Creio que este assunto não se esgota facilmente. As relações intespetuosas entre filhos e sacerdotes dentro dos Ilè Àse precisam ser cada vez mais lapidadas. Os tabus referentes a maus tratos (físico, oral e gesticular) contra sacerdote, ancião, pai e mãe desagradam os olhos de Òlódúmarè.
O assunto abordado abaixo pede uma reflexão, vivemos pedindo respeito pelo nosso culto/religião, será que estamos respeitando-os com devido peso, com a mesma reciprocidade.
Òrúnmìlá no Odù Òsá’Ìwòrì nos diz:
“Se eu lhe der tudo que você me pede, será que você irá se esforçar por si mesmo.”
Boa leitura.
- Cuide do seu santuário (se tiver algum) com sinceridade, humildade e limpeza. Não se aproxime de seus santuários se você foi beber fumar ou ter relações sexuais. E nunca venha de forma “impura”.
- Não faz sentido para mim se você usa ilekè e se veste como uma “stripper” ou “bandido”. Então, por favor, vista adequadamente se você estiver usando ilekè.
- Nunca finja ser algo que você não é. Se você recebeu um igbá e não passou por Igbodu (processo de iniciação), então você só tem um igbá de òrìsá. Você não é um sacerdote ou a sacerdotisa da divindade assentada.
- Se o seu pai diz que você precisa ter relações sexuais com ele para remover qualquer tabu ou para subir na vida, fuja dele. Ele é charlatão, uma fraude e etc.
- Se estiver participando de um sire òrìsá, por favor, se vista adequadamente. Minissaias, tops, shorts, não podem, usar calças compridas também não, ficar na frente dos atabaques é desrespeito ao Ilè e ao òrìsá.
- Ao cumprimentar um sacerdote ou sacerdotisa em público, é apropriado Kunle (reverência leve, dobrar joelhos) ou mesmo Dobale (ir ao chão) para eles. Eu sei que isto vai levantar as sobrancelhas, mas para fazer Foribale para alguém em público em um ambiente não espiritual é um sinal de arrogância.
- Como cumprimentar um santuário ou sacerdote depende do seu sacerdote. Eu já vi isso ser feito de forma diferente por pessoas daqui dos estados e do exterior (Nigéria e Daomé). Quando em dúvida, mostre o seu respeito.
- Nunca se deve fumar beber, usar drogas, ter relações sexuais, usar de palavrões enquanto se usa seu ileke (fio de contas). Estas são ferramentas sagradas que foram dadas a você e você deve tratá-las como tesouro.
- Se você não estiver satisfeito ou deseja sair da casa espiritual do seu sacerdote e o seu desejo é seguir em frente, de a devida notificação. Solicitamos que se possível, ofertar Adimu de partida (oferta) e seguir seu caminho em paz.
- Nunca use o que foi ensinado pelo seu sacerdote para fazer mal aos outros. Lembre-se a energia que você colocar para fora vai voltar para você. Se você enviar a negatividade, a negatividade vai voltar para você. Se você enviar amor e paz, o amor e a paz vão voltar para você.
- Nunca, jamais, doe seus igbás. (ouça seu sacerdote!). Um Igbá òrìsá deve nascer dentro do santuário, Igbá não nasce por osmose! Isto é um tabu, mas infelizmente e vergonhosamente muitos estão fazendo isso.
- “Compra de Igbá”, tem gente tentando acumular o maior número possível e isto não é bom, se você não tiver autorização através da adivinhação adequada de montar seus Igbás não o faça. Ter um Igbá Òrìsá é um trabalho árduo. Estes são representações do òrìsá e requer muito cuidado.
Lembre-se, não é sobre você (humano), nem sobre mim, mas sobre Egúngún, irunmolè, òrìsá e Òlódúmarè!
Texto garimpado na net, caso você conheça o autor nos informe.











Otimo texto… ainda mais pra quem ta conhecendo a religião agora e entra cheio de dedos… adorei!
Obrigado por mais esta formação!
Para nós abians, o blog tem sido uma escola.
A benção para todos!
Motumbá!
Que lindo, é um norte, vejo que muitos sacerdotes esquecem de passar o ser social do Abian/Yao, estes precisam a viver dentro da comunidade do Ile, penso ainda que em relação aos Igbá tem muita gente o fazendo por fazer e por ter, e não pelo seu real sentido, muito grato pelas informações é sempre importante levantar tabus como esse!
Renato mais importante que conhecer os tabús é respeitá-los.
Neste ponto mora o fiel da balança e Èsú é o dono deste fiel, pois todos nós seremos, fomos e somos testados ao extremo.
Ire o.
Grata pelos ensinamentos !! Axé a todos
Se eu for iniciado, sou obrigado a ter um Igbá ? ou não é obrigatorio.
Estrela, a consagração de sua inicação é a confecção de seu ìgbá òrìsá, local sagrado e de invocação desta energia.
O abandono deste objeto pode levar esta energia a desprender-se e voltar para seu ponto de origem e a pessoa passa a invocar nada sobre nada.
Ire o.
Mo jùbá, Da Ilha.
Muito boa iniciativa. Somente este item dois que ficou vago e taxativo. Como um “bandido” se veste hoje? De bermudão, camiseta e tênis ou de paletó e gravata? É branco ou negro? Tem cabelo liso ou cabelo crespo?
Não acredito que os estereótipos mensurem o respeito que as pessoas podem ter pelos seus ilekès e pelos orixás.
Nesta parte discordo do autor até então desconhecido.
Axé, meu velho!
Mo jùbá àse, Erinlè’se o.
Day eu não devo mexer no texto, mesmo sem autoria, mas a metafora usada me parece usual aos estudiosos e inteirados no culto de Òrúnmìlá, não que seja um diferencial, apenas uma forma de exercitar a mente do leitor, a metafora “vestir-se como um bandido” para mim soa como algo fora da lei natural do culto.
É apenas uma forma de interpretar o texto nada muito profundo.
No mais e olhar e vigiar, afinal de contas o que está escrito é a mais pura verdade.
Valha-me.
Àse é o.
Ire o.
Motumbá aos mais velhos e mais novos!
Caro Da Ilha, me chamou atenção o item 9, a questão de uma mudança de casa ou mesmo a transição para outra filosofia ou segmento religioso, independente se por decepção (que infelizmente é algo recorrente) ou por descobrir, conhecer um novo paradigma, um outro Caminho para exercer a espiritualidade que seja tão legítimo quanto nossa religião que é tão linda.
Pois bem, o autor refere uma conversa com o zelador, uma notificação, algo que eu entendo mais que necessário (quando possível), pois a cumplicidade deve ser a tônica sempre entre seres humanos, principalmente em se tratando de religião, e por fim, uma oferenda, creio que um rito de desligamento ou algo do genêro.
Em suma, essa é minha indagação, gostaria de saber se no corpo literário de Ifá existe alguma referência neste sentido, sobre o procedimento litúrgico a ser realizado por alguém que entende que seu Caminho é outro, mas que no entanto, preza suas raízes, sua história, continua respeitando este Caminho vivido, tudo é aprendizado, Deus se manifesta sempre de uma maneira amorosa em todas as culturas e religiões buscando nossos corações e respeitando sempre nosso livre arbítrio, assim como devemos respeitar o de nossos semelhantes.
E sendo assim, creio que muitos que por ter esse respeito e a crença na legitimidade do culto professado, sentem-se desconfortáveis em simplesmente abandonar, não por medo de ser punidos por seu Orixás (o que é uma bobagem, o mal quando existe está dentro de nós, é nosso caráter) ou por medo do que seu zelador possa trazer-lhes algum dano, e sim, por necessidade de finalizar essa fase de maneira adequada. Tudo tem um início e um fim em nossas vidas (mesmo que esse fim se dê apenas no rito final, no àsèsè), e nossa religião é fundamentalmente composta pelos ritos que traduzem toda a mítica e conceitos metafísicos na prática, ou seja, é um saber que acontece e transmite-se sempre através de atos, o axé do primeiro ancestral que recebeu sua vida diretamente de Deus perpetua-se no haver, no realizar, na ação do presente através das gerações, do passado imemorial ao agora, e adiante pelo futuro, permanentemente, até o último dos descendentes, este ainda por nascer.
Por tanto, assim como iniciar-se, desligar-se do Candomblé e migrar para um outro universo religioso deve ser de fato algo conversado e esclarecido, e acredito que pontuado sim por algum rito específico. Não cabe o terrorismo psicológico de que trata-se de uma religião que tem porta de entrada mas não de saída como muitas vezes ouvimos por aí… Por tanto fica a questão, pois nunca encontrei referências sobre tal rutualística, nem através dos antigos ou mesmo da literatura, se é um segredo, se não há essa ritualística ou se a mesma se perdeu no Brasil…
Um grande abraço!
Axé!!!
Leo
Leo, obrigado pelas palavras e a forma de dissecar o argumento exposto.
O item 9 apesar de curto é de uma polemica sem medida. Sair de uma casa, como se faz?
Creio que o conhecimento sobre o òrìsá Orí deve ser obrigatório, não me vejo tendo em minha casa uma pessoa que não quer ficar, que já não nutre bons sentimentos por mim, por minha esposa ou pelo ègbé, a carga de negativo que este Orí vai disseminar pode provocar uma desestabilização. Orí é poderoso, o maior dentre todos os òrìsá.
A ignorancia sobre o tema faz com que o termino de relações pai/filho/casa, seja feito de forma traumatica.
Pagar etutu para sair em paz com a casa e com as energias é previlégio para poucos, pessoas educadas e inteligentes não se agridem, o basta pode se dá em auto nivel.
Infelizmente um dos nossos maiores tabus são alimentados na maioria das casas, A FOFOCA, este mal, invade a mente e o coração das pessoas, provoca desastres e feridas profundas. Não vamos caçar bruxas, tentar achar culpados, não é esta a finalidade.
Posso apenas falar por mim, não quer ficar na minha casa, sem problemas e se não tiver $ para o taxi para levar seu igbá, eu empresto.
Vim de uma escola onde, se vc tem um local para colocar seus igbás pode levá-los para sua casa e o que vc precisa saber para cuidar é ensinado.
Simples, direto e responsável.
Não há segredo meu caro Leo, porém, é pena que as intenções fiquem sempre escondidas.
Ire o.
boa noite!! algumas coisas desse artigo já aconteceram comigo,muito bom para que sirva e alerta parabens pela postagem.
Srº da Ilha parabéns pelos seus ensinamentos.Parece-me uma pessoa de uma conduta correta dentro do segmento religioso e na vida,se todos que encontrei tivessem esse comportamento.Que Oxalá o ilumine.
Naldo obrigado pelas palavras.
Outro dia me perguntaram sobre a base de nossa religião.
Eu respondi que a base de nossa religião é o caráter, ele é o caminho da elevação espiritual que consequentemente nos levará ao Àpérè.
Orí oooooooooo.
Simples assim.
ire o.
Da Iha….Amei… parece tão básico…. mas tão importante! Sabe quando falei das percepções e descoertas (lá no linking Iansã)? É impressionante como os ensinamentos passados pelos mai velhos, só são absorvidos em sua totalidade através de nossas esperiêncis e percepções.
Uma pergunta, que nada tem a ver cm o ssunto: Da ILha poquê? Seria essa iha a do Governador no RJ?
Axé
Juliana, que vc tem uma bola de cristal eu já sabia.
Mas esta foi na mosca.
Ire o.
Que bom saber que estamos bem próximos. Sou de Nova Iguaçu e trabalho em Madureira. Já fui gerente do Correios da Ilha, lá próximo ao corpo de bombeiros. Hoje é dia de dormir na roça, amanha te ossé (não sei se é assim que se escreve). Boa noite!
Axé
Boa noite!Sei que não é o assunto mas gostaria de fazer uma pergunta sobre Umbanda.Depois de completado o desenvolvimento mediúnico quais as linhas que podemos incorporar?Axé!
Naldo dentro da Umbanda, até onde eu sei, conforme o passar do tempo e da sua doutrinação, as energias vão lhe chegar maturalmente e seus mentores serão os que mais vibraram na sua cabeça. Quanto a fazer camarinha eu não poderia lhe informar, pois, acredito quem vê estes detalhes é o Guia Chefe do terreiro.
Ire o.
Obrigado!
Boa noite!Gostaria de saber para que serve o banho com folhas de Amoreira e se o banho de alfazema pode ser jogado da cabeça para baixo?
Naldo, boa noite!
Que me corrijam os mais velhos, mas as folhas da amora não são vistas como erva de Orixá e sim de egum. Quanto ao banho de alfazema, pode-se tomar de corpo inteiro. Axé!
Naldo esta folha pertence a Egungun, não é para vc se banhar.
Alfazema é uma delicia.
Conhecida tbm como rosmarinho, pertence a Òsún, mas lembre-se nem toda folha serve para todos.
Não se usa folhas sem saber o que se está sendo usado.
“A folha que te cura, pode ser a folha que me mata.”
Ire o.
Obrigado!O banho de alfazema me foi receitado por uma Cabocla em um terreiro que me consultei e ela me disse que poderia jogar da cabeça para baixo,o de folhas de amora foi só para tirar uma dúvida quanto a um banho que pediram para que eu tomasse em um outro lugar que eu fui,como não senti segurança no local resolvi não tomar o banho.Estou á procura de um terreiro por isso essas consultas,será que estou fazendo certo?
Naldo,
Se entendi bem, você está visitando diversas casas a fim de encontrar-se em alguma delas. Isso é bom porque certamente acabá encontrando o teu lugar, a tua família de axé, porém, como tudo na vida, essa procura pode apresentar riscos, algumas casas trabalham com vibrações que podem ser desajustadas em relação à nossa e, portanto, podem acabar atrapalhando mais do que ajudando efetivamente. Recomendo-te que procures uma casa de boa reputação, íntegra e que você se sinta bem, faça uma consulta e peça orientação ao seu Ori, ele sabe o melhor pra gente. Peço agô aos moderadores do site, sei que não cabe a mim responder as questões apresentadas aqui, mas não me contive porque já passei por isso e sei como ficamos confusos.
Naldo vc está correto sim, na duvida não faça nada.
Ire o.
Roney, bela respsosta.
Ire o.
Da Ilha, Nosso Pai há de me permitir receber a vossa benção de tuas próprias mãos. Receba os meus respeitos!
Roney, diga:
Mo’fe yin aiku (eu peço vida longa)
Mo’fe yin kosi arun (eu peço que não haja doenças)
Mo’fe yin ire/ajé (eu peço sorte e prosperidade)
São estas bençãos que lhe desejo, que elas caiam sobre sua cabeça o mais rapidamente possivel.
Obatalá Heépa.
Ire o.
Asé! Ao receber a tua benção, amorosamente e respeitosamente eu a partilho contigo.
O que significa “Ire o”?
Eu fui criada na umbanda passei a frequentar já tem uns anos,mas quando entro num barracão de candomblé sinto um arrepio muito forte e uma pontada no alto da cabeça já cheguei a quase desmaiar.Meu tio é do candomblé e ele disse q preciso me iniciar no candomblé devido a essas coisas que sinto.Só que antes não me interessava e agora passei a ver com outros olhos e já penso na possibilidade mas tenho algumas duvidas,acho um pouco complicado e difícil mas ao mesmo tempo muito bonito, fascinante, forte e verdadeiro…O que faço???
Roney estou lhe desejando sorte (Ire compreende todas as sortes do mundo, saude, vida longa, filhos, prosperidade e etc…).
Ire o.
Thamy,
Aconselho a frequentar a casa de seu tio, vivenciar o candomblé como abiyan e ver se relmente se pode arcar com as responsabilidades e o comprometimento com o Orixá. ( clique na minha foto e procure um port sobre Abiyan). Se iniciar é outra etapa, um passo de cada vez.
Boa sorte.
Axé.
Fernando D’Osogiyan,
Boa Noite;
Estou lendo todos os artigos do site pra saber um pouco mais e vou seguir o seu conselho chegar de mansinho,apesar disso não ser muito da minha personalidade.
Mas surgiu um fato novo em minha vida.
Estão surgindo feridas em minha pele(furúnculos) fui ao médico e segundo ele não ha nada de errado comigo fiz exames que comprovaram isso.Minha avó que é de umbanda disse que pode ter haver com meu orixá.Isso pode ser verdade?Se for verdade seria o caso de eu tomar um bori ou fazer alguma coisa a respeito pra que eles sumam?
Se puder me ajudar obrigada.
Thamy,
Por via das dúvidas seria bom que você fizesse um jogo de búzios para ver qual é o caminho desta enfermidade, ver se há necessidade de fazer ebó, uma limpeza, etc
.
Axé
Fernando D’Osogiyan,
Muito obrigada pela ajuda.
Benção para os meus mais velhos e para os novos! Meu pai, estou muito triste com algumas coisas que vem acontecendo no meu barracão. Fui criado como abian e yaô nas mais rígidas educação do jeje Savalú. Como Hungbono da casa me sinto na responsabilidade de educar os mais novos da mesma forma que fui, porém, Ekedis que vieram depois de mim tiram minha autoridade e protegem por demais os novos ( a maioria são da família das ekedis). Já falei sobre isso com meu Doté, e ele me diz para ser rígido e orientar a eles sobre o respeito aos mais velhos e a doutrina. Quando vou orientar, por exemplo que o abian não pode entrar na conversa dos mais velhos, eles me dizem na cara que eu não sou ninguém e que a ekedi não reclama porque eu vou reclamar. Nesse dilema fico triste, pois não quero levar ao conhecimento do meu Doté essas questões, pois a ekedi já me disse que se eu for falar delas a ele, quem paga é meu Orixá e o meu erê. O que o senhor pode me falar sobre isso? Desde minha benção e meus respeitos.
Mais uma vez gostaria de parabeniza-los pelo blog.
Tenho uma dúvida… Vejo em diversas paginas de sites de relacionamentos e tambem varias pessoas que pertencem a religião mostrando fotos de tatuagens. Minha duvida é se pessoas q ja são raspadas podem fazer tatuagem? Até onde eu sei depois q uma pessoa toma obrigação não pode tatuar.
Obrigado.
Pedro em minha casa não vemos problemas, porém, cada um deve dar respeito ao seu sacerdote.
Ainda não li um Odù que reprima este tipo de procedimento.
Ire o.
Francisco, mo juba asè, Mo juba.
Primeiramente que história é essa do òrísá pagar por você.
Eu não sabia que Òlódúmarè (Deus) tinha deixado o òrun e se estabelecido na sua casa de àse.
Mas é muita petulancia.
Essa geração…
Não deixe de lutar pelo que vc acha correto, creio que deixar seu sacerdote fora desta questão é uma baita covardia com ele, afinal de contas ele espera muito de você e dos demais membros.
A melhor solução é olho no olho, reunião – inclusive no das senhoras ‘protetoras’, com cada um tendo um tempo para se expor e depois uma replica sobre cada comentário.
De forma adulta, transparente e sincera.
Não vejo outra forma de resolver isto, há não ser que vc vire as costas e vá embora da casa.
Ire o.
Da Ilha
De forma alguma sairei da casa, até porque sou fundador dela também, quando outros chegaram lá, eu já estava. Vou pedir essa reunião e esclarecer o que está havendo. Foi muito bom o senhor ter aberto meus olhos, sabe-se lá o que essas ekedis anda falando ou fazendo com meu Orisá. Colocarei meu pai a par do que está acontecendo. Desde já adupé pelo encorajamento. Sua benção e que Ejilaxeborá permita o procedimento certo.
Francisco é uma bela atitude, não converse nada sem os envolvidos e uma testemunha.
Assim nos ensinou Òlódùmarè.
Heépa Odu.
Ire o.
estou com medo de fazer minha obrigaçao pois os buzios falam que eu sou abiaxé mas o meu zelador cha que eu nao sou,com é feita a obrigação de uma abiaxé
?
Ana Cristina,
Ser ou não ser abiaxé é um problema de solução clara: se a sua mãe carnal foi iniciada e se quando iniciada, estava grávida de você, você corre risco sim de ser abiaxé. Mas se nada disso aconteceu, se sua mãe não é feita ou se é, foi iniciada sem estar grávida, você de jeito nenhum pode ser abiaxé, entendeu?
Essas obrigações são internas e não são descritas externamente, Ana Cristina.
Axé.
Bençao a todos! Mais velhos e mais novos!
Inicialmente parabens pelo blog, eh bom ver pessoas com conhecimento que ajudem a desmitificar nossa bela religiao!
Existem pessoas que por alguma fragilidade fisica e/ou mental (ou emocional) nao possam ser iniciadas no Candomble? Ou justamente devido a essa fragilidade elas devem ser inciadas?
Cacau,
Qualquer pessoa pode ser iniciada, fisica/mental/emocional, para tanto será necessário que Orunmilá indique a iniciação e os ebós necessários. Muitas vezes, a iniciação acontece justamente para ajudar estas pessoas a ter uma vida melhor, equilibrada e de menos sofrimento.
Axé.
Preciso me iniciar ( fiquei sabendo quando fui acompanhar uma amiga e o espirito falou) , só que sou muito leiga , não frequento centro e nem terreiro, mas estou paralizada de medo, pois onde moro estou rodeada de Evangélicos que ficam o tempo todo hostilizando, perseguindo e maltratando quem é espirita.
E ainda tem os que saíram dos terreiros (ex-membros) denegrindo a religião dando mais força ainda para estas pessoas.
Por causa deste medo que colocam não me inicio.
Simone a iniciação é uma decisão calma e soberana. Se vc tem duvidas, se vc tem medo, não faça nada.
Òrìsà não vai lhe prejudicar, aconselhamos os novatos a ficarem na casa pelo menos por um ano se adaptando e tendo certeza que está fazendo a coisa certa.
Se acalme e de tempo ao tempo.
Hostilização de qualquer parte, merece denuncia na delegacia e cadeia para estas pessoas, não se sinta precionada, a lei exige e funciona.
Ire o.
Da Ilha obrigado!
Tenho que tirar da mente este medo que me colocaram.
Finalmente, encontrei aqui no RJ uma casa séria, (não é perfeita, porém é mto séria) e, em uma conversa com a zeladora, esta simplesmente me fez ficar e torno de 6 meses assitindo às saídas de Yaôs, festas em homenagem a algum orixá, mais dois meses conhecendo a casa como por exemplo, conhecer onde ficam as coisas como coisas de limpeza, cozinha, rouparia, irmãos e recentemente me autorizou a entrar na roda (lógico que nesse ínterim fiz ebós, limpeza, dei um obi), pago apenas uma mensalidade para manutenção da casa e minha feitura séra se OYÁ quiser em outubro de 2013.
Tudo isso porque minha zeladora que é uma super mãe mesmo, acredita que é necessário termos a certeza de tudo q estamos vivendo e fazendo, e quando entregarmos o nosso ori, possamos fazer certos do que estamos fazendo. Isso é claro sem contar os casos que precisam de feitura urgentemente…
Sou uma abiã muito feliz, porque não sou explorada financeiramente e tenho uma zeladora que é uma zeladora mesmo….
Amo minha mãe Glória de Yemanjá…
Cristiane Almeida , fiquei muito feliz em saber que encontrou seu caminho . Já fui muito explorada , quando estava desempregada… e sinceramente nada contra quem cobra , mas falta um pouco de caridade , de amor ao próximo …afinal quem ajuda também pode ser ajudado . Passou a fase revolta , iemanjá levou pro fundo do mar …tenho certeza de que encontrarei tambpém uma casa séria , de asé no seu tempo .
ola a todos vcs eu gostaria de saber se mesmo nao sendo filho de santo eu sou abian eu tenho obrigaçao ou poderia chegar em minha futura casa e pedi a bença????obrigado grata
Bruna,
Pedir benção deveria ser um ato universal. Não tem isso se ainda não é sua casa. Se chegou numa casa de axé, o certo é sempre pedir benção.
Axé.
muitiscimo obrigado dayane
Kolofé… Bom dia a todos… Conhecemos (eu e meu esposo) o candomblé através de uns amigos que eram pai e mãe de santo (com 9 anos já). Nos apaixonamos pela religião e resolvemos nos iniciar. Como seriamos os primeiros filhos dos nossos amigos, nosso avô de santo veio para os ensinar… Jogamos búzios e eu seria ekedi e meu esposo yao…Recolhemos e depois de 4 meses meus pais de santo nos chamaram para uma conversa e nos disseram que havíamos sido enganados e que de nada valia nossa iniciação, pois não havia fundamento… Meus pais ficaram arrasados e nós também, e eles forma procurar uma nova casa. Desta vez o Orixá escolheu a casa, se assim pode-se dizer, nós estávamos juntos e jogamos búzios, eu continuava ekedi e meu esposo yao. Antes de meus pais recolherem os mesmos descobriram que teriam de nascer de novo, perderiam sua idade de santo… Meu pai se iniciou primeiro e em seu orô, depois de um abraço caloroso de Exú, acabei bolando… Todos ficaram chocado, inclusive eu, como assim ekedi bolando??? Mas fiquei muito feliz, embora muito confusa também… Meu pai saiu do roncó e minha mãe ia entrar com meu esposo para iniciar, mas um dia antes meu marido desistiu, disse que ali não era pra ele, que o orixá estava diferente quando vinha, então ele saiu da casa. então ela entrou sozinha e fiquei na casa para ajudar nas funções, pq da trabalho… No dia da retirada do kele dela não me deixaram ir e dai pra frente não fui mais aceita na casa, o motivo?? Não sei dizer, segundo minha mãe de santo, que embora tenha perdido a idade ainda é minha mãe, foi por coisa que podia ter sentado e conversado, mas fiquei abalada, pois ja haviamos gasto uma pequena fortuna para comprar as coisas, me senti expulsa, estamos sem casa desde então e não temos onde jogar búzios para confirmar, já que nem todos são confiáveis.
Agora minha pergunta é??? Sou ekedi, sou yao??? Há possibilidade de meu orixa estar esperando pelas mãos que a trouxe ao mundo para nascer novamente??? Pode ter sido por kizila que eles (Orixas) nos afastaram da casa ou da mão da mãe de santo???
Nosso amor pelo orixa nos faz superar qualquer desafio, mesmo que este seja esperar 7 anos para que venha ao mundo… Já que isso pra quem sente é uma verdadeira tortura… Sei que o TEMPO resolve os problemas, mas é duro acalmar o coração já que a saudade é insuportável…
Axé a todos….
Fernanda,
Não posso responder sua pergunta simplesmente, teríamos que conversar muito , fazer um jogo, verificar os caminhos, desembaraçar tantas questões, para daí sim, formular uma opinião e visão sobre todo esse enredo. No que puder ajudar posso indicar um boa casa.
Axé.
Motumba,
Estou interessado em dar o assentamento para meu Orixá,mas,me bateu uma dúvida,espero que não seja muito boba:
Se eu fizer meu assentamento,serei obrigado á me tornar yao,?Ou posso dar o assentamento e traze-lo pra casa?Ou isso só é possível no Igba Orisa?
No aguardo de respostas,Axé O.
Rafael,
A nossa religião consiste em um Ilê Axé (casa de poder/fôrça) e lá que começamos com abiyan a aprender tudo sobre a religião, que futuramente iremos nos iniciar para Iyawo ou Ogan ou Ekedi e nos tornaremos Omo-Orixá. Assentar inclui a terra onde esá seu Ilê Axé e poucos sabem disso.
Axé.
Axé,Babá Fernando,meu medo é participar das fofocas,intriguinhas de yaos,até ser vítma da inveja de algum babalao,como já fui só sendo visita “sondante” (pesquisando se o terreiro é bom para o que eu quero fazer),para o igbá,vale o mesmo?Tenho que prestar para yao?
Axé O.
Rafael,
Antes de pensar em assentar seu Orixá e preciso antes de mais nada é saber se este é o desejo do Orixá, eu já mais assentaria um Orixá para que o consulente o levasse para casa, pois neste igbá estará contido o meu axé.. Problemas, toda religião tem, seja a católica, evangélica, etc, etc., o candomblé não é diferente de ninguém. Sabendo se impor e escolhendo uma boa casa, nada pode lhe deter.
Axé.
Boa Tarde, eu tenho algumas dúvidas e gostaria de perde-las… um iniciado no candomblé ele pode depois não mais querer fazer parte da doutrina e sair?? existe algum fundamento que o libera de seu compromisso? ou isso acontece apenas quando ele fecha o ciclo na sua obrigação de 7 anos???
obrigada
graziele,
Todos no candomblé tem seu livre arbítrio determinado por Olodumare (DEUS), o direito de ir e vir.
Axé.
Então Pai Fernando, não tem que terminar o ciclo dos 7 anos para sair, o iniciado se não quiser mais a doutrina ele sai em qualquer momento, mais as pessoas falam tantas coisas que existe cobranças… enfim por isso minha dúvida!!! afinal o candomblé não é um pacto e sim uma doutrina de vida se vc entra e não quer mais vc sai e pronto, é isso?! obrigada pela atenção
graziele,
Já vi muitos entrarem e sairem, simplesmente porque não entederam que candomblé com suas nações é uma Religião e como toda religião, exprime sua fé. Temos o livre arbítrio conferido por Olorun (DEUS) e contra DEUS quem pode mais? Quem pode mais é DEUS!
Axé.
Olá!
Bom dia!!!
É verdade que não pode ter relações sexuais no dia do seu orixá!!!
Kell sexo não é e nunca foi errado.
Guardamos nossa energia no dia consagrado a nosso òrìsà.
O sexo envolve uma perda grande de energia e também de sua defesa, não é bom que isto aconteça neste dia.
Ire o.
Estou começando agora esse meu novo mundo, mas ser abian esta sendo legal !. Estou passando pela minha vaze de desenvolvimento ..!! Estou gostando muito ! OBRIGADA cite por me ajuda mas um pouquinho !!!!! GOSTEI MUITO MESMO .!!!!