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"Tudo o que é bom e justo emana de um único Deus, que hoje pode ter muitos nomes e cultos. Mas, seus princípios foram antes cultuados por um único povo; primordial e resistente, criado à sua imagem e semelhança.
São esses factos que nos fazem ter tanta dificuldade em entender a intolerância, o preconceito e a violência praticados em nome de Deus (?), contra os religiosos do Candomblé e da Umbanda ou de qualquer outra religião. A religiosidade Africana é a prática de uma doutrina baseada em valores de Paz, Justiça, Amor fraterno e Sacralização da vida".Babalawo Ivanir dos Santos
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Oi Dayane!
Eu já te fiz essa pergunta em outro post, mas infelizmente n encontro mais…. vc poderia me indicar uma casa de axé em Recife?
Olá, Bebel.
Eu sei, inclusive te respondi, mas o tempo tá corrido e não tá dando para procurar.
Veja só, conheço sim casas nagô Egbá e casas Ketu por aqui. Aqui também há Angola e jeje, mas eu não conheço pessoalmente.
Mande-me seu e-mail que procuro os contatos e lhe envio, tá certo?
Obrigada
lamaisonpapillon@hotmail.com
Oi Dayane, Carol, Nelson e Manuela, vocês poderiam dizer-me onde encontrar uma casa Ketu em Brasília-DF?
Sou do Rio de Janeiro e estou aqui há alguns meses e preciso encontrar uma casa Ketu.
Muito obrigado, axé!
Dayane,
eu me interesso por casas na nacao Ketu ou nagô egbá…. quando vc tiver tempo…. espero anciosa pelo seu e-mail.
obrigado
Oi Dayane!
Bom tomara que possa me ajudar. A nação Nago caminha junto com a Naçõ Ijexa… Se puder me ajudar agradeço.
Boa tarde, Salomão.
Eu não posso te ajudar, infelizmente. Mas se tiver algum colaborador ou leitos que saiba, com certeza virão e te ajudarão.
Obrigada
estou num a faze de mudanças naminha vida eu acredito muito em DEUS e nos ORIXAS forças da natureza acredito na força do bem e da caridade.
Atualmente estou num centro que não me sinto a vontade, ja faz um ano…
Estou procurando um lugar que eu me realize completamente pra eu receber minhas entidades e cumprir com minhas obrigações só que é dificil de encontrar um lugar assim…
quem souber de um lugar entre em contato pelo e-mail dannihlo@hotmail.com…
preciso de sua ajuda e comprienção
Olá Danilo.
Muitas vezes, para nos sentirmos bem em algum lugar, dependemos muito de nós mesmos.
Temos que entrar numa casa sempre olhando pela tradição e pela responsabilidade que a casa tem com a liturgia e com a religião, isso é o fundamental. Quando as outras pessoas, os irmãos. Isso requer um processo de adaptação à eles e à forma de trabalho da casa.
Fale de onde você é, quem sabe alguém saiba de uma casa perto de você pra te indicar?
Axé!
oi Dayane,
eu estou na mesma situação do Danilo, estou procurando ajuda ………..
Boa tarde, Aline.
Diga de onde você é, pois se tiver alguém que possa indicar algum zelador sério, este te indicará, certo?
Axé!
Oi pessoal axé pra todos…
A caminha dos terreiros foi ótima.
Alguém de vocês foram?
Recife – pe
Bjs e abraços e muito axé!
Flávio Ogã de Oxum Nação Nagô.
Olá a tds. Realmente a Caminhada cumpre seu compromisso de visibilidade contra a intolerância: chegamos à 11.000 pessoas caminhando no centro de nossa amada cidade: Recife!. Cantando, louvando à nossos orixás, levantando palavras de ordem de respeito à igualdade de td ordem, nossos direitos e deveres. Foi realmente td de bom! uma das raras vezes em que podemos ver a força de nossa religião, gritar pra tds que passavam de ônibus, carro, pedestres, que estavam trabalhando, saindo de seus lares, que MÓS SOMOS DE CANDOMBLÉ!!!!!
Que venham as próximas, com a proteção de Exu e Ogun os patronos de nosso movimento!
Assis, sua benção.
Fico feliz pela repercussão do movimento, embora não tenha tido condições para está presente=[ Mas tenho certeza que foi linda.
Eu só abri um parêntese em questão da “palavra de ordem de respeito à igualdade de toda ordem”, eu na minha opinião, não creio que ordem e respeito andem simultaneamente. Penso que primeiro se conquista o respeito, respeito é a conscientização sobre o direito do outro e a ordem surge exatamente após essa conscientização, conscientização essa que torna difícil, pois mexe não com um grupo, com uma população, mas com os conceitos que cada um carrega, com o meio que cada um viveu para assim construir suas visões.
É nisso que entra a questão da educação, a inserção do ensino sobre a cultura negra nas escolas, pois essas crianças sim, crescerão em um meio propício a uma visão limpa e sem pré-conceitos.
O Candomblé já andou muito e já ganhou muito nessa guerra contra o pré conceito, mas o nosso país em sí é deveras pré-conceituoso sim. É lógico que já fomos bem pior, mas ainda não chegamos no “normal” esperado, isso é em questão de regiosidade, sexualidade, raça, classe social. O pré-conceito ainda está “na cara” do Brasil, infelizmente.
Só usei seu comentário como um gancho pra falar sobre um assunto que venho pensado por esses dias.
Obrigada.
Axé!
Na história da população negra, tds as manifestações artísticas e religiosas de Matriz Afro e indígena ainda são tidas como inferiores. Uma das muitas facetas do racismo brasileiro, sabemos sim, que o TERREIRO é um espaço de afirmação ancestral da condição do negro, seu espaço maior de resitência. São as diferenças cruéis encobertas nesse apartheid social e religioso fragantes desrespeito aos direitos humanos, direitos constituídos e que novamente querem nos usurpar. Mas, as nossas comunidades, através de seus gestores criam estratégias e entre elas em nosso Estado (Pernambuco), saimos pelas ruas do Recife em ato político de afirmação de nossa fé, seja ela de que etnia for; somos achincalhados ainda nos dias de hoje por um preconceito ancestral, diria embutido na formação da população, sistematicamente alvos de difamação por parte do neo-pentecostalismo e evangeliscos afins, pelo simples fato de professarmos tradições, crenças e rituais diferentes dos aceitos por “eles” e pelo poder branco.
Como vc disse sobre educação, penso ainda que o caminho pra conscientização – interna e externa à nós, sim! – está sendo aberta a duros golpes pelos terreiros, Movimento Negro, e simpatizantes de uma forma mais amiúde e forte, pois mesmo timidamente – 11.000 pessoas mostrando à cara e sua fé! Temos muito ainda a andar, como a inserção da Lei nº 10.639/03 que trata do ensino, que é um dos pilares da reprodução e manutenção das discriminações, sejam elas, raciais, sexistas, de classe social, de orientação sexual, etc. O que precisamos é ainda fazer com que esses gestores públicos reconheçam e à nossa Religião como a base da Cultura Afro-brasileira. E sempre lutar, lutar, lutar e debelar essas estratégias escravistas ainda.