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Ifá ni:

Kinni a ba bo ni Ife [agbarijo ayé]?

Enu won, ni a ba bo ni Ife
Enu won.
Kiki Ifá yii duro bee.

Ifá diz:

Com o que devemos ter cuidado?
Pronunciamentos e reações coletivas?
Sim, as reações e pronunciamentos coletivos.

A fala é um dos maiores bens com que a raça humana está dotada.

Com o discurso vem à eloquência; com a fala vem à astúcia; com a fala vem também a esperteza.
Com a fala, um sentimento verdadeiro é revelado e é acessado.
Com a fala, pode-se ganhar ou perder.
Dependendo do seu impacto sobre a entrega, o discurso pode ser uma maldição ou uma bênção.
Felizmente, o discurso tem uma válvula embutida: a oportunidade, fração de segundo, para considerar (avaliar) seu impacto antes que seja efetuada a palavra maligna.
De acordo com a antiga sabedoria do Ifá, a reação coletiva de um de discurso pode ser fatal para a causa, ou, pode ser o seu maior trunfo.
Visto que todos os dias são únicos e tudo é único e cada discurso é único, vamos fazer um esforço concentrado durante este processo de entrega de nosso discurso:

Que o impacto do discurso aja positivamente.
Então, deixe o impacto positivo do nosso discurso começar hoje e deixe-o guiar nossas vidas todos os dias, junto com outros seres humanos.

Aboru, aboye.

Por: FAMA

Vemos esta abordagem sendo dirigida aos povos da terra.

Não precisamos ser iniciados nos mistérios, como não precisamos estar ligados a qualquer religião para acessarmos as energias da palavra. O som que vibra por todo o universo e é ouvido em todas as suas dimensões é o portador da energia emanada pela coletividade ou por um de seus membros.
A responsabilidade pelas palavras proferidas é grande.
Os sacerdotes e sua comunidade, o leigo e sua consciência e o ser humano em sua essência são responsáveis pelo que se fala e emana de dentro do coração (sede de nossos sentimentos).
Que eu seja poupado da tarefa de testemunhar à ira do ser humano.

Ire Bàbá.

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Moremi

 

Moremi Ajasoro, Princesa Yorùbá, foi uma figura de grande significado na história dos povos Yorùbá.

Ela era um membro-pelo casamento da família real do Imperador Oduduwa, o progenitor do povo Yorùbá. Ela era a esposa do rei Oranmiyan de Ife (e mais tarde Òyó).

Uma mulher de grande beleza e uma defensora fiel e zelosa de seu marido e do Reino de Ile Ife. Nessa época havia uma tribo vizinha chamada Igbo, que regularmente e com sucesso atacava as pessoas em torno Ilè Ifé.

Moremi decidida por em pratica uma estratégia, ela foi até a Esinmirin um rio próximo, e prometeu a divindade que ela iria fazer o maior sacrifício possível se ele lhe permitisse descobrir a força dos inimigos de sua nação. Ela, então, foi para um lugar que era invadido com frequência e quando os atacantes chegaram, ela se permitiu ser capturada. Sendo muito bonita ela foi tomada como despojo ao rei de Igbo.

Ela estava muito confiante e habilidosa e logo ganhou a confiança e o carinho do Rei e do povo em terras igbo. Ela tornou-se familiar com seus costumes e táticas de guerra. Ela descobriu que os Igbo, em preparação para a batalha, cobriam-se da cabeça aos pés com grama Ekan e fibras de bambu. Ela percebeu que, se alguém podesse passar entre os guerreiros Igbo com uma tocha eles poderiam ser derrotados.

Sentindo que já tinha conhecimento adequado, ela escapou para grande surpresa de seus captores Igbo. Conhecer os segredos de guerra dos Igbo, as pessoas de Ife foram para sempre libertadas dos terrores desses guerreiros invencíveis anteriormente.

A fim de cumprir a promessa que ela fez para Esimirin antes de embarcar em sua missão, ela fez o sacrifício de carneiros e cordeiros, mas estes não foram aceitos. Os sacerdotes lhe disseram que o único sacrifício que os deuses aceitariam seria seu único filho Oluorogbo. Abatida ela permitiu que seu único filho fosse sacrificado em gratidão por salvar o seu povo.

A nação de Ifé chorou e ela foi homenageada na mais alta e absoluta estima por todas as mulheres do Reino.

Comprometeram-se a serem eternamente seus filhos e filhas, em memória ao seu sacrifício.

Ela é cultuada até os dias de hoje.

 

Ire Bàbá.

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Mencionaremos alguns contidos na sabedoria de Ifá para que todos reflitam sobre a filosofia do nosso culto, nesta vida estaremos cultuando muito mais o caráter do que o òrìsà, esta é palavra de Ifá, esta é palavra de Olódùmarè, dentro do nosso culto, o desenvolvimento do caráter do ser humano é nossa atividade fim.

Quem pensa diferente não conhece Isese L’agba (Culto Tradicional).

Depois que eu me iniciei, eu iniciei a mim mesmo.

Comentário:

Alguns adoradores de òrìsà têm a noção equivocada de que a iniciação nos mistérios do òrìsà pode eliminar todos os problemas da vida, dado o poder de transcender as dificuldades e torná-los imunes à tragédia.

Todas estas noções estão incorretas.

O propósito da iniciação é dar ao Elégun uma consciência mais profunda de si e do mundo. Esta consciência se torna a base para um processo de resolução de problemas que se baseia em uma visão complementadora de interação pessoal e ambiental. A iniciação deveria fornecer uma maneira de ver, uma nova forma de ouvir e um novo modo de ser.

Ela não remove “magicamente” as dificuldades da vida. A única maneira do poder de iniciação ser realizado é quando o iniciado reafirma os princípios do òrìsà vividos durante o rito de passagem que dá origem aos futuros sacerdotes e sacerdotisas de òrìsá. Este é e sempre será um processo de transcender as limitações.

Cada nova revelação, cada novo entendimento, cada nova experiência traz consigo o potencial para a iluminação. Toda vez que expandimos a nossa consciência, o velho homem deve morrer e renascer em uma nova profundidade de sabedoria. Deixando de lado o velho homem, deixando de lado velhas ideias, deixando de lado os velhos modos de ver, podemos encontrar um processo difícil e doloroso, porém, perfeitamente natural dentro da visão do Deus Supremo (Olódúmarè).

A iniciação deve nos fornecer uma experiência de mudanças internas e externas que ocorrem a cada vez que expandimos a nossa consciência.

A iniciação é para aqueles que, além de acreditarem na magia do Cosmos, procuram um fim às dificuldades, aos conflitos, aos desafios, aos medos e buscam as bênçãos da vida.

Na cosmologia de Ifá, todas as formas de riqueza vêm como resultado da transformação.

Aqueles que conhecem o mistério da linguagem do Òrìsà falam pesado.

Comentário:

A ideia de falar com uma língua pesada significa que nem sempre se diz tudo o que se sabe.

Quando uma pessoa começa a entender os segredos internos da relação entre o eu e o mundo, torna-se claro que nem todo mundo vai entender essa interação simplesmente por ouvir as palavras.

Muitas vezes a sabedoria verdadeira vem através da experiência. Quando os anciãos falam, estão está dando a seus filhos a oportunidade de aprender através da experiência.

Aqueles que dizem a verdade recebem as bênçãos do Òrìsá.

Comentário:

A honestidade é considerada um elemento-chave no processo de construção de um bom caráter. Quando os membros da comunidade chegam a um acordo Òrìsà sob a orientação dos maiores do conselho Ogbònì os termos deste acordo são empossados ​​em um pedaço de ferro dedicado a Ògún. De acordo com a ideia de que todo problema tem uma solução, é a crença de que nenhum problema pode ser resolvido até que seja claramente identificado. A identificação de um problema depende inteiramente da verdade e da honestidade. É no contexto desse processo que a verdade traz as bênçãos do Òrìsà.

Um aspecto da honestidade que é às vezes negligenciado é a vontade de manter sua palavra. Na minha experiência em África, quebrar uma promessa é considerado o reflexo de um caráter pobre.

É muito melhor evitar fazer um acordo do que quebrar um.

Aquele que prejudica os outros, quando for prejudicado, será incapaz de fazer justiça em uma disputa.

Comentário:

A mídia popular frequentemente associa o culto do Òrìsà com fazer uso de feitiços e magia para causar danos a outros.

Na verdade, aqueles que adoram o Òrìsà na África consideram imoral usar o poder do Òrìsà para prejudicar os outros. O poder do Òrìsà é muitas vezes invocado para proteção e questões de justiça, mas não para vingança. Este provérbio é um lembrete de que a capacidade de perdoar é um elemento essencial no processo de viver em harmonia com o òrìsà.

Aqueles que estão associados com o uso de magias e poder pessoal, entendam o verdadeiro significado do caráter, conforme definido por Olódùmarè através de Ifá.

As pegadas dos maus não são diferentes das pegadas dos sábios.

Comentário:

A prudência é um tema recorrente em provérbios yorùbá. Aqui está o aviso contra o engano. As pegadas dos maus não são diferentes das pegadas dos sábios. Isto sugere que uma pessoa não pode confiar na aparência de alguém cujo caráter parece ser irrepreensível. Mesmo os rastros de suas ações podem não ser suficientes para determinar a sua verdadeira natureza.

Em outras palavras, você pode se fazer parecer uma pessoa honesta, carinhosa e generosa. É possível agir mecanicamente, comportando-se de uma forma que não abraçe estes atributos positivos internamente.

Você também pode se fazer de uma pessoa que se preocupa com o espiritual, sem realmente ser motivada por preocupações espirituais. Uma pessoa com bom caráter pode ter coisas boas a dizer, pode comportar-se corretamente e pode frequentar regularmente as funções religiosas.

Você também pode fazer isso, já que a transformação interna é autônoma.

A ressalva neste provérbio é olhar além das aparências exteriores em matéria de confiança.

Por: Bàbáláwo Fatunmbi.

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Ninguém falou que iria ser fácil. Ninguém falou que tudo seriam somente flores. Ninguém falou que um dia eu não perceberia isso e que mesmo minha zeladora sendo atenciosa, me tendo como uma “mascote”, isso me privaria de perceber os conflitos surgidos no meu caminho, ora porque surgem por conta da “manutenção” da própria vida, ora porque nós os fazemos surgir.

Talvez escrever aqui quase soe como um diário meu, um diário de uma iyawô desde o princípio do seu nascimento. Um diário que tenta relatar com o coração as sensações que vive nesse mundo regido pelos orixás e praticado por pessoas.

Só que não é só de coração que se vive uma pessoa, também não é só de sentimento. Acho que também tenho o dever de afirmar isso para quem me lê, assim como devo afirmar a máxima que circula no discurso de certos religiosos: a relação entre “amor e dor”. Eu sempre entrei em conflito com essa relação, pensava que onde um estava presente o outro não chegaria. Não tinha que chegar. Porém, em aprendizado e vivência religiosa a gente percebe que chega certo momento que relacionar esses elementos já sai no “automático”.

O amor nos emociona, faz a gente ter coragem de viver uma religião que sofre tanta intolerância, o amor nos faz por o nosso Orixá em primeiro lugar, defendê-lo com toda disposição, nos faz continuar mesmo quando machucados.

A dor ensina. Isso mesmo, a dor nos ensina. Ela não só chega pra desestruturar, não chega somente para magoar. Ela sobretudo ensina. Ensina que o jeitinho de andar dentro da vida religiosa não é mesmo jeito de andar na vida. Talvez seja ela que fica apontando o defeito, cutucando o defeito até que ele seja aprumado. Quero que fique claro que o aspecto de dor que falo aqui não é a dor provinda de atos físicos (não falo de ninguém batendo e apanhando!). Falo da dor que vez ou outra nos ocorre, pois por mais que tantos religiosos queiram ser perfeitos, o aspecto humano, a complexidade humana não é imune dessas capacidades negativas.  Somos erros e aprendizados. Exú, o “contraditório”, está presente em nossos corpos. Isso por si só já explica muita coisa.

Enfim, ser “casca grossa” como eu tanto falo é isso: as dores nos criam cascas de aprendizado e proteção. Proteção para o que virá e proteção ao sentimento. A camada grossa também protege o amor que a gente consegue nutrir e nos move pelo orixá, pela ancestralidade, por aqueles que viveram não somente dores “invisíveis”, mas também dores físicas, as dores das chibatas, as dores dos troncos.

Esse tal de mar de rosas não existe, mas Oyá é viva em mim. Cada vez mais viva. E é isso que importa.

Sigamos!

Axé!

“Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando,                                                                                                 a gente vai levando,                                                                                                  a gente vai levando,                                                                                                                   A gente vai levando essa guia”

(Vai levando, Chico Buarque)

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1. Espiritualidade Fast Food: A espiritualidade Mix com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea onde o resultado seja provável a espiritualidade fast-food. Espiritualidade fast-food é um produto da fantasia comum e é compreensível para o alívio do sofrimento de nossa condição humana, ele tem que ser rápido e fácil. Uma coisa é clara: a transformação espiritual não pode ser obtida como uma solução rápida.

2. Falsa espiritualidade: A falsa espiritualidade é a tendência de falar, vestir e agir como se o imaginário visse o que outra pessoa espiritualizada faria. É uma espécie de imitação da espiritualidade. Imita a realização espiritual da mesma maneira que um tecido pode imitar a pele genuína de um leopardo.

3. Motivações confusas: Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores. Incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer a um grupo, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá: A nossa ambição, o nosso sofrimento espiritual, o nosso desejo de ser especial, de ser melhor do que qualquer coisa, para ser “o Único”.

4. Identificando-se com Experiências Espirituais: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua e nós começamos a acreditar que estamos incorporando ideias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo como aqueles que se julgam terem função iluminada e/ou, serem professores espirituais.

5. O Ego espiritualizado: Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e ideias. O resultado é uma estrutura egóica “à prova de balas”.

Quando o ego se torna espiritualizado, somos incapazes de ​ ajudar, em uma nova entrada ou em comentários construtivos. Nós nos tornamos seres humanos impenetráveis com crescimento espiritual raquítico e isto tudo em nome da espiritualidade.

6. Produção em Massa de Professores Espirituais: Há uma série de tradições espirituais em moda, produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual ou maestria, que está muito além de seu nível real.

Uma das doenças é o transportador espiritual: Ele coloca um brilho, obtém um insight e… Bam!

Pronto! Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é que tais professores instruam, mas que representem, a si mesmo, como tendo alcançado o domínio espiritual.

7. Orgulho Espiritual: O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço e trabalhado, realmente alcança certo nível de sabedoria e a usa para justificar o poder de desligar uma experiência maior. Um sentimento de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que “Eu sou melhor do que os outros sou mais sábio e superior porque sou espiritualizado”.

8. Grupo da mente: Também descrito como pensamento de grupo de culto ou doença que cause vergonha, grupo da mente é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais que causam dependência.

Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o “espírito de grupo” rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão de acordo com suas regras, muitas vezes não escritas do grupo.

9. O complexo de pessoas escolhida: o complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que “O nosso grupo é mais evoluído espiritualmente, poderoso, iluminado e simplesmente, melhor do que qualquer outro grupo”.

Há uma diferença muito importante entre reconhecer que se encontrou o caminho certo. O professor ou a comunidade e o caminho que você se encontra.

10. O vírus mortal: “Cheguei”:

Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que “Eu cheguei” na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se torna cristalizada em nossa psique, para o momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.

Mariana Caplan, Ph. D.

Adaptado do livro Eyes Wide Open:

Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual (O Som Verdadeiro).

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Ìkíni sí àwọ́n Òrìşà – Saudações aos Òrìsà

Saudação
Ìkíni

Fonética
Pípe ọ̀rọ̀

Pronúncia
Ípe

  Descrição
Àpẹrẹ

     Òrìsà
Orúkọ Òrìṣà

         

ÀRÓBỌ̀ BỌ YI

Àróbɔ̀ bɔ yi àróbô bó ii Vamos cultuar o intermediário que   é elástico (que estica) Saudação ao òrìsà Òsúmàré

ATÓTO O! O!

Atóto o! o! Atóto o! o! Silêncio! Palavra   usada pelo pregoeiro público para impor o silêncio, quando prestes a iniciar   uma saudação ou efetuar uma proclamação.

Saudação ao òrìsà Obàluwayé

BARA OLÙPO ÒNA

Bara Olùkpo onà Bara Olùkpo ôna Òrìṣà Bara dono, possuidor   completamente dos caminhos.

Saudação ao òrìsà Èsù

ÈṢÙ MO JÚBÀ

Èʃù mo ʤúbà Êxù mo djúbà Èsù eu respeito, Èsù   eu venero, Èsù eu considero.

Saudação a Èsù

EWÈ Ó!

Ewè ó! euê ó! Oh! As folhas

Saudação ao òrìsà Osányìn

GBÒÒRÒ FÈ JÉ AGBÁRA RÈ

ɡbòòrò fè ʤé aɡbára   rè Guibôôrô fê djé   aguibára rê

Dono do Mar – amplo e   extenso é o seu poder.

Saudação ao òrìsà Olóokun

HÈPA BÀBÁ

hèkpa bàbá Rêkpa bàbá Êpa papai

Saudação ao òrìsà Osáálá

HÈPA HẸYI! ỌYA

Hèkpa hɛyi! ɔya rêkpa réii! Òia Êpa Senhora! Oya

Saudação ao òrìsà Òya

KÁ WÒ KÁBÍYÈSÍ LÉ

ká wò kábíyèsí lé Ká uô kábíiêssí lé Levantem   os olhos, venha ver o rei passar.

Saudação ao òrìsà Sàngó

ỌDẸ ÒKÈ ÀRÓ!

ɔdɛ òkè àró! Ódé ôkê àró! Salve o caçador,   aquele de alta graduação honorífica.

Saudação ao òrìsà Òsóòsì

ÒGÚN YÈ

Ògún yè ôgún iê Ògún para estar vivo, estar vivo,   para sobreviver, para ser bom, para ser perfeito. Saudação ao òrìsà Ògún
ÒGÚN YẸ Ògún yɛ Ôgún ié Ògún ser digno, apto,   direito, para convir, tornando-se adequado.

Saudação ao òrìsà  Ògún

ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌṢÀ!

ògún yè, kpàtàkì orí òrìʃà ! ôgún iê, kpàtàkì orí ôrìxà ! Salve Ògún, Òrìsà importante da cabeça. Saudação ao òrìsà Ògún

ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌṢÀ!

ògún yè, kpàtàkì orí   òrìʃà ! Ôgún iê, kpàtàkì orí   ôrìxà ! Salve Ògún, a cabeça (o líder)  principal dos Òrìsà.

Saudação ao òrìsà   Ògún

OMI ODÒ AYABA omi odò ayaba omi odô aiaba Rainha das águas dos rios.

Saudação ao òrìsà Yemojá

OMI, OMI, ODÒ ÌYÁ ÒGÙN.

Omi, omi, odò ìyá ògùn. Omi, omi, odô ìiá ôgùn. Senhora, dona,   fidalga dos rios, riachos e córregos etc.

Saudação ao òrìsà   Yemojá

ỌYA TỌPẸ́

ɔya tɔkpɛ́ Óia tókpé

Saudação ao òrìsà Òya

RỌRA YÈYÉ GBÉ MÍ

rɔra yèyé ɡbé mí Róra iêié guibé mí Mãe cuidadosa   proteja-me!

Saudação ao òrìsà Òsún.

RỌRA YÈYÉ Ò

rɔra yèyé ò róra iêié ô Mãe cuidadosa, Oh!

Saudação ao òrìsà Òsún.

RỌRA YÈYÉ Ó FÍ DÉ RÍ ỌMỌN

rɔra yèyé ó fí dé rí ɔmɔn Róra iêié ó fí dé rí   óman Mãe cuidadosa, aquela   que usa coroa e protege os seus filhos!

Saudação ao òrìsà   Òsún

YẸ̀BA ODÒ yɛ̀ba odò Iêba odô Senhora, dona, fidalga dos rios,   riachos e córregos etc.

Saudação ao òrìsà Yemojá

Fonte: www.yoruba.maze.kinghost.net

Tela cedida pela artista plástica.
Aislane Nobre – Salvador – Bahia
https://www.facebook.com/aislane.nobre?fref=ts

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                                                                                                                       Òsóòsì

Foi Òsóòsì (Espírito do Caçador) quem explorou ìgbó (floresta) por um caminho autorizado por Ògún (Espírito do Ferro).

Òsóòsì é conhecido entre os orìsà como o maior dos Odé (caçador), porque se tornou um ìgbó negro (feiticeiro da floresta).

Òsóòsì foi quem forneceu comida para sua família.

Òsóòsì foi quem forneceu comida para sua família estendida em sentido nato. Òsóòsì foi quem forneceu comida para sua aldeia.

O Áwo de Òsóòsì foi quem ensinou (O mistério do cenário) a ele, cujo destino era caçar na trilha da floresta.

Ensinou o àse (poder espiritual/força vital) para fazer um caçador ter dinheiro.

Òsóòsì foi salvo por seu Odideré (papagaio).

O pássaro foi chamado:

Ló kó’gbó odideré ogu.

Que significa:

“O papagaio traz o medicamento usado para caçar.”

Antes de deixar o cenário, Òsóòsì sempre falava ao seu animal de estimação:

“Papagaio, guie-me além do medo”.

Òsóòsì era sempre o primeiro a ser alimentado, ao retornar da caça.

No dia em que os animais da floresta desapareceram, Òsóòsì deixou seu odideré aos cuidados de sua Iyáàgbà (avó).

Nada no mundo era mais amado por Òsóòsì que o seu odideré e sua Iyáàgbà sabia disso, com ela o pássaro estaria a salvo enquanto ele estivesse desaparecido.

Dirigindo-se ao ìgbó (floresta), Òsóòsì começou a procurar pela floresta. No primeiro dia não encontrou nada. No segundo dia, não encontrou nada. Uma semana se passou sem resultados. Um mês se passou sem qualquer sorte. Eventualmente, ele perdeu a noção do tempo.

Antes de voltar para casa de mãos vazias, Òsóòsì continuou a viajar mais e mais pelo ìgbó (floresta).

Toda a sua atenção estava concentrada na procura de uma trilha, procurando a caça e a comida para alimentar sua família e sua aldeia.

Um dia ele avistou um ekútè (rato arbustos) colocou óògún odideré na ponta (medicina feita com papagaio) de sua flecha.

Quando óògún odideré mata, estava no seu devido lugar, ele usou ofò àse (o poder de invocação) para solicitar que seu objetivo fosse preciso.

Òsóòsì matou o ekútè (o rato do arbusto) com um único tiro.

Levando o animal pela cauda, correu para casa para alimentar aqueles que estavam aguardando o seu retorno.

Quando chegou a casa foi direto oferecer um pouco da comida para o seu animal de estimação, odideré. Odideré não estava em seu aposento.

Tudo o que restava de seu animal de estimação foram algumas penas espalhadas.

Com dor e angústia Òsóòsì correu para fora gritando por vingança. Ele colocou óògún odideré mata (medicina do papagaio) na ponta de sua flecha.

Quando o medicamento ficou pronto, usou ofó àse (o poder de invocação) para solicitar que sua flecha fosse atingir a pessoa que tinha comido odideré.

Òsóòsì puxou a corda do seu arco e atirou a seta no topo do céu.

Òsóòsì foi dentro de casa e descobriu que sua flecha tinha perfurado o coração de sua Iyáàgbà (avó).

A partir desse dia os que adoram Òsóòsì o elogiam, dizendo:

Íbà’sè Ode mata.

Que significa:

Louvo o caçador que nunca erra o alvo.

Comentário:

Não importa onde você está indo, a estrada também não importa.

Neste provérbio Ifá diz:

Isto se refere a todos aqueles que se recusam a levar a sério a questão de encontrar o seu destino pessoal.

Òsóòsì no contexto do ritual de Ifá / òrìsà é quem nos leva pelo caminho mais curto e nos coloca em perfeito alinhamento com o nosso destino.

Este conto sugere que aqueles que encontram o seu caminho podem ter o alvo maior sabotado por aqueles que estão mais próximos.

Na história sagrada de Òsóòsì, a avó come o pássaro por causa de sua necessidade pessoal de alimentos.

Ela ignora completamente a importância da relação entre Òsóòsì e seu pássaro.

Em Ifá é por vezes um papagaio treinado que diz determinadas palavras-chave que são essenciais para o ofó àse do áwo (mistério da arte da invocação).

Usando um animal como um instrumento de invocação, há o risco de que a intenção por trás das palavras ditas seja obstruída por pensamentos impróprios.

Nesta história, o papagaio é a fonte do àse (poder espiritual) de Òsóòsì, sugerindo que Òsóòsì usou odideré para preparar o medicamento colocado na sua flecha. Sua avó comeu o pássaro por causa de suas necessidades imediatas e este ato tem um efeito negativo sobre a capacidade de Òsóòsì em preparar sua medicina (magia) no futuro.

A raiva sobre esta indiscrição fez de Òsóòsì um míope que faz uso de seu poder contra a fonte desconhecida de sua raiva.

Quando você diz a oração, você se sente justificado em sua ação.

Quando você descobrir quem foi o responsável pela morte do papagaio estará passando por uma tristeza profunda.

Isto sugere que o desejo de justiça nem sempre traz o resultado desejado.

Como Òsóòsì é o fator chave na colocação das pessoas em seu caminho rumo ao seu destino, ele tem um papel central na aplicação da lei contra essas forças que bloqueiam o processo de transformação espiritual.

É Òsóòsì que traz a verdade sobre quem está a apoiar o nosso crescimento e é quem impede nosso crescimento.

Òsóòsì traz essa verdade não importa o quão doloroso possa ser.

Como caçador habilidoso o papel da Òsóòsì é conhecer, compreender e invocar os espíritos da floresta como um fator preliminar no processo de viver em harmonia com o mundo.

Quando os òrìsà foram trazidos da África para o hemisfério ocidental, os devotos invocaram Òsóòsì, o que permitiu ao òrìsà iniciar o processo de alinhamento espiritual com as forças que estavam presentes neste novo ambiente.

Isto incluiu o respeito aos antepassados que originalmente viviam no país.

Por esta razão Òsóòsì tornou-se associado com os espíritos nativos do ocidente servindo como guardião.

Àse.

Por Fatunmbi.

 

Tela cedida pela artista plástica Aislane Nobre- Salvador – Bahia

https://www.facebook.com/aislane.nobre?fref=ts

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