
Dando continuidade aos posts sobre as Grandes Senhoras do Candomblé, trago o perfil da saudosa Gaiakú Luíza de Oyá, esta grande personalidade do Candomblé Jeje-Mahi no Brasil, e quiçá a maior delas.
Luiza Franquelina da Rocha nasceu em 25 de agosto de 1909, em Cachoeira, cidade do Recôncavo Baiano. Sua mãe chamava-se Cecília, negra, descendente de escravos e iniciada para Yemonjá em Feira de Santana/BA, vindo a falecer com 105 anos. Seu pai chamava Miguel, negro, também descendente de escravos e foi confirmado Kpenjigàn na Roça de Ventura (Kwe Sejá Húnde), candomblé Jeje em Cachoeira, por Gaiaku Maria Ogorensì de Gbèsén. Faleceu aos 86 anos. Sua irmã carnal, Joana, foi iniciada para o vodun Azansú por Gaiaku Pararasì, na Roça de Ventura. Suas primas foram iniciadas como Ekedi por Sinha Abali, também na Roça de Ventura. A avó paterna de Gaiaku chamava-se Maria Galdência da Conceição e sua bisavó era uma negra africana chamada Malakê, filha de Sàngó, que chegou a Cachoeira em torno de 1820, amarrada em um porão de navio, para ser escrava de uma branca por nome Pombinha Rosalva, que lhe batizou com o nome de Maria Felicidade da Conceição.
Gaiaku Luiza que é bisneta de africano e foi nascida e criada dentro do candomblé aonde chegou a morar dentro da Roça de Ventura. Teve contato com as velhas tias do candomblé que lhe ensinaram muita coisa. Em 1937 Gaiaku Luiza é iniciada para Oyá na nação ketu, no Ilé Ibecê Alaketu Àse Ògún Medjèdjè, do famoso Babalorixá Manoel Cerqueira de Amorin, mais conhecido como Nezinho de Ògún, ou Nezinho da Muritiba, filho-de-santo de Mãe Menininha do Gantois. Por motivos particulares, após 2 anos Gaiaku Luiza se afasta da Roça deste ilustre Babalorixá. Foi Sinhá Abali, segunda Gaiaku a governar a Roça de Ventura, quem viu que Gaiaku Luiza deveria ser iniciada no Jeje, nação de toda sua família, e não no Ketu. Assim, encarrega sua irmã-de-santo Kpòsúsì Romaninha, de sua inteira confiança, a iniciar Gaiaku Luiza no Terreiro Zòògodò Bogun Malè Hùndo, em Salvador. Em 1944, Gaiaku Luiza é iniciada na nação Jeje sendo a terceira a compor um barco de 3 vodunsìs. Seu barco foi constituído por uma Osún, um Azansú e uma Oyá.
Gaiaku Luiza foi uma das poucas Vodunsìs, na Bahia, que ousaram abrir uma roça de candomblé jeje-mahi. Isso ocorreu em 1952, num período em que não era comum tal prática dentro do culto jeje. Na época, supõe-se que existiam somente dois terreiros jeje-mahi na Bahia, que eram o Zòògodò Bogun Malè Hùndo (Terreiro do Bogun), em Salvador, e a Roça de Ventura (Sejá Hundê) , em Cachoeira. Com a autorização e participação de sua mãe-de-santo Kpòsúsì Romaninha, dona Luiza abriu um terreiro jeje-mahi, tornando-se, então, uma Gaiaku.
A iniciação de Gaiaku Luiza foi no Bogun. Ela chegou no Bogun no dia 9 de agosto de 1944 e só voltou para casa em 1945. Segundo depoimento da própria Gaiaku Luiza, quem comandava o Bogum naquela época era Gaiaku Emiliana, pertencente ao vodun Agué.
Foi nesse contexto que Gaiaku Luiza plantou o axé do Hùnkpámè Ayono Huntoloji. Ela narrava que:
“Em 1948, minha mãe Oyá começou a reclamar que não queria que batesse candomblé ali (casa no bairro da Liberdade). Ela passou a querer uma roça onde houvesse água, árvores frutíferas e que fosse perto da linha férrea. Saí procurando uma roça para comprar, mas não encontrava. No dia 2 de novembro, eu já estava saindo para minha procura, quando minha mãe carnal falou: ‘Logo hoje, minha filha, dia de finados’ Eu respondi: ‘Quem sabe, mamãe, os espíritos de luz me ajudam?’ Saímos eu e Delza sem destino, fomos parar em Almeida Brandão. Passamos por ponte, estrada de ferro e nada de encontrar. Adiante, vi uma placa, quando chegamos perto não era uma placa de venda, dizia o seguinte: prenda sua galinha que a roça tem veneno. Delza dizia: ‘Minha velha, vamos embora, esta chuviscando e não vamos achar nada.’ Quando estávamos voltando e já estava anoitecendo, vi uma placa, mas não conseguia enxergar porque já estava escuro, chegamos mais perto e a placa era de vende-se. Descemos até o portão velho e caído, aí apareceu uma “Dan” (cobra), eu então falei: olha Delza esta roça vai ser nossa. A roça ficava num lugar chamado Cabrito. Começamos a gritar e de repente apareceu um velho, pé hoje e pé amanhã. Ele se aproximou perguntando se queríamos comprar frutas, eu respondi que queria comprar a roça. Era tanta “Dan”, que havia na roça que você pisava e sentia elas por baixo das folhas. Deixei tudo acertado com o velho e marcamos a negociação. Foi uma venda rápida. No dia 2 de novembro a roça já era minha verbalmente. O casal de velhos ainda ficou morando na roça por algum tempo. A velha, dona Maria era de Oyá e o velho era de Azansú. Mudei para a roça em 1950. Foi muito difícil morar ali, no começo. Não conhecia ninguém, sozinha ali, jogada, morando naquela casinha de palha. Comi uma roxura! Comendo zinco e arrotando semânio. A inauguração da roça, em 1952, sob a permissão de Gaiaku Kpòsúsì Romaninha, foi com uma festa para Azansú, o dono da casa, e foi muita gente prestigiar. A roça recebeu o nome de Humpame Ayono Huntoloji.”
Em 1962, a roça é transferida para um local denominado Alto da Levada, próximo ao bairro do Caquende, na cidade de Cachoeira, onde permanece até hoje.
Em 20 de junho de 2005, Luiza Franquelina da Rocha, ou Gaiaku Luiza de Oyá faleceu, aos 96 anos de idade. Considerada uma das mais importantes sacerdotisas do culto afro-religioso jeje-mahi do Brasil e possuidora de uma sabedoria inigualável. Faleceu em Cachoeira, na sua roça, cercada de filhos-de-santo, amigos e familiares, como ela sempre quis e costuma dizer: “Mãe-de-santo tem que morrer dentro de sua roça”. Foi determinado, ainda em vida pela falecida, que a herdeira do posto de dirigente sacerdotal do terreiro seria sua sobrinha carnal, Regina Maria da Rocha. Dofona Regina – hoje chamada Gaiakú Regina Avimajesì – foi iniciada no Hùnkpámè Hùntóloji, num barco de 3 Vodunsìs, para o Vodun Avimaje.
-Texto extraído e readaptado do livro “Gaiaku Luiza e a trajetória do jeje-mahi”, escrito por Marcos Carvalho (Mejitó Marcos de Gbèsén), filho de santo de Gaiaku Luiza.











Ah, demais!
Kolofé à nossa eterna gaiaku!
Eparrei Oyá!
Linda história de vida,sem querer entrei neste site,as coisas não acontecem por acaso,amei,que esta pessoa continue a ser iluminada ,bjos com carinho!!!
Adorei o texto sobre Gaiku Luíza! Acho que pessoas como ela dentro do candomblé, deveriam ser tratados não só apenas como uma relíquia, mas sobre tudo, como grande reverencial para toda essa moçada aí que gosta de enovar uma religião tão antiga. Nos relatos das mais antigas Iyalorixás sempre se extrai bons exemplos de humildade, irmandade, obediência, hierarquia e respeito. Tudo o que hoje não se vê e por consequência ” nada” crê ou se agrega a nossa real cultura.
Pena que hoje após a morte de Luiza o Huntolojí esteja expondo muito suas tradições e jeje não é isto.
Sou do Ventura e fiquei imprecionado com este site.
Que meu pai Gbesen tenha piedade de todos nós.
Ricardo,
Com todo respeito, o que é o Jeje para você? As famílias estão aí, as etnias; do Dahomey, Savalú, Mahin, Latan, Porerren, Zobotobógun, o próprio Seja Hunde, Koissifá,Podabá, KakundeDeiyá, Iyá Baribas, Santis, Dambirá, Kevioso, Sogbo, Galinhas, Calundús, etc, etc, muitas já se perderam, esvairan-se quando seus percursores se foram e sinceramente resgatar a memória de quem fez pelo candomblé é o mínimo que podemos fazer. Piedade de quem se esquece de seus ancestrais.
Caro amigo fernando;
Nós do Ventura não deixamos que nos fotografem, filme ou nos exponha a midia, isso fáz do ventura uma das roças mais rígidas do país. Temos pessoas ainda se iniciando em nossa roça e a alma do Mahy ainda está a todo vapor aqui em Cachoeira, nós não concordamos em abrir na internet coisas que aintigamente as pessoas só sabiam se fossem acompanhar uma grande obrigação em nossa roça. A mídia esta engolindo o candomblé e nossa religião é uma religião de resistencia não de exposição. Nossos antepassados sobreviveram a muita coisa mas infelizmente não poderão sobreviver a exposição de suas tradições a mídia.
Jeje é bonotoy e nós do Ventura ainda somos bonotoy.
Em janeiro tocaremos nosso Boytá quem quizer ver o jeje em sua mais pura excelencia venha até Cachoeira.
Benoy a todos
ricardo,
A tradição é tudo dentro do seu Axé, porém, não temos como conter a internet, os Googles da vida, entendo que é bem melhor estar aqui nesse blog, firmes com cada um defendendo sua bandeira, desmistificando, aconselhando, mostrando o lado positivo de nossas raízes sem adentrar nos fundamentos básicos de casa de nação.
Fazer uma homenagem a Gaiakú Luiza com texto extraído e readaptado do livro “Gaiaku Luiza e a trajetória do jeje-mahi”, escrito por Marcos Carvalho (Mejitó Marcos de Gbèsén), filho de santo de Gaiaku Luiza, é uma homenagem eterna e o nosso dever.
Assim fizemos também com Mãe Iya Nasô, Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois e ainda faremos outros Perfis das grandes sacerdotizas do nosso candomblé brasileiro.
Nâo vemos mais o candomblé somente como religião de resistência, temos que ve-lo também como uma religião aberta, esclarecida, informativa e cultural.
Veja as pesquisas sobre o crescimento das religiões em todo Brasil e observe a nosssa representatividade no cenário.
Olorún súre fún ò
Graças a Gbesén nenhuma das Gaiakú de nossa roça recebeu homenagem senão as já prestadas nas serimonias de Zerrin.
Aoboboi…
Nós vamos além com a cerimônia do Axexê, no Ketu/Nagô fazemos no ritual dentro do ciclo a cada 7 anos e para sempre louvamos nossos antepassados, como também prestamos uma singela homenagem através dos meios de comunicação, como essa a venerável Gaiakú Luiza.
Àróbò bo yi!
Ricardo, benoi
Com seu perdão, mas…
É mesmo? E todos os depoimentos dados por gaiakus e por ogãs importantes como o Ogã Boboso, pelo Humbono Vicente e tantos outros? Por exemplo, ao Professor Nicolau, que escreveu sobre o ventura e o bogum…
Estavam todos errados e traíram a tradição do Ventura e/ou do jeje? O senor teria dito isso face a face para o nosso decano do mahi, ogã Boboso?
E nossa mãe Luiza, teria dito isso frente a frente para ela?
Axé.
Afinal, nossa mãe Luiza foi a gayaku que mais entrevistas deu: em vídeo, áudio, escritas etc…
Teria dito isso a ela: “Gayaku, que Gbesen tenha piedade da senhora” ?
Lu,
Este final de semana estive com Ogã Boboso e Ogã Buda, eles tem a mesma opinião que eu em relação as entrevistas e tudo mais. O Ventura permaneceu em segredo a 450 anos e quem sou eu para mudar isso.
Abraço.
Ricardo,
Acho que estamos falando de assuntos diferentes, refiro-me apenas a memória do candomblé e das tradições. Todos temos que conhecer a história dessas grandes casas e suas sacerdotizas e sacerdotes, reverênciar à todos que mativeram a tradição. Sabemos que os mais antigos são resistentes as novidades, a modernidade, etc, esquecem que uma nova geração totalmente ávida de informação adentra todas as casas de candomblé, por mais tradicional que ela possa ser.
Hoje em dia uma criança de 8 anos nos dá aula de internet e as escolas passam trabalhos e mandam os alunos procurarem no google, inclusive sobre as nações de candomblé, somos pesquisados e ajudamos nessa questão. Toda a história da nação Jeje está no Google, o novato que ingressa numa casa já sabe tudo sobre sua nação e sua história.
Manter tradição não é se fechar para o mundo, muito pelo contrário, vide o museu da imagem e do som, vide os imemoriáis, vide museu lai lai e outros.
Manter tradição é resguardar o culto em sua essência, seus dogmas, sua teologia e sua liturgia.
O grande trabalho para os novos zeladores é a transição, a parte mais difícil e que merece todo o cuidado, porém meu caro Ricardo, é inevitável.
Àróbò bo yi!
MEUS ETEMINS KOLONFÉ!
gostaria de parabenizar pelo site , que é conduzido com muito respeito e seriedade , a iniciativa de relembrarmos e homenagearmos os nossos precursores da nossa tão sofrida religião , ao senhor Ricardo a internet é fascinante pois mesmo que não concorde com as postagens o senhor se encontrar por aqui contribuindo com sua opinião de forma educada e séria, me lembro de ver fotos de ogan boboza e ogan buda pelo orkut, me lembro de ter lido matérias em jornal de nossa religião na época da escolha da nova herdeira do ventura, uma matéria linda sobre etemim Alda e Etemim Alaíde, me lembro de ter lido há cerca de uns vinte anos atrás matérias sobre a roça do ventura , me lembro de quando quando gayaku aguesi esteve no Rj a movimentação da imprensa em torna da chegada dela no Rj, me lembro de ver fotos no orkut da saudosa gayaku gamo lokosi daçando na casa de tia belinha, que bom que eu pude ver mesmo que em fotos , que bom que eu pude ler matérias sérias sobre as referidas pessoas, mas não me lembro em momento algum de ter lido sobre detalhes das obrigações ou mesmo uma cartilha explicativa sobre o passo a passo de qualquer preceito interno e secreto, creio que o segredo deve ser mantido e transmitido de descendente a descendente do asé, e o feito de gayaku luiza certamente foi abençoado pelos Voduns e cada um faz a sua história e nós estamos construindo a nosso, daqui a alguns anos virão pessoas depois de nós atrás de informações e conhecimentos e espero que cada um de nós tenhamos feito a nossa parte pois os nossos ancestrais fiseram a deles ,matéiras como esta de gayaku Luiza são importantes pois são registros de nossa religião e não podemos deichar que apagem nossos registros, não podemos deichar que nos implantes conceitos de outras religiões, devemos sempre seguir os exemplos de nossos ancestrais que lutaram com todas asforças mas não renegaram seus e nossos deuses, que pai gbesen , pai Sogbo ePai Azonsu nos aben çoes cada vez mais!
meus sinceros respeitos
Olisai.
corregindo :
Olisasi.
Marcio estamos onde estamos hoje, por que estarmos apioados nos ombros dos que nos antecederam.
Isto é a nossa formação e descendencia, obrigado e parábens pelas palavras de sabedoria.
Ire o.
Kolonfé a todos e todas! Meus respeitos.
Gostaria de agradecer nesse espaço àqueles que com respeito, gratidão lembram dos nossos ancestrais, daqueles que aqui chegaram em porões e algemados, mas que não esqueceram daquilo que lhes era tão caro – a religiosidade a fé nos voduns.
Hoje o que procuramos manter no Humpame são os ensinamentos, o respeito, o amor que minha Gayaku Luiza soube dar para a religião e para seus filhos.
Acredito que muitos de voces não a conheceram pessoalmente, mas ainda assim se posicionaram com respeito, não somente a ela, mas a todos aqueles que na sua prática diária se mantém fiel ao nossos antepassados. Quanto a “alguns”, acredito que os ouvidos foram contaminados e os olhos fechados a fatos considerados por outros de extrema importância. Em momento algum foi colocado aqui ou mesmo nos depoimentos de Gaiaku Luiza, Ogã Boboso, ou de outros integrantes desses terreiros os fundamentos da nação. Portanto as pessoas precisam tomar consciência da importância da fala das pessoas e interpretar os fatos como eles são.
Parabéns a todos aqueles que se pronunciaram com coerência e respeito e aos “demais”, me parece necessário ainda deitar no Zan e pedir Kolonfé, Benoi, ou Aotin, pois tudo aquilo que nossos mais velhos e até mesmos os mais novos merecem é respeito.
Dofonitinha de Azansú.
Nívea,
Kolonfé soró, Kolonfé.
Agradecemos por suas palavras, e como é gratificante o reconhecimento do nosso propósito, Gaiakú Luiza merece todas as homenagens.
Que Pai Azansú lhe cubra de bençãos.
Axé
Permita-me uma opinião.
Antes que tudo, meu kolofé a todos.
Eu não sou nada diante de vocês que discutem questões que achei tão importantes e distintas; pois, um fala da homenagem reverenciada (concordo) e outro fala do sigilo absoluto (discordo). Defendo que os segredos, fundamentos não só do Jeje, mas também de outras nações devem sim ser mantidos pelo fato de hoje em dia encontrarmos em vários sites e blogs fundamentos expostos de todas formas, certos ou errados, não sei. A minha opinião é que não deveriam ser divulgados; no entanto, a ignorância leva as pessoas a passarem por situações graves e complicadas. Posso citar como exemplo a minha situação: Por uma questão de saúde ligada de certa forma a mediunidade, adentrei ao candomblé muito jovem e fui iniciado em uma casa dita Jeje Mahi com o Orixá Ogum (Pernambuco) e que na verdade não sei absolutamente nada a respeito do meu Orixá, da nação na qual fui raspado e algumas vezes sou até criticado, já que alguns dizem não saber que no Jeje se raspa Ogumjá. É nesse ponto que quero chegar e perguntar quantos se encontram na mesma situação que eu, destruidos, sofrendo diante das incertezas e com medo de corrigir os erros e cair em mãos erradas outra vez por falta de informação. Aqui mesmo não conheço mais ninguém desta nação e vivo amargando por conta da ignorância seja de quem me raspou ou minha mesmo, o que sei é que minha vida virou um caos até hoje.
Conclusão: Acho importante que informem, divulguem onde estão candomblés com credibilidade, as mães e Pais de respeito, axé e reponsabilidade.
José
José,
A história do Candomblé ketu/Nagô começa nas casas Tradiconais e suas filiais e seus desdobramentos. Genealogia, pesquisar a informação, indicação de pessoas idônias, são quezitos fundamentais na procura de uma boa casa de candomblé.
O Jeje Mahi é nagô/vodun, e cultua orixás e voduns, inclusive seu Ogun Já ou similar.
Axé.
Fernando,
Sua bênção.
Grato por sua atenção e orietação, preciso de muito mais.
Um grande abraço!
Axé
Eu tive a honra de conhecer Gaiacu Luiza, e posso dizer que ela era uma pessoa iluminada, e com certeza continua iluminando a todos nós, quando
estive no seu terreiro ela estava com problemas no coração , já não atendia
mas, falava tudo que precisavamos saber, sem precisar lhe perguntar nada.
Fui convidada por ela para participar de uma festa, e retornei para essa festa,
que tinha pessoas de todas as etnias, cores, raças e línguas diversas.
Gaiacu Luiza que pena que te conheci há seis meses antes do seu desencarne
mas , não te esquecerei jamais. A História e a trajetória dessa mulher tem que
ser divulgada, como a TV E tem um grande arquivo falando dessa pessoa tão
brilhante e iluminada que foi aqui na terra. GAIACU LUIZA.
Abraços ao jornalista que teve essa brilhante idéia.
meu pai era filho de gaiakú luiza essa pessoa maravilhosa e sabia como só ela sabia ser saudades que tenho dos dois axe
Ola! bença pra quem é de bença,benoi pra quem é de benoi!,tive a oprtunidade de conhecer a grande sarcerdotisa gaiacú Mria luiza,e dela erradiava luz! com sua humildade e sabedoria,Saudades.
Charles Dofono de oxossi