Daqui a pouco, completarei um ano de iniciada e um ano de frequência no blog “O Candomblé” e durante esse ano observei, li muito, perguntei como poucos e aprendi um centésimo do que ainda há para aprender.
Mas o que mais me chama a atenção são os motivos que levam as pessoas a virem comentar e perguntar no blog. Muitas vezes, dou uma de leitora invisível e fico esperando qual será a resposta dos meus mais velhos e mais experientes daqui aos que tanto chegam. Até que me atrevi a começar a responder, tirar dúvidas naquilo que eu sei e assim, passei a fazer ainda mais parte dessa família. Mas vamos voltar aos motivos das pessoas.
Muitas pessoas vêm e perguntam sobre qualidades postas por zeladores que a viram uma única vez na vida (enquanto há iyawos que ainda nem tomaram conhecimento da qualidade do seu orixá), sobre qualidades raras, sobre de qual orixá seria ela filha, por que não rodam, por que rodavam e não rodam mais, como fazer em tal situação… São tantos tipos de perguntas… Mas o que percebo é que nas entrelinhas, essas pessoas dizem: “Estou perdida” e muitas vezes não respondemos nada diretamente ligado a sua pergunta, mas às entrelinhas. E é essa a resposta que elas querem.
Zeladores existem aos montes, todo final de semana, em algum lugar do mundo, talvez dezenas de pessoas recebam a permissão ao sacerdócio, o Deká. E se há tantos zeladores, deveria haver menos pessoas perdidas, soltas ao vento e sem saber que rumo tomar, quanto à religião. Aí que entra o “nascer para”, dessas dezenas de “recém-zeladores”, oitenta por cento (me atrevo a numerar), oitenta por cento serviriam bem mais como egbomis em suas casas matrizes.
Já ouvi casos absurdos e inaceitáveis: zeladores que fazem filhos sem ao menos dominar o oráculo da nossa religião, os búzios; fazem santo a domicílio; buscam “fundamentos” fora da sua casa matriz para falarem que tem “um adicional”.
E assim vão surgindo os “filhos”: filhos abiãs cujo orixá já tem qualidade, filhos de qualidades “raras” e filhos que são sugados o quanto suportam tendo que fazer um ebó por semana e cada ebó custando “trocentos” reais. E isso ainda não é nada, depois vem o medo, medo de sair da casa e o pai-de-santo fazer alguma macumba, do orixá “atrapalhar” e a imaginação, invadida pelo medo, corre solta…
E o direcionamento? Este tão necessário não é passado.
São por estes e tantos outros motivos que falo e repito: o sacerdócio não está para todos. Não é um simples entregar de uma bandeja com seus direitos. Há muito mais do que essa cerimônia de apresentação: há a paciência para lidar com cada cabecinha que compõe o terreiro, há a maturidade para driblar as diferenças e mostrar os caminhos dentro da religião, há a aptidão e humildade para sempre estar em processo contínuo de aprendizagem. Unir esses três fatores, que não são os únicos por sinal, e encontrá-los numa pessoa não é assim como um nascer e um pôr do sol, e nem o tempo lhe propõe tudo isso. O iniciado tem que nascer com esse mero detalhe no seu caminho, a pessoa tem que ser chamada para essa difícil e edificante tarefa.
Com certeza, se o Deká fosse visto com uma responsabilidade recebida e não como status, os filhos de orixá não estariam tão perdidos assim. Eu não acho ruim que eles venham aqui, procurem saber, perguntem. A vinda de vocês até aqui, meus irmãos, com certeza nos ajuda e muito também nas nossas vidas, pois ao mesmo tempo em que chegamos aqui buscando algum aprendizado, também ensinamos, o mínimo que seja aos outros irmãos.
Confesso que me envolvo e muito com certos comentários, certas histórias, certos depoimentos. Muitas vezes esses depoimentos, demonstram alguma decepção, alguma tristeza adquirida com pessoas irresponsáveis dentro da religião. Isso me deixa mal, mas me conforta me aumenta como ser humano quando leio um “Obrigada, Dayane. Você me ajudou muito”. E fico tão nas nuvens, porque acho que somos todos irmãos, e temos, na medida do nosso possível, ajudar-nos uns aos outros. Seja com informações, seja com um “Calma, meu irmão.”. Pois quando falei que aqui chegam muitas pessoas perdidas, é por falta de um diálogo sobre a religião, é por falta de um direcionamento não passado pelos zeladores. Nós aqui não damos o caminho, não fazemos previsões, não receitamos ebós e nada do gênero, apenas debatemos, discutimos e tiramos dúvidas possíveis de serem tiradas por este meio.
Sei, todos precisamos de um direcionamento, também faço isso, e nesses momentos costumo aperrear quem mais confio e que está mais acessível a mim.
Por essas dias estive afastada do blog, me envolvi num problema sem solução prevista e vários outros que somados me levaram ao vazio, ao ponto de eu ler as respostas, e não conseguir responder à minha maneira. Os mais observadores devem ter percebido que não sou muito adepta das respostas curtas, elas costumam ser longas e cheias de conselhos (por mais experiência que eu não tenha).
Passei por um momento, onde a tempestade se fez presente, e com a sua fúria, mudou tudo de lugar. Nisso me vi sem saber por onde começar e qual caminho seguir. Parecia não haver caminhos. Mas não há receita melhor que o tempo e as sábias palavras daqueles que nos amam. O tempo passou e me mostrou que aquela tempestade violenta e cheia de fúria chegou não para desarrumar, e sim para reorganizar e preparar tudo para um novo momento chegado para mim.
Então voltei cheia de gás, com ótimas expectativas e morrendo de saudade dessa casa. E este afastamento me fez perceber o quanto é bom ajudar, interagir, mesmo por quilômetros de distância, com vocês. Cresço mais um pouco a cada dia que leio os comentários, respondo os que sei que posso contribuir de alguma forma e fico muito feliz quando, em meio a dois milhões de leitores, alguns vão e voltam com notícias boas, amando seu orixá, convivendo com uma família de orixá idônea.
Escrevi esse texto, para agradecê-los, meus irmãos. Agradecê-los pelo imenso aprendizado e crescimento espiritual que tenho obtido, e ao mesmo tempo dividir minha indignação com esses que se autodenominam zeladores, e deixam assim, pessoas sem o direcionamento necessário na religião. Espero, com toda simplicidade, que essas palavras aqui publicadas possam abrir mais a mente dos adeptos do Candomblé, quando o assunto for o sacerdócio. “Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes”, assim disse Goethe, um escritor Alemão, e assim é, ou ao menos deveria ser.
Sinto até hoje, as conseqüências que esses “zeladores” podem trazer a uma pessoa. Os entraves causados, a falta de confiança e até mesmo a perda da fé. E por ter já passado por isso, ter sido marcada por essas conseqüências e, graças a Oyá, consegui superá-las e fazer renascer minha fé, é que venho até vocês como meio de desabafo e dizer que o assunto é sério sim e precisa da nossa voz para tentar, aos poucos, mudar essa situação. Pois por falta de conhecimento, e principalmente direcionamento, costumamos ligar as decepções, as tristezas adquiridas com as pessoas à religião. Nisso esquecemos do orixá em sua essência, os reais princípios da religião e no que ela de fato contribui com nosso crescimento individual. A religião acaba por pagar pelas pessoas. E não é assim.
Digo sempre que o Candomblé vive em mim e independe dos laços que eu tenha com as pessoas. Se já passei por um zelador irresponsável e hoje Oyá e Xangô colocaram no meu caminho uma zeladora que posso confiar de olhos fechados e assim ter o começo do direcionamento dentro da religião, não foi à toa. Isso me mostrou que eles, os orixás, querem estar no meu caminho e querem que eu esteja no caminho deles. Então assim o fiz: fui iniciada de corpo, alma e coração. E o amor que sinto hoje, a fé que tenho dentro de mim são o que desejo aos irmãos que aparecem cansados, decepcionados e atrás de um direcionamento, pois se aconteceu comigo, também pode acontecer com todos.
Muito obrigada!











“Pois por falta de conhecimento, e principalmente direcionamento, costumamos ligar as decepções, as tristezas adquiridas com as pessoas à religião. Nisso esquecemos do orixá em sua essência, os reais princípios da religião e no que ela de fato contribui com nosso crescimento individual. A religião acaba por pagar pelas pessoas. E não é assim.”
Parabéns Daya, vc expõe com muita propriedade um dos maoires problemas de nossa religião, quiçá de nosso tempo: o individualismo e a falta de fé.
Esse problema é histórico, emblemático de tds nós: atribuir o que nos acontece ao divino. A falta de enxergar nossa RELIGIÃO como RELIGIÃO e o “pode tudo” aliado a esse “tudo pode” afasta ainda mais o Candomblé de seu contexto religioso, da sua essência e concepção de sagrado, de mundo, do homem e sua relação com os mesmos, atrelando-o ao de seita, como muitos adeptos se auto-intitulam.
A magia do místico transforma-se em mágica do misticismo, o Hócus Pócus, a possibilidade de poder transformar o quase impossível em possibilidades concretas, preconizada e incentivada pela mídia globalizada.
Não queremos ser no final apenas Panis et circenses, e sim religiosos, religados com nosso Deus interior e exterior.
Aìdé Ikú l’à mbo Òsùn
Aìdé Ikú l’à mbo Òrìsà
Bi Ikú bá dé, Ikú ò gbà ebo.
Se Ikú não chegar, adoremos Òsùn
Se Ikú não chegar, adoremos Òrìsà
Se Ikú realmente chegar, não adianta Ikú receber sacrifíco.
Eu tenho fé onde ponho meus pés, meu coração e repouso a cabeça.
Asé irmãos
Olá Assis
Muito lindo seu comentário…
Daya vai adorar ler…
axé
É Dayane, como o Nelson já citou por aqui, Oyá, desarruma tudo, para só então depois deixar tudo no lugar.
Então a arrumação é pra valer.
Gosto de suas respostas grandes e não tenho preguiça de lê-las.
Que Oyá deixe sua cabeça arrumadinha, pois a gente precisa da ordem dela.
Um abraço.
Adupé! (Aprendi mais uma palavrinha importante.)
Pois é Assis, é isso…
Você não me conheceu dessa maneira (agora colaborando num blog sobre candomblé! ) e sabe disso, pois até me chamar pra realidade num dos momentos mais importantes da minha vida você fez.
E fazendo uma análise de tudo, considero-me sim com absoluta propriedade para falar sobre isso. Não por saber atrelar um pouco as palavras, mas por já ter visto (e sentido) esse outro lado da moeda…
Dá pra falar mais alguma coisa depois do seu comentário?
“Eu tenho fé onde ponho meus pés, meu coração e repouso a cabeça”
Sua benção.
Obrigada!
Rosânia, minha irmã. Muito obrigada pelas palavras.
Ainda bem que você não tem preguiça de lê-las, senão eu estaria perdida rsrsrsrrsrsrs
Oyá é isso mesmo: não há meio problema e meia solução. É mudar tudo, dá uma guinada, para assim a vida seguir e ter graça! Pelo menos comigo é assim!
Muito obrigada pelos desejos!
Adupé! rsrsr
Dayane, acho que seu depoimento veio em boa hora, nesse momento, que estou passando, isto tudo tb já passei, levei burduça mas não esmoreçi e nem perdi minha fé, porem ao ver que vc sumiu do blog eu tive um presentimento que vc estava com problemas, qtas x sentei aqui e quis perguntar, alguém sabe da menina Dayane? Mas tem horas que vc ta tão perdida em seus problemas que vc esqueçe dos outros ou então não tem forças para fazer uma simples pergunta, mas vc me deu mais animo ainda para superar meu olho do furão porque realmente eu ainda estou nele e sei que OYÁ vai me conduzir para uma brisa mais branda e onde sairei vitoriosa, e fico feliz que vc renasceu e renasceu mais forte ainda….. Que minha mãe lhe abençõe e que vc realmente esteja sempre ak no meio de tanta gente que precisa de um conselho ou então de uma palavra amiga, fiquei muito feliz por vc, e qdo eu passar por tudo isso e renascer novamente eu volto para te contar que eu me transformei em uma linda borboleta… assim como vc rsrsrs. bjos e muito axé
Bravo Dayane só poderia vir de uma Oloyá essa sinceridade toda.Eu também passei por muitas aprovações,lutei,chorei muitas vezes,me decepcionei com muitos,passei por humilhações,mas resiti a tudo pelo meu ORIXÁ,como você nos disse o Candomble esta em nossas veias.Todos nós que chegamos ao blog e fazemos alguma pergunta e para nos direcionarmos se estamos no caminho certo,pois como você disse não são a todos que se entrega à cuia o Adeká,nem todos nasceram para serem zeladores.A gente sem conhecer direito a religião as vezes se acaba se entregando para pessoas inecrúpulosas sem um senso de saber o que é uma feitura de um Orixá,uma vez que é para sempre.Mais uma vez irmã,do fundo de meu coração obrigada.Motumaxé!Axé!
Mucuiú Gêmea!!
Lindo desabafo minha irmã!
Vc disse a verdade!
VIVER É TÃO BOM QUANDO A VIDA SE NOS CORRE CALMA, SERENA E TRANQUILA. MAS ÀS VEZES, A VIDA SE NOS MOSTRA FRAGILIZADA!!
Uma turbulencia nos ameaça e a gente se sente “pequeno”
e queremos encontrar uma razão para o determinado problema.
As pessoas as vezes tem o habito de relacionar os problemas pessoais com a religião.
”A religião é só o caminho que decidimos seguir, e quando algo não vai bem em nossa caminhada nem sempre a solução é mudar o caminho, mas o modo de caminhar”.
As vezes as dificuldades aparecem em nossas vidas para nos fortalecer.
E Vc Daya…
Com essa determinação, coragem, garra , energia positiva que transmite a todos tem mesmo que continuar irradiante como nossa mãe Matamba!
Zambe pelo carinho dedicado a nós!!
Axé!!
NOSSA!!!!!!!! estou com o coração ??? ta vendo nem sei oq dizer pois as palavras usadas forão todas bem empregadas da melhor maneira possivel acho q naum tem outra maneira de estarem escritas pois a unica coisa que digo q foi muito bom ganha um pouco de tempo lendo isso !!!! Do mais serio sentimento parabens minha irmã e q oya e sango te de mais sabedoria e garrrraaaaaa pra continua no caminho da sabedoria , paz espiritual asé !!!! e motumba !!!!!
Dayane
Olha amei o seu texto, claro, objetivo e de um direcionamento ímpar para todos os irmãos mas tem algo que preciso te confessar:
Sou nova nesse blog e estou tendo o maior prazer de ler esse texto belissímos , porém a Dayane que conheço nesse momento é a fortaleza de oya dos seus trovões fortes Xangó guerreiro, justo essa é a Dayane que sempre existiu coberta pela benção dos vossos orixás e superou a tudo e a todos . Afinal me responda quem pode com Oyá ? rsssss Tenho certeza que sua nova zeladora tem um imenso prazer em acolher essa filha. Olha e nada se sumir !!! rsss Se não a gente manda um vento bem forte te trazer de volta rs….
Renovada e além de tudo consciênte do seu grande trabalho nesse blog.
Oyá e Xango abençõe a vc e nós der o prazer da sua convivência conosco.
AXÈ
Vida Nova hj e sempre !!!!!
Oi Carol,
Que bom que gostou e minha afilhada idem, é o que penso, pois acredito que tds nós esmorecemos e enfraquecemos a nossa fé em algum momento, alguns desistem, outros como nós não.
E Oyá … a minha mãe é grande demais para se conter, quem retem o ar em movimento, seja ele calmo como brisa ou violento como um furação? O relampago, o fogo que td destrói, para nova vida sobrevir, o fogo que nos dá conforto … assim é Oyá:
Obìrin ngba ndikan Mulher forte e poderosa
Irú Oyá kò sí lórun Igual Oyá não existe
Oyá kan! Sàngó kan! Oyá é única! Sàngó é único!
Oyá olókò àra Que possui um marido poderoso
Oyá alágbára inú aféfé A poderosa Oyá que vive no vento
Àyaba ìjoba nilé mi Rainha do trono da minha casa.
Ame de toda força seu òrisà que ele sempre será por vc.
Que Oyá seja sempre por nós.
Asé!!!
…. meu coracao sorriu ao ler seu post! Realmente “nem todo caminho é para todos caminhantes….”
Continue assim!
Daya, parabéns!
Você como sempre tem as palavras que eu preciso na hora certa. Estou com o braço imobilizado, mas não poderia deixar passar, obrigada. Axé.
Bom dia, Meu irmãos!
Dos textos que escevi, esse foi o que mais me preocupou (e que mais me emocionou também), pois não apenas mexeu com situações que vemos ou ouvimos dizer que ocorre no Candomblé, mas falou também de duas situações e nessas duas situações (a questão do sacerdócio e o meu afastamento), foram situações vivenciadas por mim. E que por incrível que pareça, os ‘’sintomas ruins” que me deixaram, transformaram-se (nas duas situaões) em sentimentos lindos que me fazem ver a vida e principalmente as pessoas com olhos diferentes. Acho que transgredi um pouco durante esse tempo… E como eu tive apoio positivo para chegar no hoje, sinto obrigação de alguma maneira apoiar aos que também precisam de apoio agora.
Obrigada
Boa tarde
Dayane,
Nossa !!!! Quando leio os seus textos, as vezes não tenho nem palavras para comentar. É sempre uma maravilha ler. Não impora se grande ou pequeno, mas é rico em informações. A emoção é tão grande que me sinto fraco em escrever algo. Graças a Oxala e meu Pai Xango, Hoje achei um lugar sério. Meu Pai Xango, demorou na procura foi muito rigoroso na hora da escolha passei por situações chatas e complicadas com “certos zeladores” mas o resultado da demora foi preciso. Hoje estou nas mãos da minha Yá, é a coisa mais linda e delicada que já encontrei. Meu Pai Xango demorou mas foi sábio na hora de escolha dos caminhos. Estou entrando para o candomblé definitivamente em janeiro de 2010 num barco que terá na casa dela.
Por favor, continue assim com suas lindas palavras.
A Todos voces um grande abraço.
Mais uma vez parabéns !!!
Luis Carlos
Boa tarde, Luis Carlos.
Lembro muito bem do seu comentário, da sua situação no outro post e lembro também que eu disse pra você voltar com uma boa notícia. E você voltou! Não só com uma boa, mas com uma ótima notícia, meu irmão!
Não há muito o que falar, Luis, pois você está neste novo texto, e dizer isso basta.
Muito obrigada pelas palavras de insentivo, meu irmão!
Boa Tarde,
Dayane,
Gratificado fico eu, quando abro este blog e leio vários post e comentários sobre temas de tamanha importância a cerca do Candomblé. Elaborados por estudiosos, pesquisadores, interessados, membros da religião. Tais como a Manuela, o Tomegê, a Carol, Voce, o Fernando. Que nestes mesmos, acabam por provocar vários comentários, dúvidas, sugestões, incentivos, esclarecimentos e etc… dos nossos irmãos que necessitam de ajuda. Desculpe a demora em te avisar sobre o meu caso, mas as coisas demoraram a acontecer e quando vi, o resultado foi perfeito. Outra coisa, obrigado por lembrar de mim. Assim que estiver com as fotos da minha saída em mãos, gostaria de compartilhar com você. Seria isto possível ??
Continuem assim, Um grande abraço !!!
Luis Carlos
É muito bom passar por este blog, ler o que vocês escrevem e saber que não estamos sozinhos em nossas convicções. E que, embora haja muitos mistificadores e exploradores do sofrimento alheio, há muitas pessoas sérias em nossa religião, sinceramente empenhadas em ajudar irmãos e irmãs na medida de seus conhecimentos.
A propósito: obrigado, Nelson (acho que foi vc) pela dica do documentário “Vento Sagrado”. É lindo!
Motumbá a todos e que Olorun sempre os abençoe!
Luis Carlos,
Não há problema algum. E claro que você pode, na verdade deve rsrsrs, compartilhar comigo! Ficarei muito feliz em vê-lo.
Axé
Obrigada
Olá Dayane,
Quero deixar registrado aqui a minha admiração pelo texto postado, onde vc demonstra ser uma pessoa que ocasionalmente tem suas dúvidas, suas angústias, seus medos e que retrocede em busca de conhecimentos, de respostas para as suas incertezas. E isso eu entendo como amadurecimento, humildade e grandeza de quem busca um direcionamento para o aprendizado. Meus parabéns.
Silvana d’Odé
Boa noite a todos,
Dayane, que facilidade é essa para escrever minha irmã? rsrsrsrsrs. Poucas vezes vi uma pessoa passar todo o seu sentimento com palavras claras, objetivas e de uma forma que faz com que o leitor prenda-se no texto e viva tudo aquilo que foi relatado. Parabéns. Que Oyá e meu pai Ogum te ilumine.
Olofá obrigado pelo carinho e pelas visitas, volte sempre e fique a vontade mesmo, nem precisa mais falar isso né? rsrsrsrs. Não fui eu que te falei deste documentário não. mas é de fato lindo. Tomeje
Bom dia, Ofolá.
Muito obrigada pelas palavras e ratifico tudo que o Nelson disse.
Sobre o documentário, se não me falhe a memória, quem te indicou foi o Fernando, quando eu recomecei a responder aqui. Eu acho.
Obrigada
Bom dia, Odesse.
Digamos que eu esteja me mostrando demais rsrsrsrsrs
Brincadeira, minha irmã. É isso mesmo estou quase sempre em busca e quase sempre com uma interrogação. Daí tenho que procurar respondê-las, mas as vezes eu sofro, minha irmã rsrsrsrsr principalmente quando vem um tal Velhinho e me diz: “nem sob tortura” rsrsrsr, não é Nelson rsrsrsrs
Mas é assim mesmo, cada um com seu tempo. Tenho que respeitar o meu!rsrsrsr
Muito obrigada pelas palavras.
Bom dia, Paulo Axogum.
Só a título de informação mesmo, você é de Pernambuco e sua esposa é de Ewá?
Muito obrigada pelas palavras!!
Axé, meu irmão. Axé! Que eles fortaleçam a todos nós!
Obrigada
Daya,
Caminhos e direcionamentos…
…merece um prefácio sabia? Construir a realidade com um leve toque de poesia é genial!
Parabéns doce vento do saber.
Axé,
Oyá está feliz!
Fernando
Olá Dayane, sou Junior também sou de Recife, e concordo plenamente com os companheiros da comunidade ao elogiar seus textos, realmente eles são poéticos, críticos e informativos. Parabéns! Mas queria saber sobre o sítio de Pai Adão todas aquelas informações sobre a história do terreiro, os fundamentos da nação nagô egbá, onde posso achar? existem livros, textos, registros? você é ligada a algum grupo de estudos do candomblé? Pergunto pois tenho muito interesse em relação aos fundamentos do candomblé e nas singularidades apresentadas pelos Xangôs de Recife. Obrigado pela atenção! E se for possivel você poderia me fornecer seu e-mail, orkut, ou alguma maneira de nos comunicarmos mais rápido, pois queria trocar uma idéia com você, sem querer ser invasivo nem despreipeitoso é claro;. Agradeço diante mão.
Fernando,
Ficou tão grande assim pra precisar de prefácio=/? rsrsrsr Brincadeira, mais velho. rsrsrsr
Tenho certeza que ela está feliz! Ela está, eu também estou.
obrigada!
Estou esperando o que me prometeu, viu?! rsrs
Axé.
Atenciosamente,
Doce vento do saber rsrrsrsr
Confesso que demorei uns bons minutos para começar a escrever, já que as palavras contidas aqui foram de grande emoção para mim.Tanto, que não tenho muito a dizer, apenas a agradecer, agradecer a você por ter voltado e agradecer a Oya por ter lhe dado força para que esta volta seja triunfante e que você continue este trabalho tão importante para nós.Um grande abraço
Kolofé!
Dayane, mais uma vez nos brindando com seus textos fantásticos!
Traduzindo o que muitos de nós traz no coração…
Obrigada!
Kolofé!
Motumbá!
Infelizmente, em razão do sem número de pessoas irresponsáveis, que enxergam o candomblé e o sacerdócio como um show, como uma apresentação de roupas luxuosas e “colares” estonteantes que lhes podem render mais uma quantidade de “filhos”, muitas vezes pessoas em desespero, que procuram um chão, um norte na vida, mas que apenas encontram os mercenários da fé, que desejam por toda a lei ostentar “o título” de pai ou mãe de santo, o nome de nossa religião é jogado na lama! É um desabafo, pois fico revoltada com aqueles que se aproveitam do sonho e da fé de tantos outros, que com muito sacrifício e renúncia juntam a quantia exorbitante que muitos pais ou mãe-de-santo exigem, para depois, se tiverem sorte, descobrirem o quanto foram inganados. Por isso sou fã deste blog, pois percebo que os moderadores, cada um a sua maneira, luta incansavelmente contra tal prática. Entendo, na verdade, que a luta contra as famosas “marmotagens” é um dever de todos nós. Devemos orientar e esclarecer aqueles que ainda não possuem o discernimento necessário para distinguir o sagrado do engôdo. Acredito que assim possamos ajudar a diminuir as tantas bobagens que vemos por aí.
Asè!
Dofonetinha de Osun.
Boa tarde, Junior.
Muito obrigada pelas palavras , acerca do meu texto.
Sobre a nação Nagô Egbá (Xangô do Recife), existem textos, trabalhos e até livros sim. Não são títulos que você ache com tanta facilidade, mas há o antropólogo Anilson Lins que escreveu um livro falando sobre a nossa nação, Xangô de Pernambuco, a substância dos orixás segundo os ensinamentos contidos no manual do sítio do pai adão”. Eu ainda não o li por completo, então não posso te dizer se achei bom ou não, mas ele fala sucintamente sobre o culto aqui, alguns rituais, além da pesquisa de campo que ele fez no Sítio, no terreiro Oba Adubã (Paulo Bráz) e num outro terreiro que não me lembro agora. Há também o “Cultos afro-brasileiros do Recife” de René Ribeiro, além de trabalhos de Roberto Motta.
É bem óbvio que achar pesquisas sobre o nagô de Pernambuco seja mais difícil, já que é uma característica da religião no estado, e não no país, como o ketu, mas se garimpar, dá pra achar sim, Junior.
Eu, particularmente, ainda estou no comecinho dos estudos sobre a minha nação, história, essas coisas… Quando coloquei “Um pouco sobre a minha nação”, eu quis dizer um pouco mesmo, pois há ainda muito informação. Eu não pertenço ao Sítio, meu terreiro é outro, então muito que tem no meu texto é baseado no que vejo. Um exemplo são as particularidades quanto aos orixás cultuados: eu sei sobre Orunmilá, mas recentemente, por causa do texto que publicamos aqui, já soube sobre um culto a Olofin que existe no sítio do Pai Adão. Aqui no blog nossos textos não são a nível de pesquisadores, pois não os somos, escrevemos mais por vivência, então como ainda não conheço a fundo este culto, não o adicionei ao texto, entende?
Pretendo saber mais, para assim dar continuidade nos textos sobre o nagô pernambucano no blog.
Eu não pertenço a nenhum grupo de estudo aqui (infelizmente) em Pernambuco, digamos que meu grupo de estudo seja o que vejo na minha casa de axé e o blog. Mas eu acho que seria muito interessante para o culto, um grupo aqui no Recife.
Deixe seu e-mail que entro em contato consigo, certo?
Aí são algumas páginas que fala sobre o histórico do Sítio:
http://www.juventudeafro.proext.com.br/visita-ao-sitio-do-pai-adao
http://www.nacaocultural.pe.gov.br/terreiro-oba-ogunte-sitio-de-pai-adao
Obrigada
Edson, meu irmão.
Há tempos que não nos falamos! Que bom “lê-lo” rsrsrsr
Eu só tenho que agradecer e agradecer tudo, pois fui muito bem “recepcionada”. Estou muito feliz com suas palavras, irmão. Não há muito o que dizer.
Muito obrigada!
Oi Alessandra,
Muito obrigada, minha irmã!
Obrigada
Venho acompanhando este blog faz algum tempo e aprendendo muito com todos os colaboradores. Percebo a ética, sinceridade e amor de todos vocês, e isto sempre me comove profundamente. Resumindo, tenho confiança na idoneidade de vocês todos.
Faz algum tempo, venho freqüentando uma casa de candomblé, fascinado com a beleza e a profundidade das cerimônias e simplicidade e sinceridade das pessoas. Como sou curioso, comecei a colecionar literatura sobre a religião, pesquisar e ler muito.
Por estar meio adoentado, desanimado e sem energia, e ainda enfrentar uma crise de dois anos na minha profissão, decidi jogar os búzios e ver como os deuses poderiam me auxiliar.
Foi-me prescrito um bori. Perguntei sobre tudo à Mãe de santo (que não me sonegou informações, parece ser pessoa integra) e pesquisei bastante nos livros e em sites. Acredito que esta cerimônia, muito rica em simbolismo e beleza, poderá ser muito proveitosa para mim. Tenho fé e acredito na religião e nos Orixás. No entanto, o preço que a Mãe de santo cobrou me pareceu demasiado, e isso arrefeceu um pouco meu entusiasmo. Sou observador e nunca fui ingênuo, até agora só tive motivos para acreditar na idoneidade desta casa e na integridade da Mãe de santo, mas confesso que estou meio confuso. Pelo nível social da grande maioria do pessoal que freqüenta a casa, acredito que ninguém teria esta quantia para pagar, e para mim mesmo é um dinheiro que terei muita dificuldade em dispor.
Preciso de uma orientação. Estou meio decepcionado e já cogitei de me afastar desta casa por conta disto. Sei que vocês precisam manter certa ética em relação ao procedimento de outros sacerdotes, mas preciso saber a opinião de vocês. Me foi pedida a quantia de R$ 1000,00 pelo bori. Não terei de providenciar mais nada, e todos os custos estão incluídos, inclusive da minha alimentação ( reclusão de aproximadamente 24 horas), utensílios, oferendas, animais, banhos, ebó, etc… Para mim, é muito dinheiro.
Sinto-me como que acordando de um sonho muito lindo, para a dura realidade. O que devo fazer? Pechinchar? Desistir e procurar outra casa ? Estou sendo explorado? Preciso muito de uma orientação.
Assis,
Por favor coloque de novo o seu comentário sobre Xangô de Pernambuco. Por ter havido duplicação do mesmo em dois diferentes posts, acabou sendo eliminado na totalidade e não tem como eu o possa recuperar.
Axé!
Olá Mendonza,
Como é sabido, os trabalhos são a fonte de rendimento das casas, que necessitam ter receita para sobreviver, pois infelizmente, se dependerem simplesmente da caridade dos frequentadores e simpatizantes, na sua maioria teriam de encerrar a porta. Cada casa tem a sua forma de ser administrada e também formas de obter receita. Em algumas delas as coisas correm bem, noutras, nem por isso. Também existe quem explore e quem não o faça.
Pessoalmente não saberia lhe dizer se essa quantia é muito elevada, com relação aos padrões Brasileiros, por me encontrar em Portugal, mas assim mesmo, traduzindo de Reais para Euros, é uma quantia considerável e que seria impeditiva para muitos Portugueses.
Em todo o caso, creio que antes de considerar se afastar, deve falar com a Mãe de Santo em questão e colocar o seu problema.
Felizmente, muitas casas praticam também a entreajuda para a realização de trabalhos e rituais em geral, quando um filho ou frequentador da casa não tem posses para acarretar com as despesas, e com uma pequena ajuda de todos, os trabalhos podem se realizar. Portanto, o que posso lhe dizer é que fale, exponha a sua situação à Mãe de Santo, e estou certa de que surgirá um entendimento positivo para ambas as partes.
Se você se sente bem na casa e tem confiança nas pessoas, confie também que os caminhos estão abertos, e que o abandono da sua fé ou da sua religião não é um deles!
Nunca esqueça que um Ilê é precisamente uma casa, uma família, onde o diálogo entre as pessoas tem que existir, tal como na sua própria casa, com a sua família de sangue, entre pais e filhos e irmãos com irmãos.
Axé!
Dofonitinha a casa é sua, vc tem voz, seja bem vinda minha irmã. Tomeje
Boa noite dayane.
Sou sim. Você me ajudou bastante com as dúvidas que nós tinhamos sobre ewá. Obs.: Sempre que estou triste vou ler seu texto. “Candomblé: Festa, tradição e alegria”. Ele é um relato de uma pessoa que ama e respeita muito o candomblé. Seus comentários também são ótimos. Parabéns mais uma vez.
Olá Dayane,
Realmente muito profundas as suas palavras, me identifiquei muito com seu texto, à um tempo atraz larguei a religião meu santo e tudo que acreditava profundamente por estar em um terreiro onde o zelador transmitia ideias completamente perjurativas sobre oq era orixá e o que era candomblé, primeiro rompi todos os meus preconceitos para cuidar da minha mediunidade e de meu orixá que me cobrava isso, depois comecei a ver que a grande maioria dos zeladores, dos filhos de santo, de pessoas muitas vezes renomadas dentro da religião, um amontoado de gente que se entregava de corpo e alma e não havia compreendido a essencia do orixá, então comecei a ver que ou eu me envolvia nessa panela de restos requentados e mornos ou (se eu tivesse a pretensão de levar minha espiritualidade à sério) teria que me afastar completamente da religião. Foi oq fiz, guardei os fios de conta, mas nem tocava mais no assunto com ninguém, passei a repudiar qualquer coisa ligada ao candomblé, dizia que a religião não tinha essência. Até que o Orixá voltou a me chamar, apareceu em meus caminhos uma mulher que passou a me dar uma nova visão da religião e que tem me ajudado muito a entender sobre tudo, não deixa uma pergunta sem resposta, as vezes responde antes q eu pergunte, estou ainda me reestruturando do trauma passado, mas já me sinto acolhido pelo orixá, continuo não me envolvendo com outras pessoas da religião a não ser que eu sinta a seriedade dela com a religião e consigo mesma, mas já estou dando grandes passos e sem dúvidas o orixá não vai nos deixar partir ou seguirmos perdidos pelo mundo por causa de bocado de gente não compreende oque ´´e “ser do santo”, mas cabe a cada um olhar para dentro de si e enxergar o próprio orun, morada dos orixás, para estarmos cada vez mais próximos deles e de nós mesmos.
Confúcio dizia, se quizer mudar sua tribo, comece mundando vc mesmo, aí sua família mudará, seus vizinhos mudaram, sua vila mudará, sua tribo mudará e o mundo tbm mudará. Vamos dar o primeiro passo e deixar que os demais nos sigam.
Axé!
Obrigado Manuela, suas considerações me trouxeram um certo alívio. Não pretendo abandonar os Orixás, e tenho fé em que eles propiciarão a melhor solução. Tenho consciência das necessidades financeiras de um Ilê e já estava contando com as despesas. Só me surpreendi com a quantia elevada. Mas vou tentar uma conversa franca e direta, mesmo porque não tenho este dinheiro.
Só gostaria de saber a opinião dos amigos brasileiros deste blog. Eles terão mais condições de avaliar a pertinência do valor cobrado.
Muito obrigado mesmo, sua resposta já me fez mais tranquilo e feliz.
Axé!
Olá, boa noite.
Li muita coisa neste blog e gostei de perceber pessoas sérias tratando de religião, então, resolvi deixar aqui uma dúvida minha. Não sou iniciava e até o momento não passei por situação que me colocasse diante desta necessidade, mas tenho um profundo respeito pela mesma, além de possuir pessoas próximas que participam ativamente do candomblé. Minha dúvida está em saber como conhecer melhor para poder respeitar aquele que está a meu lado, de modo a nçao ferir suas crenças, e principalmente, a poder ajudá-lo e acompanhá-lo. Sei que muitos mistérios não devem ser revelados a quem não participa, e nao pretendo conhecer aquilo que nao posso, mas como saber quando as coisas difíceis ocorrem por força de motivo ligado à religião, e quando os problemas possuem razões mundanas? Para o candomblé, esta linha divisória existe? Como aqueles qe convivem mas não são iniciados poderão descobrir?
Obrigada! Axé!
Segue novamente Manuela uma relação de alguns trabalhos que fazem menção aos Xangôs de Pernambuco:
1. Roger Bastide, Imagens do Nordeste Místico em Branco e Preto, RJ, Gráfica O Cruzeiro, 1945, cap. 5.
2. Maria do Carmo Tinoco Brandão, Xangôs tradicionais e Xangôs umbandizados do Recife: organização econômica, tese de doutorado em Antropologia Social, SP, Universidade de Sãp Paulo, 1986.
3. José Jorge de Carvalho, 1984, (em inglês) Ritual and music of the Shango cults of Recife, Brasil. Tese de PhD em Antropologia Social, Belfast: The Queen’s University of Belfast.
4. Idem. 1988, A força da Nostalgia: a concepção de tempo histórico dos cultos afro-brasileiros tradicionais, Religião e Sociedade, vol 14, nº 2, pg 36-61.
5. Idem. 1992. Estéticas da Opacidade e da Transparência. Mito, música e ritual no culto Xangô e na tradição erudita ocidental, Anuário Antropologico/89, 83-116 RJ, Ed. Tempo Brasileiro.
6. Cantos Sagrados do Xangô do Recife,
7. Idem & Rita Laura Segato, 1986, Musik der Xangô-Kulte von Recife (em alemão), em: Tiago de Oliveira Pinto (org), Brasilien, Einführung in die Musik-traditionen Brasiliens, 176-192, Mains:Schott.
8. Cantos Sagrados do Xangô do Recife, 1983, Brasilia, Fundação Cultural Palmares.
9. Rita Laura Segato, 1990, Iemanjá em familia:mito e valores civicos no Xangô de Recife, Anuário Antropologico/87, 145-190 RJ-Brasilia EdUnB/Tempo Brasileiro.
10. Idem, Santos e daimones, 199.., Brasilia, Unb.
11. Pedro Cavalcanti, As seitas africanas do Recife, em Estudos Afro-brasileiros (trabalhos apresentados no 1º Congresso Afro-brasileiro reunido em Recife em 1934, 1º vol.) RJ, Arielk, 1935.
12. Manoel do Nascimento Costa, Sacrificio de animais e distribuição da carne no ritual afro-pernambucano; em Roberto Motta, Os afro-brasileiros: Anais do III Congresso Afro-brasileiro, Recife, Massangana, 1985.
13. Gonçalves Fernandes, Xangôs do Nordeste, RJ, Civilização Brasileira, 1937.
14. Gilberto Freyre, “Xangôs” em Guia Prático, Histótico e Sentimental da cidade do Recife, RJ, José Olympio, 1968.
15. Idem, “Pai Adão babalorixá ortodoxo”, em Pessoas, cores e animais 2ª ed. Porto Alegre, Globo, 1981.
16. Roberto Motta, “Bandeira de Alairá: a festa de Xangô-São João e problemas de sincretismo, em Carlos Eugênio Marcondes de Moura(org), Bandeira de Alairá: outros escritos sobre a religião dos orixás, SP, Nobel, 1982.
17. Idem, Cidade e devoção, Recife, Ed. Pirata, 1980.
18. Idem, “Catimbós, Xangôs e Umbandas na Região do Recife em Os Afro-brasileiros: Anais do III Congresso Afro-brasileiro, Recife, Massangana, 1985.
19. Reginaldo Prandi, Os Candomblés de São Paulo, SP, Hucitec/Edusp, 1991.
Alguns desses livros/artigos eu mesmo li, e digo que são uma leitura proveitosa e informativa acerca dessa nação extremamente ortodoxa e pouco pesquisada que é o Xango Pernambucano, da qual faço parte.
Manuela, tentei passar o comentário com uma pequena bibliografia acerca do Xangô de Pernambuco, mas não consigui, já foram 3 tentativas! diz sempre que o comentário está em duplicidade, me ajude.
Abraços
Esquece apareceu misteriosamente.
Bjs
Olá Paulo, sabia que era você rsrs
Muito obrigada pelo carinho, obrigada mesmo!
Bom dia, Robson Madredeus.
Espero que muitos leiam seu relato e abram as mentes, acerca do que é orixá, pois quando temos a convicção de que eles estão em nós, temos forças suficientes para superar estes chatos e até desistimulantes obstáculos e ainda sorrir no final.
Tudo começa em nós.
Muito obrigada.
Axé!
Bom dia, Mendonza.
Não há muito a acrescentar no que a Manuela disse.
Segundo os padrões aqui de Pernambuco como preços, utensílios, materiais, dias de recolhimento, vou falar como a Manuela disse, é realmente uma quantia considerável e nem tão acessível assim, de uma hora para outra.
Nós não podemos nos prolongar nesse assunto de preço, pois cada casa sabe de duas necessidades, tem consciência. Você entende, não é?
O melhor é seguir o conselho da Manuela, converse com a yá sobre o valor e a sua situação atual.
Boa sorte.
Obrigada
Bom dia, Viviane.
Essa linha divisória existe sim, ao menos na minha opinião, e o espaço das “razões mundanas” é bem maior do que “os motivos ligados à religião”.
As pessoas têm uma saída pra qualquer situação: se não têm em quem ou no que botar a culpa das coisas estarem dando errado, apelam pro “invisível”, como é invisível, é abstrato, a culpa segue pra ele, sempre para ele. E poucos de nós paramos para uma autoanálise, uma autocrítica, para saber onde erramos, se erramos… A vida é uma eterna lei da ação e da reação.
Não vou falar que nunca há razões espirituais para interferir em nossas vidas, há sim, e como há, mas estas aparecem de uma maneira diferente, elas nos mostram que estão alí e o melhor, nos mostram o caminho a seguir para solucioná-las.
Somos religiosos, acreditamos na natureza do “invisível”, mas temos que ser racionais sobre maneira e responsáveis por nossos atos e principalmente pelas consequências dos nossos atos.
“Como aqueles qe convivem mas não são iniciados poderão descobrir?”
Agora a resposta rsrsrs: Você pode procurar um zelador, a nível de curiosadade mesmo, e pedir para ele jogar os búzios e ver se há alguma interferência dos orixá no momento que você está vivendo. Isso não te atrelará à casa ou ao zelador. Será apenas uma dúvida que você vai tirar e a partir daí você fazer o que achar melhor.
Axé
Espero te ajudado.
Obrigada
Bom dia, Dayane!
Muito obrigado pela resposta. Com muita ética, discrição e elegância, você e Manuela me disseram o que eu precisava saber. Vou agora conversar com a Yá e ver o que acontece. Aproveito a oportunidade para elogiar seus textos, muito sensíveis e esclarecedores.
Muitíssimo obrigado e Axé!
Boa noite minha Linda, sua benção…
Fico feliz cada dia que tenho um texto seu pra ler nesse blog, vc é a luz que xango colocou na minha vida, sempre que preciso de vc esta comigo… Amiga so tenho que te agradecer por tudo e por esse texto maravilhoso,,, Que Oya lhe cubra com todos os raios dela lhe dando clareza, e sabedoria, mas e mas que cada dia de sua vida ela possa te iluminar não deixandfo nada te afastar de nós todos aqui do blog, e dos seus amigos, sei que vc é uma pessoa muito especial, e por isso esta aqui conosco… Continua assim ajudando a quem precisa e sendo o mas cincera possivel, pois isso muita das vezes não encontramos nos zeladores que vc se referiu no texto… Vc com toda sua pouca experiencia de vida,sabe muito mas do que muitos egbomes que tem por ai, que as vezes recebem o deka so pra dizer que tem, mas na realidade nem sabem o que significa… Linda continue assim maravilhosa e poderosa, tem muita gente que precisa de vc aqui… Seja feliz sempre e continue amando o seu orixa pois ela é quem vai te protejer sempre e te ajudar todos os dias… Te amo muito bjs…
Dofona,
muito obrigada pelas palavras de carinho e que sei que são muito sinceras.
Não fica falando que eu sei mais que egbomi não, pois eu ainda tenho muito que aprender e se esse povo ver e jogar macumba em mim? como fico? rrsrsrsrsrsrs Brincadeira meu bem.
Acho que temos que escolher nossa posição, e isso implica vida social, religiosa, profissional e pessoal. Quando temos posições válidas com nossas convicções, as coisas tendem sempre a melhorar. Tudo sempre começa por nós, como disse um irmão aqui no blog.
Muito obrigada e que seu inkisse me abençoes!
Sua benção Daya,
Aprender, aprendemos todos dias, isso todos nós temos que ser sabio pra sempre lembrar da frase, eu hoje sei mas que ontem e menos que amanha … Pois essa frase
é a unica verdade, pois todos os dias aprendemos um pouco seja como for até mesmo uma criança as vezes nos insinam coisas mas absurdas mas sempre todas as palavras tem o dom de nos ensinar… E vc sempre nós ensina com tuas palavras e pode ter certeza que não so eu mas tem muita gente aqui no blog que acha o mesmo que eu… vc saibe muito mas do que muitos e não todos, mas que sabe sabe… rsrsrsrsr vc sabe que te amo … bjs.
e muito Axê…
A questão da vaidade humana é muito presente em tds as religiões e notadamente na nossa. Lembro de uma entrevista no You Tube com o Babalorixá Agenor de Miranda em que o mesmo relata:(sic)” ÉTICA – Eu fiz santo com 5 anos, tô com 96, então posso falar disso de cadeira viu, como estou na cadeira aqui agora. Não havia isso não, um se dava com o outro; o sr. é um PDS, está fazendo uma obrigação, chama um colega por uma deferência, por amizade, o povo diz que o sr. chamou pq não soube, o outro veio lhe dar a mão. No tempo que eu fiz não era assim não. Todos se davam e todos se respeitavam. Hoje não respeita. Hoje é um querendo ser maior que o outro. Eu não sou mais quem tem. Agora se o sr. me pergunta se em td religião há fofoca. Fofoca há. Que no meu entender toda religião é boa, quem faz a religião má são os adeptos. Não tem religião nenhuma que mande falar mal do outro, que mande matar, que mande roubar não é verdade? Os adeptos é que fazem, mas estamos falando é do Candomblé.”
Continuando sobre a entrevista do saudoso Babalaô Agenor de Miranda: FÉ -” Felizes daqueles que ainda tem fé no sei orisá e no orisá dos outros. Que hoje é dificil. Só o seu orisá é que é bom. Porque tem muita gente que tá no Candomblé e que não tem fé. Qualquer coisinha … cade meu santo? Onde é que está meu santo? Você não tem fé! Se estou na Terra … aqui não é planeta de expiação? Como é que vou reclamar do meu santo? Feliz por ele me dar a resignação para passar o que estou passando.(…) Agradeço ao meu orisá. Eu tenho fé. Agora não sei … tem muita gente que diz que tem fé mas, qualquer coisa que aconteça diz logo: cadê meu santo? eu sou do santo, dei comida a meu santo ontem e ele tá me dando tudo isso. Eu não! Eu posso ter o que tiver, estou sempre botando meu santo acima de tudo. Que podia ser pior se ele não tivesse me ajudado “
Continuando sobre a entrevista do saudoso Babalaô Agenor de Miranda: MUDANÇAS: ” No luxo. Na vaidade. Melhorou. Mas o orisá realmente é a mesma coisa. Tem gente que diz: Eu sou Keto! e Angola!, mas os orixás são os mesmos.”
Como é bom (re)pensar nesses assuntos pertinentes a nossa religião, principalmente vinda de uma fonte viva de todas as transformações que ocorreram em nossa vida histórica e religiosa.
Para quem não conhece a integra dessa entrevista curta segue o endereço: http://www.youtube.com/watch?v=JEZNr5ikcU8
Olá Dayane, ai vai o meu e-mail : renemarcelino@hotmail.com, me adiciona quero muito trocar uma idéia com vc. uito obrigado pela atenção! Abraços!!!
Olá Daiane;
Acabei de ler sua matéria,o engraçado é que eu estava aqui conversando com minha mãe oyá,e algo no meu coração me mandou ler o que vc escreveu.Me emocionei muito com suas palavras.Quero te dizer que depois de tantos anos fora do candomblé retornei,dei obrigações a minha mãe oyá.quero que saiba que este site tem me ajudado muito…Descomplicou tudo que ouví de alguns zeladores.Não o meu.mas outros que passei…Tenho aprendido muito com vcs,demais.Não tenho como agradecer,pois sou apaixonada pelos orixás,pelo candomblé.Sabe o que vc escreveu,é exatamente o momento que estou passando hj,como se um tornado tirasse tudo do lugar,mas se minha mãe tocou o meu coração para que eu lesse é porque como com vc aconteceu…Comigo tbm acontecerá,suas palavras me deram força,esperança,alento ao meu coração..Obrigada.Vejo os orixás como pais amorosos que amam seus filhos e querem somente nosso bem…E imagino que vc pensa assim,pois aprendí tbm com vc.Grde abraço…E eu que te agradeço a vc e aos seus colaboradores que fazem deste site algo em que podemos confiar..
Muito axé
Boa tarde, Aninha (você tem o nome da minha yá rsrsrsr).
Fico agradecida e muito emocionada com suas palavras, principalmente por saber que as minhas palavras ajudam um pouco.
Ficamos felizes por você, pois o principal intuito da Manuela em criar esse blog, foi esse mesmo: ajudar os irmãos e por consequência também a religião. O Nelson, eu, a Carol, o Fernando fomos chegando e ficando e hoje colaboramos um pouco com esse grande trabalho dela.
Fique à vontade, você tem voz e no que pudermos, te ajudaremos com toda certeza, minha irmã.
Muito obrigada.
Axé!
Parabéns pelo belísssimo texto. Isso é realmente o q acontece com as pessoas, estamos todos perdidos no meio de tanta informção e de pessoas q só querem se aproveitar da fé. Eu, particularmente, nasci e cresci no Candomblé, apesar de não ser feita, respeito muito essa religião e aprendi com pessoas sérias e competentes a admirar – la tbm. Acho uma lástima o q certas pessoas fazem, por isso q a nossa religião é subjulgada e sofre tanto preconceito.
Parabéns pelo site, pelos comentários e principalmente por mostrar q existe pessoas bem intenciondas no Candomblé.
Dayane,
Parabéns por seu texto, desejo que os Orixás continuem guiando pessoas como vcs, que compõem esse blog!
Mta coisa já foi dita sobre o assunto, mais ainda continuo com dúvidas.
Fico feliz pelos irmãos que como vc passaram pela tempestade e estão se reencontrando, ou melhor, encontraram um(a) Zelador(a), um Ile, onde podem “descansar”…Digo isso pq tbm fui vitima de pessoas de má índole e até hj não consegui me recuperar de tamanha decepção. O que mais me maltrata nisso td é não saber como cuidar de meus Orixás enqto não encontro outro Ile, onde finalmte possa respirar aliviada e recomeçar na religião. Sinto mta falta em fazer agrados aos Orixás!!!
Sei que eles não me abandonaram, sinto isto em mim! O tempo é sábio, tenho que ter paciência e mta Fé…A pouco tempo pensei ter encontrado nova casa, mais esbarrei no mesmo problema do nosso irmão Mendonza.Que em princípio era um valor, depois passou a ser mais alto. Vou esperar mais um pouco, considero o “engano” qto aos valor do Bori como um sinal de alerta. Mais enqto espero o que faço com meus Orixäs? Não posso agradá-los???
Mutumbá!
Muito Axé para tds!!!
Cynara, bom dia.
Muito obrigada pelas palavras, minha irmã. No que podemos ajudamos os irmãos que chegam aqui e acho que esses textos nos aproximam mais, pois cada um tem sua experiência, sua hostória, não é?
É isso, vamos em frente!
Axé!
Lúcia, muito obrigada pelas palavras e pelos desejos para nós.
Sinto muito por você está vivendo essa fase, deve ser nada fácil mesmo não achar algué confiável. Mas sempre precisamos do auxílio de um mais velho na religião para nos mostrar as coisas e nas oferendar também, entende?
Seu orixá está aí, contigo. Se ele não está sendo “agradado”, está vendo o motivo. Entendo o amor pelo orixá, mas é melhor procurar um zelador para te ajudar, ou esperas um pouco mais, certo.
Boa sorte, minha irmã. estou torcendo por ti.
Axé!
Dayane,
Estava escrevendo pra vc, de repente td sumiu…Será que apertei a tecla enter e enviei meu comentário pela metade???Se isso aconteceu peço desculpas antecipada!
Estava agradecendo, de coração, por teres me respondido tão rápido. Obrigada por sua atenção!
Com certeza vou continuar a procura, com paciência, e mta Fé nos Orixás. Um dia, tbm encontrarei o lugar certo! Ai, sim poderei esquecer o que passei nas mãos de pessoas erradas…
O trabalho de vcs neste blog é mto importante, principalmente por ser esclarecedor e nos orienta sobre a religião.
Qdo acessei pela 1a. vez , estava perdida, pois começava a perceber que o lugar onde frequentava não era sério. Que a Zeladora era uma pessoa rancorosa, que fazia uso da religião para brincar com o sentimento de quem precisava de ajuda…Foi mto difícil, pq eu via,sentia, mais não queria acreditar no que estava acontecendo. Pedi mto aos Orixás que me iluminassem o caminho, que me mostrassem se eu estivesse errada.Pedia tbm por meus irmãos.E meus pedidos se estendiam pra que a Zeladora percebesse que estava agindo errado. Enfim, sai da casa, e hj fiquei sabendo que os meus irmãos tbm saíram, inclusive a que frequentava e era o braço direito da Zeladora por mais de 9 anos.Tenho vergonha de comentar, mais faço isso pra que se alguém que esteja passando pelo que passei leia, e possa sentir-se mais forte para tomar a decisão acertada. Uma coisa aprendi:-quem planta maldade só pode colher maldade…
Na certeza de que minha Mãe Iemanjá e meu Pai Oxalá estão sempre me protegendo, peço ao Pai Maior que abençoe a tds nós!
Axé!
Volto a felicitar este blog , quando o descobri estava afastada de um ylê , mas nao afastada de oxossi e faz algum tempo encontrei uma boa casa e lá estou, super feliz, por poder estar em família novamente.
Dayane menina, vc diz tudo que alguns de nós pensamos , ou precisamos ouvir( ou melhor ler kkkk)peço aos orixas que continuem a ti dar o dom da palavra e que continues a se doar dessa mesmam forma , para que nós possamos aprender mais e mais com vc e com o blog.
Boa Sorte que Oya ti ilumine sempre!
Que Oxossi ti dê toda fartura que precisares!
Lúcia e Lala de Oxossi! Perdoem-me pela demora na resposta, ou melhor, pelo imenso agradecimento pelas suas palavras. Eu sou a filha de Oyá mais lesa que já vi até agora rsrsrsrssr Desculpem-me.
Lúcia, espero que a grande Iyá coloque uma casa maravilhosa no seu caminho, pois é assim mesmo, vamos ficar onde achamos o errado? Não, temos que procurar pelo certo! Ao menos o nosso certo.
Lala, fico muito feliz em saber que você já encontrou uma nova família de axé!
Muito obrigada pelos elogios. Eu sei, de certa forma, quando lemos, temos a sensação de está escutando, né? Isso também acontece comigo rsrsrrsrs
Axé, minhas irmãs!
Dayane,
antes de mais nada, parabens pelo texto; acredite que tive a oportunidade de lê-lo num momento em que estou realmente precisando de orientações sábias e sinceras.
Seguinte: sou um baiano, soteropolitano, filho de Oxaguiã com Oxum Apará, e como não poderia deixar de ser, com o pé dentro do axé desde que nasci…inclusive com bori e assentamento feitos; mas para minha tristeza, decepção e sofrimento também fui vítima de pessoas inescrupulosas, maldosas, que me levaram a me afastar de tudo e nem querer ouvir falar no assunto; sem perder o respeito e o amor pelos orixás, pois eles não tem nada a ver com isso (já fazem mais ou menos 10 anos).
Só que em março deste ano tive uma experiencia de quase morte, o que me levou a internamento hospitalar e nada foi detectado. Portanto, de fundo espiritual. Daí pra cá venho cuidando do meu pai, pedindo a ele que me mostre um lugar realmente sério, honesto, para que eu possa voltar a cuidar dele como “manda o figurino”.
São palavras como as suas que nos fazem abrir os olhos e a mente, e ver que nem tudo está perdido; ainda tem gente séria e comprometida com a verdade.
Aproveito a oportunidade para enviar um abraço forte ao Nelson e a Manuela, e dizer que tenho reaprendido muito com eles tambem. (depois de tanto tempo a gente esquece algumas coisas, né?)
Muito obrigado e muito axé a todos!
Luiz, boa tarde.
Eu fico muito feliz que o texto tenha lhe alcançado, mas também me intristesse saber de mais um relato desse.
Eu só tenho a te agradecer pelas palavras e torcer muito para que Oxaguian coloque no seu caminho um zelador competente e sério com a liturgia. Pois tá difícil, mas há sim.
E por favor, quando você encontrar uma casa pra continuar a cuidar dos seus orixás “como manda o figurino” rsrsrs Nos dê essa boa notícia, por favor!
Axé!
Querida irmã, você não sabe como fiquei feliz em ler a sua resposta hoje; muito obrigado pelo apoio.
Gostaria de lhe dizer que, graças a ajuda de uma vizinha amiga, pessoa de minha confiança que presenciou o meu sofrimento, estou sendo encaminhado para uma casa séria e comprometida com a verdade, da qual ela é ekede. Vamos ver….tá nas mãos de meu Pai.
Só que agora, graças a orientação de voces, estou indo com os olhos mais abertos, mais atento e vigilante.
Que Êle mesmo lhe dê tudo de bom, a envolva em seu Alá e lhe proteja sempre.
E deixa comigo, que qualquer novidade informo pra voces.
José Luiz, boa noite.
Tava dando uma olhada no blog agora e acabei de vir do post Xangô, onde o Bruno Porto fala com muita felicidade e confiança da sua casa e quando venho aqui, vejo o seu comentário dizendo que está se encontrando e se encaminhando numa casa séria. Isso é tão bom de ler…
Isso é muito edificante, meu irmão!
Muito obrigada pelos desejos, meu irmão! Volte e dê-nos notícias, por favor.
Epa babá!