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Terreiros e Abiãs

Foto de Adenor Gondim

Como devo me comportar?

O que posso fazer?

Será que me comporto mal?

Qual a conduta mais correta?

São dúvidas que assolam muitos iniciados, principalmente aqueles que caem de pára quedas na religião, que entram por amor ao orixá, mas que nunca se deram ao trabalho de analisar e avaliar o local de culto, as pessoas nesse local e principalmente aqueles que não sabem como funcionam as coisas naquele ambiente.

A ausência de uma orientação acerca da conduta nas casas de santo pode gerar diversos problemas, primeiro entre as pessoas e fatalmente a casa sofre com isso. Outro dia o Baba Fernando comentou “candomblé (no sentido de terreiro) é lugar de função, todo bom zelador deve ter uma equipe preparada para detectar problemas de relacionamento entre as pessoas”. Não foram exatamente essas as palavras, mas era essa a idéia, e então quando paramos para analisar a frase, a orientação de um zelador bem preparado, reflete numa casa bem administrada. Não é que não se possam fazer amizades, mas aquele local e aquele momento que você dedica para estar naquele local são sagrados. Não devemos nos desviar do objetivo.

Estamos numa casa de axé para cuidar de nosso Orixá/Vodum /Inkisse, estamos para aprender mais sobre essa cultura fascinante e na qual a maior parte das pessoas não nasceu, mas como foi iniciado (a) deve passar a adotar medidas e comportamentos coerentes com aquela cultura. Estamos para aprender e quem sabe um dia ensinar aos mais novos. Existem tantas coisas a serem exploradas numa casa de axé, tanta coisa para aprender com o zelador, com os mais velhos dispostos a ensinar, porque tanta gente perde tempo se desviando daqueles que podem realmente nos acrescentar?

Porque nos falta o hábito de observar, de calar e apenas ouvir, porque muitas vezes temos o hábito do barulho, da conversa em excesso, e não conseguimos fazer algo simples: silêncio. Se fizermos mais silêncio nas casas, poderemos ter a oportunidade de ouvir melhor nossas rezas, poderemos observar como se comporta aquele egbomin que é o xodó e o braço direito da casa, ou aquele ogã, aquela ekedi que está sempre auxiliando junto ao nosso zelador, e que sabe como se portar diante de cada situação. Li num texto de Rubem Alves sobre a necessidade do silêncio, ele conta nesse texto a rotina de um mosteiro onde todos se reúnem uma vez no dia, ouvem uma frase e passam o dia a refletir sobre aquela frase.

Na nossa sociedade quando você diz algo, o outro imediatamente responde, arremata com outra frase, emenda para outra conversa, talvez esse seja um fator limitante ao nosso crescimento pessoal. A cultura de pouco uso da audição: temos dois ouvidos, uma boca e usamos mais boca que os ouvidos… Será que é por acaso que temos dois ouvidos? Não se enganem, somente quem sabe fazer silêncio é que merece e recebe confiança no candomblé, e que consegue absorver mais conhecimento.

Não estou pregando que todo mundo fique mudo, mas que aprenda a fazer silêncio nos momentos necessários e que saiba que candomblé não é lugar para fazer grandes amizades, nem se relacionar com ninguém do sexo oposto. Candomblé é família, ali todos somos irmãos, pais, mães e filhos e essa deve ser a visão. Temos já tanto contra nossa religião, as exigências de não-relacionamento são justamente para proteger não apenas uma casa, mas toda a religião.
Não sou contra o casamento de pessoas que freqüentam a mesma casa, acho até interessante que a família seja unida na questão religiosa, mas é preciso saber como conduzir as coisas. Existe uma ética por trás de cada exigência que nos é feita. A falta dessa orientação de como conduzir-se na casa, na maior parte das vezes é reinante. E talvez tenhamos esse grande problema de desorientação dentro da casa por causa dos malfadados dekás e por causa da pressa de iniciar-se e de iniciar alguém.

Como cansamos de dizer, a maior parte das pessoas não devia receber autorização ao sacerdócio, devia ficar em sua casa e auxiliar os mais novos, e com a entrega desenfreada de dekás temos casas carentes de egbomins. Eles têm uma importância dentro de uma casa e esse papel de difundir um “código de conduta” com certeza seria deles. Além disso, temos pessoas inexperientes na religião que se iniciam sem nunca terem participado de uma roda, que não param para pensar que antes de se iniciar, é necessário aprender, observar.

Nesse ínterim percebemos a importância da fase de abiã, nessa fase aprendemos como nos portar, onde sentar, com quem esclarecer dúvidas, como abordar o zelador, qual comportamento diante de uma ekedi, de um ogã, de uma egbomin? Como as yawós se comportam? Você passa a observar como será seu comportamento após a iniciação. A irresponsabilidade de iniciações prematuras também é dos zeladores que não avaliam o que aquele abiã aprendeu até ali, não seria necessário ser abiã por mais tempo? O que ele sabe, e o orixá dele? Muitas vezes se fecha os olhos para vários aspectos que devem ser analisados antes de enfiar alguém no roncó para uma iniciação.

Essa falta de análise pode trazer mais problemas que soluções para o recém iniciado, por isso não se pode iniciar quem quer ser iniciado, não basta querer é preciso iniciar quem está à altura desse passo. Quem está preparado, e tem certeza e convicção de que este é o caminho, mas uma certeza devido a uma experiência na casa, uma experiência que deve ser de algum tempo de convívio com aquela comunidade.

Vemos pessoas que não aprovam o sacrifício (doação) do animal, que são iniciadas e querem mudar os fundamentos para continuar na religião, outros que acham que o zelador tem que estar à disposição para resolver problemas de todos os yaôs, outros que acham que podem se sentar em cadeiras dentro do axé, outros que acham um absurdo não poderem conversar com alguém do sexo oposto na casa de axé. Esses exemplos, e muitos outros que poderíamos citar, surgem devido a uma coisa: pessoas que não viveram a fase de abiã, e não foram orientadas como todo abiã deve se portar.

Por isso meus irmãos que dizemos sempre: não tenham pressa de se iniciar, vivam cada momento de abiã, de yaô, de apontado e de confirmado e principalmente, aprendam observando. Evitem receber um coió em público, que seja outro a receber que não você.

CONVITEVIRTUAL2

Alaiande Xire

Há alguns meses ouvimos os rumores de que o Recife receberia a próxima edição do Alaiandê Xirê, um dos eventos mais importantes do pais para a cultura candomblecista. Confirmado nas últimas semanas, a programação saiu e temos o prazer de trazer para vocês através do blog do Povo do Axé tudo o que nos aguarda de 18 a 22 de Novembro de 2009, no Sítio de Pai Adão, no Recife.

Alaiandê Xirê, Festival de Alabês (Nagô), Xicarangomas (Congo/Angola) e Runtós (Jêje), é o encontro anual dos Sacerdotes/Músicos, de ritmos litúrgicos e cânticos dos terreiros de Candomblé da Bahia, das diferentes nações e de outros estados brasileiros e diásporas africanas. Criado pelo Ogã de Ogum Roberval José Marinho e pela Agbeni Xangô Cléo Martins, ambos filhos do Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro. Xangô, o orixá do fogo, justiça e poder em exercício é o padroeiro do Alaiandê Xirê.

O primeiro festival aconteceu em 1998, no Ilê Axé Opô Afonjá, palco de todos os Alaiandês até 2005 quando ficou decidido que daí para frente seria itinerante. A primeira edição itinerante aconteceu em 2006, sob a denominação de “O Fogo que Fica”, no tradicional terreiro Mansu Banduquenqué (Bate Folha). No ano de 2007 fomos para o Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Casa Branca) com a denominação “Ipadê-Lomi”. Já em 2008 o Alaiandê Xirê aconteceu no Ilê Odô Ogê (Pilão de Prata) com a denominação “A Família Bangbose Obitikô“.

O evento é aberto ao público em geral e sem fins lucrativos.

Sàngó Nfé Kabieci!

RITA VIRGÍNIA RODRIGUES DO RIO
Secretária

O Centro de Cultura Afro Pai Adão, que tem por meta preservar e fortalecer a cultura de origem africana nas diversas formas em que se manifesta, assim como, desenvolvedor que é de diversas ações de ordem social tem o privilegio de ter sido escolhido pelo Instituto Alaiandê Xirê para promover a XII Edição do Festival Alabês, Xicarangomas e Runtós (os Sacerdotes Músicos dos Terreiros de Candomblé). O evento será realizado de 18 a 22 de novembro próximo no Terreiro Ilê Obá Ogunté (Sítio do Pai Adão), que foi fundado em 1875 por Inês Joaquina da Costa, Yfá Tinuké (também conhecida como Tia Inês), africana oriunda da cidade de Oyó (Nigéria) que o dedicou a Yemanjá.

MANOEL DO NASCIMENTO COSTA
Presidente do Centro de Cultura Afro Pai Adão

PROGRAMAÇÃO

Dia: 18/11
18h30m
- Abertura Oficial
Instalação da Mesa Diretora
Execução do Hino Nacional do Brasil
Execução do Hino Alaiandê Xirê
Saudação aos Ancestrais
Saudação aos Orixás

Homenagens
Alfredo Belarmino da Silva (Alfredo Pequeno) – Grande Mestre dos Ogãs de Pernambuco
Iyá Stella de Oxossi – Iyalorixá do Ilê Axé Opó Afonjá pelos seus 70 anos de iniciação
Humberto Costa – Secretário das Cidades do Governo do Estado de Pernambuco e incentivador da criação da Lei 10.639
Luiz de França (Luiz do Maracatu) – Babalorixá do Terreiro Obá Aganjú e Grande Mestre do Maracatu Leão Coroado
Maria do Bonfim Galdino (Tia Mãezinha) – Iyalorixá do Sítio de Pai Adão (filha carnal de Pai Adão)
Malaquias Felipe da Costa – Babalorixá do Terreiro Obá Ogunté (filho carnal de Pai Adão)
Corbiniano Lins – Artista Plástico
Iyá Lucinha de Bogum (in memoria)
Emília Rodrigues Braga (Iyá Ainã) e Maria Rodrigues Braga (Iyá Ajay) – as tias do Pátio do Terço (in memoria)
Jornal Angola
Movimento Negro Contemporâneo de Pernambuco pelos seus 30 anos de fundação Casa Xambá
Roça Gege Oxum Opará Oxossi Ibualama
Centro Espírita Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro
Centro Espírita São Jerônimo
20h30m
Lançamentos de literários
Relançamento do CD Korin Orishá, de José Amaro dos Santos
21h00
Apresentação das delegações de Alabês, Xicarangomas e Runtós

Dia 19/11
09h00
Mesa Redonda: Alaiandê Xirê – História e Memória
Coordenador: Manoel do Nascimento Costa (Manoel Papai)/PE – Babalorixá do Sítio de Pai Adão e Diretor do Centro de Cultura Afro Pai Adão
- Rita Virgínia Rodrigues do Rio/BA – Omorixá do Ilê Axé Opó Afonjá, Secretária Executiva do Alaiandê Xirê e Educadora
- Luiz Carlos Austregésilo Barbosa/BA – Iperilodé do Ilê Axé Opó Afonjá, Médico Psiquiatra e Professor do Curso de Medicina da FTC
- Roberval José Marinho/BA – Folojutogun do Ilê Axé Opó Afonjá, Artista Plástico e Professor da UNB
10h30m
Mesa Redonda: A História das Religiões Africanas em Pernambuco (Nagô, Xambá, ketu, Angola, Jêje, Umbanda e outras)
Coordenador: Roberto Mauro Cortez Motta/PE – Antropólogo
- Adeildo Paraíso da Silva (Ivo do Xambá)/PE – Babalorixá da Casa Africana Xambá
- Mãe Elza/PE – Iyalorixá do Terreiro Yemanjá Ogunté e Membro do Grupo de Mulheres do Culto Afro
- Iyá Beatriz Moreira Costa (Mãe Beata)/RJ – Iyalorixá do Ilê Omi Ojú Arô
- Valéria Costa/PE – Pesquisadora
12h00
- Almoço
14h00
Mesa Redonda: Turismo Afro Pernambucano
Coordenador: Samuel de Oliveira/PE – Secretário de Turismo da Cidade do Recife
- Eroiltom Pereira dos Santos/PE – Coordenador Estadual do UNEGRO
- Ana Cristina Moraes/PE – Autora do Projeto Turismo Afro Pernambucano
- Inaldete Pinheiro de Andrade/PE – Mestra em Educação
16h00
Mesa Redonda: A Lei 10.639 e a Educação nas Escolas Públicas
Coordenador: Ceça Axé/PE – Professora e Presidente do Centro de Cultura Afro Pai Adão
- Fátima Oliveira/PE – GTERÊ
- Claudilene Silva/PE – Mestra em Educação
- Jorge Bezerra de Arruda/PE – Secretário do CEPIR
18h00
- Apresentação das delegações de Alabês, Xicarangomas e Runtós

Dia 20/11
09h00
Mesa Redonda: Umbanda para todos nós e a Jurema Sagrada
Coordenador: Edson Axé/PE – Diretor do Centro de Cultura Afro da Prefeitura da Cidade do Recife
- Jorge Bezerra de Arruda/PE – Secretário do CEPIR
- Alexandre Alberto dos Santos Oliveira (L’Omi L’Odò)/PE – kipupa Malunguinho
- Ângelo Mário do Prado Pessanha/RJ – Babakekerê do Ilê Axé Aiyrá Untinlé e Doutor em Educação com especialização em Antropologia
10h30m
Mesa Redonda: População Negra e a Cidadania
Coordenador: Valteir Silva/PE – Professor de Filosofia da UFPE e Presidente do NEAB
- Bernadete Azevedo/PE – Promotora de Justiça e Coordenadora do GT Racismo
- Henrique Cunha/PE – Doutor em Educação
- Vera Regina Barone/PE – Presidente do Grupo Uiala Macajé
- Air José Souza de Jesus/BA – Babalorixá do Ilê Odô Ogê
12h00
- Almoço
14h00
Mesa Redonda: A Força das Iyás nas Religiões de Matriz Africana
Coordenador: Iyá Maria Helena/PE – Iyalorixá
- Iyá Lúcia Crespiniano/PE – Iyalorixá
- Iyá Lúcia dos Prazeres/PE – Iyalorixá e Mestra em Educação
- Iyá Lúcia Costa/PE – Iyalorixá do Terreiro Obá Ogunté
- Iyá Nice Spindola/BA – Iyalarê do Alaiandê Xirê e Omorixá do Ilê Axé Iyá Nassô Oká
16h00
Mesa Redonda: Ritmos Afro-Brasileiros
Coordenador: Naná Vasconcelos/PE – Percussionista
- Jailsom Viana Chacom/PE – Membro do Maracatu Porto Rico e Dirigente do Batuque
- José Amaro da Silva/PE – Babalorixá do Terreiro Obá Okosô e Professor de Música da UFPE
- Dito de Oxossi/PE – Babalorixá e Presidente do Afoxé Ilê Egbá
- Edivaldo de Araújo Santos (Papadinha)/BA – Alabê do Ilê Axé Iyá Nassô Oká e Babalaxé do Ilê Axé Iyá Omin Lonan
18h00
- Apresentação das delegações de Alabês, Xicarangomas e Runtós

Dia: 21/11
Abertura das Festas de Yemanjá em Recife
22h00
Abertura das festas com ritmos e cânticos na língua yorubá para o Orixá Exú seguido de cânticos para os demais Orixás.
01h00
Ogãs e Coral de Filhos de Santo do Sítio do Pai Adão entoarão cânticos para Orumilá, seguidos pela saída de caravana com destino a praia de Boa Viagem onde será realizada oferenda a Yemanjá (ritual da panela)

Dia 22/11
14h00
- Apresentação das delegações de Alabês, Xicarangomas e Runtós
20h00
- Anúncio da Cidade sede do XIII Alaiandê Xirê – Festival de Alabês, Xicarangomas e Runtós
- Coral, acompanhado pelos Tambores Sagrados, entoará louvores a Oxalá dando por encerrada as festividades

Katende

A folha que cura  pode matar

Nesta edição vamos falar desta maravilhosa manifestação divina que chamamos de Katendê. Ele é o senhor das ervas e das curas medicamentosas no panteão afro-bantu-brasileiro. Comanda as folhas medicinais e litúrgicas. É o mestre do mato e o Senhor da medicina fitoterápica e com grandes influencias na homeopatia e nos remédios naturais que reúnem as energias da terra, do sol, da lua e das próprias folhas nos auxiliando nas curas, limpezas, sacudimentos, oferendas e preceitos, por isso, Ele está presente em todos os ritos. Muitas vezes é representado com uma única perna (a árvore só tem um tronco. Para o Negro bantu-brasileiro, que tem seus ritos preservados no candomblé de Angola, Katendê é uma das mais importantes divindades, pois sabemos que o sangue das folhas (nguzu – a força vital) é uma das forças mais poderosas, que fazem nascer o que está por vim. Por isso, toda vez que queimamos uma floresta, desmatamos, cortamos árvores, ou simplesmente arrancamos folhas sem necessidade, estamos violando a natureza e ofendendo seriamente a esta manifestação divina.

Seus filhos devem evitar tangerina, melão e carne moída.
Suas principais saudações são: Katendê mukua-xi-unsaba -  Katendê o habitante das folhas. Kiuá Katendê! – Salve Katendê! Katendê Nganga, Katendê! – Senhor Katendê! e  Kisaba Kiasambuká, Katendê! – Folha Sagrada, Katendê!
Tem como símbolo uma árvore de metal.
Suas contas são brancas rajadas de verde.
Seus agrados preferidos são milho vermelho e mel, fumo de rolo e cachimbo.
Seus filhos tem tendências à vida de eremita (gostam da quietude e do isolamento), mas têm compatibilidades principalmente com Kabila, Kaiala, Angorô, Zumba ria Nda, Matamba, Nsumbo e Lemba ria Nganga.

Kiuá Katendê Nganga!

 

Tata Ngunz’tala

Publicado no Jornal Tribuna Afrobrasileira

MUTALAMBÔ / NGONGOBILA

Mutakalambo 

O que é meu é meu. O que não é pode vir a ser

Mtakalambô, Mutak’lamb’ngunzo, Cabila e Ngongombila são nomes que revelam a natureza do caçador e a face divina de Deus como provedor. Essa Divindade é responsável pela manutenção da tribo e ainda tem a função de manter a vigilância noturna nas aldeias garantindo-lhes a segurança. Está ligado a abundância de alimentos na Nzo (casa) de culto, proporcionando a fartura, a alimentação, a bem-aventurança financeira dos filhos de santo e da clientela. Seus filhos costumam ser lépidos, faceiros, altivos e possuem  habilidades manuais e rapidez de  movimentos. São também aventureiros e confiantes.    

Ngongobila é também um exíguo pescador e tem a natureza jovial e bela.

Saudação: Pembelê Tat’etu Mutalambô, Kiuá! Cabila Duilo!!!

Seus símbolos são vários e todos ligados à caça ou à defesa, sendo o mais conhecido o arco e fecha, bem como o embornal e a capanga.

No  Brasil se convencionou o dia de quinta-feira em sua homenagem e suas cores várias do azul celeste ou turquesa ao verde.

A comida ritual mais comum a ele oferecida no Brasil é o milho amarelo cozido e o coco. Também pode lhe oferecer grãos torrados e frutas em abundância.

Salve o caçador dos céus!!!!

 

Tata Ngunz’tala

publicado no Jornal Tribuna Afrobrasileira

besouro_alta

Com direção de João Daniel Tikhomiroff, o filme chega aos cinemas já no dia 30 de Outubro, para contar a história de um dos maiores capoeiristas do país e sua vida no Recôncavo Baiano nos anos 20 e 30.

Protagonizado por um herói negro e ambientado no universo da capoeira e do candomblé, Besouro chega disposto a derrubar vários preconceitos do público brasileiro de uma vez só. O filme é centrado na história de Besouro Mangangá, tido como o maior capoeirista que o Brasil já conheceu.

Em parceria com a promotora do filme, vamos aqui lançar mais um pequeno passatempo, que irá proporcionar alguns prémios: 01 ingresso duplo e 02 kits do Besouro.

O ingresso é duplo, válido em todo o Brasil, de segunda à quinta, excepto feriados.
E os kits contêm, cada um:
01 camiseta, 01 par de ingressos, 01 jogo Besouro card games e 01 livro.

Para ganhar estes prémios terá que responder acertadamente às seguintes perguntas sobre o blog e sobre o Candomblé e claro, também sobre o Filme:

1 – De que Orixás são filhos os colaboradores deste blog?

2 – Bori e Iniciação são a mesma coisa, apenas com nomes diferentes?

3 – Quem é o actor principal do filme “Besouro”?

Os prémios serão entregues aos três primeiros leitores do blog que deixem aqui neste post as respostas correctas às 3 perguntas.

O 1º e o 2º prémios são os Kits Besouro, e o 3º prémio será um Ingresso Duplo

Não esqueça de deixar o seu e-mail correcto quando preenche as caixinhas para deixar o seu comentário (não aparecem para o público, mas nós aqui vemos!) pois essa será a forma como vamos entrar em contacto com os vencedores do passatempo.

Vamos lá gente! Boa sorte!

Axé!

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