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Protesto contra intolerância une diferentes religiões na Zona Norte

Familiares de menina apedrejada e representantes religiosos caminharam juntos na Vila da Penha

O DIA

Rio – Pessoas de diferentes religiões se reuniram na manhã deste domingo no Largo do Bicão, na Vila da Penha, na Zona Norte, para protestar contra a intolerância religiosa após o apedrejamento da menina candomblecista Kailane Campos, de 11 anos. Usando vestimentas próprias de suas crenças, eles caminharam até o local onde a menina foi agredida. Tanto a família de Kailane quanto o pastor que organizou a passeata disseram estar surpresos com a adesão ao ato, que reúne cerca de 500 pessoas.


Protesto contra intolerância uniu na manhã deste domingo diferentes religiões no Largo do Bicão, na Vila da Penha, na Zona Norte

Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia

“Não esperávamos tantas pessoas unidas nesse ato. É importante que juntemos todos os segmentos religiosos. Mostramos que somos todos irmãos independente de religião”, declarou a avó da menina, conhecida na religião como Vó Kathi, Kátia Coelho Marinho Eduardo, de 53 anos.

A marcha foi organizada pelo pastor João de Melo, da Primeira Igreja Batista em Vila da Penha. “Repudiamos qualquer ato de intolerância, anunciamos um Senhor que é paz e amor”, afirmou o pastor. “Não poderíamos nos calar diante desse fato porque Cristo não se calaria”, disse.

Ao ser perguntada se perdoa os agressores da filha, Karina Coelho afirmou que “quem perdoa é Deus”. “Não vou ser eu que vou apontar para os outros”, declarou a mãe de Kailane. Ela ainda ressaltou a importância de conviver bem com outros segmentos religiosos. “Sempre fui criada com uma família com várias religiões. Não vou negar a minha família”, disse.

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No último dia 14, Kailane Campos, de 11 anos, levou uma pedrada na cabeça por estar vestida com roupas do Candomblé

Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia

Intervenção do governo

O babalorixá Ivani dos Santos também destacou a importância da união entre diferentes segmentos religiosos e pediu uma intervenção do governo. “Esse fato da intolerância religiosa acontece todos os dias, há perseguições em escolas “, declarou o religioso. “É uma atitude fascista que não condiz com a atitude de uma sociedade democrática. Quando você tenta impor uma doutrina sem respeitar a do outro, isso te torna um fascista”, completou o babalorixá.

“O estado precisa tomar uma posição, ele precisa convocar as lideranças evangélicas e de outras religiões para sentar e discutir uma pauta em comum sobre intolerância. Essa questão não aconteceu só com a menina”, afirmou. “Também não dá para tirar responsabilidade de maus pastores”, completou.

O ator reuniu ainda a responsável pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos, Teresa Cosentino e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que falou sobre a discriminação da religiões de matriz africana. “Há muito mais afrofobia do que cristofobia”, declarou ao dizer que o respeito deve existir para todas as religiões.

“Eu como representante da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados posso afirmar que a Câmara é unânime e somos contra a intolerância religiosa”, disse Chico Alencar. “Os atos de intolerância religiosa já são considerados crime na Constituição, mas é preciso colocar isso em prática”, completou.

Reportagem de Gabriela Mattos 

Axabó

Axabó

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Axabó é um Orixá feminino, cultuado na Bahia, mas pouco conhecido, é da família de Xangô, algumas vezes tratada até como sua versão feminina.

De origem da região de Tapa e Nupê na África possui fundamentos muito parecidos com os de Xangô.

Iyagbá Axabó, precursora da família de Oyó, é a irmâ de Iyá Massé Malé, e assim sendo tia de Xangô.

Trata-se de uma iyagbá das águas mornas, ligada à toda a ancestralidade da dinastia de Oyó, com ligação com as Iyá-mi, com poderes e dons de cura e alta magia. 

Rege a intuição feminina, o sonho como presságio ou vidência, o sono, o poder curativo e terapêutico dos banhos de axé.

Ligada às artes e à música, representa a mulher de sociedade, altiva e hierárquica.

Axabó é uma Orixá da Casa de Xangô, muito cultuada no Gantois e no Nagô Pernambucano. 

Segundo o que se diz ela cuidava da alimentação de Xangô e preparava os banhos da casa. 

Nas cantigas dela sempre se ressalta a associação dela com as águas e as folhas:

ERIN LÔ NIBÔ Ò AXABÓ NILÊ ODÔ
ORIXÁ IYN NI IMALÉ AXABÓ LOMI ODÔ 

(O Elefante é o dono da floresta, Axabó dona de uma casa no rio.
Venha Orixá dos Ancestrais, Axabó senhora do rio). 

Se diz que nunca teve filhos sendo dai o termo: Agbá-ijena para Senhoras respeitáveis que não parem filhos. 

É forte, feminina, muito confundida com Obá e Oyá, mas se trata de uma orixá à parte, muito pouco conhecida e cultuada, sendo os seus fundamentos relegados à poucos axés e zeladores.

Usa vestimentas nas cores vermelho e branco ou rosa (podendo ser estampado). Usa sempre pano da costa. Traz na mão uma lira.

Dizem os mais antigos ser com essa lira, à qual ela tocando que ela encantava Xangô ao sono, para que ele repousasse, descansasse e retomasse o trono e o andamento de suas guerras.

Adora carneiro, cágado e a maioria das outras comidas rituais de Xangô. 

Responde nos odus 6 Obará, e 12 Ejilaxeborá que representa toda a dinastia de Oyó.

Iya Axabó faz parte dos fundamentos do quarto de Xangô, e segundo algumas tradições Xangô não deve ser assentado sem ela.

Axabò não é considerada uma Iyá porque nunca teve filhos, e assim como Otí não gerou descendentes no Ayé.

Mesmo assim existem algumas filhas dela no Brasil, principalmente nos grandes terreiros tradicionais da Bahia.

Em alguns axés seus iniciados são filhas de Yemanjá que são entregues à ela pela irmã. 

Só se inicia uma pessoa para Axabó quando é mulher e sem filhos e o jogo apontou ser filha de Yemanjá e esta pessoa possui um cargo específico na Casa de Xangô. 

Orixá extremamente raro e só aparece para ser iniciada quando sua filha tem um cargo específico de cuidar do agbô e dos alimentos da casa de Xangô.

Iyá Axabó também faz parte fundamental dos ritos da fogueira de Xangô.

Muitos sacerdotes abrem axés, mas esquecem muitos detalhes e às vezes detalhes que fazem a diferença dentro de um ilêAxé e esta divindade tem por obrigação ser assentada a quem faz fogueira para Xangô e Airá e a família de Oyó.

Principalmente as pessoas que são destes orixás mas é um grupo pequeno e restrito que tem tal conhecimento de tal iyagbá e é ela quem proporciona o sonho aos Iyawos (iniciados enquanto recolhidos).

E também juntamente e fundamentalmente fundamentada com Iyá mí sendo uma delas também no culto Geledé, e Osanyin o senhor das folhas tanto que ela rege todo o omi eró feito no axé juntamente com ele, ela deve ser arrumada no quarto de Xangô e lá cultuada.

Em algumas tradições Axabó não tem parte com Iyá mí, mas com o culto Egungun (mesmo este sendo um rito fechado e relegado apenas aos homens…). 

Lembrando que ao arrumar Iyá Massé Malé (mãe de Xangô) tem que arrumar Iyá Asagbó e vice e versa: uma não caminha sem a outra e só se acende a fogueira para Xangô caso tenha ela assentada em um Ile Axé não e apenas pegar uma amontoado de lenhas e tacar fogo.

Muito pelo contrário, há vários orixás como exemplo Iyá Sogbá (Yemonjá) também responsável por participar da fogueira de Xangô que devem ser assentados para que se realize esta maravilhosa festa uma das mais lindas do candomblé.

Portanto sem esta iyagbá assentada não se pode ser feita a fogueira com seu total axé e com Xangô e Airá satisfeitos senhores principais da fogueira.

MITOLOGIA

Por que Iyá Asagbó se tornou importante para o banho de folhas dadas aos iniciados:

Em Oyó, terra onde Xangô foi rei, houve uma terrível época de seca e neste período como a cidade do rei Xangô sempre estava em guerra com outros estados vizinhos e não poderia sair de sua cidade e palácio.

Então Xangô enviou AIRÁ seu ministro a cidades vizinhas que se encontravam em dificuldade para que seu povo obtivesse ajuda e água.

Algum tempo depois AIRÁ voltou frustrado sem nada ter conseguido isso pelo fato de na época ninguém gostar de Xangô, e por ele mesmo ter tido várias guerras com estes povos.

No entanto em visita à região, sua tia Iyá Asagbó viu a situação de seu sobrinho e ela mesmo tomou os apetrechos das mãos de Airá e partiu para os mesmos povos.

Conseguiu com seu temperamento quente e utilizando de magia que aprendera com as Iyá -mi tudo que precisava e a tão sagrada água dos povos vizinhos fazendo com que o povo de Oyó se limpasse e recolocasse tudo em ordem.

Trouxe de um babalawô local um amuleto e entregou aos cuidados de Airá Adjaosí (responsável pelas chuvas) e desde então jamais faltou água à casa e ao reino de Xangô.

Este reconhecido e grato,confiou a Iyá Assagbó sua tia, a missão de todo e quaisquer iniciados no seu culto ou o culto yorubá que nenhum banho abençoasse nenhum iniciado que não fosse consagrado além de Osanyin, e também à Iyá Asagbó.

E todo ano também em virtude das grandes festas que acontecem em Oyó e indispensável a sua presença para a fogueira.

Fonte: Babalorixá Willian Ty Ògún
Fernando D’Osogiyan

II II
I I
I II
I I

Òfún’sá

Eriwo ya!

Saudamos todos vocês em nome de Òlódùmarè, Ọrúnmìlà e todos os outros Òrìşà. Nós também estendemos os cumprimentos de Àràbà Agbaye (da cidade de Ilè Ifé) a todos vocês nesta época do Ifá Festival Mundial. Nós, os membros do Comité de Ética e Escrituras do Conselho Internacional para religião de Ifá, O Odù Ifá que saiu para este ano é Òfún’sá
O Odù veio com ire Aiku, que significa vida longa e um ebo é recomendado para atingir o objetivo. Este Ifá serve para Nigéria, Benin, Brasil, Trinidad e Tobago, Alemanha, Estados Unidos, Venezuela e Cuba. Todos estes países estavam representados e fizeram suas contribuições.
Os versos de Òfún’sá recitados com suas narrativas são as seguintes:
Comentários de Áwo Fa’lokun.

Quando uma divinação vem com ire Aiku ou seja, bênção de vida longa a implicação fala em alinhamento perfeito com o destino.
Durante o passado a estrutura de nossa fé tem estado sob ataque de dentro de nossas hostes.
O Odù nos endereça esta questão e gostaríamos de encorajar todos a meditar sobre o significado da mensagem dos imortais no que diz respeito a preservação de nossa fé.

Ifá diz que deve haver assistência mutua.
Ifá quer que sejamos solidários e trabalhemos juntos.
As pessoas devem fazer aquilo que acharem mais correto no tocante a diminuir as agressões do sistema reparando ou resgatando aqueles que estão em situação deplorável ou desprezível.
Ebo deve ser feito para ter a chance de escolher as pessoas certas para esta tarefa.
Os itens a serem sacrificados neste ebo são:
Oito pombos, mel, gin, Àkàsà e dinheiro.
Aqui o importante é saber que o ebo feito por pessoas não qualificadas, no caso será necessária a presença de um babalawo, pode resultar em danos espirituais para o curioso. Sem contar que o Odù deve ser tefado (marcado) no Ọpọn Ifá e a mecânica correta somente o babalawo saberá seguir.

Aqui Ifá diz:
Comentário de Awo Fa’lokun:
Este primeiro verso, abaixo, vai direto ao ponto.
Nossa fé foi criada por Ọrúnmìlà a muitos milhares de anos atrás. Ele criou nossa disciplina espiritual que conecta nossa vida a nossa família e ao mundo através de um sofisticado sistema de controles e equilíbrio relacionados com o: Ọbà (Rei), Ìyàámi, Ògbóni, Ifá e Egbè Òrìşà. Há uma crença comum (os famosos inventores, curiosos e modernistas) de que Ifá pode ser praticado sem os sistemas de controle e equilíbrio desta estrutura antiga.
O Odù Òfún’sá está dizendo que isso não é verdade, estas estruturas tem um propósito e devem ser preservadas.

Òfún saara
Òfún seesee
O sacerdote de Ifá de Eyin, O Dente
Lançou Ifá para Eyin, O Dente.
Quando o dente estava com saudades do Redentor
Ele aconselhou a fazer ebo
Ele fez
Vamos juntar as mãos
Para reparar nosso Dente
Ele é muito branco
Ele se tornou puramente branco.

Comentário de Awo Fa’lokun:
Nossa fé tem caído em desuso por causa de ataques que vinham de fora, agora estamos diante de ataques internos e será necessário um esforço coletivo para preservar as velhas formas. Os dentes são uma das ferramentas que usamos para nutrir o corpo. A referência ao dente branco e a ideia da nutrição baseada na pureza. Muitos dos ensinamentos originais de Ọrúnmìlà tem sido danificado por pessoas que usam a lente de outras religiões para interpretar suas palavras. As pessoas podem acreditar em Jesus, Maomé ou Buda, mas, cada um desses profetas pregou sua própria mensagem. Eu acredito que a mensagem de Ọrúnmìlà vale por si só e não precisa da lente de outras religiões como base para uma explicação.

O que temos de mais importante dentro deste primeiro aspecto do Odù é ordem expressa de Ifá, para não perdermos o equilíbrio emocional com os ataques que vierem de dentro de nossa religião, aqueles que querem dividir, criar atrito, disseminar o ódio e todas estes sentimentos separatistas devem ser entregues a Ọrúnmìlà/Ifá nas horas de nossas orações.
São estas pessoas que serão cuidadas diretamente por nosso pai.
Não discuta por qualquer motivo, não levante sua voz.
Entrar neste barco, das discussões, poderá lhe trazer mais prejuízos que ganhos.

Os versos foram gravados e traduzidos por:
Fayemi Fatunde Fakayode (Presidente, Comitê de Ética e Escritura)
Àràbà Olusoji Oyekale (Rep. do Estado de Kwara)
Ojesola Windare (Osun State Rep)
Awo Fawale Adebayo (Ondo State Rep)
Otunba Kehinde Idowu Fagbohun (Oyo State Rep)
Fayemi Abidemi (Oyo State Rep)
Chefe Fatunmbi Adeniji (Ogun State Rep)
Fasola Faniyi Babatunde (Ogun State Rep)
Awo Tosin Olomowewe (Lagos State Rep)

Obs.
Estamos cientes de que algumas pessoas têm publicado alguns versos deste Odù na internet. Aqui nós não estamos dizendo que os versos por eles publicados são incorretos, nós acreditamos fortemente que os que aqui apresentados são aqueles recitados com a inspiração de Òlódùmarè. O que queremos dizer é que pode haver mil versos de Òfún’sá, mas a inspiração é o que é necessário para recitar estes versos no momento de adivinhação, é a inspiração que dirige um sacerdote para o verso (s) ele recitar na esteira.

Comentário Awo Falokun: Esta é uma regra de longa data em Ifá.
Os versos que se aplicam a uma adivinhação são os versos que foram ditas no momento da adivinhação.

Aqui o que os Anciãos de Ilè Ifé estão tentando explicar é que o momento da adivinhação tem um recado direto, quem não participou deste ritual (jogar e interpretar o oráculo), não pode ter a mesma certeza e a mesma conexão que foi atingida por eles.

Nosso blog está mostrando apenas uma parte das revelações de Ifá para este ano yorùbá que se inicia. A informação é longa e deve ser interpretada por um expert (babalawo), o que queremos deixar gravado é necessidade de união, ajuda mútua e defesa de nossa fé.
Estes requisitos se fazem necessário pelo alto nível de agressividade que viemos sofrendo ao longo dos anos. Porém, Ifá nos diz que não estamos sozinhos, que não seremos abandonados pelo Ợrún.
Ifá
Egbè Ợrún
Okú Ợrún (Ancestres/Espíritos que partiram))
Olokun
Olosa
Ogun
Şàngó
Ợya
Òşún
Òsànyìn

Estes òrìşà, irunmolè e energias do plano astral estarão cuidando de nosso mundo e de nossa religião.

Que as bênçãos de Òfún’sá possam se multiplicar sobre a cabeça de todos nós.
Epá Odù. Epá Òrìșà.

Texto do Conselho de Oke-Itase, Ile-Ife, Osun State, Nigéria.
Comentários do Áwo Falokun.
Tradução: Odé Gbafaomi.

Egbé sempre, aqui no blog,  somos perguntados sobre quebra de preceitos, quebra de tabu, romper com os èèwò e as preocupações inerentes a este assunto.
Uma das maiores preocupações de alguns sacerdotes é saber se o suplicante está correspondendo aos alertas enviados pelo oráculo. Pois, não pensem que sacerdote não se preocupa com a pessoa mesmo depois do ebo entregue.
A preocupação não deveria tomar este lugar especial, uma vez que a vontade e as decisões cartesianas pertencem a pessoa em questão.
Este poema de Ifá nos traz à reflexão para tentarmos desmontar os porquês de várias situações que não se concretizaram positivamente ou a favor do suplicante.
Alabahun, a Tartaruga, vai nos deliciar com está história que mostra a inconformidade do pensamento humano, a corrente humana que pensa que tudo pode, a ala dos que acham que fechou a porta do Ilè Ase, minha ‘obrigação’ está terminada.
Ainda temos muito que aprender, refletir e praticar.
Os enamorados pelo culto, os abian, os recém iniciados, os mais antiguinhos, os cascudos, os Oyè, os sacerdotes e mesmo os mais velhos. Todos sem exceção, deveriam refletir sobre o texto, trazer suas experiências, contribuir para este assunto que é muito, mas, muito sério mesmo.
Ele é mais sério que o ebo realizado. Ele pode lhe custar o esforça de uma vida inteira, toda dedicação em prol de um objetivo.
Apreciem no meio do texto, o papel de Èşù como instigador e provador de caráter. As tentações lançadas fazem parte de seu arsenal de bondades, pois, se você não consegue resistir a carne, a curiosidade, a um tipo de alimento, cor ou comportamento, você deve voltar ao fim da fila, nascer novamente e prestar atenção aos bons conselhos.
O que sempre dizemos:
Nossa religião não proíbe ninguém de nada. Somente dos excessos.
Os tabus são assuntos relacionados ao seu mapa astral, assim como todos dizem que respeitam seu Òrìșà, ao não respeitar seus tabus/èèwò/quizilas, seja lá o nome que você queira dar a ele, você estará desrespeitando não somente ao seu Òrìșà, como também a Ifá/Ọrúnmìlà que trabalhou para que você tivesse a oportunidade de viver em paz, com prosperidade, saúde e equilíbrio.
Estamos zombando de uma força maior?
Estamos desrespeitando uma energia imensurável?
Estamos nos tornando desleixados em relação a todo esforço oferecido em prol de uma vida melhor para nós e nossa família?
Acredito que o texto esteja ficando longo e não estamos em uma palestra.
Que todos possam neste novo ano yorùbá, ter as bênçãos de Ęlà Ìwòrì, Ifá, Ọrúnmìlà e Irunmolè/Òrìșà.
Òfún’sá e Ògúndá maa as sejam os conselheiros de todos neste ano que se inicia.

Ire Aláàfia.

Ese Ifá do Odù Òwónrín’ Ìrètè
A curiosidade da Tartaruga lhe deixou na pobreza.

Introdução

Òpè kute
Foi o Áwo que lançou
Ifá para a Tartaruga
Que sobe na palmeira
No dia em que iria coletar
Frutos no campo de ailerolodún
Ele que levou o Áwo à casa da riqueza
É o mesmo que o leva
A casa da pobreza
Que é a casa do pai da tartaruga

Explicação:

Aqui está Alabahun (Tartaruga) seu pai se dedicou a colher Eyin (fruto do Ikin).
Quando Alabahun cresceu, também se dedicou a mesma profissão. Ele foi com seus Áwo para saber se ele iria prosperar em sua profissão e eles lhe disseram que ele teria que realizar ebo, disseram que teria que oferecer uma de suas ferramentas de trabalho no ebó. Alabahun tinha dois machados e ele ofereceu um no ebó como lhe disseram seus Áwo.

Depois de realizar o ebó, ele foi trabalhar com a único machado que restava. Quando chegou ao lugar onde se encontravam as árvores de palma, começou a trabalhar portanto os ramos de Eyin e quando havia somente um ramo em uma palma que se encontrava na beira do rio, Alabahun começou a cortar a penca e quando estava cortando o machado saiu de mão e caiu dentro do rio. Alabahun ficou chateado quando seu machado caiu no rio e disse:
Por que foi cair logo agora, quando faltava apenas uma penca para retirar?
Como vou me cobrar, se não terminar de colher e completar meu trabalho?

Alabahun desceu da palma para tentar encontrar seu machado e entrou na água, a correnteza o puxou e o arrastou até uma aldeia 9dentro da água). Nesta cidade, a maioria dos habitantes eram mulheres, muitas mulheres e de várias tonalidades de pele, dudu (negras), fun fun (brancas), pupa (rosadas), ayirin (várias cores) e também muito dinheiro, uma incalculável soma de dinheiro. Ao cair, Alabahun, naquela cidade, as pessoas daquele local não tinham um líder e já lhes haviam dito que eles encontrariam uma pessoa de fora da comunidade (estrangeiro) que iria ocupar este posto.

Por isso quando Alabahun chegou a esta cidade, todos os habitantes foram atrás dele e o agarraram e Alabahun não sabia o porquê. Ele se assustou pensando que ele seria agredido e disse?
O que eu fiz para vocês?
Elas o levaram e o sentaram no trono do rei e ali lhe deram dinheiro, mulheres e etc.
Nesta cidade não havia nenhum homem e Alabahun havia sido o único que havia chegado a este lugar.

Eles disseram à Alabahun que naquele povoado elas tinham uma proibição, que era comer Eyin (fruto do Ikin). Elas levaram Alabahun ao pé de uma palma de Eyin e aquele tipo de Eyin não era o que ele conhecia, este era muito grande. O rei desta cidade não podia comer Eyin. Ele foi advertido que se ele comesse aquele fruto, as consequências iriam ser terríveis.

No entanto eles lhe impuseram esta proibição. Ele podia entrar em qualquer parte do palácio, porém existia uma casa onde ele não podia entrar. Este era o quarto menor do palácio. Assim o tempo se passou, até que um dia, ao saírem todos do palácio e Alabahun ficar sozinho, ele se perguntou:
Por que não posso comer Eyin, se este sempre foi o fruto do meu trabalho?
Ele disse:
Eles são tão bonitos e tão grandes!
Eu vou provar um!

Ele foi e comeu um, porém, pegou outros e os levou para seu quarto real para continuar comendo. Como Alabahun estava desfrutando do Eyin, Èşù o induziu dizendo:
Não vê que rico é o Eyin que disseram para você não comer?
Então, vê aquele quarto que te disseram para não entrar?
O que você está esperando para entrar nele!
E desta forma Alabahun foi induzido por Èşù, entrou no quarto e ele viu que ali estava a raiz da palma de onde havia caído seu machado e ao seu lado estava sua ferramenta.

Quando ele foi nomeado rei, suas roupas sujas foram tiradas e elas também estavam ali.
As pessoas da cidade agarraram Alabahun e o mandaram outra vez para fora, com a mesma roupa e sem nenhum dinheiro.

O que leva um Áwo a riqueza
Também leva um Áwo a pobreza
Que é a casa do pai da tartaruga.

Ifá diz que esta pessoa deve fazer ebo.

Este Ese explica como Alabahun teve a riqueza por meio de ebo que os Áwo realizaram, porém, ao mesmo tempo os mostra que tão importantes é o respeito ao quarto, pois, ainda que o ebo tenha lhe trago toda riqueza, ele rompeu com o tabu e isto o levou novamente a mesma pobreza que ele já havia vivido com muito sofrimento.
De que valeu o sacrifício feito, se não respeitou as proibições?
De nada.
Por esta razão é que explicamos que tão importante é conhecer e realizar os sacrifícios e mais importante ainda é respeitar os tabus ditados por Ifá.

Muitos sacerdotes tanto de Ifá como de Òòșà (Òrìșà), são consagrados (iniciados) corretamente na religião, porém, muitos não conhecem seus èèwò e o que é pior, os conhecem e não os respeitam.
E quando seus assuntos começam a dar errado, com certeza sua vida se tornará um calvário.
O respeito aos tabus (èèwò) deve ser levado muito a sério, para que sua vida não se torne um rio de lamentações.
Os sacerdotes de Ifá e Òòșà, devem levar sito muito a sério, para ter uma vida mais tranquila e com menos inconvenientes, pois, se os ebo nos levam a prosperidade, o respeito ao tabu nos faz manter esta mesma prosperidade.

Os Candomblés de Egúngún

.

Quadro Histórico

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VERA CRUZ *

(+/- 1905)

BABÁ OKULELE

ALABÁ – Serafin

MOCAMBO *

(+/- 1830)

BABÁ OLÚKOTÚN

ALABÁ – Marcos Pimentel

ENCARNAÇÃO

BABÁ AGBÓULÁ

ALABÁ – João Dois Metros

OJÉ – Gregório

TUNTUN

BABÁ OLÚKOTÚN

ALABÁ – Marcos Teodoro Pimentel.(+ 1935)

OJÉ Baxorun – Manoel Antonio Daniel de Paula¹

CORTA-BRAÇO*

ALABÁ – Opé

OJÉ – João Boa Fama

ILÊ AGBÓULÁ – Candomblé das Amoreiras ²

(+/- 1940)

1º ALABÁ – Eduardo Daniel de Paula

2º ALABÁ – Antonio Daniel De Paula (+ 1931)

3º ALABÁ – Domingos ( atual dirigente)

ILÊ OYÁ ³

(+/-1955)

1º ALABÁ – Ojé Ladê :

Olegario Daniel de Paula

2º ALABÁ – Ojé Faboun :

“Roxinho” Daniel de Paula (atual)

OS ALAPINIS

1º – Marcos Teodoro Pimentel

2º – Pedro Daniel de Paula

3º – “Mestre Didi” – Descoredes Maximiniano dos Santos (atual)

* – Do Mocambo formou-se o Tuntun e do Vera Cruz o Encarnação. As datas se referem a formação aproximada do terreiro.

¹ – O clã dos Daniel de Paula se inicia com o Ojé Manoel, que teve vários filhos, dos quais destacamos os Alabá Eduardo Antonio Olegário (pai do Alabá“Rouxinho”) e o Alapini Pedro. O filho deste ultimo, Balbino Dainiel de Paula, não é Ojé, pois foi iniciado no culto dos Orixás no Axé Opô Afonjá por Maria Bibiniana do Espirito Santo (1901-1967), Mãe Senhora, que além de ser Ìyálorixá, uma ou a mais importante do Brasil na sua época, foi também Ìyá Egbé noIlê Agboulá, é mãe carnal do atual Alapini Mestre Didi. Balbino é hoje Babálorixá e fundador (1974) do Candomblé Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas, na Bahia. É interessante notar que a maioria das mulheres com oiê em Egum são filhas de santo de Balbino.

² – Os Ojé Gregorio, Manoel Antonio Daniel de Paula e João Boa Fama foram os fundadores do Ilê Agbóulá. Praticamente foi uma fusão dos antigos e extintos Encarnação, Tuntun e Corta-Braço.

³ – O Ilê Oyá é um ramo dissidente do Ilê Agboula.

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Quadro dos Oiês

.

Alguns Oiês, tanto masculinos como femininos, possuem Otun e Osi, ou seja, pessoas que os auxiliam no seu cargo: sua mão direita ou esquerda, portanto são também Oiês.

Cargos e Postos dos Oiês

MASCULINOS FEMININO
Màrìwò

Alapini – chefe dos Alabás

Alabás – chefe de um Terreiro

Atokun – guia de Egun

Ojé Agbá – Ojé ancião

Ojé – iniciado com ritos completos

Amuixan – iniciado com ritos incompletos

Màrìwò – qualquer iniciado

Alabê – tocador de atabaque

Alguns Oiês dos Ojé Agbá

Baxorun

Ojé Ladê

Exorun

Faboun

Ojé Labi

Alará

Ojénira

Akere

Ogogo

Olopondá

Ató

Ìyálode – responde pelo grupo feminino perante aos homens.

Ìyá Egbé – cabeça de todas as mulheres

Ìyá Mondè – comanda as atos e fala com os Babá.

Ìyá Erelu – cabeça das cantadoras

Erelu – cantadora

Ìyá Agan – recruta e ensina as ató

Ató – adoradora de Egungun

Outros Oiês

Ìyále Alabá

Ìyá Kekere

Ìyá Monyoyó

Ìyá Elemaxô

Ìyá Moro

   Texto/Pesquisa:Aulo Barretti Filho

PÈRÈGÚN-  Nativo Orossi, Pau D’Água, Dracena ou Dracaena fragrans.

 

Uma das folhas mais antigas é o “Pèrègún”, que é utilizada na grande maioria dos rituais aos Òrìsás. Diz o mito: Pèrègún presenciou o crescimento da humanidade. Sempre há de nos trazer a sorte. Pèrègún segura nossa sorte, segura a sua presa no dia de caça e assim, alimenta os seus filhos. 

Pèrègún nos protege de nossos opositores e faz com que nos harmonizemos com os nossos semelhantes.

Pèrègún fez pacto com “Aje” para a sua vinda à Àiyé ( Terra ou o mundo físico, paralelo ao orun ) Ifá dissera, quando Pèrègún o procurava pela sorte, se você quiser ter sorte, deverá ajudar a humanidade, fazendo um pacto com “Aje”, para poder sempre ter e poder emanar sorte, para quem lhe procurar por sua ajuda. Foi então, que Pèrègún tinha feito pacto com “Aje” antes de vir ao mundo, mas não tinha quem o pudesse levar para Àiyé. Novamente foi a Ifá, e este dissera: Pèrègún se você quiser realizar o seu trabalho em Àiyé procure por “Ògún”, pois ele sempre está indo para Àiyé. Pèrègún procurou por “Ògún”, mas ele só levaria Pèrègún, se ele dividisse a sua sorte com ele. Foi então que Pèrègún tinha aceitado, e por essa razão “Ògún” lhe dissera: “Vou dizer a toda humanidade, que Pèrègún emana a sorte, e quem com ele ficar será agraciado com a mesma”. Desde e Pèrègún então foi conhecido, e muito procurado por todos em Àiyé.

Orin – Èwé

“Pèrègún a lá we titun

Pèrègún a lá we titun o

Gbogbo Pèrègún a lá we lessé

Èwé Perègún a lá we titum”.

 “PÈRÈGÚN NÍ Í PE IRÚNMOLÈ L’ÁT’ÒDE ÒRUN W’ÁYÉ”

É Pèrègún que chama os espíritos do além para a terra

 

“PÈRÈGÚN WÁ LO RÈÉ PE AJÉ TÈMI WÁ L’ÁT’ÒDE ÒRUN”

Pèrègún, agora vá e chame minhas riquezas do além

Pèrègún, cujo nome é a contração do verbo “PÈ”, que significa chamar, com a palavra “EGÚN”, que significa espírito, ancestral, etc. Percebe-se então que esta folha tem a finalidade de “chamar (invocar) espíritos”, e que a própria pronúncia de seu nome já funciona como um ofò!. A sabedoria daqueles nossos ancestrais yorubanos que a elaboraram fez esse trocadilho: se Pèrègún pode chamar espíritos, pode chamar a riqueza!

O Pèrègún é a folha que encaminha e protege  o Iyawo , a folha nasce com o Orixá, participa da queima de efun e o acompanha até o dia do nome.

A n’sé irúnmolè a ewé àjè bi imolè (Das folhas do peregun nasceu uma mulher encantada que dá a essa folha, todo o poder da natureza)

A ewé kí a jé (Nós saudamos suas folhas)

A wá ku rò yá wá lorí òkun (Ela leva os espíritos da escuridão para outro lugar além do mar)

Pèrègún lá to ni o (O Peregun tem um grande poder)

O Pèrègún é a folha principal do Àgbô de Ogun muito usada em ebós de descarrego, banhos, sacudimentos e limpeza nas Casas de candomblé.

Além de Ògún, o Pèrègún tem forte ligação com Òsún devido a sua ligação com ás águas, inclusive em Osogbô o Pérégún é plantado em torno do ojubó de Òsún. É uma folha gún ( de excitação) masculina ligada a terra. Serve  para chamar a sorte “áwúre rí Ire” ou agradar as Iyamis “Iyónú Iyamí”.

Existe também o Pèrègún listrado, folha usada no àgbô de Oyá e Oxumare.

Peregun Listrado- Dracena, DRacaena Braunni, Páu D’água.

Resultado de imagem para fotos do peregun

Pesquisa/texto: Tradições do candomblé/Blogspot.

Acervo cultural: Ilé Àse Òsòlùfón-Íwìn

Fernando D’Osogiyan

Èwé ÒSÍBÀTÁ – A Folha sagrada

Uma das folhas preferidas de nossas Grandes e Veneradas Mães é a folha de òsíbàtá (oxibatá), também muito conhecida popularmente como ninfeia, folha de lótus, lírio d’água ou golfo d’água.  Seu nome botânico é Nymphaea sp., que tem como origem a palavra em latim nympha (divindade feminina das águas, bosques e dos montes). Existem diversas espécies de ninfeias, sendo que a maioria é originária da África, Europa e Ásia, embora algumas até sejam encontradas no Brasil. Suas flores podem possuir diversas tonalidades como o branco (N. alba), azul (N. caerulea), vermelho (N. rubra), e amarelo (N. luteum). A ninfeia azul é nativa do Nilo (Egito), e segundo relatos era uma das plantas consagradas a uma divindade muito antiga, conhecida como Nefertem ou Nefertum. A flor era muito apreciada pelos antigos egípcios, não apenas pelo seu odor inebriante como também por suas propriedades curativas. Segundo alguns mitos, Nefertem utilizou essa flor como oferenda ao deus do Sol, Ra, para que as dores do seu corpo envelhecido o deixassem.     Outra lenda relata que Isis, deusa da maternidade, fertilidade, protetora das crianças e também associada aos mortos foi quem ensinou aos homens a utilização de seus rizomas na alimentação. Foram encontrados vestígios de grandes buques de ninfeia ofertados no túmulo de Ramsés II, que as cultivava em seu palácio, assim como Amenófis IV. Suas flores serviam como adorno nos festivais religiosos e também como oferendas aos deuses e os mortos, podendo também ser ofertadas como presentes a pessoas importantes ou como sinal de amizade. Assim como as iyabás estão associadas ao elemento água as ninfeias são classificadas como plantas emersas, ou seja, parte de seu corpo fica enraizado no lodo e outra parte fica acima da água. Costumam ser encontradas em rios de águas calmas ou em lagos. Suas folhas são grandes, coriáceas, de coloração verde brilhante em cima e avermelhadas por baixo. Suas flores surgem solitárias, apresentando ambos os órgãos sexuais (hermafroditas). Elas se abrem bem cedo e se fecham por volta do meio dia, realizando esse movimento por até três a quatro dias, quando se fecham (submergindo) e dão origem as sementes.   A planta possui propriedades calmantes, antiespasmódicas, sedativas e psicoativas devido provavelmente à presença de alcaloides como apomorfinas e a nuciferina, presentes principalmente na espécie caerulea. Doses de 5 a 10 gramas das flores podem alterar o grau de consciência, assim como a percepção visual. Uma de suas propriedades mais conhecidas, tanto pelos gregos como pelos egípcios era o seu poder anafrodisíaco, em especial a espécie alba. Podia ser utilizada sobre os órgãos genitais em casos de compulsão sexual obsessiva e ninfomania. Segundo sugerem Pessoa de Barros & Napoleão (1999) a planta poderia possuir ainda propriedades abortivas.

No campo da aroma terapia a flor de lótus do Egito traria harmonia e expansão da consciência, purificando os chacras e promovendo um bem estar sistêmico.

No culto aos orixás costuma ser associado a todas as iyabás: Oxum, Iemanjá, Oyá, Obá, Nana e Ewá. Uma vez que é uma planta ligada a água também é consagrada a Oxalá (ninfeia branca), que é um Orixá úmido por natureza. Uma observação interessante é que embora possua propriedades calmantes e sedativas não é considerada uma ewé eró e sim um ewé gun (Pessoa de Barros, 2011).

Seu nome em Yorubá (òsíbàtá) significa “não se submete”, nos lembrando que é uma planta de grande axé e que deve ser utilizada com cuidado. Por sua ligação estreita com a grande Mãe Oxum e também com Oxalá, é indispensável em determinados rituais, como o odu Èje. Esse momento marca o final do processo de iniciação e o início de uma caminhada independente.

REFERENCIAS: BARROS, José Flávio Pessoa de; NAPOLEÃO, Eduardo. Ewé òrisà: uso litúrgico e terapêutico dos vegetais nas casas de candomblé jeje-nagô. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. BARROS, José Flávio Pessoa de; A floresta sagrada de Ossayin o segredo das folhas. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.

Texto: Jonas Gunfaremim .

O Oxibatá é fundamental na liturgia de todo Iyawo, sendo preponderante nos ritos a Oxun, a verdadeira “Mãe do segredo”- “Iyawo”.

Fernando D’Osogiyan

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