Feeds:
Artigos
Comentários

 

Maria Valentina dos Anjos Costa nasceu no ano de 1877, descendente direta de escravos oriundos do antigo Dahomey, foi a terceira sacerdotisa da comunidade de candomblé jeje do Terreiro do Bogun (Zoogodo Bogun Male Hundo). Iniciada para o Vodun Sogbo, assumiu o terreiro do Bogun em 1925 – após o falecimento de Gaiakú Romana de Kposú (Kposusi Romaninha) – onde se tornou uma das mais memoráveis sacerdotisas do Candomblé Jeje. Conhecida pelo nome de Mãe Runhó.

Mãe Runhó comandou o Terreiro do Bogun mantendo os princípios e a tradição africana de culto aos Voduns. Faleceu em 27 de Dezembro de 1975 vítima de um enfarte. Seu enterro foi realizado conforme a tradição; o caixão saiu pela janela da casa e foi transportado pelos filhos de santo, que o carregavam nas costas; a cada encruzilhada três passos a traz e três passos a frente eram dados e seguia o cortejo com cânticos específicos. Ao chegar ao cemitério na Quinta dos Lázaros o caixão é largado ao chão e canta-se em louvor a Ayizan – que representa a memória ancestral, na seita – e logo após é enterrado diretamente na terra como manda a tradição. Antes de cobrir o caixão com terra, cada filho de santo deve jogar um punhado de terra em cima.

O nome da praça do Engenho Velho da Federação é uma homenagem à memória de Doné Runhó. O seu busto, localizado no meio da praça, é a única homenagem pública a uma sacerdotisa da religião de matriz africana na cidade.

Após a morte de Mãe Runhó o terreiro passou a ser comandado por Evangelista dos Anjos Costa – Mãe Nicinha ou Gamo Lokosi – filha carnal de Mãe Runhó.

http://baralonanbordado.blogspot.com.br/2012_03_22_archive.html

Perfil de Mãe Cleusa de Nanã

Cleusa da Conceição Nazaré de Oliveira, conhecida por Mãe Cleusa de Nanã — Salvador, foi a quinta Iyálorixá do Terreiro do Gantois. Foi sucedida por sua irmã Carmen de Oxalá, atual Iyalorixá do Àse Gantois.

Mãe Cleusa e Mãe Carmem eram filhas de Mãe Menininha do Gantois, e netas de Maria da Glória Nazareth a terceira Iyálorixá do mesmo Terreiro.

No Gantois, quem assume o lugar da mãe é a filha mais velha, essa é a tradição da casa. Segundo Julio Braga: “Historicamente, o Gantois é um candomblé familiar de tradição hereditária consanguínea, em que os regentes são sempre do sexo feminino”.

Mãe Cleusa construiu toda uma vida longe do candomblé, mesmo tendo se iniciado na religião e ajudado a mãe a comandar o centro por um tempo, não queria ter esse compromisso religioso na sua vida. Casou-se aos 21 anos com um oficial milionário da Marinha de Guerra e com ele teve três filhos: Mônica, Zeno e Álvaro. Viajou por muitos países, conhecendo o luxo e a riqueza. Ao voltar para o Brasil, decidiu sair de Salvador e foi morar na Cidade do Rio de Janeiro, e lá passou a exercer sua profissão, já que estou muito durante a vida e passou no vestibular de Medicina na Universidade Federal da Bahia, e seu primeiro emprego foi na profissão em que se formou, obstetra.

Filha mais velha e sucessora de Mãe Menininha do Gantois no famoso candomblé do bairro da Federação na capital baiana.Culta,determinada,e de uma doçura genética reinou no Ilê iyá Omi Axé Yamassé por nove anos. Morou no Rio de Janeiro por muitos anos.Aniversariava no Natal e, muito generosa,presenteava quem estava à sua volta.Faleceu em 1998 na Boa Terra.

Site:Wikipédia

ORI

Imagem

Ori é o deus portador da individualidade de cada ser humano. Representa o mais íntimo de cada um, o inconsciente, o próprio sopro de vida em sua particularização para cada pessoa. Ori mora dentro das cabeças humanas, tornando cada um aquilo que é.

Como ao morrer, a cabeça de uma pessoa não é separada para o enterro, Ori é conhecido como aquele que pode fazer a grande viagem sem retorno, pois os outros orixás, mesmo quando morrem seus filhos, são libertados da cabeça (Ori) e retornam ao Orun (céu, ou mundo exterior).

À cerimónia de equilíbrio do Ori dá-se o nome de Bori (bo = oferenda, ori = cabeça => dar oferenda para a cabeça, fortalece-la). Não se deve no entanto confundir Bori com Iniciação. O Bori pode ser feito em qualquer momento e não implica qualquer vínculo com o Orixá ou com a casa.

Durante o processo iniciático a primeira entidade a ser equilibrada é justamente o Ori, a individualidade pessoal, para que a pessoa não se transforme num mero espelho do orixá.

Um dos mitos sobre Ori diz que ele pode depois de enterrado voltar ao Orum, levado por Nanã ou Ewá. Diz este mito que um dia Ori percebeu que era o momento de nascer outra vez e foi falar com Olorum, o Universo, solicitando permissão para nascer na mesma família em que havia nascido antes. Olorum permitiu, com a condição de que apenas ele, Olorum, pudesse conhecer o dia de sua morte, sem que Ori pudesse opinar sobre esta questão e que o destino de Ori só pudesse ser mudado quando Ifá fosse consultado.

Este orixá não tem características estéticas pois não incorpora. Apenas é cultuado juntamente com os orixás, possuindo um número no jogo de búzios onde “fala”.

A quizila de Ori é a mentira.

Por: Araba Ifayemi Elebuibon

Ojo é a palavra iorubá para dia.

A religião dos iorubas do sudoeste Nigreia é o òrìsá.
A palavra “òrìsá” significa “aqueles cujas cabeças foram criadas, os maiores e superiores desde então.”

Cada uma dessas divindades são os ministros de Deus (Olodumare) e a palavra do Deus Todo-Poderoso.

Eles são chamados de òrìsá (Eni ti ori sa da).

No começo, os seres humanos não tinham nomes para os dias.

Era Obatalá (divindade do arco, Deus da Criatividade), que foi a Olodumaré para obter os dias da semana para todo o resto dos òrìsá.

Foi Òrúnmìlá, quem estabeleceu os dias, daí um dos Odus recitou:

Ifa loni oni

Ifa loni ola

Ifa loni ojo mereerin Oosada

É Ifa quem possui o hoje

É Ifá quem possui o amanhã

É Ifá quem possui os quarto dia que òrìsá fez na Terra.

Em um parágrafo de um oriki de Obatalá uma de suas filhas perguntou:

Podemos saber o nome dos dias?

Obatalá diz:

Tire um dia da semana para Òrìsáala

Escolha um outro dia para Ogun

Faça um outro dia para Jakuta (Sango)

O dia restante é do Awo (Òrúnmìlá) ou dia do Segredo.

Foram apenas quatro dias que Obatalá trouxe do òrun para o mundo com as 401 divindades.

Obatalá distribuiu os dias entre os outros òrìsá, Ogun, Sango e Ifá, enquanto ele escolheu um dia para si.

O resto dos Òrìsá, por conseguinte, tinham que partilhar os outros dias, por exemplo:
O dia da semana (Ose Ifa) é o mesmo dia para Osun.
Obatalá divide seu dia com Egungun (espíritos ancestrais), Aje, Ìyàmi, Elegbara e etc.

Cinco dias é a semana do calendário tradicional dos iorubás, não contando o primeiro dia, você tem quatro dias.

Vinte e nove dias faz um mês. que é quando a lua está cheia.
A lua passa quinze dias sobre a terra e quinze dias no céu.

A semana de sete dias.

Ojo Aje (segunda-feira) – é o dia em que o dinheiro entrou com o òrìsá na terra e é conhecido como o dia do dinheiro. Os Iorubás usam esse dia para iniciar negócios e discutir programas econômicos e sociais.

Ojo Isegun (terça-feira) – É o dia da vitória. Este é o dia em que  todas as forças do mal estão dominadas. É um bom dia para começar qualquer coisa que leve a uma melhor qualidade de vida.

Ojoru (Quarta) – É o dia que o problema entrou no mundo. É o dia de confusão.

Ojoba (Quinta) – É o dia em que os nomes dos dias chegaram.

É um dia em que os Antepassados visitam a família.

É por isso que cada festival importante (Oro Órìsá) começa na quinta-feira, Ojobo.

Ojo eti (sexta-feira) – É o dia do adiamento.

Acredita-se que tudo o que as pessoas tenham que fazer neste dia deve ser adiado ou então ele seria um fracasso.

É por isso que as viagens de negócios  não começam neste dia.

Abameta (Sábado) – Viés talvez os mesmos atributos de Ojo Eti.

A fim de evitar três tipos de incidentes negativos, os iorubas não usam o sábado para enterrar uma pessoa, a menos que a pessoa seja um ancião.

Ojo Oiku (domingo) – Ojo Ariku também conhecidas como Ojo Isinmi é o dia do descanso é o dia que Òrúnmìlá enterrou Imi, a mãe de Esu Odara.

(veja As Aventuras de Obatalá Vol 1. Yemi Elebuibon para mais informações). Neste dia as pessoas do mundo solicitaram imortalidade (aiku) a Olodumaré. Òrúmìlá, um confidente de Olodumarè se recusou a fazer propiciação, ele era incapaz de trazer a imortalidade (aiku) para todos os habitantes da Terra, então as pessoas tiveram que morrer.

Neste dia não foi concedido a imortalidade ao povo.

Felizmente, a morte prematura pode ser prevenida fazendo sacrificio e usando a medicina de Ifá. (Elebuibon 1989;. Pg 11).

Texto Complementar.

Odu Oturupon’Otura diz:

Alakoneri (um sonho não tem nenhuma testemunha), o adivinho de Alárá.

Uma pessoa não se comporta inquietamente e implora aos pés de outro homem para mover inquietamente.

Esta era à base de adivinhação para Òrúnmìlá que ia implorar pela luz do dia (Sol) de Olódùmarè (Deus) de forma que ele poderia ter poder sobre o sol.

Disseram-lhe que oferecesse dezesseis caracóis, dezesseis galinhas, dezesseis cabras e três mil e duzentos búzios.

Òrúnmìlá obedeceu e ofereceu.

Então Olódùmarè disse que ele não poderia ter controle da luz do dia, mas, o deixaria saber os nomes dos dias e as coisas que são muito satisfatórias para fazer nesses dias.

Notificação:

•Òrìsà-nlá foi o primeiro a escolher um dia.

•Òrúnmìlá escolheu o segundo.

•Ògún escolheu o terceiro.

•Sàngó escolheu o quarto.

Estes quatro dias são os dias para todos os adoradores de Òrìsà na terra Yorùbá: Ijebu, Egbá e assim por diante.

Então, há quatro dias na semana.

Mas nossos pais diziam que eles adoravam os seus Òrìsà a cada cinco dia; é os quatro dias que eles chamam de cinco dias.

Para unificar os dias destes Òrìsà, os dias de mercado de todas as terras ou cidades mencionadas de Ilé-Ife são cada quatro dias que se faz uma semana.

Em outra forma, nossos pais têm outros sete dias com os seus significados:

•O dia da imortalidade.

•O dia da deusa das riquezas.

•O dia da vitória.

•O dia abre a porta e sai.

•O dia do retorno do sol para seu curso normal.

•O dia da dificuldade ou disputa.

•O dia de três desejos ou o dia das três maravilhas.

Note que só um Òrìsà tem um dia nomeado para si dentro dos sete dias.

Esta é Ajé (a deusa das riquezas).

Orúnmìlá não criou estes sete dias por adorar qualquer Òrìsà.

Ele os criou com a finalidade de observar matrimônios e aniversários, para começar um negócio ou mudar para uma casa nova e assim por diante.

Os dias da semana dos Òrìsà participam um ciclo dentro destes sete dias de observância importante de todos que pode acontecer no dia do Òrìsà.

Vinte e oito dias que são sete semanas dos Òrìsà faz um mês.

(Texto: Sagrado Oráculo de Ifá Epega)

Abiyan-Ketu/Nagô: Seus Deveres e Responsabilidades

https://www.facebook.com/pages/Quem-%C3%A9-de-Ax%C3%A9-diz-que-%C3%A9/403232606357482

O Abiyan é toda pessoa que depois de fazer uma consulta através dos búzios com o Babalorixá ou Iyalorixá, tenha tomado no mínimo um Obí  e tenha um fio de contas lavado de Oxalá..

Os procedimentos e comportamentos básicos do Abiyan:

  • Estar vestido de branco principalmente se a casa for de Oxalá, ressaltando que:

Homens – calça comprida e camisa branca;

Mulheres – Vestido ou saia/camisa branca;

  • Ao chegar ir direto beber um copo d’água para esfriar o corpo da rua, sem fazer paradas e evitar qualquer conversa;
  •  Tomar seu banho de ervas e colocar sua roupa de morin;
  • Bater a cabeça no Axé, na porta dos quartos de Santo; para o Babá/Iyá, “trocar” à benção com TODOS os seus irmãos, sendo por ordem hierárquica (dos mais velhos aos mais novos), de acordo com a ordem iniciada;
  • Perguntar ao Babá/Iyá, sobre a função que deverá fazer na Casa; muitas vezes por ordem do Babá/Iyá, as funções podem ser determinadas pelas Ajoiês (Ekédis) da Casa.
  • O Abiyan deverá fazer suas refeições sentado na ení (esteira), e assim que terminarem, deverão levantar as mesmas e guardá-las. Não devem colocar os pés calçados nas enís;
  • O Abiyan somente poderá dormir em ení, caso se faça necessário terá a autorização do Babá/Iyá para dormir nos quartos dos Orisás;
  • O Abiyan ao acordar não deve falar com ninguém, deve antes beber um pouco de água: isso é para apagar os vestígios ou traços negativos provocados pelo mau hálito;
  • O Abiyan não deve ocultar do Babá/Iyá qualquer tipo de dúvida, problema e mal entendido;
  • O Abiyan não deve fumar na frente de seu Babá/Iyá;
  • O Abiyan nunca fica de pé em frente ao Babá/Iyá e sim agachado, com a cabeça baixa;
  • O Abiyan nunca interrompe o Babá/Iyá quando estiver conversando com alguém. Quando tiver visita no barracão (egbomis, ekedes, ogans, zeladores), seja em dia de festa ou em dia corriqueiro, é correto que os filhos se abaixem próximo a ele para dirigir a palavra. Diz então: “AGÔ” (licença), espera ele dizer “AGÔ YA” e de cabeça baixa falar com ele em tom de voz baixa;
  • O Abiyan não deve passar pelo o Babá/Iyá com a cabeça erguida, e sim um pouco curvado para frente;
  • O Abiyan sempre que for servir o Babá/Iyá, deve-se levar o pedido numa bandeja ou prato e abaixar-se para servir;
  • O Abiyan só deverá entrar nas rodas de Xirê se forem chamados pelo Baba/Iyalorixá;
  • O Abiyan tem suas funções na casa relacionadas à limpeza e manutenção, salvo se for um Abiyan antigo e de confiança poderá exercer outras funções;
  • O Abiyan não tem Orixá definido ainda, por isso é denominado um Abiyan (aquele que está começando em um novo caminho) mesmo que venha de outra casa;
  • O Abiyan deverá sempre pedir “Agô” para entrar e sair de cada ambiente do terreiro e esperar a resposta, “Agô ya” de um mais velho;
  • O Abiyan só poderá ir embora com autorização do Baba/Iyalorixá;
  • O Abiyan não questiona rituais litúrgicos de sua casa, respeita a hierarquia e se coloca sempre no seu lugar;
  • O Abiyan deve aproveitar o máximo este período de aprendizado, humildade e retidão, pois é neste momento que irão refletir quanto a futura iniciação, as responsabilidades do que é ser um Adôxu, um Iyawó.

A vivência no axé, a disciplina, observar o comportamento dos mais velhos, ser verdadeiro com seus sentimentos para com o Orixá, estar despojado de vaidades, e entender que o mais importante não é “fazer o santo e sim saber o porquê de se iniciar para o santo”. Não há pressa para iniciação, Orixá entende e nos concede essa oportunidade de aperfeiçoamento e adaptação, salvo as raras exceções.

Ser um bom Abiyan é estar se preparando para no futuro ser um bom Iyawó e assim como ser for um bom Iyawó é estar se preparando para ser um bom Ègbón.

 De: Mônica D’Òsóòsì Iyá Kèkèré do Ilé Àse Òsòlùfón-Íwìn
Foto: internet

O que é Ajé?

Na tradição religiosa de Ifá no oeste africano, um dos temas mais difíceis é entender nosso comportamento, nosso caráter e como tudo isto se relaciona com nossas crenças pessoais e quando usamos as tremendas forças que vêm seguindo este caminho espiritual.

Certamente não são as palavras faladas em fóruns públicos de orações, invocações e encantamentos, mas o comportamento problemático que vem de adorar uma tradição que é essencialmente metafísica, imaterial, sobrenatural e sobretudo, mística. Quando alguns desses seguidores inseguros da Tradição estão com medo e às vezes são muito limitados espiritual, emocional ou até mesmo falta a base necessária que lhes permita aprofundar-se na sabedoria interior e no código de Ifá.

Devido a isso, há comportamentos morais que devem ser observados, para que possamos ter ordem dentro de nossas fileiras como sacerdotes e mais seguramente com os nossos devotos.

O versículo di Odu Ifa (ese Ifa) Odi Meji canta para nós, esta parte:

Odi Meji

Grande massa (uma montanha) de terra no final da estrada.

Àse infinito.

Ifá foi consultado para Ìyàmi Òsoròngá.

Quando Elas estavam vindo do céu para o mundo,

Eles disseram, Elas estavam vindo para o mundo

Eles, então, chamaram Òrúnmìlá para vir do òrun

Olodumare deu a Òrúnmìlá permissão para vir,

Òrúnmìlá partiu

No local onde ele estava para partir, ele descansou em uma muralha de pedra de Òrìsá Nla

Ele conheceu Ìyàmi no percurso

Òrúnmìlá disse, “Onde você vai?”

Elas disseram, estamos indo para a Terra.

Ele disse, o que vocês vão fazer lá?

Elas disseram, aqueles que não serão nossos cúmplices, vamos atormentá-los.

Vamos saqueá-los.

Vamos trazer a doença para seus corpos.

Vamos trazer fraqueza a seus corpos.

Vamos tirar os seus intestinos.

Vamos comer seus fígados.

Vamos beber seu sangue.

Nós não vamos ouvir a voz de qualquer pessoa na Terra.

Òrúnmìlá disse: Ha!

Ele disse que seus filhos estavam na Terra.

Elas disseram que não conheciam os filhos de ninguém.

Òrúnmìlá disse, meus filhos estão na Terra.

Elas disseram muito bem, então.

Elas disseram que Òrúnmìlá deveria falar com seus filhos …

Primeiro para qualificar este artigo para o Ile Òrúnmìlá Mimo Iwosan Boletim interno do Templo de janeiro de 2008, queremos esclarecer que o título deste artigo reflete a nossa reverência e obediência ao Awon Ìyàmi Osoronga (A Grande Mãe e Misteriosa), Yewajobi (Mãe de todos os Òrìsá e todas as coisas vivas), todas as grandes mães que fazem as coisas acontecer, Agbalaagba (Um velho e sábio).

Com essas denominações conhecidas como: Saúdo a Terra e Cosmos.

As mães que merecem o “respeito”, há muito tempo esquecido por seus filhos. 

O que é Ajé?

Aqui, fora no templo, tentamos fortemente não usar o certos palavreados sobre as Ajé  “que traz sobre ela a feia imagem, com a conotação ocidental de uma mulher com visual velho, com vassoura, fazendo obras más contra a humanidade.”

O envelhecimento é belo, a força das mulheres e seu poder é incrível e cura.

Esta imagem negativa tem permeado a sociedade mundial da web, criando influência negativa e confluência contra as mulheres que são fortes e tem poder.

No entanto, o ponto e a ênfase deste post não é apenas para corrigir esta imagem, mas também para lidar com o mau uso do poder nas mãos daquelas que são mentalmente e espiritualmente despreparadas para lidar com este tipo de energia maravilhosa e poderosa.

Isto inclui as forças do nosso Pai da Noite e todos os outros espíritos que podem ser usados para o mais escuro dos atos contra a humanidade.

Forças e entidades que foram concebidas para equilibrar as energias do mal nós, seres humanos usamos para cometer atos falhos no mundo.

Também no início do Oriki de Odi Meji você será introduzido pela primeira vez no conhecimento da relação forte e simbiótica entre Ìyà mi Osoronga e Òrúnmìlá.

Muitas vezes, ouvimos dentro da comunidade de Ifá e adoradores de òrìsá,  que agora, as pessoas estão jogando bruxaria em seus inimigos, ou cometendo atos desprezíveis, por vezes, muitos com forte violência espiritual contra os outros, por vezes, é feito também nas comunidades do mundo.

São pessoas que não estão relacionadas com a nossa tradição religiosa.

Os atos inomináveis de coisas que elas querem que os outros façam, nas questões de controle, de ciúme, de ódio, de amargura, que as tirem da solidão, dos problemas de auto-estima, dos problemas de saúde mental, é o zelo fora do controle, são comportamentos e pensamentos que não deixam a gente entender “os princípios da Ifá” .

Muitas pessoas na realização de tais atos hediondos e formas nefasta de pensamento, não entendem o terreno espiritual e o que isso realmente implica. Podem até mesmo ver os espíritos que estão de ilusionismo, meditando, invocando ou simplesmente enviando para outra casa, corpo ou espírito.

Estão infligindo normas, têem pensamentos perigosos sobre pessoas que podem ser inocentes ou aquelas cujas capacidades ou karma podem, na verdade igualar o sucesso delas.

Às vezes as pessoas, incluindo alguns adivinhos, fazem e não na ignorância entender que nem todas as energias negativas são aquelas enviadas por nossas mães e pais da Noite, mas pode ser um espírito Egbe trazendo calamidade para uma pessoa que não vem através das promessas feitas ao céu.

Ou pode ser “a mãe acionada pela loucura própria de uma pessoa, trazendo a loucura para seus comportamentos aberrantes, porque elas se recusaram a acatar as lições dadas por Olodumare através de Ifá de boa conduta e bondade adequada em suas vidas.”

Elas mentem para si mesmos e encobrem seus mais íntimos pensamentos, não percebendo que Esu é o operador que liga padrões do pensamento com o Orí, e que o próprio pensamento é uma energia facilmente vista em testes intricados com padrões dentro do universo interior e exterior.

Há até momentos em que as energias do òrìsá podem ser vista defendendo a posição  daquelas pessoas que são afetadas por ajogun, essas forças, estão em uma posição negativa quando elas também violarão o espaço sagrado do outro.

A responsabilidade de todos os adoradores de Ifá / òrìsá, sacerdotes e aleyo equivale a essa idéia, de entender as forças com que se está lidando, deve-se estar consciente da tremenda força de destruição que está nas mãos destas pessoas que querem usar o negativo e o mal sobre os outros, sem serem provocados, tudo fruto de suas próprias inseguranças, ódio e muito mais.

O que é Ajé?

Para um exemplo claro disso:

A “pessoa” quer uma ‘outra pessoa’ tenha uma morte física, desejando ou paganso um sacerdote nefasto para enviar todas as formas de mal, porque ela foi desprezada verbalmente por esta pessoa.

A timidez desta ação é que o crime não vale a pena da punição extrema.

Em vez da pessoa ter a coragem de falar de suas preocupações ou irritabilidade com o outro, elas preferem que esta pessoa ou seus familiares tenham uma morte horrível, apenas para satisfazer seu senso de justiça.

Outro cenário é você querer um homem ou uma mulher para você; uma uma pessoa casada e você está disposta a separar, a destruir sua família, através de meios metafísicos, enviando espíritos malignos, usando charme para seduzir, quebrar, ou simplesmente causar problemas em sua vida até que esteja de acordo com sua vontade.

Existem aquelas ocasiões, em que uma pessoa teve sua vida perturbada por essas forças errantes e um adivinho qualificado foi necessário para  endireitar a situação da sua vida.

A ideia, ainda diz que as ações dessas pessoas, fará por todos os meios necessários trazer dor, danos e ferir a qualquer um por causa de sua mentalidade pequena, é uma tragédia diante dos olhos de Olodumare.

Quando essas forças são invocadas no mundo, é verdadeiramente uma abominação diante dos anciãos do òrun (Céu) e no tempo certo o pagamento, chegará como uma visita terrível, porque a pessoa ou pessoas que usaram este mecanismo para quebrar outro vai ou interferir na vida dos outros violou o princípio sagrado de Olodumare.

(continuação)

Odi meji diz:

Elas construíram um tribunal atrás.

Elas construíram uma câmara.

Elas disseram, este é o lugar onde poderam se reunir.

Elas empilharam um monte enorme, em que as Eleiyes poderiam se  reunir.

Quando elas se reuniram.

Quando chegaram na Terra.

Elas enviaram dores de estômago as crianças.

Elas mandaram a doença para crianças.

Elas tiraram os intestinos das pessoas.

Elas bebiam o sangue das pessoas.

Elas enviaram dores de cabeça a mais crianças.

Elas mandaram a doença de uma criança para outra.

Elas enviaram reumatismo de uma criança para outra.

Elas enviaram dores de cabeça, de estômago ruim e febre de uma criança para outra

Elas causaram o estômago inchado da grávida para prejudicar.

Elas levaram o feto de quem não era estéril.

Elas não permitiam que qualquer mulher engravidasse.

Aquelas que já estavam grávidas, foram impedidas de dar à luz.

As pessoas passaram a implorar aos filhos (Awo) de Òrúnmìlá.

Elas pediram aos filhos de Òrúnmìlá para ajudá-las.

Eles iriam ajudar, aquelas que estavam grávidas.

O sacrifício que Òrúnmìlá disse a seus filhos para realizarem neste dia

Seus filhos haviam feito.

O que é Ajé?

As atitudes dos nossos seguidores para com o uso da feitiçaria, como um meio para arbitrar questões, que poderiam ser prontamente comunicadas através do desenvolvimento das habilidades comunicativas e interpessoais ou por meio da orientação de Ifá ou Òrìsá e em alguns casos, um atendimento profissional de saúde mental.

No entanto, quando optamos por utilizar meios nefastos para saciar nossas vontades e desejos ou conseguimos usar essas metodologias negativas, abre-se a porta para a guerra que pode terminar em tragédia e nos casos mais extremos, até mesmo em morte.

É importante para nós aprender a concordar ou discordar, ao ver o verso de Odi Meji ele fala sobre:

“Como Òrúnmìlá acalmou as Ìyàmi Òsoròngá “, pois quando convidamos essas forças, trazendo-as para o mundo do mal, o mal mesmo, pode ser destinado ao remetente.

Nós realmente temos que perguntar a nós mesmos sobre a qualidade e o estado de espírito de uma pessoa, se ela quer a morte de alguém, simplesmente por que uma  pessoa pisou no seu pé.

Ou se cada vez que há um desastre natural do mundo infelizmente, nós podemos estar em conveniência com as tempestades convergentes? “.

“Esta tempestade pode ter sido enviada pelo òrìsá contra seus inimigos conhecidos ou invisíveis? ”

Se o pai, o filho, ou um amigo íntimo de seu inimigo, tem uma doença, então o seu òrìsá vingará o seu ego ferido por infligir dor enorme em outro?

Então nós realmente precisamos olhar para esta pessoa que as enviou de várias maneiras, porque ela quer a morte, a doença, a perda de emprego, a perda da sua casa ou mais.

Simplesmente porque você tem pouca ou nenhuma coragem e também falta de estima.

Talvez haja um problema sério de saúde mental, existe preocupação e necessidade de olhar seriamente como você processa a sua raiva, ou melhor ainda, a sua mágoa e sua dor.

É lamentável e muito triste que encontremos nossa vida em falta, por que você preferiria ver o dano causado a outro ser vivo, do que encontrar maneiras através de Ifá / òrìsá para encontrar uma solução para seus problemas ou mesmo olhar para dentro do seu próprio espírito e procurar uma resposta.

A paz ainda ainda não chegou.

Aqui em Odi Meji está o nosso chamado e canto para acalmar as forças que foram invocadas, quando nossas mães foram incomodadas desnecessariamente, como também devemos pedir perdão as energias das mulheres que foram traídas quando inadequadamente invocamos essa força para o mal de outras mulheres e suas famílias.

Mais uma vez temos de encontrar melhores formas de comunicação com nossos desejos e aprender a não atingir outro ser humano quando não podemos controlar nossos nossos desejos. 

Odi Meji

Elas precisam gostar deste canto.

Pequena Mãe você conhecerá a minha voz

Ìyàmi Osoronga (Grande Mãe e Misteriosa) cada palavra que eu falar.

A folha ogbó disse que você vai entender absolutamente.

Ìyàmi Osoronga você vai conhecer a minha voz.

Ìyàmi Osoronga a cabaça diz que você vai levá-la.

Ìyàmi Osoronga você vai conhecer a minha voz.

Ìyàmi Osoronga, a palavra que o rato okete fala com a terra.

A Terra irá ouvi-lo absolutamente.

Ìyàmi Osoronga você vai conhecer a minha voz.

Ìyàmi Osoronga tudo que eu digo, você vai fazer.

Ìyàmi Osoronga você vai conhecer a minha voz.

Não importa o tipo de entidade espiritual, o que é imperativo e importante é que devemos aprender a parar a guerra desnecessária e o mal que ela trouxe para as pessoas, só porque não gostamos delas e não podemos controlar nossos ciúmes.

Temos que aprender a ir a Ifá e rezar para o nosso esclarecimento e aprender a negociar nossa vida de uma maneira melhor e cumprir o que Ifá e òrìsà orientam.

Mais do que, provavelmente a bruxa, o verdadeiro mal não são as forças que estamos chamando para fazer a guerra que prejudica os outros e os inocentes, na verdade o rosto que reflete no espelho está olhando para você mesma, ou seja, o próprio mal.

Ire gbogbo

Por: Iyanifa Fayomi Falade Aworeni Obafemi

Ile Iwosan Òrúnmìlá Mimo

Sexta-feira Santa.

A Sexta-Feira já é um dia especial, pois consagrada à Oxalá, Orixá ligado diretamente à criação do mundo e intitulado pai de todas as divindades. A Sexta-feira Santa, é ainda mais especial para o Povo de Santo, que guarda fielmente os preceitos que envolvem este dia, mesmo com a consciência que em verdade o sincretismo católico foi uma estratégia de resistência, nos legou uma herança cultural e histórica. Tal momento é tão significativo que nos conduz a respeitar este dia e seguir as tradições assim como nossos ancestrais fizeram.
Ao contrário de muitos radicais, o candomblé adota uma postura pacífica e de respeito a todas regligiões crenças e doutrinas, rendendo, neste momento, à Sexta-Feira Santa, nosso respeito e homenagens de estilo.
Axé!
De:Casa de Oxumare.

Sexta-feira Santa, dia de reflexão, de fazermos a nossa via sacra, de percebermos nossos erros, de pedir misericórdia…mas principalmente um dia para termos a certeza da Ressurreição e por isso sermos felizes, pois amamos um Deus Vivo!
De:Cristina Branco

Quando comecei minha vida de abiyan no candomblé a mais de 35 anos atráz, tínhamos hábitos católicos dentro da “roça de santo”. Chegávamos ao Ilê Axé na quinta à noite para acordarmos na sexta-feira em jejun, rezar, pedir à benção, comer peixe e muita canjica. Nos reuníamos em torno do axé, não haviam telefone, TV e muito menos Internet.
Era um dia diferente, tranquilo, de conversa baixa com harmonia. Às 18 horas íamos todos rezar em yorubá e agradecer humildemente por estarmos vivos também, assim como o santo católico e sua ressureição. Era um sincretismo fascinante e ao mesmo tempo de muita fé. Lembro de meu pai acender velas para as imagens de N.Sha. da Conceição, São Bartolomeu e São Lázaro, fazia o sinal da cruz e beijava o terço de Nossa Senhora do Rosário. Invejava sua fé, seu respeito, embora ele fosse um apaixonado pelo candomblé e os Orixás, mantinha as tradições familiares. Já no final da sexta-feira, começavam os preparativos para a grande festa de sábado de aleluia para Pai Ogun, a preparação das bandeirinhas no teto do barracão, a mesa cheias de grãos de feijão preto,fradinho, roxo, canjica, milho vermelho, milho alho, farinha de acaçá, começavam as funções na casa, cada um sabia o que fazer e a noite se tornaria a nossa criança que só iria dormir no amanhacer do domingo se o samba de caboclo nos deixasse.
De:Fernando D’Osogiyan

Axé.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 7.379 outros seguidores