DIA: Quinta-feira.
CORES: Verde e Branco.
SÍMBOLOS: Haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo (árvore estilizada).
ELEMENTOS: Floresta e Plantas selvagens (Terra).
DOMÍNIOS: Medicina e Liturgia através das folhas.
SAUDAÇÃO: Ewé ó!
Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam o seu poder, a sua força.
Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimónia pode realizar-se, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde das folhas.
Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que consequências desastrosas não atinjam os seres humanos.
A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, o seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.
Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.
De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflecte, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn – mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas – e os Babalawó – sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.
Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nana, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia Ioruba. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.
Uma confusão latente refere-se ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.
Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra.
Características dos filhos de Ossaim
Os filhos de Ossaim são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.
São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas actividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.
Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por actividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.











Oi, adorei saber sobre os orixas e assistir as dancas… pena que o itube nos proporcinam pouco tempos!! Eu nao sou filha de santo porem me simpatizo muito, minha tia-madrinha era filha de santo e sempre me levava com ela quando tinha festa nos candombles (me desculpem se eu ralacionei errado)…Foi atravez dela que soubemos que o santo que correspondia a mim se chama Ossaim. Goataria de saber mais a respeito deete Orixa e mais sobre as caracteristicas dos filhos deste santo (eu)- apesar de estar bem enquadrada nessas caracteriscas que estou ate impressionada!!!! Beijos a todos e parabens a todos pelas musicas …fotos…dancas e informacoes…e obrigado por me responderem.
Ana Claudia boa tarde, vc é raridade nos dias de hoje, ver um Ossaim é achar agulha no palheiro, sua benção.
Existe um ditado que diz “sem folhas, sem Orixá” e se refere a importancia de Ossaim dentrro do culto, é Ele que sabe o uso ritual de cada folha e qual folha pertence a qual Orixá, portanto é um Orixá de extrema importancia.
Sobre maiores informações, ao longo do tempo estamospostando as diversas “qualidades” dos Orixás e suas lendas em breve colocaremos também as de seu Pai, um grande axé. Tomege do Ogum
Oi, gostaria de tirar um duvida muito grande, sou filho de Ossãe e Ewá, já faz um tempo que deixei a religião e uma duvida me persegue. Gostaria de saber: São quantas as qualidades de Ossaim e quais são elas.
Tenho um desejo muito forte de voltar e me sentir completo como era no passado, quando estava na casa de minha mãe na bahia, mas fico com receio e desisto dessa idéia.
Poderia me responder a pergunta?
Willian boa tarde só o que sei é o que encontro em livros, nunca houvi um mais velho falando que existam qualidades de Ossaim, mas sim outras formas de chama-lo como se segue:
Ossayn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orisa.
Este termos são, Pai das folhas e conhecedor das folhas e guardião das folhas. é só isso que sei. Tomege do Ogum
Olá, sou da umbanda e lá na minha casa cultuamos Ossaim como orixá feminino. Depois soube que no Gantois este orixá também é cultuado desta forma. Vcs têm conhecimento de outros lugares que também façam isso? Pois parece uma exceção… Será que tem algum problema, ou a energia se manifesta do mesmo jeito, apenas sob um filtro “diferente”?
Boa tarde Nelson e Willian. Não sei muito, mas como filho de Ossain me senti na obrigação de ajudar-lhes. E, assim descobri, que não é muito o que sei. Bom … acredito que todos os Orixás têm qualidades distintas, como: Oxum, Oya, Iemanjá, Ogum, Xango, Oxossi, etc. Vou me aprofundar mais no assundo e, muito em breve, entrarei em contato com vocês. O que sei é que sou filho de Ossain Obeneji. A qualidade mais velha deste Orixá. Ele é o dono do mel puro e do caximbo ( sendo confundido muitas vezes com Pretos Velhos).
Espero ter ajudado um pouco.
Ossain os abençoe, bença …
Ogan Thiago de Ossain
KO SÌ EWÈ;KÒ SÌ ORISÀ OSANYIN!Adorei seu escrito…tem meu mail me diz algo…podemos falar mais sobre nossos encontros espirituais.Oxala!q sim…
Thiago sua benção, ficamos gratos pelo seu interesse em colaborar, por favor, retorne com mais informação a esse respeito. Tomege do Ogum
Ritaim bom dia, é só vc postar seus comentários no blog e já estaremos falando sobre qualquer assunto. De fato, Sem folha, sem Orixá, e é Ossaim que detem esse poder. Gratopelo contato e volta sempre, traga-nos folha!!!ewe. Tomege do Ogum
OSSAIM É MEU DIDINHO QUANDO FIZ O OBI E FIQUEI NO RONCÓ EU RECEBI A VISITA DELE, EU O VI TODO VESTIDO COM UMA ROUPA BRANCA ESTAMPADA COM FOLHAS VERDES, ELE AJOELHOU ME COBRIU O CORPO E ME DEU UM BEIJO NO ROSTO, FOI O QUE MAIS ME MARCOU PORQUE EU ESTAVA ACORDADA MAS NÃO CONSEGUI FICAR DE PÉ PARECE QUE EU NÃO TINHA O CONTROLE DO MEU CORPO MAS TB NÃO TIVE MEDO FOI UM SENSAÇÃO QUE LEVAREI COMIGO ATÉ A MORTE, TB NÃO CONSEGUI VER SEU ROSTO SÓ O CORPO VESTIDO E A SENSANÇÃO DO BEIJO, TOMEGE VC ACHA QUE ISSO ACONTECE COM TODOS OU EU FUI AGRACIADA. SUA BENÇÃO E QUE MINHA MÃE LHE ABENÇÕE
Olá Magda sou feito pra Ossaim, e gostaria de saber como foi essa sua passagem mais detalhadamente.Axé…
Magda, isso é muito lindo. Sentir a presença do Orixá já é algo muito especial, quem dirá vê-lo. Ossain é o dono do roncó, por isso o viste. Provavelmente tu estavas em uma situação muito desconfortável de saúde, por isso o viu. Ao deitarmos na esteira, quando nos recolhemos, seja o que for a obrigação, deitamos sob as ewe que são domínios do Pai. Fico feliz por ti. E não se esqueça mesmo, pois isso é muito especial.
Mutumbá
MINHA MÃE E FILHA DA OSSAIM COM NANÃ E OBALUAIE,PASSEI RECENTIMENTE ,POR UMA SITUACÃO QUE ME DESESPERAVA MUITO,POIS TIVE QUE FAZER UMA CIRURGIA ,E TODOS ACHAVAM QUE IRIA PEDER MEU UTERO ,SOU FILHA DA OXUM ,MAIS ME DESESPEREI SENTADA NA SALA DA MINHA CASA QUANDO SOUBE ,QUE CORRIA ESSE RISCO CHOREI MUITO ATÉ QUE O IMPOSSIVEL ACONTECEU ,POIS FAZIA MUITO TEMPO QUE MINHA ,MÃE NÃO RECEBIA OSSAIM,ELA DESCEU ALI NA SALA DE MINHA CASA ,ME ABRAÇOU FICOU HORAS COM A MAO EM MINHA BARRIGA CHOREI MUITO MUITO MESMO,ME DEU UMA PAZ UMA CONFIANÇA QUE TUDO SAIRIA BEM APARTIR DAQUELE MOMENTO,ME SENTI MUITO MELHOR,FIZ A CIRURGIA MEU MEDICO ME DISSE QUE FOI POR DEUS QUE NÃO PERDI MEU UTERO ,RELMENTE FUI POR DEUS OXALA,OSSAIM E MINHA GRANDE MÃE OXUM ,SÓ TEHO A AGRADEÇER A ESSA MÃE MARAVILHOSA ….
Luciana obrigado pelo seu relato, além de emocionante ele servirá para outras pessoas a tenham como espelho de fé e coragem. Agradeçemos sua visita. Sua amor é palpável, dá pra sentir nas palavras sua emoção. Tomege do Ogum
Adorei saber,e entrar para saber sobre mas orixas no qual tinha duvidas,espero q esse site esbanje mas sabedorias para as pessoas tipo eu que buscam o saber
Gostaria que vecês me dessem sugestões de livros ou outros meios de informações sobe o candomblé ou mesmo sobre os orixás – em especial o meu pai Ossain.
Kolofé
Mocoio e Kolofé a todos sou filho de ossanha,e minha OSSANHA é feminina não tenho a menor duvida disto.A um ano atrás sofri um gravissimo acidente entrei em coma e tudo para resumir meu acidente e vcs terem noção de gravidade tive dois trauma craneo encefalico e ,meu zelador zogava buzios para mim todos os dias e minha mãe ossanha estava ao meu lado todos os dia graças a DEUS hj não tenho mais nada graças a DEUS e minha mãe.
Apesar de eu ouvir que não existe ossanha mulher.
Ronaldo sobre qualidades de Ossaim realmente é complicado encontrar material que fale sobre isso. Mas independente de saber ou não qualidades de Ossaim uma coisa é unanimidade, Ossaim é masculino. Tomege do Ogum
ÓLÁ QUERIDOS IRMÃOS TBM SOU FILHO DE OXALÁ E OSSAIM MAS NAO TENHO DUVIDAS QUE OXALÁ E MEU PAI E OSSAIM MINHA MÃE!NAO PODEMOS DIZER COM UNANIMIDADE QUE OSSAIM E MASCULINO,ESSA QUALIDADE EM ESPECIAL A OSSAIM PODE VARIAR!OXUMARÉ?DIZEM NAO TER SEXO?ISSO AS VESES E DIFICIL DE ENTENDER
Victor Oxumare de fato tem um entendimento andrógino, mas Ossaim sempre foi masculino, isso é o que eu aprendi. Tomege do Ogum
adorei saber mais um pouco do meu orixa ossain
eu o paulo estou por uma daquelas não consigo arrumar tabalho é assim eu fui feito de odé mais todo mundo fala que sou de ossain tenho que toma meus 7 anos mais não achei a pessoa indeal para me fazer gostaria de saber se sou realmente de ossain sou do dia 06/10/1973 me ajude por favor obrigado……
Paulo Vicente se te disseram isso só de olhar para vc, esqueça. Mas se vc foi buscar essa informação em jogo é por que vc está com dúvidas, qual a opção? Depois de tanto tempo de feito vc ainda tem dúvidas se é Oxossi ou Ossaim? procure o zelador/a que te raspou e confirme isso. Tomege do Ogum
Olá Nelson
Estou com uma dúvida
Li em algum post, (já procurei e não acho!) vc comentou que existem alguns orixás que não aceitam ser juntó como Oxumaré, Nanã e Omolu e Ossaim tb.
Queria saber se isso se aplica ao segundo juntó tb, pode uma pessoa ser feita como Ogum Xoroquê de frente, Iansã como juntó e Ossaim como segundo juntó?
caro amigo gostaria de saber uma coisa,sou de gue e tenho 10 anos de feito,qualidades de age não existem mas quais são as principais folhas dele,sei que todas são importantes mas qual e a principal dele assim vou explicar melhor aquela folha que quando precisamos de uma ceerta urgencia a usamos para o orixa entendeu desde ja obrigado e sua bença………..
Wanderson eu realmente não sei te dizer, mas temo que esta informação seja restrita as casas de santo. Tomege
Olá ,gostaria de saber se é possível ossain ter como carrego entidade caipora;voce ja viu ou ouviu falar?Por favor me esclareça.Grato E acrescentando pode um filho na umbanda ter como pais Obaluae com Iansa e na Angola Ossain com Oxum????
Olá Rose, pelo muito pouco que sei sobre Ossaim, nunca ouvi falar sobre esse “suposto carrego”. Uma entidade chamada caipora soa até engraçado, pois caipora é uma personagem folclórica típica das lendas relacionadas a florestas, assim como saci-pererê, curupira… Mas acho que não passam de lendas contadas durante a nossa infância pelos nossos avós, você não acha?
Interessante que já ouvi uma história semelhante a essa e também relacionada a Ossaim, só que usava a figura do saci-pererê, associando, creio eu, a possíveis lendas que dizem que Ossaim foi mutilado por Orunmilá (mitologia dos orixás=D).
Acho que essas associações só são feitas por que Ossaim tem relação íntima com as matas e as folhas. E devo lembrar sempre que a figura de Ossaim está associada ao panteão africano, e as da Caipora ou saci-pererê às lendas daqui, ou seja estão inseridas em culturas totalmente diferentes. Sendo a importância de um e de outro são bem distintas: Ossaim, uma natureza, um orixá. E caipora, saci, curupira, puro folclore local que foi criado até para proteger as matas dos homens.
Sobre essa questão de cultos (umbanda e candomblé), acho (isso é minha mais pura opinião) que essa situação de misturar as coisas, cultuar formas diferentes e etc causa muita complicação em relação a entendimento para quem está de dentro e para quem ver de fora. Pois são naturezas diferentes. A umbanda ver o orixá de uma forma, o candomblé ver e cultua de uma outra forma. Na nação Angola não se cultua orixá e sim nkinse, em Angola o nkinse que se assemelha a Ossaim é Katende e a que se assemelha a Oxum é Dandalunda. Tá vendo como há diferenças? Por isso, para não complicar as nossas cabecinhas é que acho que nesses casos o melhor é “cada macaco no seu galho”. Se eu cultuo a umbanda, cultuo só umbanda e o meu respectivo orixá, se sou de candomblé nagô, cultuo meu respectivo orixá, se sou de Angola, cultuo meu nkinse. Acho que seria bem melhor assim, cada um com a sua essência.
Obrigada
Olá,Dayane quero agradecer pela resposta,infelizmente estou muito confusa (desabafo)comecei em um terreiro de ¨”umbandoble” se assim pode dizer fui cultuada filha de oxossi com Iansa sem fazer fundamento nehum isto foi minha sorte, depois que a casa fechou procurei outro terreiro e neste terreiro que já estou a quase dois anos não cheguei a fazer nada também devido o zelador da casa descobri que eu sou filha de omulu com Iansa qdo ia para fazer uma obrigação não deu certo,numa gira recebi ossain qdo ele estava fazendo uma louvaçao para todos orixas,agora ele diz que meu pai é ossain fiquei mais confusa,e dei um tempo,recebi im recado do caboclo do zelador que tenho que aceitar e fazer o que é preciso para os meus caminhos se abrir eu amo todos os orixas mas como confiar que estou no caminho certo,na duvida joguei buzios com mais 03zelador e todos falaram oxossi Iansa e oxum,mas o zelador aonde eu vou disse que ossain não se mostra para qualquer um,minha vida não evolui nem espiritualmente e nem materialmente desde que me cuido na religião,engraçado que todo lugar que eu vou falam que minha espiritualidade é complicada que se não saberem cuidar me prejudica,mas ai eu me pergunto e pergunto aos meus orixas se todos falam isso e promete cuidar com respeito porque não consegue chegar aum entedimento com meus orixas, me sinto só ,sem certezas erespostas.
Oi Rose
Tava lendo seu comentário,para nós que queremos fazer tudo certo,realmente o medo de que as coisas saiam errado que façam obrigação para o Orixá errado é muito grande. Ainda mais diante da realidade onde vemos cada zelador dizendo uma coisa,o Orixá aparece aqui não aparece lá. O que posso te dizer é que Ossaim não é um Orixá que se encontre facilmente e pode ser que realmente ele não se mostre.
O local que vc frequenta é candomblé?
A forma que ele utilizou para lhe dizer que seu orixá é esse ou aquele foi o jogo de búzios?
Só com o jogo de búzios que vc pode saber o seu orixá e se vc jogou em outras casas e deu outra coisa, talvez seja o caso de vc repensar sua trajetória.
Essas casas onde vc abriu o jogo são sérias?
Antes de dar qualquer passo,estude mais, reflita nessas questões.
Peça a eles,os seus Orixás, que te levem ao lugar adequado.
Espero ter te ajudado
axé
obrigada,Carol pela ajuda a casa do zelador tem dois ambientes um é para os filhos que tem correntes no candomble e o outro é para a umbanda eu particulamente acredito ser da umbanda pois tenho mais afinidade,e qdo cheguei na casa na jogada de buzios deu Oxossi com Iansa ,qdo fiz um obi de agua ele jogou de novo e deu Omulu,sempre soube que tinha corrente de Ossain,no decorrer de alguns trabalhos ele falou que Ossain poderia ser meu Pai,foi quando no toque numa louvação rodei emOssain fiquei sem entender,foiu quando ele falou que era a confirmação de Ossain ser meu pai na angola e Omulu na umbanda,devo jogar buzio com ele para ter certeza?Desculpe,sou muita leiga,mas sempre estou em busca de aprendizado.
Oi Rose
Deixa ver se entendi…
Ossain é seu pai na Angola(candomblé) e Omulu na Umbanda,é isso?
Se for, e vc diz que prefere a Umbanda então seu pai será Omulu, independente de quem seja seu pai no candomblé.
Abrace um lado e esqueça do outro senão vc ficar eternamente confusa.
Como vc já tem resposta não acho necessário vc jogar os búzios,mas se isso te der mais segurança,faça um jogo!
axé
espero ter te ajudado
Carol é isso mesmo que voce entendeu,mas o zelador fala que tem que fazer obrigação simples para ossain senão não vai abrir caminhos para outros,esta obrigação é simples é de um dia aonde ele irá dar de comer para (ossain) no mato e pratos de comida para todos os orixas,eu te pergunto voce é de Sao Paulo?Agradeço pelas informações.OBS:não sei se é devido ter passado por tantas coisas erradas por ai que não tenho vontade de frequentar as giras no terreiro me pego sempre criando situações digo desculpas para não ir,penso que pode ser o negativo ou devido ter frequentado um terreiro que o zelador mal cheguei na casa nem sabia o que era um orixa e ele me colocou como cambone dele e das suas entidades e ajuda ele tirar ébo,cambonear nas consultas e trabalhos dos filhos da casa,praticamente ficava 12horas todos os dias,quase perdi meu marido e o crescimento da minha filha,qdo acordei tinha se passado 04 anos,hoje aprendi a separar as coisas,mas prefiro cuidar dos meus assuntos indo em santuario e na minha casa aonde tenho um qyartinho com meus santo só rezando nada mais além.
Não sou de Sampa,sou de Salvador.
Carol e Rose, posso me meter?
Se você é de Ossaim na nação, será filha de Ossaim na Umbanda também, há casas de Umbanda que cultuam Ossaim (diferente da nação, mas cultuam), se você é filha de Omulu idem… No meu terreiro tem um filho de ossaim e vem totalmente diferente de Oxossi, mas sei que algumas casas o cultuam como se fosse Oxossi.
De qualquer maneira, acredito que está havendo uma confusão aí. O Orixá não muda conforme bate o vento.
Abraços das águas.
hum… mojúba meus caros gostei muito de seu comentario rosinha eu naum teria dito melhor o nosso eleda ja nasce com a gente ele naum muda ele pode vir a dar lugar a outro quando fazemos o orixa dependendo muito do q a pessoa precisa ex: casos de doenças e etc… mas depois de feito naum e se foi feito errado alguns orixas aceitam entregar a cabeça pra se concertar a cagada e em alguns casos ate entregam a cabeça pra outro orixa mas oia é uma orixa q naum sai da cabeça de ninguem depois de feita naum adianta ate hj eu naum vi isso acontecer so com uma pessoa mas inhasa nem considerou a feitura!!!
ase…
Obrigada Rosinha!!!
Então tem alguma coisa errada nisso, não tem??
Carol, com certeza!
O máximo que poderia acontecer, como já mencionei.. é o terreiro de Umbanda não cultuar Ossaim e “giram e alimentam” como Oxossi. Jamais como Omulu, Ogum ou algo do gênero.
Tampoco digo que está certo trocar Ossaim por Oxossi, pra mim uma coisa é uma coisa… e Orixá tem sua energia e fundamentos próprios.
Abraços das águas.
gostaria de saber para um entendimento melhor qual o fundamento do corte para exus e orixas é realmente necessário,só é feito no camdonble ou na umbanda também?
Olá Rose
Na umbanda não se trabalha com sacrifício de animais,não que eu saiba, geralmente as oferendas são de frutas, mel,verduras,legumes, comidas.
No candomblé sim, e é realmente necessário, o objetivo é ceder energia para que essas forças comecem a atuar em nossas vidas.Eu penso que é assim.
Rose, na Umbanda que puxa mais pro kardecismo e pro esotérico não há de maneira alguma o sacrifício animal… Já em algumas casas de Umbanda com raiz mais africanizada existe, não vou ficar entrando em detalhes do fundamento disso aqui, só posso te dizer que só se faz o corte na Umbanda para salvar alguém.
Abraços das águas.
Obrigado mais uma vez Rosinha e Carol pelas orientações mais uma vez perguntando: temos direito a escolha se cuidamos dos nossos orixas na umbanda ou no candomble,ou é de acordo com as nossas correntes?
Vc escolhe o que quer seguir Rose!SEmpre
Tenho uma amiga,assim ,tipo irmã, que tinha uma mediunidade fortissima, a familia dela era de candomblé ela nunca quis se envolver com candomblé…E nunca se envolveu
Ela é espirita kardecista até hoje ,ela fez uma escolha e se dedicou a ela
Seja qual for sua escolha o que é necessário é que vc se entreue e se dedique a sua espeiritualdiade.
axé
Rose, acredito que antes de qualquer coisa existe o livre-arbítio, palavrinha muito usada né??rs
Também acredito que algumas entidades possam “preferir” uma corrente específica, mas sempre estarão contigo independentemente da sua escolha, o importante é você cuidar da tua espiritualidade, lá no nosso íntimo sabemos se aquele lugar nos preenche ou se falta algo mais.
Abraços das águas.
Rosinha queria ter pdir um favor vc tá aí??
Oi Carol, estou.. quase dormindo, mas estou..rs
Olha só no post Questão do genero no candomblé tem um ruben dario que fala espanhol,dá uma olhada se escrevi de um jeito que ele entenda…
POr favor!!
Obrigada
Desculpa pelo horário…
Acredito que entenderá, o problema foi entender o portunhol dele..rs
Abraços das águas.
tá bom
obrigada e boa noite aí!!!
Carol e Rosinha,quase entendi….mas se sou filha de Ossain e na umbanda não se cultua este Orixa vou cultuar outro orixa e isso é certo?
Ola Rose,
estava lendo seus comentarios, vou te dizer uma coisa, nosso orixa nos leva exatamento onde temos que ir, só nos deixa fazer algo que esta certo, se vc não esta sentido segurança onde esta é melhor mudar, pense nisso, procure um lugar onde as coisas sejam claras para você onde haja entendimento.
Rose, como te falei…há casas de Umbanda que não cultuam Ossaim no seu fundamento, mas o alimentam e o cuidam como na linha de Oxossi, MASSSS há casas que cultuam sim, a minha é prova disso… nossa raiz é Omoloko.
Minha opinião (exclusivamente minha) é que cada Orixá é uma energia exclusiva e portanto Ossaim é diferente e tem fundamentos diferentes de Oxossi, o correto é sempre cultuar o Orixá e não fazer um balaio de gato, por não saber ou não reconhecer outro Orixá ” ah, é Oxossi”. Pra mim Ossaim é o senhor dos mistérios das folhas, ele e só ele pode liberar aos outros Orixás o seu uso, não seria Oxossi que iria liberar. Simplifico muito aqui quem é Ossaim, ao menos na Umbanda, e jamais o Oxossi irá liberar ou ter o mistério de TODAS as folhas.
Abraços das águas.
Olá Rose e Carol, tudo bem com vcs? sou Severa de Belém(PA)
Desculpe eu me meter nesse assunto muito complicado q é esse de vcs, mas sou filha de omulú frenquntei um terreiro de umbanda 10 anos e fiz minha primeira obrigação no Tambor de Mina da nação ASHANTI-NAGÔ do Maranhão e o meu zelador qndo foi confirmar o meu vodun deu novamente omulú, deixa q eu nunca havia falado pra ele q já tinha vindo de outro terreiro, e o meu zelador e de ossãe e ossãe da nossa casa e masculino e ele mesmo me falou q nós já nascemos com orisá pois não se chega ao orisás pelo o intecto é o orisá q nos escolhem e não nós escolhemos de quem queremos ser.
Tem algo errado com vc sim e vc precisa tirar essas sua dúvidas, se vc for de meu Pai ossãe serás dele em qualquer nação e se vc for de omulú concerteza serás dele aonde for, espero te contribuido com vc bjs um forte axé irmã.
Claudina é por conta de uma mistura execessiva de cultos e ritos que temos vistos muitos equivocos sendo feitos nos nossos irmãos. Sobre ser de Orixá que não é cultuado em umbanda. Se na umbanda não existe Obá, Ewá, Ossaim e outros, como fica a situação de quem é destes Orixás quando vai para umbanda? Será correto o zelador passar a cultuar em umbanda este Orixá para poder ter o filho na casa? Ou no caso de um filho que era de umbanda, e lá este filho era de Oxum, mas no candomblé se constata que o filho é de Ewá, Orixá que não existe em umbanda, como se faz, continua sendo de Oxum e se despreza a Ewa? Muitas umbandas ou ramificações tem culto de todos os Orixás do candomblé e ainda assim se dizem umbanda. Muitos candombles cultuam entidades e ainda assim se dizem candomble. Quando o correto seria ter a denominação de Omoloko, que é um culto mais antigo que umbanda e tem em suas raízes os fundamentos dos candomblés antigos. Mas quando se fala em umbanda, não posso me omitir de uma opinião contrária a sua, pois se em umbanda não tem os Orixás citados, a pessoa terá que ser enquadrada em algum Orixá do panteão da umbanda. E no caso de ser no candomble, o processo é identico. Não é por que na umbanda o filho é tal Orixá que isso será necessariamente verdade no candomble e vice versa. Espero ter colaborado tb para essa discussão, que é longa e muito boa e prazerosa. Claudina nos fale mais da tradição Ashanti. Tomege
Nelson, com o devido respeito… se entendi bem você disse que na Umbanda não havendo o Orixá Ossaim e Ewá por exemplo… poderia se fazer em Oxossi e Oxum? Não seria o correto então no caso de não ter o culto desses Orixás solicitar que a pessoa vá para uma casa que cultue?
Abraço das águas.
Olá Rosinha
Eu acho que o correto seria esse,encaminhar a uma casa que cultue,mas…a gnete sabe que a realdiade não é bem essa…
axé
Rosinha como disse a Carol, o correto é encaminhar para outro segmento onde cultue o Orixá “tal”.
Foi exatamente isso que perguntei no trecho “Se na umbanda não existe Obá, Ewá, Ossaim e outros, como fica a situação de quem é destes Orixás quando vai para umbanda? Será correto o zelador passar a cultuar em umbanda este Orixá para poder ter o filho na casa?”
E falo isso porque sabemos de muitos casos onde se troca o Orixá da pessoa pelo simples fato do zelador desconhecer o fundamento ou o própiro Orixá “tal”, o que tb não é o correto.
E mais adiante em outro trecho
“Mas quando se fala em umbanda, não posso me omitir de uma opinião contrária a sua, pois se em umbanda não tem os Orixás citados, a pessoa terá que ser enquadrada em algum Orixá do panteão da umbanda”.
Neste trecho fica claro que não estou falando por ex. de Omoloko e sim de umbanda onde estes Orixás não existem, e neste caso, se o filho deseja permanecer naquela casa, infelismente o caminho é cultuar outro Orixá por absoluta necessidade.
Mas que fique claro concordo que podemos resolver tudo com um simples encaminhamento para outra casa onde se cultue o Orixá “tal”. É como vc disse num comentário anterior, cada coisa em seu lugar.
Rosinha eu estive pesquisando o omoloko e soube que na verdade omoloko é muito mais antigo que umbanda, então porque ainda dizem umbanda de omoloko? As suas raízes são mais profundas, elas vem dos candomblés antigos que eram obrigados a utilizar as imagens católicas devido a persseguição policial da época, e a umbanda tem 100 anos de existencia. Por isso não entendo esta definição de umbanda de omoloko. Pode me ajudar? Tomege
Nelson, é complicado te dizer sem você ver..rs
Se me disserem que a Umbanda teve seu inicio com o Sr. Zélio, discordo totalmente. O marco histórico foi ele, com certeza, etiquetou e nomeou um ritual e muitas coisas foram alteradas para elitizar, trazer a classe média pra dentro dos terreiros, mas o ritual já era realizado muito antes, daí vai a história do Omoloko, pq todos os filhos da natureza (Omoloko) se dizem Umbandistas, pq seu ritual era o fundamento do que tem na Umbanda hoje. Dentro do terreiro nos chamamos umbanda de raiz, sem preconceitos, com fundamentos e sem modismos. O Omoloko tem várias nações, por isso algumas se aproximam demasiado dos ritos do candomblé, e nós mesmos já não consideramos isso ritual de Umbanda.
Não tenho conhecimento algum para definir e diferenciar uma nação do Candomblé, não poderei jamais dizer isso é Candomblé ou não é Candomblé.. sei da Umbanda e posso te dizer que minha casa toca o ritual dentro da Umbanda.
Abraços das águas.
.. continuando.
Muitas vezes vendo terreiros de Umbanda e tento descobrir sua raiz ( pq Sim.. Umbanda tem raiz… seu ritual tem fundamentos em uma nação…) e várias vezes vejo rituais que muitos diriam.. mas isso é de Umbanda? Há casas que são de mesa branca.. Umbanda mesa branca… mas pq então dizer mesa branca se o ritual é cardecista? Outras que são de Angola.. Umbanda Almas e Angola… tem cortes, tem Omulu, tem Ewa.. mas então não deveria ser nação do Candomblé?? E o Batuque então… , e olha que até já vi terreiro que zelado nem precisa fazer santo, pq ali diz que Umbanda não precisa de cruzamento, não precisa de cargo.. nem fundamentos (falo do fundamento de preparo do terreiro), nada… Até mesmo a famosa umbanda do Sr. Zélio, que começou com um ritual e suas casas “filiais” cada uma toca de um jeito.
Portanto Nelson, Umbanda é mais que um rótulo.. é um ritual, algumas casas não tem fundamento para fazer certas coisas, outras sim… depende da raiz. Tenho minhas opiniões próprias do que é ou não Umbanda, e jamais deixaria jogar ejé no meu ori, por causa das minhas entidades, só por isso.
Abraços das águas.
Boa Tarde pessoal, esta enquete me chamou muito a atenção porque é normal encontrarmos muitas dúvidas sobre candomblé e umbanda. Na verdade candomblé é um culto e umbanda é outro.. No Candomblé cultuamos forças das Naturezas (Ancestrais Africanos) como Oxóssi das Matas, Oxum das Aguas, Xango do Fogo e Trovões, Iansã do Ventos e Tempetades, Então cultuamos a natureza carectezidade de forma “humana” como Divindades que são os nossos orixás. E na umbanda cultua-se 7 linhas, caboclos, exús, baianos, preto-velhos, ciganos, marujos que não é uma linhagem africana e seim brasileira… Embora tenham entidades que dizer ser oxóssi, yemanjá, xango, ogum e etc. não são os mesmos orixás que os do canbomblé, pois no estudo da umbanda mesmo dizem que as entidade vão se evoluindo de exú até orixas… Então com certeza não são os orixás africanos que cultuamos..
Axé a Todos
Olá Pai Lauro, tudo bem?
O Sr. é da Umbanda? Se for me estranhou o que disse, na realidade na Umbanda se cultua o Orixá em energia.. que chamamos Orixá maior.. que são energias oriundas de Olorum, que são representações físicas (terra, água, pedra, matas..), assim como emocionais ou psiquicas… amor, luta, justiça, etc.. o que incorporamos na Umbanda são Orixás menores… como muitos dizem.. caboclos de certo Orixá.. e aparte disso há os guias… preto-velho, caboclos, ibejada, etc.. e mais aparte disso tem a linha de exu e p.gira.. mas tanto p. velhos quanto p.giras e exus são da linha das almas… Sete linhas são só uma demonstração e simplificação, mas dentro das sete linhas há os Orixás.. E sempre haverá os Orixá maiores.. os chamados Orixás como Oxum, Ogum, e esses não incorporamos pq seria impossível incorporar uma energia tão forte como esta..
Abraços das águas.
Rosinha, tenho lido incanasavelmente seus comentários para aprender, aprende e aprender. Não sou de Umbanda, amo meu Candomblé, mas acho que temos que ter um conhecimento geral sobre as religiões, suas raízes e suas teorias. Com certeza, isso diminui e muito com o preconceito, pois ele é o qua a expressão mostra: criar uma opinião (muitas vezes errada) antes ter o verdadeiro conhecimento, subjulgamos sem conhecer. Isso é o preconceito e parte da ignorância mesmo. Por isso, todos deveriam se interessar mais em conhecer mais o próximo, pois além de conceitos verdadeiros adquirimos conhecimento e deixamos a ignorância. Meu mojubá a senhora.
Obrigada
Daya, mais uma vez lhe agradeço pelas palavras. Você é tão jovem, mas com um conhecimento natural e tem muita coisa para ensinar ao mais velhos. Aprendizado nunca é demais e querer compreender é quebrar paradigmas e pré conceitos. Sempre olhei essa comunidade como um meio para eu aprender muito do Candomblé, sempre tive respeito.. mas sempre é bom compreender um pouco os fundamentos e sempre senti que havia muito respeito por meus comentários, afinal não estou aqui para atacar, apenas quando se comenta algo de Umbanda, tento explicar.. justamente para haver um pouquinho de conhecimento do que é o ritual da Umbanda.
Querida, que mamãe Oxum lhe dê um caminho cheio de flores dentro da espiritualidade e dentro da religião.
abraços das águas.
Oi Rosinha, de forma nenhuma quis lhe ofender ou atacar a umbamda só quis deixar claro que cada uma é um culto distinto.. Eu sou de cancomblé e não tenho nada contra a umbamda gosto muito dos chamados guias e até já me ensinaram bastante… Mas estudo umbamda tb. E se vc reparar sua explicação não esta diferente da minha somente a forma com que colocou..
Abraços e muito axé
Sr. Lauro, tentei lhe explicar que na realidade cultuamos sim Orixá como parte da natureza, tanto que sou de Umbanda Omoloko e anteriormente ao seu post eu havia publicado algumas informações sobre essa raiz dentro da Umbanda, cultuamos os Orixás em energia e não são de maneira alguma entidades. Incorporamos sim entidades, caboclos que vem em nome e ordem do Orixá, já que entidade está como o senhor explicou com muita exatidão… em evolução.. portanto incorporamos nossos ancestrais, espíritos que já não estão na “roda” das encarnações, estão trabalhando na espiritualidade em nome de um Orixá, trazendo com ele parte de Sua energia. Dentro da Umbanda, como também expliquei na postagem anterior, existe diversas vertentes ou raizes e com certeza haverá algumas que não tem a mesma opinião da minha, mas isso deixo para comentários umbandistas…rs mas dentro das raízes que cultuam os Orixás, e ai te digo que cultuamos Ossaim, Ewá, Omulu, etc.. mas de uma maneira diferente do Candomblé, massss sempre como partes da natureza e nunca como um Ser que viveu em terra e conquistou o direito de vir em nome do Orixá, como entidades… são Orixás menores como já comentei.
Posso estudar muito o Candomblé, mas jamais saberei a essência, saberei os segredos, o conhecimento que só com a iniciação e a vivência de um barracão me trará… assim também é na Umbanda, muitos lêem muitas coisas, mas nem todos compreendem a Umbanda, digo isso pq até mesmo alguns que dizem ser umbandistas não compreendem nem mesmo o significado das sete linhas, não sabem qual o segredo de cada Orixá, fazem tudo um balaio de gato e tudo vale.
Espero não estar lhe ofendendo ou sendo grosseira, não é minha intenção, só que senti em suas palavras um pouco de desmerecimento no que é a Umbanda em si e espero que possamos continuar trocando idéias e abrindo nosso leque de conhecimentos.
Abraços das águas.
Olá Rosinha
Assim,pelo que percebo vc tem conhecimento de Umbanda e existe um embasamento em tudo que vc diz,mas muitas vezes,assim como ocorre no camdomblé,tem muita umbanda marmoteira que mistura tudo e nessas é possível ver Orixás do candomblé incorporando seus médiuns ou filhos.Dentro do candomblé a gente tem a FENACAB que de certa forma,tem um registro , um controle das casas que são verdadeiras e não antros de exploração da fé,dentro da Umbanda existe um orgão que regule a atividade onde vc possa consultar se uma casa é registrada e realmente é Umbanda?
Além de Omolokô existem outras “nações”?
Olá Carol,
Existe alguns orgãos que auxiliam um pouco como a Federação Brasileira de Umbanda – FBU, a ABRATU -Associação Brasileira dos Templos de Umbanda e Candomblé, mas me interesso mais pelo trabalho do SOI – Superior Orgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afro, eles dão um bom respaldo juridico, não tenho conhecimento de outros que sejam de ambito Nacional. Geralmente esses orgãos te dizem qual a raiz do terreiro, mas independente disso acredito que nenhum orgão consegue fiscalizar e dar total certeza que ali se toca X e que é idôneo, e como você disse Carol marmoteiro existe e se houvesse uma fiscalização e obrigatoriedade de registro perante um orgão representativo, único, com certeza o Candomblé e a Umbanda não seriam tão discriminados. Só de entidades representativas nacionalmente da Umbanda existe uma carrada, muitas usadas para conseguir dinheiro, nada mais que isso ou alguém vê um orgão desses peitando lunático e fanático que faz quebra-quebra e denigre ambas religiões? Raramente vejo alguém levantar e dizer basta!
Sobre “nações”, eu diria raizes, pq a Umbanda tem várias origens e união de vários ritos, alguns rotulados como: Umbanda Esotérica, Umbanda Branca, Umbanda Omoloko, Umbanda Almas e Angola(Angola unida ao trabalho com as entidades P. gira, Preto Velho, etc…) O próprio Batuque, muito difundido no Rio Grande do Sul, muitas casas tocam Umbanda e até onde sei seria Jeje e Ijexá, muitos do próprio Catimbó se intitulam Umbanda.
Espero ter respondido sua pergunta,
Abraços da águas.
Oi Rosinha, isto já esta virando um debate o qual não estou afim de debater, na verdade cada um tem o seu ponto de vista e cada acaba puxando por sua religião… Fiz apenas um comentário que Umbamda é uma coisa e Candomblé é outra. mas pelo que tenho visto você esta em site de candomblé somente para defender a umbanda… O ideal seria que uma coisa não se misturasse a outra… ou como diz ” Cada macaco no seu galho” No candomblé a gente cultua os nossos orixás e na umbanda cultuam os de vocês.. Agora não sei pq a umbanda quer cultuar ossain, ewá. obá, inlé.. e outros que fazem parte exclusivamente do candomblé. e em qualquer estudo umbandista eles não entram.. Agora se um terreiro de umbanda tenta cultuar estes orixás é sinal que está tentando misturar com candomblé. Daí acaba cada um criando sua religião.. como sempre acontece..
Abraços e muito axé..
Oi Rosinha, acabei fazendo um comentário que Umbanda é uma coisa e Candomblé é outra e tudo isto acabou virando um debate… mas não era esta minha intenção… Os orixás maiores que vocês cultuam na umbanda não é o mesmo que os nossos ou não é a mesma forma de culto… Vocês iniciam pessoas, através da raspagem de cabaça. pinturas, adoxo entre outros??? com certeza não.. então com certeza não é o mesmo culto.. Como eu disse não tenho nada contra a Umbanda. mas seria ideal que cada um cultuasse dentro da sua cultura, axé, religião.
Para mim não existe religiões erradas e nem certas mas cada uma cultua uma força espiritual e todos com o mesmo intuito de chegar ao nosso criador..
Agora eu não entendo pq uma umbanda quer cultuar até orixas que não fazer parte da mesma como Ossaim, Ewá, Iroko, inlé. Logun Edé.. que não fazerm parte do culto de umbanda. e com certeza não é cultuado da forma que deveria… Como diz o ditado o correto seria “Cada macaco no seu galho” assim acabava com a distorção das religiões e cada um criando sua própria religião…
Abraços e muito axé..
Bom dia Sr. Lauro, acredito que o senhor não tenha lido todos os meus comentários e principalmente sobre as raizes da Umbanda, e realmente não estou em um blog de candomblé pra defender a Umbanda, mas para conhecer melhor o candomblé e não tirar conclusões sem sentido de uma religião sem conhecer todas suas nuances, quando respondo algo é para perguntas dentro da Umbanda, quando citam a Umbanda e que posso “ajudar” dentro do que sei.
Se fosse pra dizer cada macaco no seu galho, então devíamos também falar sobre entidades que a maioria dos terreiros de candomblé introduziram.. como pombagira, correto? Mas como não quero também entrar em debates e também não fico julgando certo e errado, cada um cultua da maneira que aprendeu e acha correto. Não é distorção, mas pra mim espiritualidade vem de lá pra cá e não de cá (terra) para lá (orun).
Como percebo que lhe incomoda minhas postagens, peço licença ao Nelson e a Manuela para me retirar.
Abraços das águas.
Olá Lauro ti Airá e Rosinha
Vcs levantaram uma questão realmente polêmica,o fato de ALGUMAS CASAS QUE SE DIZEM UMBANDA,cultuarem orixás que não pertencem a esse segmento, e o fato de ALGUMAS CASAS QUE SE DIZEM CANDOMBLÉ, cultuarem entidades.É uma questão que cria dúvidas em iniciados que não conseguem nem definir a que religião pertencem, e que nos faz muitas vezes aconselhar baseando que a pessoa está numa religião quando na verdade o segmento é outro.O que vejo nisso é que com a evolução dos tempos, as publicações de certos rituais,muitos umbandistas absorveram coisas do candomblé, e o mesmo aconteceu com os zeladores e pais de santo.O culto a entidades é hoje muito forte e crescente,tanto que vemos pombogira(nome originário de Pambu Njila do culto Angola), que é um Orixá equivalente a Exu, se tornar o nome matriarcal de todas as entidades femininas da umbanda. E por outro lado vemos casas de candomblé cultuando entidades fazendo asssentamentos para as mesmas,quando só se faz assentamento para Orixá.
É polêmico e seria muito bom que soluções fossem delineadas para uma volta às origens…Acredito que nosso trabalho pode mudar esse quadro pois os iniciados que recorrem a nós talvez um dia sejam zeladores e lembrarão do conhecimento passado por nós,questionarão e buscarão a fonte mais antiga para fazer o que é mais correto dentro de cada segmento religioso.
Rosinha,eu gostaria muito que vc continuasse a nos auxiliar com seu conhecimento do seu segmento e nos brindar com essa gama de coisas que nos esclarece e enriquece.
abraços
axé
O livro “A busca da África no Candomblé tradição e poder no Brasil” de Stefania Capone,ed pallas retrata bem essa situação.
Como sugestão
axé
Oi Carol, e pessoal me desculpem por qualquer coisa. Apenas expressei o que realmente acontece.. de nenhuma forma quis agredir e nem ofender ninguem… Acredito que quem é de candomblé entendeu o que coloquei.
Obrigado pela indicação do livro, com certeza irei procurá-lo..
Abraços a todos
Kí gbogbo òrìsa fún e l’áyò Ire ó
Olá Lauro tia Airá
A sua benção!
Ainda bem que voltou,meu objetivo era mostrar que os dois lados têm razão e vcs continuam sendo bem vindos com suas colaborações e o objetivo é levantar essas questões e discutir.
O livro é muito interessante,ele fala muito das duas religiãos e tem Exu como o fio guia do livro
axé
Lauro eu tenho a mesma opinião que vc, que quando falamos em umbanda não estamos nos referindo a outras formas de culto e sim a um culto específico, e para este fim fui buscar um texto do Pia Toninho de Zaze que achei bastante esclarecedor sobre a origem da umbanda. Blog do pai toniho de zaze,
Author: Pai Toninho Nzázi Posted under: Origem da Umbanda A Umbanda tem origens variadas (dependendo da vertente que a pratica).
Em meio as festas nas senzalas os negros escravos comemoravam os Orixás por meio dos Santos Católicos. Nessas festas eles incorporavam seus Orixás, mas também começaram a incorporar os espíritos ditos ancestrais, como os Pretos-Velhos ou Pais Velhos (espíritos de ancestrais, (que não era de antigos Babalaôs, Babalorixás, pois esses são cultuados no Culto aos Egungun em Itaparica, Bahia, e nem Iyalorixás pois essas são cultuadas no Culto das Iyás) eram antigos “Pais e Mães de Senzala”: escravos mais velhos que sobreviveram à senzala e que, em vida, eram conselheiros e sabiam as antigas artes da religião da distante África), que iniciaram a ajuda espiritual e o alívio do sofrimento material daqueles que estavam no cativeiro.
Embora houvesse uma certa resistência por parte de alguns, pois consideravam os espíritos incorporados dos Pretos-Velhos como Eguns (espírito de pessoas que já morreram e não são cultuados no candomblé), também houve admiração e devoção.
Com os escravos foragidos, forros e libertados pelas leis do Ventre Livre, Sexagenário e posteriormente a Lei Áurea, começou-se a montagem das tendas, posteriormente terreiros.
Em alguns Candomblés também começaram a incorporar Caboclos (índios das terras brasileiras como Pajés e Caciques) que foram elevados à categoria de ancestral e passaram a ser louvados. O exemplo disso são os ditos Candomblé de Caboclo. Muito comuns no norte e nordeste do Brasil até hoje.
No início do século XX com o surgimento da Umbanda, esta que muitas vezes era realizada nas praias começou a ser conhecida pelo termo macumba, pois macumba nada mais é que um determinado tipo de madeira usada para produzir o atabaque usado durante as giras; por ser um instrumento musical, as pessoas referiam-se da seguinte forma: “Estão batendo a macumba na praia”, ficando então conhecidas as giras como macumbas ou culto Omoloko. Com o passar do tempo, tudo que envolvia algo que não se enquadrava nos ensinamentos impostos pelo catolicismo, protestantismo, judaísmo, etc, era considerado macumba. Com isso, acabou por virar um termo pejorativo.
Visões sobre o vocábulo Umbanda
Referência Histórioco-Literária
A mais antiga referência literária e denotativa ao termo Umbanda é de Heli Chaterlain, em Contos Populares de Angola, de 1889. Lá aparece a referência à palavra Umbanda, como: curador, magia que cura, sinônimo de Kimbanda.
Visão Esotérica sobre o vocábulo Umbanda
Segundo a corrente esotérica que existe na Umbanda, a origem do vocábulo Umbanda estaria na raiz sânscrita AUM que, na definição de Helena Petrovna Blavatsky, em seu Glossário Teosófico, significa a sílaba sagrada; a unidade de três letras; daí a trindade em um. É uma sílaba composta pelas letras A, U e M (das quais as duas primeiras combinam-se para formar a vogal composta O). É a sílaba mística, emblema da divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (sendo que o A representa o nome de Vishnu; U, o nome de Shiva, e M, o de Brahmâ); é o mistério dos mistérios; o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. As outras palavras componentes se supõem, como: Bandha, de origem sânscrita, no mesmo glossário significa laço, ligadura, sujeição, escravidão. A vida nesta terra.
Autores dessa corrente esotérica, analisando as duas palavras, definiram Umbanda como sendo a junção dos termos Aum + Bandha, que seria o elo de ligação entre os planos divino e terreno. A palavra mântrica Aumbandha foi sendo passada de boca a ouvido e chega até nós como Umbanda.
Formas variadas da Umbanda
A incorporação de guias também ocorreu em outras religiões como no Candomblé de Caboclos ( desde de 1865 – as primeiras manifestações de Caboclos, Boiadeiros, Marinheiros, Crianças e Pretos-velhos aconteceram dentro do Candomblé de Caboclos ), no Catimbó e em centros Espíritas (onde não eram aceitos e, muitas vezes, expulsos ou pedidos a se retirar, por serem vistos como espíritos não evoluídos, ou mesmo, como obsessores).
Uma das versões mais aceitas popularmente, mas não cientificamente, pois não existe documentação da época para corroborá-la, é a sobre o médium Zélio Fernandino de Moraes.
Diz essa versão que Zélio, em 15 de novembro de 1908, acometido de doença misteriosa, teria sido levado a Federação Espírita de Niterói e, em determinado momento dos trabalhos da sessão Espírita manifestaram-se em Zélio espíritos que diziam ser de índio e escravo. O dirigente da Mesa pediu que se retirassem, por acreditar que não passavam de espíritos atrasados (sem doutrina). Mais tarde, naquela noite, os espíritos se nomearam como Caboclo das Sete Encruzilhadas e Pai Antônio.
Devido a hostilidade e a forma como foram tratados (como espíritos atrasados por se manifestarem como índio e um negro escravo). Essas entidades resolveram iniciar uma nova forma de culto, em que qualquer espírito pudesse trabalhar.
No dia seguinte, dia 16 de novembro, as entidades começaram a atender na residência de Zélio todos àqueles que necessitavam, e, posteriormente, fundaram a Tenda espírita Nossa Senhora da Piedade.
Essa nova forma de religião inicialmente foi chamada de Alabanda, mas acabou tomando o nome de Umbanda. Uma religião sem preconceitos que acolheria a todos que a procurassem: encarnados e desencarnados, em todas bandas.
Zélio foi o precursor de um “trabalho Umbandista Básico” (voltado à caridade assistêncial, sem cobrança e sem fazer o mal e priorizando o bem), uma forma “básica de culto” (muito simples), mas aberta à junção das formas já existentes (ao próprio Candomblé nos cultos Nagôs e Bantos, que deram origem às religioes mais africanas – Umbanda Omoloko, Umbanda de pretos-velhos; ou aquelas formas mais vinculadas à Doutrina Espírita – Umbanda Branca; ou aquelas formas oriundas da Pajelança do índio brasileiro – Umbanda de Caboclo; ou mesmo formas mescladas com o esoterismo de Papus – Gérard Anaclet Vincent Encausse, esoterismo teosófico de Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), de Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre – Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática, entre outras) que foram se mesclando e originando diversas correntes ou ramificações da Umbanda com suas próprias doutrinas, ritos, preceitos, cultura e características próprias dentro ou inerentes à prática de seus fundamentos.
Hoje temos várias religiões com o nome “Umbanda” ( Linhas Doutrinárias ) que guardam raízes muito fortes das bases iniciais, e outras, que se absorveram características de outras religiões, mas que mantém a mesma essência nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e fé.
Alguns exemplos dessas ramificações são:
Umbanda Popular – Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo – Santos Católicos associados aos Orixas Africanos;
Umbanda tradicional – Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes;
Umbanda Branca e/ou de Mesa – Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos – Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinária se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas como fonte doutrinária;
Umbanda Omolokô – Trazida da África pelo Tatá Tancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias;
Umbanda Traçada ou Umbandomblé – Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em sessões diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes;
Umbanda Esotérica – É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan: “conjunto de leis divinas”;
Umbanda Iniciática – É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sanscrito;
Umbanda de Caboclo – influência do cultura indígina brasileira com seu foco principal nos guias conhecidos como “Caboclos”;
Umbanda de pretos-velhos – influência da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;
Outras formas existem, mas não têm uma denominação apropriada. Se diferenciam das outras formas de Umbanda por diversos aspectos peculiares, mas que ainda não foram classificadas com um adjetivo apropriado para ser colocado depois da palavra Umbanda.
Nossa que coisa boa de se ler Nelson no post acima…plac plac plac…pra ti…
Motumbá
Ekedy juju D’Osun
boa noite sou filho de ossaim pela naçao(cambina) e tambem sou um apaixonado pela cultura afro. Toda leitura sobre ossaim sempre tem alguma coisa diferente,que soserve pra enaltecer ogrande pai
Sou de ossaim com oxum e queria saber que falange de exu ossain carrega
Danielle por favor leia os comentarios acima que começam em 25/04 com a Rose até o mais recente apra vc enteder o que se entende por umbanda.
Há uma inconcistencia no seu comentario quando vc fala em falanges de exús, me parece que vc se refere a exus como pombagira e outros e não ao Orixá Exú ligado a Ossaim, ok? é isso?
Ossaim é Orixá tipicamente de candomblé, e nas casas tradicionais de candomblé não há culto a entidades, se cultua Orixá e o Exú do Orixá. Mas como vc fala em falanges me parece que está se referindo umbanda, e é aí a inconcistencia. Poruqe na umbanda não se cultua Ossaim, então os exus de umbanda estão ligados aos Orixas cultuaos em umbanda como Ogum, Oxossi, Oxum e outros, sendo assim não haveria exus ligados a Ossaim, porque Ele não existe em umbanda, entende? Sei que há casas que misturam umbanda e candomblé, mas como sempre falamos em tradição e separação entre os segmentos, eu precisava te falar primeiro isso. Que Ossaim não faz parte da umbanda. Tomege
Ossaim era o nome de um escravo que foi vendido a Orunmila.Um dia ele foi a floresta e la conheceu Aroni,que sabia tudo sobre as plantas e Aroni o gnomo de uma perna so,ficou amigo de Ossaim e ensinou-lhe todo o segredo das folhas.Um belo dia,Orunmila,desejoso de fazer uma grande plantaçao,ordenou para Ossaim que ele roçasse todo o mato de suas terras,diante de uma planta que curava as dores,Ossaim exclamou:”Esta nao pode ser cortada,arrancada,e a erva que cura o male das dores”.Diante desse acontecimento,de uma planta que curava hemorragias,dizia”:”Esta outra estanca o sangue,nao deve tambem ser cortada”.Em frente a outra planta que curava a febre,dizia:”"Esta tambem nao pode,porque refresca o corpo”.E assim por diante.Orunmila,que era um Babalao muito preocupado com os doente,interesou-se pelos poderes curativos dessas plantas e ordenou que Ossaim ficasse junto dele nos momentos de suas consultas,que ele o ajudasse a curar os doentes com o uso daquelas plantas miraculosas.E assim Ossaim passou a ajudar Orunmila,receitando o uso de suas ervas,sendo conhecido como o grande medico que e.
Olá gostaria de saber mais a respeito de Ossain ,estou em desenvolvimento espiritual e minha mãe me disse q possivelmente meu Orixá é ele ou ela ,gostaria de tirar essa duvida será q poderia me ajudar? Quais são as suas qualidades,proibições, o que agrada enfim tudu o q for possível.Ficarei muito grata. AXÉ
Boa noite !!!
adorei o site vcs estao de parabens, viciei to lendo td rsrsr minha cabeça ta cheia de informações boas q estao me ajudando muito mas tenho uma pergunta li um post de uma moça ela comento que existem alguns orixás que não aceitam ser juntó como Oxumaré, Nanã e Omolu e Ossaim tb ?
agradecida d+ por vcs ajudarem as pessoas a se esclarecerem sobre assuntos q muitos sao escondidos ou como dizem secretos vcs sao abençoados.
bjs
Cristiane Ossaim como vc viu é um Orixá masculino do candomblé que temos pouca informação, eu não conheço qualidades deste Orixá, seus assuntos são sempre muito restritos as casas de axé, acho que o melhor é buscar na sua casa mesmo. Tomege
Cristina é verdade que alguns poucos Orixás não aceitam (em certas circunstancias) ser segundo. E tb temos os que aceitam (mas não aceitam muito bem rsrs ficam meio contrariados rsrsrs) o posto de segundo. Os que podem aceitar sem muito problema são Ossaim, Iroko e Oxumare, eles relutam em ser o segundo devido a sua raridade, estes Orixá tem poucos filhos e por isso sempre vão querer ser os primeiros. Já Nanã e Oxalufã, por serem Orixás muito antigos, terão sempre a prioridade em ser os primeiros.
Mas mesmo sabendo de tudo isso temos que ver que se for necessário, para o bem do seu filho, estes Orixás cederão sim a vez a outro.
Então resumindo, não há receita de bolo, os casos devem ser vistos com cuidado e conhecimento do assunto.
Mas quando um deles bate o pé dizendo que o filho é dele, nada fará mudar este quadro. Tomege
Nelson olá meu nome é Ronaldo e gostaria de dizer que sou filho de
OSSANHA e a minha ossanha é mãe c possivel falaremos mais
Olá Ronaldo
Temos no panteão Yorubá o Orixá Ossaim, deus das folhas e dos segredos das folhas, Mas Ossanha não temos conhecimento.
Axé
Estive lendo os comentarios deste blogue e fui procurar um pouco de informação sobre o Omoloko e Umbanda. Gostaria de ler o comentario dos envolvidos.
UMBANDA DE OMOLOKO
A Umbanda para muitos nasceu no Brasil e foi criada por Zélio de Moraes e a entidade que a criou e a trouxe para o material é o Caboclo 7 Encruzilhadas, esse caboclo não surgiu só naquele momento e o que poucos sabem é que 7 encruzilhadas era um caboclo do culto Omoloko.
Omoloko é o culto do povo Banto, mais especifico do sul de Angola e parte do Congo, o povo Banto é um povo que se dividia em tribos, por isso muitos deles tinham cultos específicos diferentes um dos outros, como existem os que cuidam de inkises e que cuidam de Orisas ou deidades especificas com o caso de Loko, que não é um orisa nem um inkise, mas se tornou um inkise conhecido como tempo, e também conhecido em muitas casas de Candomble Ketu e Jeje. Os Omolokocis como são chamados o povo que cultua essa deidade, Loko, cultuavam o Orisa Loko, dentro do centro havia uma grande árvore no centro chamada de Iroloko, filho de Loko, ali era assentado o Orisa (Loko é hoje aqui no Brasil tido como o Orisa/Inkise do tempo e que cuida da passagem do Orun ao Aye o qual decide para aonde vamos quando morremos e conseqüentemente é o Orisa que cuida da passagem dos eguns e que os rege, ele cuida do tempo, isso mesmo, todas as coisas tem o seu tempo, aquele tempo do relógio) então o culto deles era basicamente esse, eles ofereciam as comidas a Loko, as filhas de Loko, Saluga, Aiye e Ijimun (conhecidas como Soroge “Iya Mi Soronga”) então esperavam a noite dançavam ali em volta dessa árvore/assentamento invocando Loko, então o orisa chegava e logo que dava-se a sua passagem vinham os eguns atrás que incorporavam os médiuns que dançavam ali em volta da árvore, os espíritos dos ancestrais na África se apresentavam como zombi (exu e Pombagiras *eles não tinham classificação conforme o sexo do espírito), marinheiros, indígenas (caboclos), velhos (esses espíritos se apresentam velhos, já que o conhecimento para o povo do congo está no tempo, o tempo de vida e como filhos de Loko esses espíritos se apresentavam velhos conforme quanto era sua sabedoria ) e meninos (nesse caso não é Erê, é menino mesmo, os famosos meninos de angola, menino de umbanda da linha de Cosme e Damião).
Os escravos do Congo foram os últimos a virem para o Brasil, mas os primeiros a cultuarem sua religião aqui. O Omoloko foi o primeiro culto africano no Brasil, e aqui se tornou nação dividindo se em duas nações: Omoloko e Kimbanda, devido a mistura do povo Banto com o povo Jeje que vieram para o Brasil na mesma época, e os Jejes tem um culto parecido com os dos Omolokocis, o culto ao vodun M’pambu N’jila (Vodun do fogo), para ser breve ao explicar, o culto a M’pambu N’jiila é igual o de Loko, só que ao invés de Loko no centro era M’pambu N’jila o assentamento era colocado no meio do centro e acendia uma fogueira e colocam as oferendas ali em volta da fogueira, para os Jejes era preciso que o culto fosse feito de madrugada pq os espíritos não passavam para o Aiye com a claridade, e por isso que exu quando chega fala “boa noite”.
Portanto, Kimbanda era a nação cujo vodun patrono é M’pambu N’jila e Mavambu e Omoloko cujo o patrono é Loko e as Iyamis e houve durante muito tempo disputa entre as duas nações. A tradução de Kimbanda é povo da noite, e os seus sacerdotes Kimbundos, filhos do povo da noite, na Kimbanda não temos os indígenas, porém os outros espíritos eram vistos freqüentemente manifestados. O tempo passou e tanto para a Kimbanda quanto para o Omoloko houve miscigenação, os donos dos escravos descobriam o culto deles na mata e mandavam eles para o tronco ou penalizavam de qualquer forma, os escravos foram obrigados a disfarçar o seu culto, então os kimbundos criavam um altar com um santo e debaixo colocavam o assentamento de M’pambu N’jila e Mavambu e imagens de demônios judaicos o qual associavam aos espíritos que se manifestavam em seu culto, pura influencia judaico-cristã, hoje a Kimbanda se transformou em um culto paralelo ao Omoloko, e os dois juntos denominaram-se Umbanda. Em seu período de burlastes e sincretismo, o Omoloko montava seu altar com as imagens de 3 santas e essas representavam as Iyamis, Jesus no meio representava Loko e o assentamento de Loko passou a morar debaixo do altar. Houve um período onde o Omoloko quase se extinguiu, principalmente quando nasceu a primeira religião afro-brasileira, a Nação Angola, o Omoloko então deixou apenas pra traz assentamentos e fundamentos que alguns escravos sabiam, muitos deles adotaram a Nação Angola por não terem para onde ir, Angola passou a cultuar M’pambu N’jila e Mavabu ao lado de Elegua (exu na angola) e é por isso que hoje temos a denominação Omoloko para Angola misturada com os fundamentos de Omoloko, uma angola que cultua m’pambu n’jila e mavambu junto a seus inkises e catiços. A Kimbanda, assim como o Omoloko se estabeleceu no sul e por um período ainda havia uma competição, que a partir do Omoloko surgiu a nação Batuque, os batuqueiros chamavam os kimbundos de macumbeiros que vem da palavra M’kumba que o nome da dança que eles dançam envolta da fogueira, bem a Kimbanda por si só foi extinta no sul depois que o último terreiro resolve fechar as portas devido a morte do sacerdote, e o que restou foi um número de pessoas a cultuarem a base desse culto que se misturou com o culto do Omoloko e Candomblé.
No Rio de janeiro havia uma casa de angola, que tinha uma ex-escrava que era uma das pouquíssimas filhas da última casa de Omoloko existente no Brasil, nesta casa era cultuado Angola e Omoloko, misturando ao culto de Loko ao culto dos inkises. Como muitos sabiam, a família de Zélio de Moraes procurou vários locais para solucionar o problema de Zélio, ele era um menino que ficava paralisado em um canto e começava a falar em línguas e muitas vezes fazia premonições, desmaiava, perdia a visão, enfim tinha problemas com a mediunidade. Porém como nascido em família extremamente católica, a família só foi dar conta do problema como problema espiritual quando não havia mais esperanças na medicina e na ciência ao alcance deles, então Zélio esteve na casa dessa senhora que disse que ele tinha um inkise muito forte com ele e que ele ainda iria unir o povo do congo, Luanda, Angola e o culto dos Ancestrais, essa senhora morreu e o terreiro fechou suas portas, Zélio então foi para o Cardecismo, e foi lá que depois de algum tempo desenvolvendo sua mediunidade, com sua mediunidade desenvolvida recebeu o caboclo das 7 encruzilhadas, diante daquela cena foi obrigado a deixar o Cardecismo, devido ao caboclo pedir charutos e bebidas e comporta-se como se ainda precisasse dos bens materiais da matéria, mesmo com a explicação de Zélio, ele foi convidado a largar o Cardecismo, o caboclo manifestou a ultima fez dizendo que ele não veio para desunir e sim unir e que quem quisesse ele estaria na casa do médium ali presente para mostrar uma nova forma de culto, então na casa de Zélio Moraes o Caboclo das 7 Encruzilhadas (caboclo de Kimbanda) ditou um novo culto, o culto a umbanda, uma religião que iria ter esse nome Umbanda (povo unido) pq iria unir as diferentes crenças, o catolicismo, o cardecismo, o Catimbó, a Kurimba, a Kimbanda, o Omoloko e o Candomblé na forma fraternal onde todos sentariam e discutiriam a sua estrutura sendo ela uma religião um culto aberto a mudanças essas feitos sempre pelo seu povo unido, portanto uma religião que visava aos seus filhos e não só a ela ou seu sacerdote, deidade ou catiço. A Umbanda foi então criada, seu culto tinha as bases do Omoloko com o paralelo da Kimbanda, algumas entidades foram estudadas, como uma religião aberta, tinha suas portas para o estudo da mesma, então criaram um vinculo com os Inkises e Orixás, o que resultou em 7 linhas. A linhagem, como exemplo é a que foi colocavam zombi foi na linha de mavambu/exu esse era sincretizado como Santo Antonio pelo Omoloko e o Diabo pela kimbanda, então os zombi passaram a ser chamados de exu pois estavam na linha de exu, os antigos os chamavam de cumpadre, mas hoje costuma-se chamar pelo nome de sua linha, a manifestação de entidades femininas era a linha de m’pambu n’jila que não tinha sincretização, as entidades foram colocadas na linha de exu e chamadas também pelo nome de linha, porém com uma mudança devido a dificuldade da lingua banto para a facilidade do povo ocorreram mudanças com o tempo e m’pambu n’jila passou a ser escrito Pombogira a pronuncia e a mesma só muda a escrita e mais tarde ainda passou a ser escrito Pomba-gira ou Pombagira.
A Umbanda iniciou simples, com pessoas cantavam pontos, riscavam pontos e batiam palmas invocando as entidades, a casa de Zélio Morais tinha culto de exu 1 vez ao ano, e por isso existe boato de que ele não cultuava exu, mas isso acontecia por que na umbanda exu e pombagira eram denominados esquerda, espíritos que precisam evoluir e que se mexesse muito poderia ter um certo atrasado de vida, hoje não temos mais esse pensamento e exu é cultuado em seu devido momento e necessidade. O tempo foi passando foram surgindo outros terreiros e como uma religião aberta a mudanças foram acrescentando-se fundamentos a ela como a vinda dos atabaques, comida do Orisa Exu para os catiços (uma vez que na kimbanda exu comia comida (mexido) e carne crua mesmo ele passou a comer padê “farofa de dende” igual ao Orisa), houve um conflito na linha de Oxossi, pois haviam caboclos que vinham do Catimbó e Jurema e Caboclos Africanizados, então dividiram em dois tipos Caboclos da Jurema (Brasil) e Caboclos de Pena (África) e Boiadeiros (Catimbó). Portanto, podemos afirmar que a Umbanda foi criada a partir da Nação Omoloko e Kimbanda, agregando outros cultos e como o próprio nome diz para ser uma religião de um povo unido e para unir as diversas formas de crenças conforme o ideal da união de seu povo e a união dos conceitos e pensamentos desse povo, é uma religião aberta a mudanças. Quem é de Umbanda sabe que cada casa é mesmo diferente de outra e não há uma errada ou certa e isso porque ela foi criada para ser assim.
*Modificado Texto Origem por KiSsO (29,039)
Titi do Ogum ficamos muito agradecidos por esta sua colaboração, esteja a vontade para por mais informação, isso sempre fortalecerá nossa comunidade religiosa. Grato Tomege
Olá Titi de Ogum
Discordo d texto quando diz que os congoleses foram os últimos a chegar aqui,os últimos foram os yorubás,os povos bantos(incluindo aqui congoleses) chegaram antes e cultuavam suas divindades de forma ainda não organizada.Devido a repressão e ao fato de serem povos mais rurais não conseguiram estabelecer seu culto,isso só veio se modificar quando os yorubás aqui chegaram eram um povo mais urbano e passaram a participar das irmandades católicas assim reunindo as mais divesas etnias negras e então fundaram candomblés.
Em nenhum livro que fale de nações do candomblé vc vai encontrar a nação Omolokô,se não foi citada em investigações históricas,até que ponto confiar nessa informação?
A contribição é válida mas tem que ser avaliada com bom senso e confrontada com dados históricos, se não há documentação não temos como afirmar que essa é a verdade do culto Omolokô.O primeiro culto africano no Brasil foi chamado de calundú e está ligado ao candomblé de Angola datado de 1606 a primeira manifestação reprimida.
Já ouvi outra versão para o termo macumba,que seria associada ao toque dos atabaques e não a uma dança em volta do fogo,se as coisas eram feitas às escondidas tocar fogo no que quer que seja chamaria atenção, senão pela luz pela fumaça.
O restante da história envolvendo o SR. Zélio eu realmente não tenho conhecimento,nunca me debrucei sobre oasunto,mas na parte histórica há como refutar essa suposta africanidade do omolokô.
axé
Não quis dizer africanidade porque o próprio nome já é africano mas antiquidade no Brasil
Carol o texto não é meu, mas posso corrigir alguma coisa e entre elas é isso o que você mencionou, que os Bantos não foram os últimos a vir, foram os primeiros e na minha opinião foram eles que contribuiram para muito da nossa lingua hoje. O que o autor tentou passar é que o omoloko era 1 dos cultos de tantas tribos Bantos, portanto haviam mais cultos. Se é um culto de 1 das tribos ou de algumas, obviamente é um culto com bases africanas e já tive oportunidade de conhecer um africano, moçambicano que foi feito no culto omoloko na áfrica e tem filhos aqui no Brasil. Justamente por isso me interessou esse artigo que falava do omoloko. Como no artigo deixa claro, o omoloko quase se extinguiu por ser um culto fechado, li outros artigos ontem sobre o omoloko e vi que faz pouco tempo que foi resgatado o culto, mas certamente com muitas perdas no caminho. E agora, depois de ler tudo me abriu uma janela de entendimento, o motivo desse culto ser tão parecido com a umbanda de hoje, essa umbanda mais africanizada.
A antiga nação Angola era formada pelo território de Cambanda que se separou do Estado do Congo. Até 1918 possuía uma população de etnia Bantu num total de quatro milhões e cento e vinte mil habitantes. O culto Omolocô nasceu das tribos Lunda-Quiôcos. Com o tráfico negreiro chegaram ao Brasil, no segundo ciclo do comércio escravo, os negros de Angola, Congo, Benguela, Cambinda, Mossamedes, Moçambique e Quielimane. A sua herança cultural permaneceu nas Congadas, Marujadas, Caboclinhos, Guardas de Moçambique e Congo, Rainha Conga, Rei Congo, etc.
O termo ”Omolocô” deriva de lokô, a árvore sagrado Lokô ou Irokô (a gameleira branca), local onde os negros se reuniam, embora possua outros significados como “eu poderoso nas almas”. O Omolocô possui na sua lógica a crença no Cruzeiro das Almas, o Cruzanbê ou Banda de Saluim. Os “pretos-velhos” são essas almas em missão caridosa na Terra, ancestrais a serem cultuados, que habitam no sub-solo, a reprodução deste mundo na eternidade. As guias usadas pelos Pretos-Velhos são feitas de lágrimas de Nossa Senhora, com a cruz de guiné (erva sagrada de Zambi), significando a saudade dos que partiram.
Do convívio com os índios brasileiros nasceu um rito intermédio chamado de Sambangolé ou Caboclos de Aruanda, onde se cultuam os caboclos brasileiros, encantados cheios de virtudes e auxiliadores da condição humana, que comunicam misturando o português com termos guaranis e tupis, e possuem grande conhecimento sobre plantas, raízes e ervas sagradas.
OS BACUROS DO OMOLOCÔ
As divindades do culto Omolocô são chamadas de Bacuros, termo Lunda-Quiôco para Orixá. A crença Omolocô dita que os Bancuros são forças imateriais que se manifestam através dos Yabaôs.
http://www.apcab.net/religiosidade-afro-brasileira/omoloco/
DESVENDANDO O CULTO OMOLOKÔ
A desinformação sobre o Omolokô foi e é provocada pela combinação de vários fatores.
Primeiro porque o povo Bantu, ponto de partida desse culto, era particularmente dado ao isolamento e muito mais reservados que os demais negros que aportaram no Brasil. Eles supunham manter desse modo, os segredos de culto intactos, mas na realidade isso acabou por gerar inúmeras distorções, vividas até os dias de hoje. Segundo porque muitos dos antigos Sacerdotes do culto foram morrendo e levando consigo boa parte do que sabiam. Terceiro por causa dos ensinamentos passados pela transmissão oral, visto que pela oralidade restringia-se apenas a memória dos mais confiáveis e graduados iniciados, a guarda dos fundamentos. Memória muitas vezes falha, que levou simplesmente ao esquecimento de muitas das preciosidades originais e dos fundamentos do culto. Por fim a dificuldade de se levantar arquivos, registros históricos, matérias, artigos, documentos e demais fontes de consulta, desestimulam ao estudo e a redescoberta do culto.
As atuais barreiras para se desvendar o Omolokô, devem-se a raridade de se encontrar antigos livros publicados que tratem objetivamente do assunto, aliada a total inexistência de novos lançamentos literários exclusivamente voltados à doutrina do culto, para que se possibilite restaurá-lo e ergue-lo ao topo e ao lado das demais religiões co-irmãs afro brasileiras, destacando-o por sua genuína identidade.Mas como nenhum obstáculo é intransponível para N’Zambiapongo, ou simplesmente Zambi – o Criador e Deus dos Bantus e do Omolokô e nem para Kitembu, ou Tempo – O Patrono do Omolokô, estarei contribuindo para que o meu culto tenha a sua identidade reconhecida, calcada em seus próprios fundamentos, a fim de derrubar de uma vez por todas o tom, às vezes pejorativo, de leigos, ao rotularem o Omolokô como um “Umbandomblé”, uma “Umbanda Melhorada” ou um “Candomblé de meia feitura”, o que só demonstra o grau de desinformação a respeito do culto.É preciso resgatarmos primeiramente as suas raízes. Para isso focaremos inicialmente em África, mais precisamente naqueles que nos deixaram o Omolokô de legado, o povo Kiôco, mais exatamente os Kiôcos de Lunda, de cuja organização social, história e cultura, idioma nativo, costumes, crenças e rituais religiosos, lendas e superstições, musicalidade e percussão e dos seus conceitos morais foram erguidos os alicerces da religião praticada hoje em dia.
KIÔCOS DE LUNDA – A RAIZ AFRICANA DO OMOLOKÔ
Na antiguidade o povo Kiôco, conquistador por natureza, espalhou-se por diversos pontos da África Central, povoando uma grande extensão de terras, compreendidas desde a região Sudeste até a Nordeste da República Democrática de Angola, ocupando também parte da República Democrática do Congo e de Zâmbia.Foi em Lunda, uma província dividida em Lunda do Norte e Lunda dos Sul, situada no nordeste de Angola, onde houve a maior concentração desse povo e de onde surgiu o termo Kiôcos de Lunda. O idioma predominantemente usado pelos Kiôcos de Lunda é o Kimbundu, que influenciou a língua portuguesa a ponto de acoplar nela diversos termos como: samba, umbanda, etc.A geografia na área ocupada pelos Kiôcos, tanto dispunha de bosques densos e florestas tropicais às margens dos rios Kasai e Kwilu, quanto de planícies de savana e de imensos planaltos gramados desde a parte central angolana até a margem rio Zambezi na Zâmbia ocidental. Nesse “habitat” fartamente banhado pela natureza, cultuavam e louvavam o sagrado. Os Kiôcos desenvolveram e mantiveram a sua identidade cultural adaptando-se a influências externas. O sucesso dos Kiôcos e de sua sobrevivência foram resultado de sua flexibilidade cultural e de sua habilidade para se adaptarem às mudanças iminentes em toda África e fora dela. Falamos das raízes africanas trazidas pelos negros Kiôcos.
*Postado por Umbanda & Omolokô
PAI JOSÉ D’ OGUN!
Olá Titi D’Ogum
Muito interessante as informações.
Mas como vc mesmo diz,se não há documentação fica muito difícil comprovar.A informaçãoq
O Omolokô instaura-se no Rio de Janeiro, segundo estudiosos, no século XIX, compondo-se e organizando-se por completo no País, a partir do conhecimento trazido por negros vindos da África e seus descendentes; herança do período colonial, sofrendo influência de diversas vertentes religiosas da África, predominantemente o culto aos Orixás e aos Inkices, com ênfase nos Orixás e perifericamente nos Inkices, tornando particular sua forma de culto, mantendo a cosmologia de cada origem, mas interpretando-as a partir de rituais religiosos contemporâneos. Este fato o torna diferente dos candomblés tradicionais que mantém o predomínio de sua região original.
A informação eu consegui nessa fonte
O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX ; Estudos avançados 8(21), 1994 de Alberto da Costa e Silva
Carol, fiquei confusa. Você não aceita o omoloko como raiz africana ou oriunda da África?
” Omolokô instaura-se no Rio de Janeiro, segundo estudiosos, no século XIX, compondo-se e organizando-se por completo no País, a partir do conhecimento trazido por negros vindos da África e seus descendentes; herança do período colonial, sofrendo influência de diversas vertentes religiosas da África,..” Instaurou-se no Rio a partir de conhecimentos trazidos por negros vindos da África… portanto não apareceu do nada, alguma raíz já existia para aparecer de repente no século XIX, você não acha?
Pelo que entendi, esse culto foi por muito tempo esquecido ou seu rito era feito por poucas pessoas e não era divulgado, sobre ser africano.. me desculpe mana.. mas tenho certeza que pelo menos em Moçambique existe esse culto. Vamos abrir um pouco nossas mentes para o além páginas de livros.
Titi independente de aceitarmos (não estou falando do blog, e sim generalizando), ou não o Omoloko como cultura vinda de Africa ou criada no Brasil ou introduzida ou recriada no Brasil, creio que o principal é que os Omoloko (o povo Omoloko) se assumam como cultura e segmento próprio e único, as raízes podem ter se perdido no tempo e no próprio mecanismo de aprendizado da religião, nos usos e costumes, mas o que importa é recriar a condição para que tenhamos conheciemnto deste segmento, para que seus adpetos possam se assumir e não mais se auto denominarem “umbanda Omoloko”. O Omoloko é uma vertente, um segmento, uma variação? Ainda não importa muito essa discussão. Mas importa, e muito, o que vcs estão fazendo aqui, com uma discussão embasada e fundamentada. Isso dignifica a religião e vcs não tem noção ainda de quantos seguidores do Omoloko “por acaso” já leram e estão acompanhando o que vcs estão falando e apresentando aos nossos irmãos. Isso é com certeza uma contribuição a nossa causa de divulgar e desmistificar a religião, grato. Tomege de Ogum
Caro Nelson, aceito o Omoloko como ele é, independente de ser visto como culto próprio ou umbanda omoloko, não sou eu que vou dizer o que eles são ou não. Longe de mim querer impor uma idéia para um grupo de pessoas, insistindo em dizer que tem culto próprio, portanto tenham uma denominação própria. Se é assim que se intitulam, quem sou eu não é mesmo irmão? Só me resta o respeito por ser um culto com fundamentos e raiz diferente do blé e que tem em suas casas o culto de raiz de umbanda como costumam falar. Se não sei e tampoco pretendo ser o juiz e conhecedor da verdade, não vou dizer que está certo e errado, só respeito. Tanto respeito foi conhecendo os frutos desse babá que veio da áfrica e ele mesmo sempre disse que tocava umbanda de omoloko, e eu vou dizer o que?
Titi concordo com vc em que não somos a voz da razão e nem os certinhos, mas acho sim que devemos insistir em que os Omoloko tenham e usem com orgulho sua denominação própria, que sejam orgulhosos de suas raízes e que entendam suas origens, isso não é impor, é resgatar e dar dignidade a um grupo. Com certeza, juntos, não somos menores dos que denigrem diariamente nossa religião, por isso nossa voz é sempre importante, sempre um irmão vai ler e refletir, questionar é a palavra. Quando nos calamos, concordamos com os absurdos que vemos hoje, concordamos tb com essa descaracterização generalizada da tradição. Não estou querendo um racha, uma separação entre os credos, não sou ninguém para isso, nem é nosso objetivo, mas espero que nosso trabalho aqui sirva para abrir novos horizontes aos que veem e aos que estão hoje na religião. Não acho que “ficar quieto vendo os aconteciemntos” colabore para melhorar nossa religião como um todo, por isso estou aqui, dando apoio e incentivando vcs a escreverem e falarem sobre tb sobre o Omoloko.
Repito, não sou, não somos donos da verdade, mas passeie no blog e vc verá a necessidade que nossos irmãos tem de esclarecimentos, de informações sérias e confiáveis, é isso que nós do blog pedimos sempre a todos, façam sua parte. Levantem as bandeiras e vamos juntos, não é possível que sejamos os únicos, sempre haverá um para se juntar a nossa caminhada.
Sempre falamos aqui, por ex.: que existe um candomblé tradicional que não cultua pombagira, mas sabemos de outros que o fazem, e nem por isso são melhores ou piores, mas de certo não deveriam se intitular candomblé. Essa informação serve para o irmão procurar a casa que melhor lhe convem.
E isso eu creio que sirva para esta discussão se é Omoloko, Umbanda Omoloko ou Umbanda, temos que informar. Nosso trabalho termina aí. Tendo a informação o irmão procura o que lhe é melhor.
O mesmo eu desejo fazer com essa discussão, não estou dando um norte a ninguém, não estou influenciando. Estou dizendo que Omoloko é independente, só isso, o que os irmãos vão fazer com essa informação cabe a eles, mas a nós, cabe dar a informação o mais correta possível. Se hoje temos o número de leitores que temos é porque temos entre nós pessoas como vc que pesquiza e dá a informação correta. Titi tudo que queremos é ajudar e informar, se for de seu interesse, traga para este debate mais informação, inclusive sobre outros assuntos, grato. Tomege
Nelson, te entendo irmão. Sendo analitico e ser pensante vamos na linha de pensamento que cada povo tem sua raiz e deve lutar por ela, mas quando um omolokoci diz que não é de nação, não é candomblé e que é de umbanda e que seu culto é a raiz da umbanda, politicamente e culturalmente como introduzir um culto chamado Omoloko no que já existe com outro nome? Sei que há barracões que tocam bem puxado pra nação, mas a grande maioria toca como umbanda, pelo menos pelas andanças internetéicas é o que vi, assim como em poucos exemplos que já tive ao vivo do omoloko.
Encontrei um pouco mais de informação…
Fonte: http://www.omoloko.org.br
Segundo nosso entendimento, o Omoloko começou a existir como uma das variantes de religião afro-brasileira que passou a ser praticada no Brasil a partir de algum tempo no passado, depois da chegada dos escravos negros. Provavelmente de maneira precária no início, pela falta de liberdade dos escravos para qualquer tipo de organização, mas, com o decorrer do tempo e com as leis que foram aos poucos mudando as condições de vida dessas pessoas, de maneira mais organizada e completa – e o Omoloko, nesse particular, em nada difere das outras variantes religiosas afro-brasileiras. O que o torna particular é que ele se estruturou inteiramente no Brasil, tendo influência de diversos rituais religiosos africanos, principalmente os dos povos que vieram de regiões que hoje são o Congo, Angola, Moçambique, Nigéria, Benin, Camarões – e, portanto, diferente dos Candomblés, por exemplo os de origem Yoruba, que ainda hoje guardam forte predominância de influência de sua região de origem, e aqui se organizaram obedecendo a um padrão religioso e cultural já preestabelecido nessas origens. O Omoloko fazia parte do que se chamava, nos fins do século XIX e início do século XX, de Makumba, no Rio de Janeiro; segundo os estudiosos, também a Makumba se originou de diversas procedências, conforme a influência de suas regiões de origem na África; assim, existia a Makumba Mina, a Rebolo, a Cabinda, a Congo, etc.O Omoloko organizou-se majoritariamente na Zona da Mata em Minas Gerais, no estado do Rio de Janeiro, no nordeste do estado de São Paulo e em parte do Espírito Santo; o nome é Yoruba e existem várias opiniões a respeito de seu significado. Uns dizem que significa “filhos do tempo”, porque no início, devido à falta de recursos, seus adeptos praticavam-no ao ar livre, ou debaixo das árvores, ou debaixo das árvores chamadas Iroko. Outros atribuem à palavra sentido mais literal e abrangente, como “filhos da fazenda”, ou mesmo “filhos da roça”, designando os negros vindo do meio rural e que professavam tal religião, haja vista serem muitas dessas organizações estabelecidas mesmo nas roças, ou em áreas afastadas das cidades.
O Omoloko praticado por nós foi instituído por uma escrava, nascida na África, que no nosso meio ficou conhecida como Maria Batayọ.
História de Batayọ
Maria Batayọ nasceu por volta de 1.797 na África. Veio com vinte anos como escrava para o Brasil, para trabalhar numa fazendo do estado do Rio de Janeiro. Foi embarcada no Forte da Mina e tinha procedência Mina Je San, segundo uma das versões; outra versão conta que Batayọ era uma negra Bini, que são os habitantes da região da cidade de Benin na Nigéria, povo que reivindica para si descendência dos Yoruba de Ife. Seus contemporâneos de culto afro-brasileiro no Brasil diziam dela que era Nago, quando queriam compará-la com outros praticantes do Omoloko. Já veio feita da África, era de Nanan e foi feita por Sanguerabu, um africano que nunca pisou o solo brasileiro e que era das terras de Egun (também conhecido como Popo ou Je), povo de língua da família Ewe, nas cercanias de Porto Novo, na Baía de Benin, no litoral do antigo Daomé, atual Benin.Seu nome, de fato, parece ter sido Tayọ. Era chamada assim na fazenda em que trabalhou. “Ba” talvez tenha sido agregado mais tarde, talvez nos meios religiosos afro-brasileiros que freqüentou, e “Maria” foi o nome adotado em terras brasileiras. Batayọ era escrava doméstica e trabalhava na cozinha; teve impaludismo (malária) e curou-se tomando chá de fedegoso. Enquanto esteve doente e convalescendo, uma prima sua, não escrava, muito boa cozinheira, foi ajudá-la nos serviços. Batayọ aprendeu muito com essa prima e se revelou com ótimas qualidades, acabando por se transformar numa cozinheira tão boa quanto a outra. A pedido da filha da fazendeira, Sinhazinha, Batayọ foi transferida para outros serviços domésticos, dentro da casa grande. Nesse tempo, Sinhazinha namorava um rapaz de uma fazenda vizinha e, passeando com ele a cavalo, caiu e machucou a cabeça. Ficou muito mal e foi salva por Batayọ, mas esteve pelo resto da vida sujeita a crises nervosas e, por isso, passou a ser cuidada pessoalmente por Batayọ, a quem se apegou ainda mais. Sinhazinha casou-se com esse namorado, do qual teve alguns filhos, entre mulheres e homens. Um desses homens tornou-se major do Exército, e mais tarde foi feito no santo por Batayọ, na futura Roça dela, no morro de São Carlos, na cidade do Rio de Janeiro. O marido de Sinhazinha, um dia, castigou demais um escravo, mandando chicoteá-lo no tronco até quase à morte. O negro sobreviveu e depois de recuperado matou o fazendeiro a facadas. Sinhazinha, prejudicada pelo seu estado nervoso, ao saber do ocorrido, teve um colapso e morreu. Só que, antes disso, já havia alforriado Batayọ, como recompensa pelo cuidado que sempre tivera com ela, e depois com seus filhos, ajudando-a a criá-los; além disso, ainda lhe comprara o terreno do morro de São Carlos, para que um dia Batayọ tivesse onde morar, datando daí a posse desse terreno.Quando Sinhazinha morreu, por volta de 1.867, Batayọ tinha cerca de setenta anos. Muito velha para viver na fazenda, veio para a cidade e ocupou sua terra no morro de São Carlos, fundando a Roça e iniciando sua vida de mãe-de-santo. Batayọ casou-se no Brasil, teve vários filhos naturais e fez vários filhos-de-santo em sua Roça. Apesar de ter vindo feita da África, aprendeu com africanos ex-escravos muito sobre os fundamentos das religiões africanas praticadas aqui no Brasil naquela época, especialmente o Omoloko, tanto durante o período em que viveu na fazenda quanto em seu primeiro ano na Roça do morro de São Carlos. Batayọ morreu aos 129 anos, por volta de 1926, na Roça do morro de São Carlos, onde, além de ter sua Casa-de-Santo, também morava. Anunciou sua própria morte algum tempo antes. Nove pessoas presenciaram sua passagem: Samuel, “Seu” Chaves, Ricardina, Henriqueta, Mistura, Tuti, Tẹko, Edgar Canivete e Fujẹko, que tinha então 13 anos de idade. Para este último, ela disse que, quando ele tivesse entre 36 e 39 anos de idade, alguém, que não estava ali, iria cobrir sua casa de flores e pétalas no chão, para receber o Santo dele, no momento em que ficasse pronto. De fato isso aconteceu, quando Lili, que não era filha de Batayọ, nem de sua descendência nem ascendência e que sequer chegou a conhecer Batayọ, ficou encarregada disso na casa onde Fujẹko mais tarde residiria, depois de concluídas suas obrigações com Roxinha e Henriqueta. Roxinha, sua filha natural e filha-de-santo, fez o aşeşe de Batayọ, tirou a mão-de-vumi dos filhos de Batayọ e deu saída ao ẹbọ de seus Santos. Depois disso, a Roça do morro de São Carlos esteve fechada por seis meses, ficando Roxinha como sua sucessora. Vinte anos após morreu Roxinha, por volta de 1.946. Henriqueta ainda ficou na roça, mas os netos de Batayọ tomaram posse da propriedade e o Terreiro acabou. Henriqueta fundou então um Terreiro em Bento Ribeiro, na cidade do Rio de Janeiro, e morreu quatro anos após Roxinha, por volta de 1.950. Para tentar descobrir a origem de Batayọ, ou Tayọ, partiremos do princípio muito provável que o nome dessa yalorişa seja Yoruba e que Sanguerabu seja um nome pertencente a uma língua da família Ewe. Essa afirmação baseia-se também na história contada acima e no fato óbvio de que Batayọ teria que ter convivido com Sanguerabu. Os dados conhecidos, aparentemente inconciliáveis, dão a ela diversas origens, ou seja, Nago, Mina Je San, Bini e de procedência do Porto da Mina. Há ainda o fato de ela ter nome Yoruba e ser filha-de-santo de um babalorişa de origem Egun, povo também conhecido como Popo ou Je.Pensamos que, sendo Batayọ Bini, ou descendente de Bini, seria ela também Yoruba. Conforme já vimos, o povo Bini se considerava descendente dos Yoruba de Ife, e muito provavelmente, então, ela teria convivido com Sanguerabu, ou em terras Yoruba, ou em terras dos Egun (ou Popo ou Je), ou em terras de fronteira ou de vizinhança desses dois povos. No primeiro caso, sendo Bini, poderia ter nascido e se criado numa região de fronteira, o que era uma possibilidade concreta, pois havia povos, entre eles os Egun (ou Popo ou Je), todos de língua da família Ewe, que ocupavam a região litorânea da Baía de Benin, indo desde o Gana, no sentido oeste-leste, até Badagri, onde se encontravam com os Bini, que habitavam a parte litorânea dessa região e que vinham desde a Cidade de Benin, no sentido oposto, leste-oeste. Já os Yoruba localizavam-se no interior desse litoral.Sendo ela de descendência Bini, teriam seus antepassados migrado para uma região que fizesse fronteira com Egun (ou Popo ou Je), mas que fossem terras Yoruba e não terras Bini. Essa região poderia ser a antiga Província de Colônia, que circundava Lagos, ou até mesmo essa cidade da Nigéria. Hipótese também possível, visto que, nessa cidade, no século XV, foi estabelecida uma dinastia Bini, tendo Lagos pago tributos a Benin até 1830. Além disso, houve um intenso comércio de negociantes escravagistas portugueses entre essas duas cidades.Maria Batayọ poderia ter nascido também em um distrito chamado Egun-Awori, na região de Badagri, no antigo Protetorado Britânico, perto de Lagos, onde a população era constituída de pessoas de Egun e de Awori. Awori é um povo que se estabeleceu em Lagos na época da dominação Bini sobre essa cidade; neste caso, por exclusão, não sendo Awori, pois isto não foi mencionado como sendo uma de suas origens, ela seria Je, como conta sua história – Je (ou Egun ou Popo), ou de origem Yoruba e nascimento Je.Outra origem provavel seria nas terras dos Anago, ou Nago, região no interior do antigo Daomé, que fazia fronteira com o reino de Ketu, com as terras dos Egbado e as dos Awori no interior e com os Egun (ou Popo ou Je), no litoral. Ali existiam comunidades Egbado, de população majoritariamente constituída de uma mistura de Anago (ou Nago), e Egun (ou Popo ou Je), o que nos levaria a supor que ela poderia ser Anago (ou Nago). Essa hipótese confirma mais uma vez sua condição Yoruba, sendo ou não de descendência Bini, visto que, para os daomeanos, todos os Yoruba do Daomé eram considerados Nago (ou Anago).Existia também um povo denominado Ahori, que talvez não tenha origem Yoruba mas que adotou língua e cultura Yoruba e habitava as terras dos Anago, já na fronteira com os Ketu. Esse povo se autodenominava Dje. Os Egun (ou Popo ou Je) os conheciam, tanto que os chamavam de Holi. Os Ahori não habitavam terras que fizessem fronteira com aquelas ocupadas pelos Egun (Popo ou Je), mas poderiam se relacionar com eles. Isso é possível pelo fato de que tanto os Egun (ou Popo ou Je) das comunidades Egbado quanto os Ahori (ou Holi ou Dje) habitarem as terras dos Nago (ou Anago). Se Batayọ tivesse nascido aí, seria uma Dje, mas talvez fosse considerada também Yoruba pelos Egun (Popo ou Je), pelo fato de ser Bini. Nesse caso também seria considerada Nago (ou Anago) por eles, por ser Yoruba do Daomé. Assim Batayọ tanto seria Dje, Je, Nago, Yoruba descendente de Bini ou Bini.No Rio de Janeiro, no século XIX, período em que Batayọ chegou ao Brasil, os Yoruba que desembarcavam na cidade procedendo de qualquer região da África ou do Brasil eram chamados de Nago. Analisando por esse ângulo, Batayọ poderia ser considerada Nago pelos seus contemporâneos no Brasil por ser mesmo Nago, sendo Yoruba do Daomé, ou por ser realmente Yoruba de outra região africana. O fato de também ser considerada Mina pode ser explicado por ela ter embarcado para o Brasil no Forte da Mina, que fica na região conhecida igualmente como Costa da Mina, que abrange o Forte de São Jorge da Mina, em Gana, e a Baía de Benin. Nesse caso ela seria conhecida como Mina-Nago, como eram denominados os Yoruba embarcados na Costa da Mina levados para o Rio de Janeiro no século XIX.
Olá Titi DOgum
Citei num comentário acima que não vejo a antiguidade do omoloko no Brasil, sua africanidade já vem no seu nome. Acredito que sua raíz seja africana,mas no Brasil não se sabe até que ponto seus fundamentos foram preservados, ainda mais se considerarmos essa junção com umbanda,uma religião que não aceita o sacrifício e que provavelmente imprimiu esse aspecto aos fundamentos do omoloko que surge no Brasil do sec XIX.
Sendo sincera com vc,nas últimas semanas tenho acessado o blog somente para acessar algumas dúvidas e não tenho tido oportunidade de ler seus textos com a calma que eles merecem,estou apenas respondendo ao que me foi direcionado e me senti na obrigação de esclarecer o que de fato penso.Assim que possível lerei para discutirmos melhor,como estamos fazendo
Axé
TITI D’OGUM
Gostei muito das informações postadas por você. Nos fazem pensar e ter a visão da complexidade que é esse assunto e de quanto ainda nos falta resgatar.Embora exista essa diversidade de opiniões, achei muito válida e grandiosa essa contribuição.Olha, já rêli inúmeras vezes(sou meio burrinho!).Quando tiver mais material para compartilhar, por gentileza exponha-o.Obrigado
Edson, ninguém é burrinho irmão! Meu copia e cola é que tá a vento e poupa e tem muita informação, fiquei navegando na internet e pesquisando, procuro saber das coisas e percebi que tem muita contradição no que é postado do Omoloko. De tudo que encontrei o que me chamou atenção é que os omolokocis tem uma bandeira, não sabia disso e se me lembro bem do que li, essa bandeira está em uma federação em São Paulo, tem alguns nomes de Tatás na bandeira.
skip to main | skip to sidebar Agô, Malungo!
agô, malungo! (licença, amigo!). é entre amigos / irmãos que se pode ter uma boa conversa… aqui se fala sobre umbanda, omolokô, candomblé e tudo o que se pode conversar sobre as diversas tradições religiosas com herança africana no Brasil. aqui se procura falar com admiração sobre o povo de santo…
“O homem religioso é sedento do ser”
In: Mircea Eliade. O Sagrado e o Profano – a essência das religiões.
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
PRIMEIRAS BREVES NOTAS SOBRE O OMOLOKÔ E A CABULA
Em sua obra Kitábu: o livro do saber e do espírito negro-africanos – Rio de Janeiro. Ed Senac Rio, 2005, Nei Lopes registra sobre o culto Omolokô e o culto Cabula. Sobre a cabula, é relatado:
“A Mesa e o Santé – a Cabula é uma confraria de irmãos devotados à invocação das almas, de cada um dos kimbula, os espíritos congos que metem medo. Também se dedica à comunicação com eles por meio do kambula, o desfalecimento, a síncope, o transe enfim. Toda confraria de cabulistas constitui uma mesa. O chefe de cada mesa é o embanda, a quem todos devem obedecer. Cada embanda é secundado por um cambone. A cabula é dirigida por um espírito, Tata, que encarna nos camanás, iniciados. Sua finalidade é o contato direto com o Santé, o conjunto de espíritos da natureza que moram nas matas. Por isso, todos os camanás devem trabalhar e se esforçar para receber esse Santé, preparando-se mediante abstinência e penitências. Cada um dos espíritos que formam o Santé é um Tata. Todo camaná tem e recebe seu Tata protetor, seja ele o Tata Guerreiro, o Tata Flor de Carunga, o Tata Rompe Serra, o Tata Rompe Ponte. Na mata moram os Bacuros, anciãos, antepassados, que nunca encarnam. A reunião dos camanás forma a engira (…)
Omolocô – O omolocô é um ramo da cabula, da mesma forma que a cabula é um ramo do omolocô, ciência dos antigos nganga-ia-muloko, que controlavam a maldição dos raios. O omolocô tem Zambi como Entidade Suprema. E cultua entidades como Canjira, o senhor dos caminhos e da guerra; Quimboto, o dono da varíola e das doenças; Caiala, senhora do mar; Pomboê, dona dos raios; Zambanguri ou Sambariri, senhor do trovão;Quiximbi ou Mamãe Cinda, dona das águas doces.
No Omolocô todo pai é um Tata; seus auxiliares são os cambones; todo filho é um caçueto; e toda médium, intermediária entre o Santé e o mundo dos vivos, é uma cota. E todos são malungos, amigos, companheiros.
A bandeira do Omolocô é verde, atravessada em diagonal por uma linha branca e com uma pena branca no centro (…) O camutuê, cabeça, do futuro caçueto não será raspado, recebendo apenas uma pequena tonsura (…)”
Esses breves trechos por mim recolhidos na obra indicada, podem ser observados, muitas vezes, como remotas referências lembradas pelo povo de santo de umbanda e omolocô. Embora muito tenha se perdido no culto omolocô, podemos identificar em muitos terreiros de umbanda essas referências ou heranças. Poucos sabem sobre a cabula, por exemplo, lembrada por raros ogans hoje apenas como um toque. Pelo fato de muito ter se perdido com o tempo e com os movimentos e/ ou marcos históricos, vários sentidos e significados ficaram à luz de outras culturas religiosas com heranças africanas ou não. É importante lembrar que o culto omolocô tem “liturgia própria”, embora muito se justifique através da ritualística candomblecista por um lado, ou, por outro, pela ritualística umbandista. É interessante notar que o omolocô é observado por alguns, muitas vezes, como cultura religiosa “misturada”, no sentido de “degenerada”. De fato, a busca pela pureza das tradições, parece ser uma condição que atesta uma espécie de “credencial” para a aceitação da sociedade religiosa com matriz africana. Mas o Brasil, “antropofágico” como é, talvez nos apresente outro sentido para o conceito de “pureza”. Um sentido que provavelmente lhe é muito próprio. Talvez seja importante lembrar que as nossas religiões com heranças africanas primam pelo culto à ancestralidade. Cada qual a sua maneira. Ancestralidade esta que, muitas vezes, está na própria terra de exílio dos escravos africanos, o Brasil. Pode-se entender ancestralidade como “história”, de onde se colhe aprendizado à luz de acontecimentos passados para se entender o que acontece no presente e, vislumbrar, talvez, um futuro – não longínquo, mas um futuro próximo.
Postado por rodrigoderoure às 21:37
http://agomalungo.blogspot.com/2008/05/primeiras-breves-notas-sobre-o-omolok-e.html
Entrei em comunidades do Omoloko e li muitas coisas e mesmo na feitura há diferenças entre roças, algumas catulam ou não, algumas não aceitam o ejé e outras já tocam exatamente como nação, estas que não catulam e não aceitam o ejé se consideram umbanda de omoloko e são aceitos entre si. Pelo que entendi, os descendentes de Tata Tancredo da Silva Pinto tocam bem puxado pra nação e muitos o consideram a pessoa que resgatou o culto omoloko, e os que tiveram sua caminhada a parte desse “dito” resgate do culto vão mais pela raiz de umbanda.
*UMA DAS LINHAGENS DO CULTO OMOLOCÔ
Origem: Tribos LUNDA – QUIOCO
Chico Rei e Sua Corte
Oscarina Sani Adio – Tio Êrepê
Obacayodé
Açumano Sáo Adió
Benedita Yadoxé
Tancredo da Silva Pinto (Folketo Olorofé)
Antônio Pereira Camelo
Efigênia Arranca-toco
Nilza de Xangô (Xangô Yunge)
Fernando de Oxalá (Oguiandê)
Observação:
De Chico Rei até Açumano Saó Adió e Oscarina Sani Adió não existem registros sobre a linha sucessória.
Açumano Saó Adió, mais conhecido no culto Omolocô por Tio Sani. A Origem de sua Suna (Dijina) vem do Male.
Oscarina Sani Adió, cujo o primeiro nome vem do Celta e significa “guerreira”.
Tio Sani é de origem de puro Malê e dos Mussurúmi. Sani Adió de Mussurúmi, Açumano do Male e Oscarina Sani Adió (Yalorixá) vieram da Casa de Minas, no Maranhão, migrando para o Rio de Janeiro, e junto com João da Mina, Tio Obacayodé e Tio Êrepê se iniciaram na Nação Omolokô.
Tia Benedita, que recebeu a dijina Yadouxé era de procedência Banto Yadoy, a negra. Seu terreiro ficava em Nilópolis – Rio de Janeiro.
Oscarina, Açumano, Obacayodé e Êrepê tinham terreiros em Queimados – São João do Meriti, Morro de Santo Antônio, na antiga fazenda dos Botelhos, no Estado do Rio de Janeiro.
O Tata Ti Nkinse Tancredo da Silva Pinto com a Sunã Folketo Olorofé, era filho de Benedita Yadouxé.
O Sr. Antônio Pereira Camelo, Presidente da Confederação dos Cultos Afro-brasileiros Nossa Senhora do Rosário, em Minas Gerais , era pai de Efigênia de Oxóssi Arranca-Toco.
Mãe Nilza de Xangô, filha-de-santo de Efigênia do Oxossi Arranca-Toco, tem sua Casa de Santê em Belo Horizonte /MG, à Rua Riachuelo, 90 – Bairro Carlos Prates.
E por fim, Fernando de Oxalá, Tateto da Casa Senhor do Bonfim, filho-de-santo de Mãe Niza de Xangô, vem mantendo o Culto Omolokô e suas tradições, na Casa de Cultos Afro-Brasileiros Senhor do Bonfim, à Rua Cláudio Manoel da Costa, nº.31, no bairro Nacional, na cidade de Contagem, em Minas Gerais.
Fonte bibliográfica: Culto Omoloko – Ornato José da Silva;
Obras de Tancredo da Silva Pinto
Pesquisa de Campo: Casa de Cultos Afro-Brasileiros Senhor do Bonfim
Pesquisador: Tateto Fernando de Oxalá
Titi………, quero te dar um desafio rsrsrsrsrs isso é legal né? Eu querendo post para o blog e venho com essa de desafio, mas como vc é de Ogum tb, tomo estas liberdades rsrsrsrs. Titi dá pra VC unificar todos os comentários? Assim poderíamos colocar o material num post para ficar mais fácil de outros irmãos acharem a informação. O que acha? Tomege
Oi Achei a idéia ótima
Fica uma coisa mais organizada,Mas tem que pedir autorização para todos que foram “copiados,viu Titi D´Ogum…
Como é para um bem maior creio que vc não terá dificuldades.
axé
Irmãos Nelson e Carol
Sou meio “agobiada” pras coisas, mas vou tentar fazer algo mais organizado e como você citou Carol, vou ver se consigo autorização.
Eu acho que eu sou filho deste Orixá, pois a maioria das características batem… Mas fico ainda com um pouco de dúvida também com Oxóssi, pois sou um pouco ansioso (eu acho). Além do mais, eu tenho um pouco de Dualidade (Característica de Euá). Mas tirando a pouca
João,
Com certeza você precisa antes de mais nada ser abian, digo isso por que é desta maneira que o Orixá começa a nos reconhecer, nosso cheiro, suor, cansaço e muitas vezes não sobra tempo nem para ver o candomblé , mais o Orixá está lá nos observando. Nossa religião requer entrega total. Características são volúveis se assim posso chamar. E a dualidade não é características dos filhos de Ewá e sim a Imparcialidade! é uma delas. Dualidade talvez aos filhos de O’Logun Edé.
Axé,
Fernando D’Osogiyan
eu fui apontado como oga por oya mais rodei em um orixa que vem curvado que orixa e esse mais sou de uma unbanda que tem fundamento no ketu
Rafael,
Tá complicado, é Umbanda ou é Ketu? não tem meio termo meu amigo. Ogan no Ketu não dá orixá de jeito nenhum, inclusive existe cerimonia para se confirmar se roda com Orixá. Na Umbanda o cambono muitas vezes roda com a entidade. Quanto a vir curvado pode ser várias coisas até um Egun. Não tem Umbandomblé, não existe. Procure uma casa de axé.
Abs
Fernando D’Osogiyan
Olá Rafael
Orixás que se apresentam curvados geralmente são velhos, por exemlo, Nanã, Oxalá e Omulu.Não tem nenhum Xangô que se apresente dessa forma. Vc está numa casa de umbanda ou de candomblé??Umbandomblé não é religião,é um termo ofensivo a nossa religião….
No candomblé ogã não roda de jeito nenhum,acho que o ideal é que vc busque uma casa tradicional ou de umbanda ou de candomblé,ficar nessa mistura não me parece o melhor caminho.Umbanda não pode ter fundamento ketu porque umbanda não é candomblé.
se cuida.
axé
a casa é de umbanda mais meu pai de santo é yao de candoblé e diferentew de muitas casas de unbanda na minha casa se corta parar o orixa
alguém que pode me responde
Rafael leia os comentários, suas respostas estão todas lá.
Rafael se não me engano suas respostas estão nos posts Xangô (logo acima), Ossaim e qualidades do Orixá Xangô.
MAs uma coisa me chamou atenção e é muito complicado de entender, como pode seu pai de santo ser Yaô? Eu entendo que muitas pessoas tocam umbanda e vão ao candomblé fazer suas obrigações, mas necessáriamente devem parar suas atividades de umbanda a té que se tornem Egbomi para a partir deste dia começarem a tocar candomblé, afinal, se estão se iniciando no candomblé é porque vão tocar candomblé e não umbanda. Essa situação está muito complicada, um yao não pode ter casa aberta. Tomege
Bebe ou melhor Rafael. em umbanda não se corta para Orixá nunca. Um yaô não pode cortar para Orixá, a não ser na sua roça em caso de necessidade, mesmo assim deve ser acompanhado do zelador e do Ogã da casa. Veja bem onde vc está, porque tem muita coisa fora do lugar, fora da tradição religiosa, tanto do candomble quanto da umbanda. Tomege
Por favor Sr. Nelson. ( ou demais)
A relação dos orixas tanto na umbanda quanto no candomblé acho que “inculca muita gente”, não é mesmo?
Para vc, qual seria a ligação dos orixas no que se refere à
umbanda, uma vez que não se faz o ori… dentre várias outras questões ritualisticas relacionadas a alimentar os orixas… com sacrifícios….
Sei que não cabe uma pergunta neste espaço referente à umbanda, vc vai me dizer para ir atrás de uma e observar estas relações. rss
Mas gostaria de saber de vc e dos seus… como é esta questão dos orixas na umbanda?
Como vcs acompanham “este transito dos orixas”, digamos assim!
é possivel “saudar, louvar ou manter” os orixas através da umbanda?
Pergunto tudo isso pois acredito, tenho antes que consultar o Ifa obviamente, que sou um pouco de ossain e oxossi…não sei… .
bom se puder fazer algumas colocações sobre a questão…
Abraço a todos e tudo de bom!
Olá Seu Agenô
Vou dar minha opinião
Orixá de candomblé é diferente de orixá de umbanda.Para mim deveríamos chama-los de guias na umbanda.Porque eles não passam por preceito,falam antes de fazer obrigação de sete anos,receitam coisas,falam em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e os orixás são bem mais antigos que Cristo e não estão subordinados a Cristo.Estão ali por caridade e evolução e no candomblé não tem nada disso.Logo chamam de orixá porque usam a mesma denominação,mas para mim, pessoalmente, não é orixá,é guia de umbanda,um espírito iluminado e acima de nós evolutivamente,apenas isso.Eles acreditam em evolução e no candomblé essa visão não existe.
Orixá veio da África quem sabe cultuar são os descendentes que preservaram fundamentos e não espíritos que se comunicam, senão não haveria razão de ser de preservar os fundamentos…os espíritos diriam tudo…
Nao quero com meu comentário ofender ninguém,é apenas a forma como vejo.
axé
Muito obrigado pelas informações, são muito boas.
mas tenho um exemplo:
Para uma pessoas que não fora iniciada no candomble, seja ele qual motivo for, e tem uma longa experiencia na umbanda…
esta pessoa recebe lá seu caboclo boiadero, seu preto velho…
Não faz parte de nenhuma casa de umbanda, e informa que sues orixas são: ogum e X.
essa pessoa trabalha com a “falange africana” digamos assim…
oferece comidas a seus orixas, faz os sacrifícios necesários!
E ao mesmo tempo trabalha seus guias.
Falo deste exemplo pois é um amigo, que me inseriu, até hoje, “nesta espiritualidade”. não que esta seja uma, mas digo: no universo dos cultos dos africanos ou antigos escravos” ou como informei anterirmente nos cultos da “falange africana”.
Bom, como vcs comentariam esta situação…?
vêm como “coisas distintas”, não sei até que ponto que isto é tão fragmentado ou separado assim para meu amigo.
Obrigado.
Um grande abraço e tudo de bom a todos!
E obrigado Carol por me esclarecer que “orixa é uma coisa” e “guia de umbanda é outra.”
Tudo de bom a todos!
Seu Agenô o meu entendimento é que umbanda se origina de cultos africanos, indígenas, espiritualistas como o kardecismo e catolicismo e mais recentemente vem sofrendo influencia de outros segmentos religiosos. Umbanda tradicionalmente tem sincretismo religioso e tem nisso um de seus pilares e uma parcela grande de sua formação como religião. O candomblé é a reunião de diversos cultos trazidos pelos negros, sendo que cada segmento, ketu, jeje e angola é dotado de ritual, lingua e liturgia próprios, mas o conceito religioso é o mesmo, culto aos antepassados ou energias da natureza. A umbanda, segundo o que eu sei, por ex. crê que Ogum é São Jorge, e por não poder “receber” São Jorge, o fiel recebe um falangeiro com o nome de caboclo de Ogum (que foi sincretizado com São Jorge), e não santo por motivos óbvios. Tendo todas estas influencias é compreensível que neste culto encontremos elementos dos índios, como os caboclos de pena, e elementos do catolicismo como a figura do diabo, erradamente introduzido no mundo do exús, além de figuras como Jesus, sincretizado a Oxalá, e por este motivo este Orixá/Guia não vem nos médiuns da umbanda. E segue com sincretismos e modo de entendimento religioso bem diverso do candomblé, que não tem sincretismo e onde os filhos recebem seus Orixás, ainda que uma energia pequena do orixá, mas é o Orixá e não um enviado Dele. Assim percebo as diferenças que estão na base da construção dos dois segmentos.
Sobre este novo questionamento, ele já começa por citar uma forma de culto que não pertence a umbanda, que é o sacrifício, em umbanda não há este conceito, só em candomblé. E segue equivocado quando cita que a pessoa recebe seus guias e não participa de nenhum terreiro, não é proibido que haja desta forma, mas o correto seja em qual segmento for, umbanda ou candomblé é o convívio na comunidade, isso é imprescindível para o aprendizado e formação religiosa do médium/filho que precisa ser ensinado de acordo com a casa/família de axé, não é possível nem recomendável o auto desenvolvimento religioso, fatalmente acaba por criar uma mistura de idéias e conceitos e por fim uma religião nova e descaracterizada, que não é nem uma coisa nem outra, é um misto de várias outras coisas. Resumido acho que são ótimas, tanto umbanda como candomblé, mas tb acho que devem seguir seus caminhos, juntos, mas não misturados, cada um na sua roda, na sua rota, misturar é prejudial pois perde os fundamentos dos dois segmentos e vira uma coisa sem personalidade. Tomege
olá Nelson obrigado mesmo pela atenção, muitíssimo esclarecedora.
Principalmente a parte que vc enfatiza que a pessoa recebe o falangeiro e não o orixa, na umbanda, é muito boa.
no caso desse meu amigo o desenvolvimeno espiritual dele não acredito “ser sozinho”; realmente ele não frequenta uma casa específica, mas é um dos “cordenadores junto a uma comunidade de uma Guarda de Congado.
É através dela e com ela que este desenvolve sua “mediunidade”, sem vinculos explícitos seja com a umbanda ou candomblé, mas através das obrigações junto à guarda de congo e a comunidade.
Mais uma vez obrigado pela atenção
Tudo de bom a todos.
por eu queria saber sobre musica de ossaim
Caro amigos, nao sigo a religiao de voces, porem osilo muito. Algumas vezes algo me leva para o lado catolico, onde sou batizado e segui ate hoje, mesmo nao asiduosamente, porem outras vezes nao me sinto comprenetado e fico disperso .
Nesse momento mais uma vez, passo por essa oscilacao em minha cabeça e nao sei o que fazer . Procuro pesquisar tudo que posso sobre o candomble, afim de tirar-me algumas duvidas em relacao a minha religiosidade . Acredito em deus, e sei que vcs tambem, so nao sei de que forma que demostram isso ?
Amigos estou confuso, tenho incertesa em frequentar qualquer lugar pois sou muito desconfiado e tenho medo de desrespeitar a religiao, por talves nao acreditar em lugares que tenho frequentado com medo de estar envolvido com charlataes .
Venho lendo alguma coisa sobre oxossi e ossaim, me familharisei muito com oxossi, porem ossaim nao sei se a palavra e esta, mais acho que deveria ser o ossaim pois tem haver com meu signo que e gemeos .
Sei que existe algo em minha vida que me acompanha e nao sei ao certo se e só Deus ou tambem existe um Santo que me ajuda nas coisas que acontecem em minha vida . tenho uma percepcao muito grande e as vezes sonhos que acabam me alertando sobre algumas coisas em minha vida, porem sempre levo para o lado da realidade e aceito que sejam coensidencias e levo para o lado da normalidade .
Obrigado por lerem e agradeço se derem uma atencao especial .
Boa tarde, Rafael.
Antes de te falarmos alguma coisa. Leia, por favor, um texto que tem aqui no blog: “Candomble: festa, tradição e alegria”, está em “Autores” Dayane, na barra lateral e o texto “A iniciação no Candomblé(Parte 2), este está em autores Manuela. É só ir procurando, certo? Esperamos seu retorno.
Obrigada
Rafael o problema deve ser na base de conhecimento religioso que vc tem, afinal são muito diferentes os dois segmentos que vc cita, e isso cria uma dificuldade de entender o candomblé. te aconselho que procure uma casa de candomblé tradicional,que toque candomblé sem misturas, sem mistificações, que tenha tradição e vá frequentando e estudando o candomblé. Sobre sua identificação com os Orixás citados, o ideal é que se faça um jogo de búzios para saber qual é o seu Orixá, mas no seu caso, como vc está confuso, só faça o jogo com alguém realmente conhecedor de candomblé,pesquise antes e certifique-se antes. Tomege
ola pessoal motumba eu sou feito de ossaim recebi a missao de ser babalosaim aqual estou estudando muito procurando o conhecimento com muita dedicacao e serta curiosidade pois nao tinha idea do q me esperava estou facinado com tudo ;se alguem puder me ajudar ficarei muito grato manden me tudo o qtiverem vidios fotos nomes propiedades de plantas etc,desde ja agradeco a todos.motumba.
quando estouperto de umafilha de nana me emociono muito gostaria de saber e por que sou de ossain sinto uma enorme alegria e depois uma grande tresteza gostaria de saber se tem alguma coisa a ver com o santo pois sou de ossain iansa e omolu vc poderia me esclarecer adorei tudo que li amo meu orixa
wagner,
Existe algo, nada é por acaso, seria interessante que fizesse um jogo para ver o posicionamento de Nanã em seus caminhos e o que ossayin tem a dizer.
Axé,
Fernando D’Osogiyan
ola, gostaria de parabenizar o blog, muito legal discutir sobre o candomblé que cada vez mais vem conquistando mais adeptus e se percebe que muitos são pessoas cultas, quebrando o paradigma que nesta religião não possui pessoas estudadas, estou começando na religião agora, e como a maioria, acabamos vendo a pratica com as giras e trabalhos, mas ficamos sem saber a teoria, sou filho de ossain, e gostaria de saber mais sobre este orixa tão misterioso e sobre as giras, pomba giras, exus, tem algum livro com informações que vcs poderiam me indicar?Muito obrigado pela atençao, abraço a todos!
Olá Wellington
Esse seu aprendizado deve acontecer na casa de axé, junto ao seu zelador, as propriedades medicinais das plantas existem e as fontes são muitas,mas vc tem que aprender a parte ritual e isso só o zelador pode orientar
axé
Olá Thiago
NO candomblé,a melhor forma de aprendizado é na casa de axé com os mais velhos que vc.Mas vc cita pombagiras e exus no seu comentário,acho que antes de estuda-los vc deve conhecer seu Orixá,estudar a fundo sobre ele.
Pombagiras e exus catiços não pertencem ao culto tradicional do candomdblé, são vistos como eguns.São cultuados na umbanda, e na umbanda não existe culto a Ossain.
Axé
Amei tudo k li sobre ossaim. Sou filha deossaim e ñ sei quase nada sober ele.
Ando muito doente e preciso deajuda espiritual ,gostaria de saber como fezer uma oferenda a ossaim e onde, no momento ñ tenho nén um terreiro pra ir. agradeço de coração se responderem.
Boa tarde, Vanderléia ozote.
Nós não receitamos ebós e nem aconselhamos que ninguém faça isso via internet.
O melhor é sempre você seguir a orientação de um zelador, pois ele olha sobre como o orixá quer, se quer… Esses detalhes para que a oferenda saia ao gosto do orixá.
Não há nenhum terreiro próximo a você, onde você possa pedir um auxílio ao zelador?
Axé!
Antes de mais os meu parabéns pelo conteúdo deste forum. Eu estou em Lisboa e com muita dificuldade em prosseguir com meus ensinamentos e com a vivênvia de minha religiâo: o Candomblé Nação Nagô. Por favor agradeço uma resposta a uma pergunta: pode um Orixá, no caso Meu Pai Xangô e o pai de meu neto Senhor Ogum “descer” numa 6ª feira – hoje – e ajudarnos num eminente acidente automóvel? Minha Mãe de Santo garante que é impossível por ser 6ª feira e os Orixás não “descerem” à 6ª feira mas eu garanto que só nossos Orixás nos teriam salvo. Meu neto é um menino abençoado: foi eborizado ainda na barriga da mães, minha filha, juntamente comigo e à poucos dias, seu Orixá, Senhor Ogum encostou nele. Por favor será que minha mãe está a ser muito rígida? Agredeço muito a vossa opinião.
Axé
Deolinda
ola kolofé a todos sou dofono de ague e estou aki para parabenizsar este site lindo lindo exclusivo pro meu pai kii tanto amo super feliz pelo site….
Deolinda eu sou contra o que sua Yá disse, devo respeito a ela sim, mas não concordo com isso. É fato que sexta é sagrado, mas muito mais sagrada é a vida. E se o Orixá pode salvar sua vida Ele não o faria só porque é sexta???????? è uma visão muito literal e radical do assunto, Orixá tem bom senso tb. Tomeje
Mauro obrigado pelo comentário e eu tb nãopoderia deixar de parabenizá-lo pelo lindo Vodum, que hoje está cada vez mais raro de ser visto, obrigado pela visita e um caminho meu irmão. Tomeje
olá,gostei muito de tudo que li neste blog,sou de ossainhe e fiz esse orixa a 32 anos em uma casa de omoloko,fiz minhas obrigações de 1 ano, 3 anos e 5 anos,não conclui meus 7 anos,pois sai da casa,depois fui para o gege e tomei boris,frequentei 13 anos a mesma casa DO PAI LUIZ DE JAGUM,falecido já a tempos,depois disto não fiquei em casa nemhuma,hoje gostaria de encontrar uma casa de omoloko verdadeiro para dar contiunidade as minhas obrigações,sou do RIO DE JANEIRO BAIRRO CAMPO GRANDE caso conheça alguma,ficaria muito agradecida pela sua recomendação,quero tbm,parabenizar por todas as informações que li, vcs/são muito claros e sinceros em suas opiniões,dando esclarecimentos a altura, falar de ossainhe é muito complicado,pois este orixa é muito oculto,porem tem muito axé,e aceita seus filhos de braços abertos,sei muito bem do que estou falando.PAREBENS A TODOS .AXÉ ( AGUARDO SEU CONTATO,SE PÚDER ME INDICAR UMA CASA DE OMOLOKO AQUI EM CAMPO GRANDE NO RIO DE JANEIRO) OU ALGUEM QUE ESTEJA LENDO POSSA TBM ME AJUDAR.
Izabel sua benção, há pouco tempo eu vi alguma coisa referente a omoloko no site da federação de umbanda do RJ. procure com eles, que acho que vc vai encontrar ajuda. Tomeje
TENS GRANDE ESTUNDOS QUE COMPRAVAM QUE OSANYN TENS 5 QUALIDADES SIM……E TUDO QUE SE FAZ PRA BABA MIM OSANYN …….TENS QUE SE FAZER A ARONI
Olá pessoal,
Apesar de não seguir a religião de vocês, me interesso bastante e foi por esse motivo que escolhi fazer meu trabalho de conclusão de curso na faculdade sobre nossas raízes africanas. Estou pesquisando bastante sobre Ossaim para fazer um paralelo com a música de Vinicius de Moraes e Baden Powell “Canto de Ossanha”, porém não consigo entender porque na música eles colocam “Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor” e “Se é canto de Ossanha, não vá, que muito vai se arrepender”, pois não encontrei nenhum material dizendo que Ossaim era traidor.
Será que alguém poderia me ajudar com isso ou vocês também acham estranhos esses trechos da música?
Obrigada pela atenção,
Malu.
Olá Malu
Eu tb nunca entendi essa música,mas com certeza não liga Ossaim a traição, não faz dele traidor,talvez se refira a um tipo de punição devido traição que o homem comete. O traidor é o homem e não Ossanha, Ossanha se refere a canto nessa frase.
Mas tb não conheço nenhum tipo de lenda que fale que Ossaim pune os traidores,é algo poético e só no além mesmo para conversar com os autores e esclarecer a intenção deles.
Mas quem alerta antes desse trecho é Xangô, um orixá mulherengo
“Amigo Sr. saravá Xangô que mandou lhe dizer se é Canto de Ossanha não vá que muito vai se arrepender.”
Talvez buscando algo com Xangô vc encontre.
axé
Danilo o problema no seu comentário está na generalização ou “imposição” de que tudo é a mesma coisa. Vc é de Agué (Jeje) e Ossaim é ketu. Talvez no Jeje haja de fato 5 qualidades mas no Ketu pode não haver, são culturas diferentes. Tomeje
Muito obrigada Carol,
Vou pesquisar sobre Xangô então,
Abraços,
Malu.
EU CONHEÇO VARIAS PESSOAS DE AGUE, E TAMBÉM SOU DELE COM ELE, NÃO TENHO AJUNTO, MAS AS CARACTERISTICAS QUE VOCÊ COLOCOU LÁ EM CIMA TÃO MEIO FURADA, SE VOCÊ CONHEÇE ALGUEM DE AGUE OU OSSANHE VOCÊ VAI VER QUE AS COISAS QUE ESCREVERAM NAS CARACTERISTICAS DE FILHOS DE AGUE TA FURADO
Valtair a questão não é de estar ou não estar furado o que está escrito aqui, até porque é um estudo antropológico que remonta há muito tempo e feito por pessoas que pesquisaram muito estas características, é claro que isso não exime nossa responsabilidade em publicar o texto, mas o fizemos por que acreditamos nele. O principal desta discussão é que vc assim como muitos outros quer comparar coisas que não são comparáveis, vc é de Agué (Jeje) e Ossaim é de ketu, o centro da discussão é a cultura e pensamento religioso destes dois segmentos, são diferentes. Ex. em ketu há teoricamente sete qualidades (caminhos) de Ogum, mas em Angola há outras tantas qualidades (caminhos) de Inkose, mas não é por serem “semelhantes” que podemos dizer a descrição feita por angola é errada quando olhamos com olhos e conhecimento de ketu. Tomeje