Oxalá”, acredito e acredite.
Adúpé = obrigado.
Axé,
Fernando
Carol
Vc foi mais uma vez iluminada por TODOS os orixás ao escrever esse texto ele é lindo e totalmente verdadeiro. Gostaria de deixar apenas um depoimento para os amigos :
Para mim a minha casa é tão plena de paz e amor que a todo momento estou em sintonia com ela e com meus irmãos, acontece por muitas vezes que estou com problemas no trabalho ou algo que preciso resolver acreditem amigos fecho meus olhos por alguns momentos e me sinto no meu terreiro no quarto da minha mãe reporto a sua fonte mentalmente fico penso no verde lindo que lá temos e em poucos momentos a minha atitude perante os problemas e a vida é outra. Achei bom relatar isse pq sei que muitas pessoas que frequentam o blog estão um pouco distante do seu terreiro ,da sua casa . Mas nada tão magíco do que o pensamento para estarmos perto desse axé e da natureza desse lugar mágico que a nossa casa.
Sou feliz por morar perto ou seja na mesma cidade e fico sem rumo se passo mais de uma semana sem esse axé ,mas qdo não posso pela profissão mentalmente passeio poe ela toda depois as vezes ligo para meu pai peço a benção e digo acabei de estar me banhando dessa energia maravilhosa ele sempre carinhoso , respeitoso e amigo diz : Aqui é seu luagar esteja nesse momento onde estiver estamos no mesmo pensamento AXé
Carol Parabéns !!!
Muito Axé a todos e obrigado pelo carinho e as materias sempre claras e objetivas que todos vcs escrevem .
Axé a todos nós
Axé a nossas raízes
Bahiana,
Quanta energia positiva em suas palavras!
Oxalá lhe abençoe sempre.
Fernando D’Osogiyan
Obrigada irmão Fernando
Todos os dias quando abro a janela e vejo a oportunidade de viver mais um dia é a benção de oxalá e da minha mãe que peço.
As palavras tem uma energia fantástica e nós precisamos descobrir mas isso, fico feliz quando pessoas como sr. a carol e todos modeladores desse blog a utilizam de maneira sempre sábia e com certeza orientados pelos vossos orixás
Obrigada pela benção , tenha certeza que meu domingo ficou com mais brilho !!!!!!!!
Axé!!
Carol,
poderia me indicar alguma casa de candomblé em Belo Horizonte pra eu conhecer?
Adúpé,
Ramón
Olá Bahiana e Rosânia Braga
Muito obrigada pelos comentários,tenham certeza de que eles serão incentivo para a continuidade do trabalho do blog.
Abraços
Carol
Olá Odesse
Obrigada pelo comentário
Eu abordo no texto as sensações positivas que temos na casa e que devemos usar como radar para escolha de nosso axé.Mas sabemos que nenhuma casa é perfeiita…
axé
Olá Carol,
Obrigada pela sua resposta e atenção.
Com relação ao meu comentário, não especifiquei uma casa/terreiro/roça e sim a postura de algumas pessoas ligadas a religião, como a arrogância, a falta de respeito ao próximo, a falta de educação, entre outras colocando esses abusos como se fosse uma determinação dos orixás e isso é que denigre com a religião candomblecista.
Entretanto, acredito que possa haver uma mudança, uma transformação para melhor entre essas pessoas, fazendo-as enxergar que o RESPEITO, DIGNIDADE, EDUCAÇÃO são valores que devemos trocar com TODOS.
Em todo caso, agradeço o espaço e a atenção.
Mutumbá e axé!
Silvana
Odesse o que vejo no blog é uma mudança de postura e pensamento, hoje discutimos mais os assuntos, vemos mais pessoas aqui preocupadas não com fundamentos, pois nossas respostas anteriores de certa forma inibem estas perguntas já que não é nosso foco discutir fundamento de Orixá e sim fundamento de religião, dar fundamento religioso a quem nos procura, é claro que dentro do nosso entendimento e possibilidade. Longe da idéia de sermos os donos da verdade, nós hoje temos um trabalho que a cada dia se torna referencia de credibilidade, justamente por haver estas parcerias entre tantas cabeças e idéias diferentes, o que só contribuiu com a nossa religião e com nossos irmãos. Acredito que esta mudança que vc fala se dará não nos que fazem as atrocidades que lemos aqui quase diáriamente, mas nos leem textos inspirados como este da Carol, esses temas podem facilitar o entendimento do que vem a ser religião e tb ajudar a formar um pensamento crítico por parte dos irmãos que passarão a buscar lugares e pessoas mais identificados com a religião e não só com seus umbigos e egocentrisimos. Acho que estes que cometem atrocidades, vão continuar fazendo sim, não há como dete-los, mas podemos ajudar que isso ao menos diminua, que menos pessoas sejam vítimas desses equívocos da religião. Obrigado pela sua visita e volte sempre, fique semrpe a vontade. Tomeje
OLÁ Ramom!
Eu conheço algumas casas em Belo horizonte pois também resido aqui.
se quiser entre em contato comigo.
janete_jade@hotmail.com
Um abraço.
Olá Tomege,
Inicialmente, meus respeitos. Mais uma vez venho parabenizá-lo pelas respostas que certamente vão ao encontro ao que penso, com um senso de justiça, humanidade e igualdade. Gostaria de desculpar-me se de alguma forma deixei escapar na minha interpretação uma forma direcionada, o que não é o caso. Sou fã incondicional do blog e como integrante da religião de Candomblé, os textos postados por vcs vem sempre para somar no conhecimento, no aprendizado ou para uma reflexão contínua.
Mais uma vez minhas desculpas por algum mal entendido e meus respeitos ao Tomege.
Mutumbá e axé, Tomege e Carol!
Silvana.
Alguém poderia me responder, por gentileza ?
Tenho uma pergunta a fazer relacionada com Candomblé e Umbanda, à uns 3 anos atrás eu me consultava com um vizinho meu de candomblé que jogava búzios e nos Búzios falou que sou Ekedi, Ele queria pq queria que eu fosse feita de Ekedi sem ao menos eu nunca ter pisado num terreiro antes, minha mãe não deixou pq na época era menor de idade e ela também não levou fé.
Depois de 3 anos conheci a umbanda, e tem meses que frequento na assistencia e sinto várias coisas, como arrepios, vontade de chorar quando canta pra Oxum, sensação de que vou desmaiar, um sono profundo, tremores, sensação de que meu corpo quer fazer movimentos sem que eu queira, dor de cabeça, energias fortes e várias outras coisas que médiuns de umbanda sentem.
Apesar disso, sempre vem na minha cabeça dúvidas q me atormentam, tipo como sinto isso se me disseram que sou ekedi ? será que ekedi senti isso ? poxa queria tanto ser médium da umbanda, mais e se eu for mesmo ekedi ?
Agora pergunto Ekedi senti esses tipos de Vibrações Tbm Inclusive de entidades que só tem na umbanda ?
Se eu fosse realmente Ekedi eu sentiria esse tipo de coisa logo na umbanda ?
Olá,
mas uma vez estou eu aqui a perguntar….
Gostaria de saber qual é normalmente o processo inicial em uma casa de axé? Eu quero saber se sao abertas ao público ao ponto de qualquer pessoa chegar e poder observar, visitar ou participar….. ou se é necessário marcar hora etc???? É necessário que eu já conheca alguém da casa, seja indicada ou coisa parecida?!
Desculpem, sei que é uma pergunta boba…. mas realmente gostaria de saber.
obrigada
Olá Bebel
Existem rituais que são internos,mas outros são abertos ao público ,vc entra e começa a frequentar e um dia o zelador começa a perceber sua presença na casa e vc vai se aproximando, pergunta se pode se vestir como as outras pessoas, e faz a sua primeira roupa, começa a participar da roda. Não existe assim uma receita de como entrar na casa e axé, com cada um acontece de forma diferente…Eu mesma entrei na roda a primeira vez porque eu não conseguia ficar parada na platéia,me ofereceram uma saia eu não entrei mas na festa seguinte eu tava lá na roda…
Odesse com certeza não houve nenhum entendimento de nossa parte diferente do que vc quis falar, e digo que falou com propriedade. Te apoiamos e queremos somar forças sempre, fique de fato a vontade meu irmão, no que vc desejar comentar e criticar, juntos somos fortes, que Odé lhe dê fartura e conhecimento sempre. Grande axé, Tomeje
Acho que nos sentimos felizes na casa de santo porque é a casa em que nosso santo escolheu.. é assim que me sinto quando entro na casa de santo.. feliz, em paz.. com a certeza que estou no caminho certo..
Olá Fernanda
Que bom ,que vc tem esse sentimento na sua casa, é muito importante isso para nós, que fazemos parte de uma religião que ainda sofre tanto preconceito.
Somente essa paz pode nos fortalece rpara continuar lutando por nosso espaço e respeito aos nossos Deuses.
Axé
Olá Carol!
queria conhecer você melhor para tentar ir em sua casa.
quero aprender mas sobre a religião que pouco conheço e adoro tanto.Faz tempo que quero me aproximar mas e não consigo.
Luz!
Axé!
O carol gostaria\ de me comunicar pelo email com vove. eu sou sacerdote e moro en Buenos Aires Argentina.
Muito obrigado!
Olá Henrique
Moro em Salvador.Podemos nos conhecer pelo blog, é a primeira vez que vejo um comentário seu aqui.Para aprender mais sobre a religião aconselhamos que a pessoa busque uma casa de axé tradicional.VC tem que vencer essa barreira imaginária entre vc e o candomblé.
axé
É…eu sei que tenho que buscar Carol,só não sei como e por onde começar essa busca.
Sou professor de Capoeira e faço capoeira faz 15 anos,de 10 anos pra cá eu venho com esse idéia.
já conversei com um pai de santo,ele me disse algumas coisas mas disse que para confirmar tudo, só no jogo.
Obrigado pela atenção!
É correto ou não o santo dar ilá dentro do quarto de santo?
OLá Bia
Nesse sentido eu não conheço regras…O orixá/inkisse/vodum incorpora quando quer e dá o ilá quando e onde quer,pode ser que haja uma regra na casa quanto a isso, não sei mas nunca observei esse tipo de coisa.
axé
Obrigada Carol.
Kolofe Carol
Que bom encontrar estos textos de amor ao nosso axé
so que pasa, so quem valora, quem sente pode colocar asim.
Vou traduzir, com a sua licença, e colocar no meu site…
um abraço desde uma casa de axé de Argentina.
felicidades Carol
Odeofa irmao de todos Vcs.
Axé
Obrigada pela visita Odeofá
Fico feliz que tenha gostado do texto e autorizo a autilização desde que vc coloque autor e a fonte que seria o nosso blog.
axé
Si claro Carol, e a forma correcta. Qdo. Vc gostar passe por meu Blog
Odeofá
Olá meu irmão, há quanto tempo não nos falamos, tudo bem com vc? grande axé para vc, Tomeje
Oi irmão Tomege, obrigado, si tudo bem desejando que pronto aqui en Argentina podamos ter, de preferença a Fenacab, para que o Candomblé se encaminhe bem.
Vc sabe con que outro nome popular se conhece o Gonçalinho?
um abraço bem grande para Vc
axé
Odeofá
Meu irmão só conheço por este nome mesmo, vou perguntar e te informarei via email. Quando vc vier ao Brasil por favor nos avise para nos conhecermos, grande axé. Tomeje
Boa Noite
Alguém aqui pode me indica uma casa de Candomblé em São Paulo/Zona Leste?
Olá Carol,
Obrigado pelos post que tem colocado nesse Blog, sou um daqueles que também busca um melhor entendimento da religiosidade como um todo e as vezes através das perguntas e respostas, que leio aprendo um pouco mais.
Estou me cuidando com um Zelador de muito respeito na região onde moro, mas como não existe somente eu pra receber orientação, esse canal está sendo uma grande referencia para a minha conduta e modo de pensar.
Em um outro texto postado por você – “Terreiros e Abiãs” aprendi sobre o quanto o silencio e observar a postura dos mais velhos é importante dentro de uma casa de axé.
Como pessoa leiga, gostaria de ler mais depoimentos sobre o quanto a pessoa melhorou, mudou, acho importante para a boa divulgação da religião haver um espaço onde as pessoa possam postar as suas experiencias, isso vai fazer com que muitos se identifquem com aquele acontecimento e através das experiencias dos demais, nós poderemos aprender e aplicar na nossa vida
O que acham?
Um forte Abraço
Ivan,
Ivan achamos ótimo, o blog está aberto para isso, temos tido muitos depoimentos deste tipo, é que ficam em vários posts e como são muitos comentários diariamente eles acabam por ficar espalhados, mas é smepre bom ler pessoas que se encontraram e que estão felizes, de fato, vc tem razão, isso dá animo.
Flash Mob – Participe da 1a mobilização do nosso blog, colabore com uma das instituições e contribua para dar evidencia social à nossa religião. Tomeje