Conheci o candomblé desde pequeno, me iniciei em 24 de julho de 1983, no Ile Asé Oxumarè Rio de Janeiro do Babalorixá Nilton do Oxumarè. Meu babalorixá sr. Mauro D'Omolú então na época era o Baba kekere da casa, com qual dei todas as minhas obrigações, sempre com apoio dos meus ebomis sr. Paulo da Pavuna de Oyá e sha. Yára D'osun, avó e atual Iyalorixá. Assumi o Ile Axé Oxolufon-Iwin em 30 de novembro de 2000, roça de meu tio de santo Milton de Oxalá, filho de Pai Paulo da Pavuna. Esse ano completo 9 anos de muita luta, trabalho e perseverança na casa de Oxalá.
"Tudo o que é bom e justo emana de um único Deus, que hoje pode ter muitos nomes e cultos. Mas, seus princípios foram antes cultuados por um único povo; primordial e resistente, criado à sua imagem e semelhança.
São esses factos que nos fazem ter tanta dificuldade em entender a intolerância, o preconceito e a violência praticados em nome de Deus (?), contra os religiosos do Candomblé e da Umbanda ou de qualquer outra religião. A religiosidade Africana é a prática de uma doutrina baseada em valores de Paz, Justiça, Amor fraterno e Sacralização da vida".