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Postarei uma matéria veiculada por um jornal que nos conta um pouco sobre esta riquíssima fonte de sabedoria e cultura dentro do nosso culto de òrìsá. Tenho muito orgulho de ter participado por quinze anos desta família, minha mãe, da qual me orgulho muito e seu irmão carnal são filhos deste àse, fizeram parte do primeiro barco da ilustrissíma Senhora Dª Regina Bomgbose, mo juba esa.

MATÉRIA JORNAL ICAPRA ”CANDOMBLÉ PERDE SUA IYÀ ÀGBÀ DA FAMÍLIA BAMGBOSE OBTICO”.

 Por: Prof. J. Benistes

Rodolfo Sawser

Uma das últimas Iyálorisas, pertencente a uma rica geração de matriarcas plenamente identificada com as rígidas normas do Candomblé. Regina Topázio de Souza, mais conhecida como Mãe Regina de Bamgbose, foi sempre consciente de suas origens, sabendo preservar com extrema autoridade, uma vida exemplar a ser seguida pelos seus descendentes e merecedora de estudos por ser parte integrante da história dos Candomblés do Brasil.

Sua biografia se reporta aos ancestrais familiares que viveram há mais de 200 anos no Brasil, sempre dedicados a criar uma vida de trabalho e de devoção total às crenças de seus antepassados. Foram tão competentes que influenciaram as demais raízes do Candomblé. A memória coletiva revela que Ìyá Násò, depois de organizar os primeiros momentos do Candomblé do Engenho Velho, em Salvador, resolveu ir para a África juntamente com Oba Tósí, Marcelina da Silva, por volta de 1837. Após 7 anos de permanência, retorna trazendo alguns africanos, entre eles, Bamgbose de Sàngo, que aqui no Brasil tomou o nome civil de Rodolpho Martins de Andrade, e que seria o patriarca de numerosos descendentes. Numa época escravocrata, assumiu condições de trabalho, como forma de ter e lhe dar condições na organização do culto, conforme desejo de todos.
A sua vinda foi de uma importância fundamental para o grupo que estava sendo formado, tentando dar forma a um modelo de ritual dentro de um padrão de possível aceitação na nova terra. Era um grupo ligado ao culto de Sàngo, como Iya Naso, Rodolpho Obitico, Joaquim Oba Sanya, Marcelina Oba Tosi e Aninha Oba Biyi, entre outros. Isto fez com que a participação deste Orisá nos ritos religiosos se tornasse relevante, com possível razão pela inclusão do Osú, como símbolo da iniciação, o uso do ileke, o obrigatório Àmàlà semanal e a seqüência de cânticos denominada Roda de Sàngo, ponto de partida para a manifestação dos demais Orisas.

Conhecido e citado como Bamgbose (Ajuda-me a carregar o Ose) viria a ser reverenciado como Obitiko, (A família que se reúne), na relação dos ancestrais citados durante o ritual de Ipade, ao lado de Asika, Ajadi, Oduro, Kayode, Adeta Okanlede e demais personagens importantes da ancestralidade afro-brasileira. Os nomes dos homens aqui relacionados possuem muita importância, pois os antigos Babalawos eram considerados como irmãos das mães de santo e, assim, vistos como Tios merecedores do maior respeito e reverencia. Tinham eles entrados franca em todas as comunidades e sempre consultado. Eram raros, e não como nos dias atuais. Rodolpho Bamgbose aqui teve vários filhos, sendo que uma de suas filhas viria a dar sentido à família Bamgbose. Julia Maria de Andrade, falecida em 1925 e conhecida como Vovó Julia de Sàngo Aganjú, cujo nome iniciático era Oba Dára (O bom rei). Casou-se com Eduardo Américo de Souza Gomes, um africano natural de Abeokuta, onde nasceu em 1833, e para lá tendo voltado. Um dos filhos do casal seria personagem importante na linhagem religiosa, Felisberto Nazarenos Sowzer, ou Souza, de Ogunjá, iniciado por um tio, Ewetundé, cujo nome dado foi Oguntosí (Ogun é digno, poderoso). Outro filho foi para a Nigéria e não retornou.

Em uma de suas visitas ao Rio, em 1886, Bamgbose, juntamente com Joaquim Vieira e Aninha, organizou um grupo no Bairro da Saúde, num local de reunião de antigos cativos e libertos, talvez um antigo Zungu, deixando alguns símbolos e pedras ligados a Sàngo, que viria fazer parte da história do futuro Axé Opo Afonjá, do Rio. Em uma viagem de Recife para Salvador, passou mal vindo a falecer em Salvador, em 1908. Felisberto, que ficou conhecido como Benzinho, nasceu em Lagos, na Nigéria, vinda criança para o Brasil, tornou a voltar para a África e mais tarde retornando como Babalawo Ifásesi. Talvez seja que neste transito o seu sobrenome Souza. Era inteligente instruí, pois sabia falar inglês e nagô. Passou a viver com uma senhora africana chamada Damásia com quem teve duas filhas, Tertuliana Sowzer de Jesus, iniciada para Ibualámo Ode Tibuse, e Caetana Américo de Souza, já falecida, e que fez Osun Iyeponda. Fundou o Ilê Axé Lajuomin em 1941, em Salvador. Air Jose de Souza de Osogiyan Iwin Solá (Osoguiyan gerou a honra e prosperidade). Filho carnal de Tertuliana e iniciado por Caetana, sua tia viria a fundar, em Salvador, o Ilè Odo Oje, Casa do Pilão de Prata, em 1964. Caetana tem seu rosto esculpido em bronze com o título de Mãe Preta, na frente do Terreiro.

Em seu segundo casamento, com uma filha de Santo de Vovó Júlia, teve quatro filhos: Crispim de Souza, de Osoosi, Taurino de Souza de Obatalá, Regina Topázio de Souza, nascida em 1914, de Yemonja Oguntè, com o nome iniciático de Omi Olà (As águas da fortuna, da riqueza), e Irene Souza dos Santos, nascida em 1919, de Sàngo, cujo nome dado foi Oba Dipo (O rei ocupa o seu lugar), e que teve como Mãe-Pequena, Aninha Oba Biyi. Regina com 6 anos de idade, e Caetana com 13 anos foram iniciadas num mesmo barco, pelas mãos de Judith de Oya, uma filha de santo de Benzinho. Vindo para o Rio, no início do século passado, Benzinho passou a exercer suas atividades na Rua Marques de Sapucaí, no centro da cidade, e depois, na Rua Navarro, no Catumbi. Aqui viveu na mesma época de Abedé, Alágba, Pequena de Osalá e Aninha que aqui estava tendo ambos feitos o ajejê de Abedé em 1933. Foram os autores dos textos da Fecundação os Odús, um sistema de jogo de búzios, mais prático do que o intrincado sistema de ifá, devidamente adaptado à nossa realidade. Todos os Caminhos para a prática do jogo foram legados os seus filhos, tendo sido, mais tarde, adotado por todos que se utilizavam da prática do jogo por Odú.

Benzinho Bamgbose morreu no Rio, em 1943, com 66 anos de idade, tendo mais tarde seu corpo sido transferido para Salvador no mesmo cemitério onde seu avô foi enterrado na Igreja do Pelourinho. Seus descendentes, Caetana e Irene, abriram casa em Salvador; Regina de Yemonja ficou no Rio e abriu sua casa, em Santa Cruz da Serra, o Ilê Axé Iya Omi, na Baixada Fluminense em Duque de Caxias, em 1957, ficando à frente até o seu falecimento. Os Bamgbose possuem grande expressão e sobretudo reconhecimento em razão de seus descendentes serem muito atuantes no meio religioso com a distinção de serem iniciados dentro deste àse poderosíssimo, realizando suas obrigações, de preferência entre si. Sendo a família biológica do Candomblé, de maior número de integrantes, transformaram o importante título Yorubá, em uma denominação marcante representativa de rica linhagem familiar, a Família dos Bamgbose.

Kimbanda

O Kimbanda é um herbalista (que pesquisa plantas curadoras) ou curandeiro espiritual em muitas sociedades africanas e também em muitas sociedades da diáspora africana, tais como aquelas no Haiti, Cuba e Brasil.
Outro termo que designa o curandeiro da tribo é Nganga, que em determinado momento, em parte do território Banto, na África do Sul, acabou ganhando o significado totalmente ao contrário, como se o mesmo se tratasse de um “feiticeiro mal”, e não o seu termo original, que é tido como um benfeitor da tribo.
O Kimbanda é bastante familiarizado com muitas das causas físicas das doenças, e utiliza ervas e plantas da medicina popular em sua prática médica. O tratamento, porém, costuma ser sempre acompanhado de amuletos e fórmulas mágicas para controlar os espíritos maus. É uma crença comum a existência de feiticeiros, pessoas que tentam fazer o mal aos outros usando, por exemplo, magias maléficas.
A tarefa do curandeiro é anular o feitiço empregando os mesmos métodos magísticos.
Os efeitos que o Kimbanda atribui aos medicamentos são devidos não somente às propriedades reais dos elementos naturais (pantas, por exemplo), mas também e sobretudo, à força simbólica desses mesmos elementos.

KIM: Médico ou sacerdote dos Cultos bantos.
BANDA: Lugar ou cidade.

KIMBANDA – O CURANDEIRO.

Artigo: Renato da Silveira
Professor da Universidade Federal da Bahia
Doutor em Antropologia pela E.H.E.S.S de Paris

O JULGAMENTO DIVINO.

Esta semana um comentário no Blog me despertou um sentimento de frustração em relação a algumas pessoas e o modo de se relacionar dentro e com a nossa religião. Baseado nas afirmações indígenas e suas parábolas nigerianas vêem no texto abaixo o destino de pessoas que não encaram os desígnios da egregóra com seriedade.

As faltas cometidas são serias e os atos tanto de iniciados, oyès e sacerdotes, nos remetem a contemplação e pensamentos muito tristes. Os tabus são rompidos, a ética é esquecida em alguma gaveta, o desrespeito com os mais velhos e anciãos são recorrentes, já vimos este fato ocorrer no nosso Blog. Eu sempre digo que este mundo é o “mercado”, onde fazemos nossas compras e levamos para nossa verdadeira casa, o Òrum, que tipo de mercadoria viemos comprar?

Com que produtos devemos alimentar o nosso Eledá, que ficou no òrum esperando nossa volta?

Leiam e reflitam.

Ìdájó Ti Olórun – O Julgamento Divino.

Há um lugar definido, fora desta terra, para onde os falecidos vão. O nome utilizado para este lugar é Òrun que, num sentido geral, significa Céu, o lugar onde Olodumarè, os Òrìsás e os espíritos diversos habitam. 
A denominação de todos esses habitantes do Òrun é Ara Òrun, cuja principal diferença entre eles e os araàiyé (habitantes da terra) é a de que aqueles não necessitam do èmí, a respiração, para sobreviver, no dizer de J. E dos Santos – “o òrun é todo espaço abstrato paralelo ao aiyé”.  Outros alegam que o Òrun é muito longe, sendo por isso que o recém-morto tem que adquirir energia, consumido a comida e a bebida oferecidas durante a s cerimônias fúnebres, antes da ida para a longa viagem.
Para uma conclusão lógica da localização do Òrun, devemos nos fixar no seguinte: se Olodumarè é a origem desta alma que continua a viver depois da morte, ela forçosamente irá regressar à sua origem.
O Òrun é dividido em outros tantos espaços para acomodar todos os tipos de espíritos. São em número de nove, segundo as tradições, embora tenhamos conseguido relacionar apenas oito, com denominações diversas e condizentes com suas finalidades:
- Òrun Rere- o bom lugar para aqueles que foram bons durante a vida.
- Òrun Àlàáfíà- o local de paz e tranqüilidade.
- Òrun Funfun- òrun do branco e da pureza.
- Òrun Babá Eni- o òrun do pai das pessoas.
- Òrun Aféfé- o espaço da aragem, local de correção, onde os espíritos permanecem e tudo é corrigido, e lá ficarão até serem reencarnados.
- Òrun Ìsàlú ou Àsàlú- local onde são realizados os julgamentos.
- Òrun Àpàádi - o òrun dos “cacos”, do lixo celestial, das coisas
quebradas, impossíveis de reparar e de serem restituídas à vida terrestre através da reencarnação.
- Òrun Burúkú- o mau espaço, quente como pimenta e destinado às pessoas más.
Alguns dos òruns relacionados se equivalem pela finalidade que possuem, os mortos são encaminhados a um desses espaços após o fator decisivo do julgamento divino, pois, na realidade, o julgamento ocorre durante todo o tempo de vida da pessoa na terra. As divindades contrárias ao mal acompanham as pessoas em sua vida diária e dão a sua punição.
O juízo final fica a cargo de Olodumarè, decidindo quais são os bons e quais são os maus, e os encaminham para os respectivos òrun. O julgamento é
baseado nos atos praticados na terra e devidamente registrados no orí inú, que retorna para Olódùmarè. A maneira como é feito julgamento pode ser entendida através do seguinte provérbio:
 “Todas as coisas que fazemos na terra, damos conta de joelhos no céu”

Somente quando se é absolvido por Olodumarè é que se tem a oportunidade de
reunir-se com seus ancestrais, podendo-se reencarnar e renascer dentro
da mesma família.
Se alguém, porém é condenado vai para o Òrun Àpáàdi, onde irá sofrer com os maus. Quando finalmente for libertado, não terá oportunidade de viver uma vida normal e será condenado a errar, por lugares solitários, comendo alimentos intragáveis.
Isto é lembrado em trechos de palavras de despedida a uma pessoa que morre:

“Não coma centopéias
Não coma vermes
Coma as coisas boas que eles comem no céu
Coma com eles”

Fonte: http://br.geocities.com/cleidepizani/

 *Os nomes dados aos espaços do òrum carecem de confirmação.

 


Exaltação à vida! Aiyê – Orun

A história da confraria religiosa da Boa Morte se confunde com a maciça importação de negros da costa da Àfrica para o recôncavo canavieiro da Bahia, onde o gênio aventureiro ibérico edificou belas cidades como a de Cachoeira, segunda em importância econômica na Bahia durante três séculos. O fato de ser constituídas apenas por mulheres negras, numa sociedade patriarcal e marcada por forte contraste racial e étnico, emprestou a manifestação afro-católica, como querem alguns, notável fama, seja pelo que expressa o catolicismo barroco brasileiro, de indeclinável presença processional nha rua, seja por certa tendência para a incorporação aos festejos propriamente religiosos de rituais profanos pontuados de muito samba e rega-bofe. Há que acrescentar ao gênero e a raça dos seus membros a condição de ex-escravos ou descendentes deles, importante característica social sem a qual seria entender tanto aspectos ligados aos compromissos religiosos da confraria, onde ressalta a enorme habilidade dos antigos escravos para cultuar a religião dos dominantes sem abrir mão de suas crenças ancestrais, como também aqueles aspectos ligados à defesa, representação social, política dos interesses dos adptos.

Origem Remota e uma Luta Antiga. No Brasil Colonial e depois, já no país independente mas ainda escravocata, proliferaram irmandades. Para cada categoria ocupacional, raça, nação – sim, porque os escravos africanos e seus descendentes precediam de diferentes locais com diversas culturas. Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos, etc. Quase nenhuma de mulheres , e elas, nas irmandades dos homens entravam sempre como dependentes para assegurarem benifícios corporativos advinhos com a morte do esposo. Para que uma irmandade funcionasse, diz o historiador João José Reis, precisava encontrar uma igreja que acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica. Muitas conseguiram construir a sua própria igreja como a do Rosário da Barroquinha, com a qual a Boa Morte manteve estreito contato.
O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé. O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente frequentado pelas elites locais. Posteriormente as irmãs transferiran-se para a igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Boa Morte.
Desta, mudaran-se para a bela igreja de Amparo desgraçadamente demolida em 1946. Daí saíram para a igreja Matriz, sede da freguesia, indo depis para a igreja da Ajuda. O fato é que nãose sabe ao certo precisar a data exata de sua origem. Odorico Tavares arrisca uma opinião: a devoção teria começado mesmo em 1820, na igreja da Barroquinha, tendo sido os Jêjes deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização.
Outros ressaltam a mesma época divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu. Parece que o “corpus” da irmandade continha variada procedência étnica, já que fala-se em mais de uma centena de adptas nos seus primeiros anos de vida. Historicamente essa data parece fazer sentido.
A historiografia dessas notáveis mulheres cachoeiranas continuava a desafiar a inteligência de jovenspesquisadores. Seus rituais secretos ligados ao culto dos orixás também estão a requerer leitura etnográfica que respeite, naturalmente, os limites à manutenção dos segredos, tão importantes na manutenção dessa vertente religiosa. O que tem ressaltado é o aspecto externo do culto referido quase todo ao simbolismo católico e a sua apropriação afro-brasileira.
Durante o começo do mês de agosto, uma longa programação pública atrái a Cachoeira gente de todos os lugares, o mais representativo documento vivo da religiosidade brasileira, barroca, íbero-africana. Ceias, cortejos, missas, procissões, samba de roda colocam cerca de 30 remanescentes da Irmandade que já possui 200, no centro dos acontecimentos da provinciana cidade e, ultimamente, nos principais órgãos noticiosos da capital e tele-jornais.A festa propriamente dita tem um calendário que inclúi a confissão dos membros na Igreja matriz, um cortejo representando o falecimento de Nossa Senhora, uma sentinela, seguida de ceia branca, conposta de pão, vinhos e frutos do mar obdecendo a costumes religiosos que interditam o acesso a dendê e carne no dia dedicado a Oxalá, criador do Universo, e procissão do enterro de Nossa Senhora da Boa Morte, onde as irmãs usam trajes de gala.
A celebração da assunção de Nossa Senhora da Glória, seguida de procissão, em missa realizada na Matriz dá curso à contagiante alegria dos caichoeiranos que irrompe em plenitude, nas cores, comida e bastante música e dança que se prolongam por diversos dias, a depender dos donativos arrecadados e das condições de pecúlio do ano.
Como todas as confrarias religiosas baianas, a Irmandade da Boa Morte possui uma estrutura hierárquica interna para gerir a devoção diária e doméstica de seus membros. A direção é composta por quatro irmãs responsáveis pela organização da festa pública de agosto e substituídas anualmente. No topo da administração da vida da Irmandade da Boa Morte está a juíza Perpétua, posição de maior destaque e atingida por status adquirido, ocupada pela mais idosa adepta. A seguir, situam-se os cargos de procuradora Geral, Provedora, Tesoureira e Escrivã, estando a Procuradora à frente das atividades executivas religiosas e profanas.
Para serem aceitas as noviças além de estarem vinculadas a alguma casa de candomblé, geralmente Jêje, Ketu ou Nagô Batá na região e professarem o sincretismo religioso, deverão se submeter a uma iniciação que impôe um estágio preparatório de três anos, conhecido pelo nome de “irmã bolsa”, aonde é testada a sua vocação. Além de irmãs de devoção, são algumas vezes irmãs de santo e quase sempre parentes. É notável como a ancestralidade africana se reelabora no interior das instituições religiosas baianas e como as irmandades leigas acabam prestandoserviço a esse processo de intercurso cultural.É admirável que, a propósito de celebrarem a morte, essas mulheres negras cachoeiranas tenham sobrevivido com tanta majestade e garbo. O mais incrível é o que o sistema de crenças tenha absorvido com tamanha funcionabilidade e creatividade os valores da cultura dominante, realizando, em nome da vida, complexos processos de apropriação como o evidenciado na descida da própriaa Nossa Senhora à irmandade, a cada ciclo de sete anos, para dirigir em pessoa os festejos, investida da figura de Procuradora-Geral, celebrando entre os vivos a relatividade da morte.
Tais elementos podem ser constatados tanto na simbologia do vestuário, quanto nas comidas de preceito que evidenciam recorentes ligações entre este (Aiyê) e outro mundo (Orun), para utilizar aqui duas expressões já incorporadas à linguagem popular da Bahia. Assim como as confrarias, a devoção a Boa Morte foi muito comum na bahia colonial e Imperial. Sempre foi uma devoção popular. Na igreja Nossa Senhora do O Rosário na Barroquinha ela ganhou expressão e consistência. Deve-se dizer que ali teve origem uma das mais respeitáveis casas de candomblé da Bahia; fundada no século XVII, a Casa Branca do Engenho Velho da Federação.
Devoção popular e mais que isso, racial, na medida em que agregou principalmente negros e mestiços. Suas origens temontam ao Oriente tendo sido adotado por Roma no século VII. Já dois séculos depois a festa da Assunção de Nossa Senhora está disseminada por todo o mundo católico. Trazida de portugal para o Brasil- onde era conhecida como Nossa Senhora de Agosto – ganhou interpretação peculiar, características próprias e por causa disso, a devoção sempre criou atritos com as autoridades da igreja. Sua difusão entre a comunidade baiana, entre a comunidade baiana, entre outras coisas, deveu-se ao fato de que a mediunidade popular característica dos cultos africanos sempre relativizou o problema da morte, na medida em que os adeptos do candomblé acreditam em reencarnações sucessivas.
Emprestou, portanto, ao culto originalmente católico elementos do seu sistema de crenças e componentes sócio-históricos da dura realidade escravista que fez do cativeiro sofrível martírio para os que vieram na diáspora.
De sorte que a devoção a Nossa Senhora da Boa Morte passou a ter também um significado social, permitindo a agregação dos escravos, facultando a manutenção de sua religiosidade num ambiente hostil e delimitando um instrumento corporativo de defesa e de valorização do indivíduo, tornando-se, por todas essas razões, um inigualável meio de celebração da vida.

Bibliografia:copilação de matéria da revista Candomblé Mitos e Lendas-editora Minuano
Centro cultural Pai Toninho de Xangô

Temos um post de Bàbá Fernando que nos fala da importancia do Ebó e do sacrificio, muitas vezes nos vemos em situções dos mais variados graus de dificuldades, sempre pensamos que nosso òrìsá ou mesmo Esú não estão satisfeitos com alguma coisa ou tem alguém atazanando nossa vida, ledo engano, muitas vezes temos ajoguns (energias negativas) nos bloqueando o caminho e somente com sacrificio poderemos transpor estes obstáculos, ebó é vida, ebó é caminho, sem ebó não existe culto a òrìsá.

 

Wori’Ogbe, (Iwori Ogbe) um dos Odù mais velhos (discípulo) de Òrúnmìlá, nos revela a influência em nossas vidas da divindade chamada “Infortúnio”. Elenini (Ido-Boo) é a guardiã da Câmara interna do Palácio divino de Olodunmarè, aonde todos vamos nos ajoelhar para fazer os pedidos e juramentos para a nossa permanência no mundo. Uma vez tendo completado as providências para nossa partida, seremos conduzidos por nosso “Eledá” à câmara interna, aonde fazemos nossos próprios desejos. Eledumare não nos conta o que vai ou não vai acontecer conosco ou nos dar algum desígnio especial. Tudo aquilo que vemos, desejamos fazer ou transformar, Ele simplesmente abençoa dizendo: “- Que assim seja minha criança!” Quando Wori’ogbe estava indo para a terra, ele fez um pedido, que queria modificar a face da terra, eliminando todo mal e elementos viciosos. Para ser capaz de executar sua tarefa, ele solicitou de Eledumare um poder especial sobre a vida e a morte. Eledumare respondeu que seu pedido estava concedido. Envolvido pelo poder concedido a ele por Eledumare, partiu rapidamente em sua jornada para o Ikole aiyè ([terra]. Seu Eledá o relembrou da necessidade de assegurar seus pedidos com Elenini a mais poderosa divindade, mas ele disse ao seu anjo que não havia força maior que Eledumare e desde que ele tinha obtido autorização divina, não via porque se justificar com alguma divindade inferior. Assim que deixou o palácio divino, Elenini inverteu os desejos de Woribogbe. Na chegada ao Àiyé, ele descobriu que ao contrário de seus pedidos, estava se encontrando por acaso em dificuldades. Veio, a saber, que tudo aquilo que ele pediu estava acontecendo sempre ao contrário. Quando ele rezava para pessoas viverem, eles morriam, enquanto aqueles que ele desejava mortos viviam. Ele se tornou muito amargurado e desiludido, por que ninguém se atrevia a ir até ele para consultar o Oráculo, ou pedir auxílio, desde aquilo que havia feito, pagava muito caro por isso. Após passar fome dentro de sua frustração por algum tempo, ele decidiu retornar ao Ikolè Òrun [céu]. Chegando ao Òrun, ele foi ao seu Eledá que o relembrou do aviso dado a ele antes da partida do Òrun. Foi neste ponto que ele concordou em ir ao Oráculo, aonde foi informado a fazer sacrifícios elaborados para Elenini, a mais velha das divindades. Ele fez o sacrifício e retornou subseqüentemente para o Àiyé para uma vida produtiva e realizada.

Onon alafiá.

 

 

Em virtude de vários relatos a respeito de duvidas e certezas de que alguém intitulado Sacerdote, fez algo que não devia ou fez de forma errada ou com maldade, o Òmò Odu Iká-Ofun, nos revela alguns aspectos sobre negligencia, má fe e intromissão no culto religioso, seja ele de Òrúnmìlá ou Òrìsá. Temos que ter a certeza de que o sacerdote também tem responsabilidades muito mais altas que neófitos e iniciados, somos um elo e a junção destes elos formará uma linda corrente.

Estes são alguns aspectos dos mandamentos de Ifá, que na verdade totalizam 16, por ser muito extenso, ficamos apenas com esses.

Itan do Odu Ikafun:

II II

I   I

II II

  I  II

Quando os Maiores (os Irunmole) chegaram a Terra, fizeram todos os tipos de coisas erradas que foram avisados que não fizessem.

Então, começaram a morrer um atrás do outro e, desesperados, puseram-se a gritar e a acusar Orunmilá de está-los assassinando.

Orunmilá então defendeu-se dizendo que não era ele que os estava matando.

Orunmilá disse que os maiores estavam morrendo porque não cumpriam os mandamentos de Ifá.

Então IFÁ disse: A habilidade de comportar-se com honra é obedecer aos mandamentos de Ifá, o que é de sua inteira responsabilidade.

A HABILIDADE DE COMPORTAR-SE COM HONRA E OBEDECER AOS MANDAMENTOS DE IFÁ É MINHA RESPONSABILIDADE TAMBÉM.

POSTAREI ALGUNS PARA REFLEXÃO:

1o Mandamento

 Eles, os 16 Maiores, caminhavam em busca da Terra Prometida, Ile Ifé, a Terra do Amor, para pedirem Ire Ariku (o bem da longevidade) ao Deus Supremo, Olofin. Então perguntaram a Orunmilá: “Viveremos vida longa como foi prometido por Olodumare quando foi feita a consulta através do oráculo de Ifá?” E eles (os adivinhos), responderam: “Aquele que pretende vida longa, que não chame a esúrú” (tipo de inhame parecido com pequenas batatas)”. (Chamar esúrú significa falar do que não se sabe).

Significado do 1o mandamento:

O sacerdote não deve enganar ao seu semelhante acenando com conhecimentos que não possui.

Interpretação:

O sacerdote não deve dizer o que não sabe, ou seja, passar ensinamentos incorretos ou que não tenham sido transmitidos pelos seus mestres e mais velhos. É necessário o conhecimento verdadeiro para a prática da verdadeira religião.

Mensagem:

Quem abusa da confiança do próximo, enganando-o e manipulando-o através da ignorância religiosa, sofrerá graves conseqüências pelos seus atos. A natureza se incumbirá de cobrar os erros cometidos e isto se refletirá em sua descendência consangüínea e espiritual.

DIGNIDADE E HONRA – ATRIBUTOS REAIS

2o Mandamento

“Eles avisaram aos Maiores que não chamassem a todos de esúrú”. (Chamar a todos de “esúrú” é considerar todas as coisas como contas sagradas).

Significado do 2o Mandamento:

O sacerdote deve saber distinguir entre o ser profano e o ser sagrado, o ato profano e o ato sagrado, o objeto profano e o objeto sagrado.

Interpretação:

Não se pode proceder a rituais sem que se tenha investidura e conhecimento básico para realizá-los. Chamar a todos de esúrú é considerar a todos, indiscriminadamente, como seres talhados para a missão sacerdotal, o que é uma inverdade ou, o que é pior, uma manipulação de interesses. Da mesma forma que nem todas as contas servem para formar-se o eleké (colar) de um Orixá (como as contas sagradas), nem todos os seres humanos nasceram fadados para a prática sacerdotal.

Mensagem:

Para ser um sacerdote de Ifá ou Òrìsá, são necessários inúmeros atributos morais, intelectuais, procedimentais e vocacionais.

A simples iniciação de um ser profano, desprovido destes atributos básicos e essenciais, não o habilita como um sacerdote legítimo e legitimado.

Da má interpretação e inobservância deste mandamento resulta a grande quantidade de maus sacerdotes que proliferam hoje em dia dentro do Culto de Orunmilá/ Òrìsá.

Ai observa-se a diferença entre “ser bàbáláwo/Olorisá” e “estar bàbáláwo/Olorisá”. Aquele que se submete à iniciação visando tão somente o status de bàbáláwo/Olorisá, jamais será um verdadeiro sacerdote de Orunmilá/Òrìsá. “Estará” bàbáláwo/Olorisá, cargo adquirido pela iniciação, mas jamais “será” bàbáláwo/Olorisá, condição imposta por sua vocação, dedicação e desprendimento. Cabe ao sacerdote que procede a iniciação escolher, com muito critério, aqueles que são realmente dignos do sacerdócio.

 DIGNIDADE E HONRA – ATRIBUTOS REAIS

3o Mandamento  

Eles avisaram que não chamassem forças, da forma errada “ódidé”. (Uma referência às aves noturnas e misteriosas, que se nutrem de sangue. Dar maus conselhos e orientações erradas é expor as pessoas aos perigos de energias maléficas e sem controle).

Significado do 3o mandamento:

O sacerdote nunca deve desencaminhar as pessoas dando-lhes maus conselhos e orientações erradas.

Interpretação:

É inadmissível que um sacerdote se utilize do seu poder e do seu conhecimento religioso para, em proveito próprio, induzir ao erro aqueles que o seguem. Ao agirem desta forma, assumem a postura das aves noturnas que, nas trevas, saciam suas necessidades com o sacrifício e o sangue dos outros.

Mensagem:

Uma das mais importantes funções do sacerdote é orientar seu discípulo, conduzindo-o ao caminho correto, ao encontro do “irê” (boa sorte), de acordo com os ditames estabelecidos por seu Odu pessoal e seus Orixás de cabeça.

Quem chega aos pés de Orunmilá para consultar seu oráculo em busca de soluções, deve ser orientado pelo sacerdote corretamente, independente do interesse deste como olhador.

A pessoa que chega com um problema deve ter seu problema solucionado e não vê-lo acrescentado de outros criados artificialmente com o fito de proporcionar a quem a consulta, vantagens financeiras ou possibilidade de conquistas e abusos.

DIGNIDADE E HONRA – ATRIBUTOS REAIS

4o Mandamento

Eles avisaram que não dissessem que as folhas sagradas do arabá (Ceiba Pethandra), são folhas da árvore “oriro”.

(Tudo deve ser feito de acordo com os ditames e os preceitos religiosos. A simples troca de uma simples folha pode ocasionar conseqüências maléficas ou tornar sem efeito um grande ebó da mesma forma que as folhas do arabá não são iguais às folhas de oriro).

Significado do 4o Mandamento:

O sacerdote não pode, em nenhuma condição, utilizar-se de falsos recursos, fornecendo coisas sem validade religiosa como elementos de segurança ou de culto.

Interpretação:

Os procedimentos litúrgicos devem ser observados integralmente e a ninguém cabe o direito de fazer “isto” por “aquilo” quando em “aquilo” é que está a solução.

Mensagem:

Aquele que se utiliza de meios escusos e enganosos contra seus semelhantes, será culpado do crime de abuso de confiança. Usando de artifícios e mentiras contra as pessoas inocentes e de bom coração, o sacerdote provoca o descontentamento de Orunmilá e a conseqüente ira de Esu, e isto não é bom. Cada entidade espiritual possui um nome individual, de acordo com a determinação de Olofin (Deus). Da mesma forma, cada Esú possui nome e identidade própria, assim como atributos específicos. É inadmissível, portanto, que esta Entidade tão sagrada e importante dentro do culto, seja assentada e entregue de maneira irresponsável, e que aqueles que a recebem permaneçam ignorantes do seu nome, forma de tratamento e especificidade de função.

Sentença: “Orunmilá é aquele que nos olha com amor, não façamos por onde possa nos olhar com desprezo”.

Texto pesquisado na net sem autoria expressa.

Orixá Olooke

Orixá Olooke é muito pouco conhecido no Brasil, seu culto chegou ao Brasil por volta do ano de 1856 quando da fundação do “Terreiro do Olorokè” em Salvador pelos africanos Babá Irufá cujo nome brasileiro era Jose´Firmino dos Santos e Adebalu cujo nome lendário era Maria Bernarda da Paixão, conhecida pela alcunha de Maria Violão, isto por ser uma negra de um corpo de bonitas formas. Maria Violão já veio da África iniciada para o orixá Olooke, da cidade de Ekiti Efon. Até 1936, quando ela teve seu desencarne, o Axé Oloroke de Salvador festejou Olooke com todo o ritual da Eketi Efon e de toda a região Ijexá sendo que o ritual feito atualmente no Axé Oloroke de Baurú é idêntico ao que era realizado no Terreiro de Salvador, matriz de todos os Efons do Brasil, até 1936. O Babalorixá Paulo do Efon, responsávelpelo terreiro do Oloroke de Baurú, é uma das maiores autoridades do culto de Olooke no Brasil, tendo o título de “Baba Elejoka” (a voz de Olooke) título este que lhe foi conferido pla maior autoridade do culto de Olooke. O Igbá de Olooke também veio da mesma cidade e é venerado por todos os filhos deste Axé.
Entre os Orixás e os Ebora existe um chamado Orixá-Oke. Entre todos os Oke existe um mestre muito importante de nome Olooke, o dono senhor das montanhas. Olooke foi a primeira ligação entre òde-orun e òde-aiye, sendo que ele foi a primeira terra firme, uma montanha que elevou-se do mar a pedido de Olodumarè, segundo o itan do odú Ofun-Mejí. Inseparável de Obatalá instituído para ser o Guardião de todos Orixás na terra.
Olooke é um Orixá/Imolê de costumes próprios e independente de qualquer outro Orixá, não sendo Oxalá, nem Xangô e nem tão pouco Iroko, como afirmam alguns. Sua árvore de culto principal é o “Ataparaja”, árvore que nasce na região de Ekití no alto das montanhas, assim como o Baobá.
As oferendas de Olooke consistem em qualquer tipo de animal, gosta de carneiros, pato, galos, conken e certa espécie de peixe feito de uma maneira especial que não pode faltar em suas obrigações e o porco que é o caminho da riqueza quando sacrificado a Olooke. A Olooke se serve tudo crú e suas carnes (sobras) é dado um destino diferente de todos os outros Orixás. Olooke come também as folhas de Atapajara sempre acompanhadas de muitos Igbís. Esse Orixá tem que comer a cada seis meses, e se isso não for observado a pena poderá ser até a morte de uma das pessoas do Egbé.
“Apenon”, cargo da casa de Olooke é quem sai à sua frente empunhando um grande atorí ou isan com o qual ele abre o caminho para que o Orixá passe e só ande com o chão coberto de panos brancos e folhas, ninguém deve tocar em Olooke, apenas os homens responsáveis do Egbé. As mulheres ficam sempre agachadas e não podem olhar jamais o rosto de Olooke, elas são consideradas as escravas de Olooke e uma mulher nunca poderá iniciar um Olooke, mas eles podem ser iniciadas para Olooke.
Interessante falar sobre o tambor que se toca para Olooke que é o tambor d’água acompanhado do tambor de vento e muito agogô, aliás existem cântigos dele que só se toca com agogô.
Olooke é o rei de todo Ekiti que quer dizer “montanhas esplendorosas” e estando Efon dentro do Ekití esta leva o nome de Ekití Efon e Olooke é o rei desta cidade africana e desta nação no Brasil. Além de um rei, Efon também tem uma rainha, pois foi na cidade de Ekiti Efon que nasceu Oxun e assim Oxun é a a grande Rainha do Efon-Ijexá. Olloke é o guardião de muitos povos no Ekití e lá estão localizadas as maiores rochas onde se praticam seu culto. As mais notáveis destas rochas e montes ficam nas cidades de Ekiti-Efon, Ikere-Eketi e Okemesi-Ekiti. Nobres entre eles são os montes de EkitíEfon no limite ocidental com o estado de Oxun e próximo a Oxogbò, Ikere-Ekiti na parte sul e montes sde AdoÉkiti na parte central. O festival anual de Olooke leva o nome de “Ojokeregede” tanto no Brasil ainda no tempo de Maria Violão, assim como no Tereiro deo Oloroke de Baurú em São Paulo.

Bibliografia: Orixás candomblé e Umbanda
Editora: Minuando/ D&D-Propaganda e Desing
Editorial: Pai Nene D’Osomarè
texto adaptado

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